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Arquivo mensais:agosto 2014

Amor, Relacionamento e Maturidade

amor-relacionamento

A maturidade caracteriza-se pela nossa possibilidade de compreender as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem. Quando atingimos, ainda que parcialmente, a tão esperada maturidade (que não é um ponto final, mas um novo ponto de partida), percebemos com muita clareza detalhes da vida e dos relacionamentos, que antes nos escapavam quase que na totalidade.

As relações amorosas, por sua própria natureza, são as que mais resistem ao amadurecimento, uma vez que o sonho romântico é, para a maioria das pessoas, uma âncora que não desejamos recolher por medo de não saber para onde os ventos fortes da vida poderão levar o barco do nosso coração, especialmente se estiver machucado.

Amor e relacionamento são coisas diferentes. Podem conviver juntas, e é maravilhoso quando isso acontece, mas não é a regra, apenas uma possibilidade muito desejada. O amor é um sentimento, a paixão uma febre de conteúdo químico e, o relacionamento é uma interação entre dois seres humanos na sua totalidade. O relacionamento não envolve apenas os sentimentos, mas também as crenças, valores e comportamentos.

Quanto mais no aproximarmos da maturidade, mais perceberemos, com maior clareza, que mesmo existindo amor, em alguns casos, o relacionamento será impossível. Porque mesmo existindo amor, podem existir incompatibilidades que, cedo ou tarde, pedirão uma retirada. Aceitar tudo, absolutamente tudo em nome do amor romântico é uma tolice!

O amor romântico é um sentimento que busca união e compartilhamento. O amor romântico pressupõe um desejo contínuo de proximidade e a presença de admiração pelo outro. Na impossibilidade da união, seja dos semelhantes, seja dos contrários, seja dos complementares, mesmo sendo intenso, possuirá dentro de si a causa da separação futura.

Lembremos que o que chamamos de amor pode ser doentio se estiver associado a sentimento de posse, abuso de poder manipulação do outro e narcisismo, apenas para citar alguns casos.

Há amores doentios que obscurecem a vida e nos impedem de sonhar porque aprisionam nossos sonhos em armadilhas de cobranças e violências que vão desde ofensas cotidianas que visam reduzir a autoestima do outro a pó, até mesmo à violência física.

Milhares de pessoas se submetem a violências verbais, morais e até físicas em nome do amor. Isso não é saudável, estas pessoas estão vivendo uma relação doentia. O amor que destrói não é amor. O verdadeiro amor constrói!

Um amor onde uma das pessoas é compulsoriamente responsabilizada por todo o peso da relação e, de maneira a altruísta e ingênua, anula sua própria existência para não perder o par romântico, está fazendo um mal a si mesmo e ao outro.  O amor não é feito apenas de “sims”, também precisa de “nãos”. Na ausência de “nãos” uma das pessoas estará se violentando e investindo no agravamento do egoísmo do outro. Não é sábio investir no egoísmo do outro, ele já cresce mais que suficientemente sozinho.

A maturidade ensina que amor e relacionamento são coisas diferentes. É maravilhoso quando o amor e um relacionamento saudável se encontram e uma relação verdadeira, transparente, baseada na reciprocidade sem cobranças obsessivas ou violências intencionais, mas para a imensa maioria dos  modelos de casais, não é assim que acontece. A imensa maioria das pessoas escolhe seu par, motivadas por equívocos e ingenuidades e depois com vergonha ou medo de buscar novos horizontes, se obriga a pagar o preço que às vezes é muito alto, chegando a custar literalmente a vida, em algumas ocasiões.

No amor a dois não podemos esquecer de amar a nós mesmos, e se preciso for, desistir da relação. Os relacionamentos podem ocasionar momento de dor, muitos necessários ao nosso aperfeiçoamento, mas se, na maior parte do tempo, não existem momentos de prazer e comunhão, compartilhamento e respeito, então estamos diante de um destes casos, onde mesmo existindo amor, o relacionamento não deveria existir.

Insistir em relacionamentos que nos fazem sofrer ou causam algum tipo de prazer no sofrimento do outro, é sadomasoquismo e, portanto, está baseado em um desejo patológico de sofrer ou de fazer sofrer, continuamente.

Em muitos casos o que chamamos de amor pode ser totalmente incompatível com a possibilidade de relacionamento saudável. Em outros casos, um amor aparentemente menor, tendo encontrado um relacionamento de qualidade, onde o respeito e o desejo contínuo de compartilhar e crescer esteja presente, pode significar uma união incrivelmente mais feliz. Nestas situações o amor supostamente menor, em um primeiro instante, pode com o tempo, superar em muito aquele que julgávamos tão imenso e que acaba sendo massacrado pelo egoísmo, ciúme e manipulação.

Uma união para ser saudável, deve conter amor e relacionamento de qualidade. Nestas condições, ainda que existam dores (e não necessariamente precisarão existir), elas serão saudáveis, e serão o fruto de processos de aprendizagem e reconstrução do nosso modelo mental e do nosso modelo de vida.

Graves enganos cometidos em nome do amor continuam a ser graves enganos.

Algumas pessoas optam pelos versos de Erasmo Carlos (grande compositor)… “Antes mal acompanhado do que só…”, outras preferem a sabedoria popular “antes só do que mal acompanhado”. Na maturidade se percebe que mesmo acompanhados poderemos estar na mais profunda solidão, mesmo que haja amor, porque se não há um relacionamento de qualidade, cada qual vive só em seu mundo, não existe o mundo comum, onde os amantes deveriam passar, pelo menos parte do seu tempo! A solidão a dois talvez seja a mais dolorosa entre todas as modalidades de solidão, porque quando o outro se manifesta você preferiria  estar, de fato, sozinho.

Estas situações não precisam ser assim! Precisamos exercer o amor por nós mesmos e se existe amor, convidar o outro a compartilhar conosco de maneira saudável este maravilhoso sentimento na construção de uma relação de valor, onde ambos ganhem se que nenhum dos dois tenha que perder. Na ausência de um grande amor é preferível viver em um excelente relacionamento baseado na fraternidade, no afeto, carinho e respeito. Na ausência de um relacionamento em que se possa investir e apostar, nos resta a coragem de partir sabendo que nossas possibilidades de amar não estão restritas a uma única situação. Quantas pessoas você conhece que foram felizes somente nos segundo ou terceiro casamentos? Quantas pessoas você conhece que só foram felizes depois de inúmeras e persistentes tentativas? Quantas pessoas reconstruíram suas vidas após a perda (às vezes por motivos graves) de quem amavam e, mesmo assim, conseguiram, graças a sua capacidade de amar novamente, refazer suas vidas?

Não aprisione a si mesmo. Vale a pena lutar por um grande amor, vale a pena lutar para salvar um relacionamento que se apresenta ferido ou enfermo, mas observe bem qual é a causa da sua luta e se ela será sempre apenas sua. “Nenhum reino dividido sobre si mesmo sobreviverá”.

O amor é um sentimento de expansão da alma e deve trazer alegria! Relacionamento deve ser uma interação de qualidade onde aprendemos e crescemos uns com os outros em um clima de profundo respeito pelo universo do outro. Na ausência destas características  faça como na canção “Bilhete” de Ivan Lins:  “Jogue a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos de pensar numa volta. Fique junto dos seus. Boa sorte. Adeus”

Agora, se existe amor, existe admiração e respeito, ainda que o relacionamento sinta o impacto do encontro das diferenças provenientes de dois mundos, duas identidades, do conjunto de hábitos diferentes que cada um traz para a relação; neste caso, vale a pena investir na relação e apostar no futuro. O firme propósito de fazer dar certo vale a pena na presença do amor e frente a um relacionamento de qualidade que contenha muitas virtudes e potencial de felicidade. Nossas expectativas devem centrar-se na busca por um relacionamento de qualidade, não por um ideal inatingível causado por excesso de expectativas fantasiosas. O verdadeiro amor vive e sobrevive no mundo real, não em condições ideais, mas em condições essenciais.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não carregue o mundo nas costas

mundo

Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o “mundo“ nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.

Começamos a “carregar o mundo nas costas” a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros. Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também “o mundo dos outros” nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provém das outras pessoas.

Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.

Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- “Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim”!

Eu perguntei a ela:

- “Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas”?

Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a…

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.

Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa autoestima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!

Exatamente como este rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.

Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. A protagonista é aquela que “agoniza”, sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos “agonizar”, sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar.  Simplesmente, não tem nada a ver com você!

Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa autoestima. Esta postura só causa problemas.

Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia “ruim” e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm esta necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isto não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor “particular” dos outros, como se nós a tivéssemos causado!

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas estas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e destas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.