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Arquivo mensais:fevereiro 2013

As 15 posturas de um líder de sucesso

perfil lider lideranca

 Liderança é um comportamento aprendido que se torna inconsciente e automático ao longo do tempo. Segundo a revista americana Forbes, os líderes tomam decisões importantes sobre um problema no mesmo período em que outras pessoas levam apenas para entender as questões. O processo de tomada dessas decisões vem de um acúmulo de experiências, encontros com uma multidão de circunstâncias diferentes, tipos de personalidade e falhas imprevistas.

Conforme a publicação, os líderes mais bem-sucedidos são os tomadores de decisões instintivas. Para fazer a carreira avançar, é preciso aprimorar a capacidade de liderança e assumir responsabilidades. Para chegar lá, a revista listou 15 posturas que devem ser trabalhadas por um líder de sucesso. Confira a seguir:

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Aprendendo com a ignorância

autoconhecimento

Devemos nos dedicar com entusiasmo a toda e qualquer possibilidade de diminuir a nossa gigantesca ignorância a respeito de tudo!

A postura do eterno aprendiz é, ao lado do amor, a  maior fonte de alegria e prazer na nossa existência. Ambas, para serem plenas, devem estar associadas à postura de servir, ser útil à vida e às pessoas.

Quanto mais aprendemos mais se revela a nossa profunda ignorância sobre as coisas, fato que não deve nos deprimir, mas incentivar a continuar buscando e aprendendo. Ficarmos deprimidos com aquilo que não sabemos é perda de tempo e energia. A ignorância quando reconhecida é a porta de entrada para o conhecimento consciente. Ignorar é bom quando sabemos que ignoramos, quando não ignoramos nossa própria ignorância!

Aquilo que não sabemos não deve ser fonte de tristeza, mas ponto de partida para a felicidade. Descobrir é experimentar um tipo especial de felicidade. O conhecimento enobrece, liberta e alegra! A depressão é a ignorância que se entrega enquanto a sabedoria é a ignorância que entrevista a vida sobre seus segredos…

O que temos consciência de que não sabemos já podemos buscar aprender, e isso é ótimo. A área de sombra está em desconhecer o que não sabemos. A ignorância que ignoramos é a verdadeira ignorância!

Por isso é necessário o convívio com as outras pessoas, quanto mais diferentes de nós, melhor. Isto é de vital importância para o nosso desenvolvimento. Através das lentes da diferença, podemos entrar em contato com aquilo que desconhecemos. O convívio com o outro revela dimensões da vida e de nós mesmos que seriam de difícil acesso só pelos nossos caminhos.

O universo do outro, sua forma particular de ver, sentir e viver a vida pode nos despertar das nossas ilusões sobre o conhecimento das coisas. Observar que existem múltiplos caminhos para responder uma questão, resolver um problema e superar uma dificuldade nos liberta do perigo do pensamento único, da megalomania de acreditar que temos, não somente as respostas, mas detemos a verdade.

A verdade do outro é um ótimo antídoto para as nossas ilusões de verdade. Precisamos do outro para enxergar a nós mesmos de outra perspectiva, menos vaidosa, menos egoísta e narcisa, desde que o outro seja sincero em sua interação conosco. Pessoas que nos endeusam não colaboram com nosso crescimento. Quanto mais eu vivo mais prefiro a crítica sincera ao elogio paternalista. Cresço com as críticas, me alegro com os elogios (quando lúcidos), mas me alimento mesmo é do conhecimento que surge a partir de ambos.

Tanto o elogio quanto a crítica podem estar equivocados, enviesados, mas o que importa é que trazem novos elementos ao cenário sob o qual a história viva do conhecimento está sendo escrita. Conhecer é viver e viver é reconhecer-se! Quem meditar nesta frase encontrará muito sobre si mesmo.

A ignorância é bela como ponto de partida. Nesse sentido ela é uma espécie de ingenuidade, uma fome de conhecimento. A ignorância é cruel como âncora. Como âncora ela pode fazer com que você fique confortavelmente preso á segurança do cais. Nenhum barco é construído para ficar junto ao cais, sua função é navegar!

Nenhum ser humano deve ficar ancorado às suas certezas sem antes navegar pelos oceanos das possibilidades do conhecimento, considerar e compreender de maneira empática, outros horizontes, outras culturas, outras religiosidades, outras escolhas.

A sabedoria não depende de erudição, de formação acadêmica ou cultura enciclopédica. Sabedoria é um estado de espírito diante do conhecimento da vida, ela está presente em pessoas que nunca frequentaram a escola e ausente em muitos Phds. Quantos deles publicam suas falsas certezas, mas têm medo de publicar suas dúvidas?

Tenho muito mais receio das certezas que das dúvidas. Penso que a dúvida já não seja ignorância, mas início do caminho da sabedoria.

Até mesmo a fé contém a dúvida, embora a fé seja a certeza que resta quando todas as outras deixam de existir. E, mesmo considerando que a fé seja uma certeza além das certezas, sempre existirá a dúvida: por que caminhos Deus se manifestará? Sabemos da sua presença e da sua ação, mas ousaríamos dizer que temos certezas sobre os caminhos que Ele utilizará diante de determinada situação?

Uma fé verdadeira, mas humilde, reconhece-se impossibilitada de compreender a plenitude do conceito de Deus e suas possibilidades de atuação.

Conviver com a presença da dúvida sem utilizá-la como desculpa e vivê-la como ponto de partida e não uma âncora é fundamental para ser feliz. Pessoas mergulhadas em certezas ou em dúvidas se esquecem de tirar a cabeça para fora da “água” e respirar para continuar vivendo.

A dúvida é amiga do cientista, do artista e de todas as pessoas que de maneira sincera e humilde se apresentam cheias de perguntas diante do maravilhoso mistério da Vida!

Ignorar também é bom, desde que reconheçamos a presença da ignorância. Ignorar a nossa própria ignorância equivale a uma sentença.  Reconhecê-la nos liberta para aprender…

Aqueles que se sentem satisfeitos com sua própria ignorância e nada fazem pra vencê-la empobrecem sua vida e o mundo. Somente os insatisfeitos e inquietos com suas dúvidas, somente os que buscam o conhecimento podem ajudar a construir um mundo melhor, primeiro o mundo interior e, na sequência, o mundo ao seu redor.

Conhecer é viver e viver é reconhecer-se!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Por que ninguém me entende?

entendimento

Todos nós já nos sentimos incompreendidos algumas vezes em nossas vidas – até aí, tudo bem. O problema começa quando somos (ou nos sentimos) frequentemente incompreendidos. Nestes casos, muitas coisas podem estar acontecendo, nas diferentes fases e situações de nossas vidas.

O Escritor Antoine de Saint-Exupery (1900-1944), autor do famosíssimo “O Pequeno Príncipe” disse: “a linguagem é a fonte dos mal entendidos”. Esta é a causa mais comum da incompreensão – mesmo quando falamos o mesmo idioma, cada um de nós reage emocionalmente, e não apenas racionalmente, às palavras.

Nossa história de vida, nossas crenças e valores dão “peso” diferente às palavras que dizemos e ouvimos. Dizer: – E aí mano? Pode ser entendido como uma saudação ou como uma ofensa, dependendo de quem diz, de quem ouve e sob que circunstâncias a frase foi dita. Assim acontece com tudo o que dizemos. Amor não significa a mesma coisa para todas as pessoas, embora todos tenham uma noção do significado geral da palavra amor. Mas dizer amor quando se está amando é diferente de dizer “amor” quando não se está. Usamos as mesmas palavras para coisas muito diferentes. As pessoas dizem “eu amo sorvete” e logo depois dizem “eu amo você”. No primeiro caso a palavra expressa uma sensação, na segunda “deve” expressar um sentimento.

É muito frequente que as pessoas pensem estar se fazendo entender e sendo entendidas, quando, na verdade, não estão. Especialmente quando você está falando sobre uma experiência muito particular que você viveu e o outro não. Embora a outra pessoa diga entender o que você está sentindo, ela está apenas fazendo o exercício de imaginar-se no seu lugar. O simples fato de imaginar a si mesma em seu lugar, já causa interpretações diferentes: ela não é você!

Como disse Charles Baudelaire (1821-1867), poeta francês precursor do Simbolismo, “Somente por causa de más interpretações generalizadas é que todos se entendem; por isso as pessoas se entendem, mas nunca concordam”!

Porém, a maior dificuldade está no nível de consciência. Compreender é um ato de respeito, se as pessoas não te respeitam e/ou você não respeita as pessoas, a compreensão será impossível!

Ninguém pode compreender outra pessoa se somente ouve, mas não escuta. Ouvir e escutar são coisas totalmente diferentes. Ouvir está ligado à capacidade da audição, escutar está ligado à capacidade e à dedicação em prestar atenção e procurar entender.

Quem te ouve, mas não te escuta, jamais irá te entender!

Um dia você está em uma festa, onde reencontra muitos dos seus amigos, alguns de infância, outros de adolescência, amigos com os quais você tinha profunda afinidade, e dos quais sentia uma grande saudade. Porém, uma coisa estranha acontece: vocês não conseguem mais estabelecer um diálogo prazeroso e duradouro. É como se você não se reconhecesse mais no cenário, é como se aquela pessoa não fosse “aquele” seu amigo, de quem você sentia tanta saudade…

O que houve?

Por que estas pessoas não te entendem mais?

Por que você não entende mais estas pessoas?

A “pessoa” de quem você sentia saudades não existe mais, ela mudou, você mudou. A afinidade que havia naquela fase da vida não se transfere automaticamente para o dia de hoje. Se vocês estiverem em níveis de consciência muito diferentes, aquele que cresceu, amadureceu e evoluiu mais, se sente incomodada com as futilidades dos imaturos. E, os imaturos, por sua vez, vão achar que a pessoa mais amadurecida ficou chata, velha, sem assunto…

São dois universos tão distintos que não se compreendem mais. Podem conviver educadamente, mas já não buscam mais o convívio, um do outro.

Quando as pessoas não se admiram e não se respeitam, passam a se desentender com extrema facilidade.

Talvez, analisando seus relacionamentos com sua família, amigos, colegas de trabalho e com a pessoa a quem você ama, você possa pensar:

- Que droga, ninguém me entende por inteiro! Algumas pessoas me entendem em algumas coisas, mas não entendem em outras… Não encontro a identidade que preciso para me relacionar…

Bem vindo ao mundo real!

E, uma pergunta:

Você entende alguém por inteiro?

Francisco de Assis dizia que devemos buscar mais compreender que ser compreendidos! Este é um ótimo começo, afinal na vida, é dando que se recebe…

A admiração e o respeito criam um “lugar comum” onde podemos vencer as barreiras da comunicação, ouvindo com o coração e escutando com toda a nossa alma. Nesse lugar, o amor e a amizade são plenamente possíveis!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.