DOWNLOADS

*campos obrigatórios

Para iniciar o download de material exclusivo, preencha com seus dados:

CONTATO

*campos obrigatórios

Entre em contato conosco e supere suas expectativas:

CONTRATE

*campos obrigatórios

Formulário:

Verifique a disponibilidade de agenda para contar com a presença de
Carlos Hilsdorf em seu evento.
Torne seu evento único!

Preencha o formulário ao lado.

+55 16 3374.3839

Rua Sete de Setembro, 1353, Centro
CEP: 12560-180 São Carlos - SP

Blog

Arquivo mensais:maio 2016

Casamento é vocação, solidão é ficção

casamento

Durante muito tempo a sociedade recriminou e foi muito preconceituosa com pessoas que optavam por não se casar. Homens que não se casavam tinham sua escolha sexual questionada, duvidava-se da sua masculinidade. Mulheres que não se casavam estariam na categoria das mulheres que “não serviam para casar”, eram consideradas promíscuas, do tipo “fácil”; mulheres que, por opção, não tinham filhos eram olhadas como destituídas de instinto maternal, espécies de “traidoras” da natureza.

A história da sociedade humana é muito mais a história do preconceito, que qualquer outra. Mas os tempos vão mudando e algumas questões vão se suavizando, vão perdendo, gradualmente, o estigma.

Hoje, a presença no grupo de amigos, de homens e mulheres que optaram por não se casar e/ou não ter filhos, é vista com maior naturalidade. Isso não impede que as dúvidas remanescentes apareçam, todas as vezes que surge a pergunta: Você é uma pessoa tão bonita, inteligente e interessante, por que você não se casou?

Parece ainda pairar no ar que pessoas que optaram por viver “sozinhas”, devem de alguma forma apresentar “algum tipo de problema”. Basta ser diferente da maioria, em qualquer quesito e você sempre será visto como exótico, problemático e mal ajustado.

O “grupo” quer que você siga as regras de seus membros, não segui-las será sempre sinônimo de anomalia. Bom, anomalia é aquilo que não é normal, ou seja, não ocorre na maioria das vezes (conceito derivado da estatística – curva normal). O fato que uma coisa não ocorra na maioria das vezes, também pode ser compreendido como algo raro, portanto de especial valor, original, autêntico.

Pessoas autênticas não administram suas vidas pela opinião da média, que muitas vezes é sinônimo de “massa” e mediocridade. Pessoas autênticas seguem seus próprios valores, não os alheios.

O casamento é uma vocação que alguns possuem, outros não; alguns poderão desenvolver, outros jamais…

E não existe nada de errado em optar por viver sozinho ou manter relacionamentos afetivos em modelos que diferem do casamento tradicional. É muito mais saudável manter relações afetivas com a pessoa que você ama ou por quem está apaixonado, mesmo que vocês vivam vidas independentes e autônomas, que viver um casamento de aparências, onde as pessoas se toleram, muito mais do que convivem.

Há muitas formas de compartilhar amor e afetividade, o casamento é apenas uma delas. Da mesma forma, há muitas maneiras de constituir família, já que a verdadeira família não é determinada pela genética ou consanguinidade, mas pelo vínculo afetivo autêntico, pelos laços emocionais e espirituais.

Filhos adotados podem ser tão ou mais filhos que os obtidos através das relações sexuais entre os parceiros e, não duvide que pais solteiros possam educar filhos tão bem ou melhor que outros casados – o critério não é o tipo de documento ou relação entre os pais, mas a qualidade e intensidade do vínculo que eles mantém.

Conheço pessoas que optaram por não se casar e formaram uma família de amigos tão intensa e tão verdadeira, que jamais estão sozinhos. Nestes casos as relações não são de obrigação ou de imposição social, são baseadas na reciprocidade, no compartilhamento da vida e suas particularidades.

Efetivamente, viver “sozinho” é um a opção plenamente válida. Válida e corajosa, porque só quem está muito bem consigo, vive bem a “solidão”.

Solidão só existe para os que se isolam; há muitos solitários em famílias consanguíneas e casamentos tradicionais; e há pessoas intensamente unidas, que optaram por não se casar ou ter filhos.

Casamento é vocação. Ser pai e mãe, também. Maravilhoso é observar que no mundo há espaço e razão todas estas variedades de opções e estilos de seres humanos. Não se cobre por não ser igual aos outros – se tiver que se cobrar, cobre-se por não ser diferente…

Antes de qualquer outro casamento, case-se com sua autenticidade; e antes de ter filhos, certifique-se de que a humanidade é sua família e que suas obras, ideias e o fruto do seu trabalho, também são filhos da sua alma.

Seja feliz, dedique-se aos diferentes tipos de famílias e casamentos, viva intensamente suas amizades… Duvido que você encontre tempo para ser só.

E se for a sua vocação: case e/ou tenha seus filhos – a humanidade também precisa deste caminho, afinal, foi através dele que eu e você chegamos até aqui…

Nenhum ser que tenha descoberto a si mesmo estará só, mesmo quando sozinho. A vida é mesmo mágica.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Encontre o seu Shangri-la

shangrila

Estou escrevendo este artigo aos doze dias de Janeiro, o que coincide com o dia do meu aniversário. Escrever este artigo é para mim um presente. Considero todas as oportunidades de relacionamento com a vida e com as pessoas um imenso presente. Como hoje é meu aniversário, vou me permitir algumas “licenças poéticas” neste artigo.

Talvez hoje seja seu aniversário também, ou de alguém a quem você ama; uma amiga, um parente, um professor. Aniversários têm sempre um significado especial. Eles nos lembram a data em que fomos matriculados neste estágio da escola da vida e sugerem um balanço do que realizamos até o momento, como anda a nossa missão existencial, a tão aclamada lenda pessoal (me lembro de Joseph Campbell) que cada um de nós vive de forma particular e única.

Nesta datas, muitas pessoas se lembram de nós. Nesta data, nós também nos lembramos deles, de tudo o que vivemos em sua companhia e, inevitavelmente, de tudo mais o que vivemos, os fatos e pessoas que marcaram, os risos e as lágrimas que deram o tom da nossa trilha sonora existencial. Desfilam em nossa mente pessoas, situações, livros, fotos, músicas, filmes, tudo o que compôs o cenário de nossas vidas até o momento…

Quando eu era ainda uma criança, o primeiro filme que me impactou, ainda bem pequeno, foi “O Horizonte Perdido” (The Lost Horizon). Nas locadoras há duas versões deste filme, a que me refiro é a que possuía a trilha sonora de Burt Bacharach. Baseado no livro de James Hilton, este filme, mistura de realismo fantástico, musical, romance drama e filosofia, conta a história de um avião que cai nas montanhas durante uma tempestade de neve. Seus passageiros buscando abrigo e alimento são resgatados por uma equipe que os conduz a Shangri-la, um paradisíaco lugar entre as montanhas onde as pessoas vivem em harmonia, não envelhecem e desfrutam da paz proveniente da moderação e da cooperação. Tudo isto ocorre desde que não deixem Shangri-la, pois sair deste “éden” significa perder todos estes benefícios.

Visto hoje, a parte musical do filme parece ingênua e até infantil, mas os diálogos e a proposta mítico/metafórica de Shangri-la não perderão o significado jamais…

Existe um lugar a salvo das tempestades do mundo, um lugar onde existe paz, amor e harmonia, onde a moderação e a cooperação permitem a qualidade de vida. Um lugar onde a gente não envelhece. Neste lugar o amor de nossas vidas e nossa missão esperam por nós…

Quando o encontrarmos seremos felizes, desde que tenhamos a coragem de abandonar  “a velha civilização”  e tudo mais que ficou “para além das montanhas” sagradas de Shangri-la.

O paraíso tem lá suas condições…

Se você ainda não viu este filme, veja. Veja, preferencialmente, a versão com trilha de Burt Bacharach (a versão colorida por computador, a anterior permaneceu somente em preto e branco), você se beneficiará com os diálogos e com as reflexões que poderá fazer partindo deles…

Shangri-la existe!

Está dentro do seu coração.

Neste lugar, nenhuma tempestade poderá atingi-lo.

Em Shangri-la, todos os dias são dias do seu aniversário. Neste lugar “mágico” suas lembranças estarão vívidas e você experimentará a paz… Desde que, tendo encontrado este paraíso perdido dentro de si mesmo, você não tente voltar para as coisas que ficaram para trás.

Shangri-la é um lugar que está sempre à sua frente, quando encontrá-lo viva nele, não o deixe.

Se tentar partir e voltar para o “velho mundo” poderá passar o resto de seus dias buscando o caminho de volta…

Cada um de nós tem um sentido, um significado, uma interpretação para este metafórico lugar do realismo fantástico…

Cada um de nós tem o seu próprio Shangri-la.

Feliz aniversário!

Em Shangri-la sempre será o dia do seu aniversário…

Por que lá você renasce todos os dias…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.