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Arquivo do autor:carloshilsdorf

A Saudade

saudade

Saudade, uma das mais belas palavras da língua portuguesa e um dos mais intensos sentimentos que podemos experimentar na existência.

A saudade está diretamente ligada ao amor e à paixão, independente de pelo que ou por quem nos apaixonamos, o que, ou quem amamos: um ser, uma situação, uma fase de nossas vidas…

A saudade, quando associada a uma pessoa é um tipo de dor, um tipo de ausência, um vazio imenso. Chega a ser tão intensa que pode ser sentida fisicamente como uma dor diferente de todas as outras, uma dor que ironicamente nos faz bem, porque de alguma maneira nos faz sentir conectados a quem amamos. É como se a pessoa estivesse muito próxima, mas não pudéssemos tocá-la…

Por isso, costumo definir a saudade como a presença intensa e constante de alguém ausente!

Saudade é um profundo sentimento de conexão, um elo invisível de ligação que nos mantém, onde quer que estejamos, sempre “próximos” de quem lhe deu origem.

Quando observarmos a saudade no âmbito das pessoas, somos convidados a perceber que a unicidade de cada ser humano, sua energia, seu carisma, suas particularidades, expostos na sua maneira de pensar e agir, impregnam o ambiente e as nossas percepções. A saudade é uma espécie de fome e sede do magnetismo desta personalidade que nos faz tanta falta.

Sentimos falta do tom de voz, da maneira de falar, de suas atitudes mais simples e, no caso do amor, de tudo, absolutamente tudo que atinge os nossos cinco sentidos. Sentimos falta do cheiro da pele da pessoa amada, da sua respiração, da expressão dos seus olhos, de seu sorriso, do seu toque… Sentimos falta até do que ultrapassa os cinco sentidos: da presença espiritual desta pessoa, do contato com sua alma. Preferimos ter a pessoa perto de nós, mesmo na ausência de contato direto com ela. O simples fato desta pessoa existir e estar a nosso lado nos basta! A saudade é a maior expressão do amor verdadeiro no âmbito das relações afetivas.

Parafraseando o poeta Coelho Rangel, podemos dizer que saudade é o anseio do rio que chega ao mar; e sem saber de onde veio, tem vontade de voltar.

Este pensamento de Coelho Rangel deixa claro que saudade é o desejo intenso de reunir o que já esteve unido e, mesmo tendo se separado não perdeu a unidade. É o desejo de unir fisicamente o que nunca esteve separado em espírito. A saudade, sem dúvida é a memória do coração!

A saudade amorosa é bem definida nestes versos de Vinícius de Moraes:

“Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu

Porque a vida só se dá pra quem se deu

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu

Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não

Não há mal pior do que a descrença

Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair

Pra que somar se a gente pode dividir

Eu francamente já não quero nem saber

De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”

Mas a saudade não está presente apenas no amor e na paixão dos amantes, ela é também uma ponte entre o presente e o passado…

Não sentimos saudade apenas das outras pessoas, muitas vezes sentimos saudades de nós mesmos, da pessoa que fomos antes que algum acontecimento, decepção ou frustração nos transformasse em alguém diferente, às vezes irreconhecível. A saudade é um caminho onde as lembranças buscam encontrar as marcas do que fomos…

Quando sofremos uma dor intensa, seja de que origem for, na tentativa de fugir da dor, usamos nossa criatividade para elaborar um outro “eu”, um “eu” que teoricamente, por ser diferente, por ser outro, não precise carregar aquela dor. Passamos a agir como se fossemos uma outra pessoa, mas na verdade, na intimidade do ser, sabemos que não somos e, passamos a sentir saudades de quem verdadeiramente somos. Mas voltar a ser quem fomos implica enfrentar nossas dores deixadas para trás na velocidade de nossas fugas. Esta saudade dói e dói muito, corresponde à vontade de fazer um caminho de volta para um lugar (nós mesmos) especial e desejado, mas o caminho não é prazeroso, a estrada não é plana e a viagem não é confortável.

A saudade de si mesmo é talvez a mais dolorosa de todas, porque estar na praia sem poder entrar no mar é sem dúvida o lugar mais distante que podemos estar do próprio mar.

Acontecimentos marcantes, alegrias intensas, fases e idades anteriores, tudo isso possui magia e poesia observadas da ponte da saudade. O tempo e a distância evidenciam e valorizam as coisas mais simples. Assim como a fome é um excelente tempero, a saudade tempera nossas vidas!

Do presente, olhamos o passado com saudade, saudade que não sentíamos àquela época, ou porque não percebíamos o seu valor, ou porque agora estamos superestimando este valor comparado a um momento atual de menor significado.

A saudade é a ponte entre o presente e o passado. Ela nos permite visitar o passado, reviver cenas e emoções, mas não nos permite permanecer no passado. Sempre que cruzarmos a ponte teremos que voltar. Tentar permanecer vivendo no passado causa uma ruptura grave e de sérias consequências no presente. No futuro teremos muitas saudades do presente, então, é melhor vivê-lo plena e intensamente, porque pior do que a saudade do que vivemos é o arrependimento do que poderíamos ter vivido e não vivemos…

Podemos medir nossa vida pela natureza e intensidade das nossas saudades. E, para estarmos seguros de que a vida está valendo a pena devemos observar se o momento presente será digno de saudades no próximo segundo!

Lembrando os versos clássicos e maduros de Francisco Octaviano em “Ilusões da Vida”:

 “Quem passou pela vida em brancas nuvens

E em plácido repouso adormeceu

[...]

Quem passou pela vida e não sofreu

Foi espectro do homem, não foi homem.

Só passou pela vida, não viveu.”

Recordar é viver, mas viver é melhor! Viva intensamente o momento presente e deixe que a saudade seja “apenas uma foto” de um filme onde você é o protagonista. Um filme que ainda lhe reserva as melhores cenas da história, esta mesma história cuja saudade conta os capítulos anteriores!

Que o making of da sua vida seja tão interessante quanto o filme pronto e que as lágrimas da saudade não borrem porque você escolheu viver sem maquiagem… A personagem é você, o resto são detalhes, detalhes difíceis de esquecer porque pertencem a você!

A saudade não deve ser uma algema a te aprisionar ao que já passou, mas uma janela de onde você pode observar que, da mesma forma em que as dificuldades passaram e a beleza de cada momento permaneceu, a vida continuará valendo a pena de agora em diante e oferecendo oportunidades de sentir novas e melhores saudades a cada instante.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Sem tempo para ser Feliz?

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Felicidade é um estado de espírito presente. Não podemos ser felizes no passado, porque o passado é apenas uma lembrança, tampouco podemos ser felizes no futuro porque o futuro é apenas uma promessa.

Felicidade é algo que acontece em um tempo chamado “agora”!

O tempo não é o mover dos ponteiros do relógio, mas sim como nós percebemos, vivemos e sentimos este intervalo.

O tempo medido é diferente do tempo vivido!

Já notou que há meses que passam depressa e outros que demoram a passar? Anos que voam e outros que “engatinham”? E no final acabamos sempre declarando:

– “… não tive tempo para nada!”.

Ficamos tão envolvidos com as dificuldades que não sobra tempo para sermos felizes.

O problema não é o tempo, somos nós. Excesso de tempo medido para pouco tempo efetivamente vivido!

Ficamos vítimas da sucessão de fatos cotidianos, de uma rotina que passa a ser automaticamente repetida, sem que tenhamos consciência dela. Vivemos cada dia como quem troca a marcha do carro, num verdadeiro automatismo. E, depois, quando olhamos para trás, vemos que muito tempo se passou e muito pouco se realizou; o tempo medido é enorme, mas o vivido é muito pequeno!

Sejamos sinceros, estamos de fato vivendo ou só medindo o tempo?

O tempo é um só. Nossas referências e vínculos emocionais com ele é que mudam: nossas lembranças são o passado, nossas oportunidades são o presente e nossas esperanças são o futuro.

Quando dizemos que estamos sem tempo para ser feliz, isto é uma declaração de que fomos engolidos pelo dia-a-dia e pelos problemas não resolvidos. Deixamos de respirar o ar da alegria e de colher as flores do jardim do Hoje!

Fugir para as lembranças é uma de nossas principais fraquezas. Nada garante que nossas lembranças felizes (ou não) vão se repetir. Não é porque algo deu certo de determinada maneira, em determinada época, que dará certo de novo em outra época, sob novas condições.

Apegar-se a momentos felizes, ou ficar preso a momentos dolorosos do seu passado somente limita as suas oportunidades de ser plenamente feliz no presente.

Ninguém além de você é responsável por sua felicidade. Outras pessoas podem colaborar, mas ninguém pode ser feliz por você!

Este momento maravilhoso chamado “agora” tem o poder de construir o futuro que você deseja e também de reverter ou anular os efeitos negativos dos seus equívocos do passado.

Um simples pedido de desculpas feito agora pode eliminar todo um passado de tristezas e mágoas.

Um ser humano fantástico com uma missão muito nobre, chamado Paramahansa Yogananda escreveu as seguintes linhas:

“Viva completamente cada momento presente e o futuro tomará conta de si mesmo. Viva intensamente o maravilhoso, o belo de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais você fizer isso, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.”

Quando estamos dirigindo numa estrada, nossa meta está à nossa frente, temos que nos preocupar com o pedaço de pista que estamos cruzando; uma distração e podemos não chegar ao nosso destino. É claro que uma ou outra olhada no retrovisor é necessária, mas fixar-se nele e tentar dirigir para frente olhando para trás é, no mínimo, imprudente.

Por falar em retrovisor, é comum a frustração que a maioria de nós experimenta ao olhar para o passado, aquele “algo” que fizemos ou deixamos de fazer. Lembre que a cada dia, a vida nos oferece uma página em branco para que, de próprio punho, possamos escrever a nossa própria história.

O que você escreveu hoje? Você está disposto a assinar o que está escrevendo?

No futuro você estará olhando para esta “página” pelo retrovisor do tempo… Será que você irá constatar que dedicou tempo para ser feliz?

Use seu tempo em favor da vida. Não perca tempo com reclamações, mágoas, sentimentos de inferioridade, baixa autoestima, preconceitos e atitudes de autodestruição. Isto é uma forma lenta de suicídio. Fazendo isso você está se matando aos poucos. Primeiro morrem seus sonhos, depois a sua motivação, depois a sua atitude e, assim, dia-a-dia você vai destruindo suas possibilidades de ser feliz.

Dedique-se a ter tempo para ser feliz. Liberte-se! Caminhe mais leve pela vida. Na bagagem, traga somente o necessário, as coisas que ajudam a viver e a construir as condições para ser feliz. As coisas passam, o tempo passa, mas você não passa… Invista em você e em sua felicidade.

Felicidade não é possuir tudo o que você deseja, mas aprender a amar tudo o que você possui. Para ser feliz você precisa somente de três coisas: amar o que você faz, sentir sua importância e a dos outros no cenário da vida e uma forte atitude para tornar as coisas que estão ao seu alcance melhores do que elas eram antes da sua chegada.

Felicidade é uma porta que se abre de dentro para fora. Ao abrir esta porta, o que você tanto espera poderá, finalmente, entrar!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante da Dor

dor

Quem de nós já não sentiu uma dor que aperta o peito, comprime a mente, uma dor asfixiante, que nos deixa fracos e aparentemente sem ação?

A dor psíquica é a mais intensa de todas as dores, porque para ela não existe analgésico.

De tão intensa, a dor psíquica chega a tornar-se física, seja porque a sentimos doer como se doesse no corpo, seja porque somatiza algum tipo de enfermidade física. Basta lembrar que uma proporção enorme das queixas que chegam aos ambulatórios e consultórios médicos contém elementos emocionais intensos que originam ou intensificam os sintomas apresentados pelos pacientes. São muito comuns os casos em que os exames clínicos e laboratoriais mais sofisticados não encontram absolutamente nada no corpo destes pacientes que, em verdade, padecem de enfermidades da alma, refletidas no espelho da mente e sentidas no ambiente corporal!

Pessoas afligidas por este tipo de dor descrevem-se como corroídas por dentro, como se estivessem implodindo, desmoronando de dentro para fora e, normalmente, não tem vontade de fazer nada para sair da situação, escondem-se em si mesmas e fogem de qualquer possibilidade de encontrar as causas da dor.

Fugir do mundo e das pessoas jamais diminuirá sua dor, ela não está nas outras pessoas, está dentro de você e algo que está dentro de você irá com você para onde você for!

Aqui reside a maior ilusão das pessoas acometidas por graves dores psíquicas, elas não percebem que não há para onde fugir. Nenhuma tentativa de fuga irá solucionar as nossas dores, mas todas elas podem agravá-las!

Somente a compreensão das origens da dor pode ajudar a atenuá-la. Compreender estas origens e agir sobre suas repercussões é a base de todo e qualquer tratamento psicoterapêutico e psicológico, nas suas mais variadas escolas e abordagens.  A prescrição de “combate” às dores psíquicas começa com a busca consciente por autoconhecimento.

No cardápio de dores psíquicas encontramos a dor da solidão, da decepção, da traição, da derrota, da abaixa autoestima, do luto, entre tantas outras.

Mas será que a solidão nos foi imposta ou nós a conquistamos com atitudes que afastaram as pessoas do nosso convívio?

Será que alguém nos decepcionou? Ou nós, com expectativas exageradas e não condizentes com a realidade, nos decepcionamos com as características humanas e naturalmente falíveis do outro?

Será que fomos traídos? Ou com nossa atitude distante e muitas vezes egoísta impusemos tanta fome psíquica ao outro, que fragilizado, buscou desesperadamente o alimento que lhe negamos?

E as nossas derrotas? Foram frutos de tentativas reais e coerentes, mas equivocadas na busca da obtenção do sucesso? Ou será que nos autossabotamos?

Não seria a nossa baixa autoestima uma desculpa nobre para justificar o nosso medo da felicidade, a nossa desculpa para justificar um comportamento de vítima?

E a nossa dor de luto, é a dor da saudade dos momentos felizes que vivemos ao lado de alguém ou a dor das nossas ausências agora impossíveis de reparar?

Há dores e “dores”. Amores e “amores”…

Comportamento gera comportamento, muitas vezes a dor que sentimos não é senão a dor que infligimos aos outros que retorna, às vezes maquiada e disfarçada, mas continua sendo nossa velha conhecida!

Dores recorrentes são consequência de estagnação em nosso processo de aprendizagem e evolução.

A dor é um convite. E não é um convite ao sofrimento, mas um convite para sair do sofrimento! Um convite que propõe reavaliar nossas crenças, nossos valores, pensamentos e, sobretudo, atitudes.

A dor é uma professora severa, mas muito eficaz!

Ela nos ensina muito mais e com muito maior velocidade que a felicidade. Quando estamos felizes nos distraímos da vida, de suas causas e efeitos e ficamos alienados achando que tudo será sempre um mar de rosas. As rosas também contém espinhos para se proteger e, quando nos ferimos em um deles imediatamente percebemos que não abordamos a rosa pelos caminhos corretos…

As dores psíquicas causam cicatrizes na alma. Nenhum de nós atingirá a maturidade emocional na ausência destas cicatrizes. As pessoas mais admiráveis que você conhecesse poderão lhe falar sobre suas cicatrizes! Você perceberá que não as admiraria tanto se elas não tivessem vivido tudo isso.

Aceite suas dores como convites para sair do sofrimento.

Aceite-as como professoras rígidas, mas sábias. Respeite suas dores elas estão lhe mostrando o caminho. Não pense que isso é um convite para ter prazer em sofrer, não se trata de masoquismo, se trata de maturidade. Uma dor durará em sua vida apenas o tempo exato pra que você possa aprender a mensagem que ela contém, depois desaparece, algumas vezes imediatamente, outras gradualmente. Mas uma coisa é certa: as dores que te acompanham hoje não estarão aí amanhã se você ouvir o que elas têm para te dizer. A dor é muito eloquente, cabe a nós aprendermos a ser bons ouvintes. Todas estas dores passarão, isto é uma certeza. Outra certeza é o que o tempo que demorarão a passar é influenciado por nós.

De hoje em diante quando uma dor visitar você pergunte imediatamente: “O que você está querendo me dizer?” E proponha: “permaneceremos juntos até resolvermos a questão, depois você terá que partir!”

Lembre-se que mesmo os seres mais iluminados que passaram por este planeta não puderam cumprir suas missões na ausência da dor. Por que iríamos querer privilégios para nós, pessoas comuns? Sigamos o exemplo destas pessoas iluminadas que a história da humanidade retrata tão bem. Tratemos nossas dores como passarinhos feridos que caíram do ninho, cuidemos de seus machucados com amor e dedicação. Assim que cicatrizarem o passarinho voltará a voar!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Autossabotagem

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Pare de sabotar sua vida, sua felicidade e seu sucesso.

Quaisquer que sejam os caminhos que sua vida percorra, cedo ou tarde, você irá perceber que tanto as melhores oportunidades, quanto as maiores dificuldades estão em você e não nos outros. É sempre mais fácil culpar aos outros e à vida por nossas desistências e fracassos e pela ausência de oportunidades. Mas o caminho mais fácil não é, necessariamente, o melhor caminho!

Quanto antes percebermos que nós mesmos sabotamos nossas possibilidades de felicidade, sucesso e prosperidade, melhores serão nossas chances de vitória, porque o tempo não para e a oportunidade não espera especificamente por você, mas por alguém com atitude suficiente para aproveitá-la!

É inquietante a incoerência humana. O Homem destrói, com suas próprias atitudes, aquilo que mais ama e deseja. Matamos antecipadamente nossos sonhos por medo que eles não se realizem!

Quando estabelecemos um objetivo, uma meta ou um sonho, estamos no mundo da imaginação e do desejo, onde tudo é possível. Imediatamente quando começamos a caminhar para realizá-los entramos na estrada da realidade. E na dimensão da realidade, o sonho encontra as dificuldades.

Ao sentirmos a presença inicial da dificuldade e, prevendo que outras maiores virão, começamos a colecionar desculpas nobres para justificar o nosso possível fracasso na realização do sonho. Admitir um fracasso antecipadamente sem participar da luta para superá-lo é, de fato, o início do fracasso!

Aqui, exatamente aqui, frente às dificuldades iniciais, começamos a fazer amizade com o fracasso: começamos a nos autossabotar. Imediatamente procuramos algo ou alguém para depositar a culpa pela não-realização do sonho: são os pais, a companheira, o companheiro, o mundo, o mercado, o universo, o destino…

A verdade é que começamos a desistir logo no início da jornada. E esta desistência tem uma explicação simples: com medo de tentar muito e depois “morrer na praia”, abortamos o sonho. Preferimos trocar uma possível frustração futura, que julgamos ser maior, por uma frustração imediata menor.

E para enganar a nós mesmos usamos toda a nossa criatividade para desenvolver desculpas nobres que encubram nossas atitudes pobres!

Começamos a dizer:

- “Na verdade eu não queria isso tanto assim! Não tinha mesmo tanta importância…”

- “Foi melhor que as dificuldades apareceram, não daria certo mesmo!”

- “Ainda bem que as dificuldades me mostraram que isso não era pra mim, se realmente fosse as coisas seriam mais fáceis!”

Mentimos para nós mesmos e para todos aqueles a quem não queremos decepcionar, alegando que desistimos de algo pequeno e sem importância, quando na verdade estamos desistindo do que tem mais importância: nossa disposição para lutar e vencer!

Queremos ser felizes, prósperos e obter sucesso, mas temos receio de não conseguir ou não manter estas conquistas. Observe as relações amorosas: com medo do abandono, acabamos por estabelecer relações tormentosas baseadas na cobrança excessiva, na agressividade, no ciúme, no controle e na manipulação. Tudo isso só nos aproxima mais rápido da perda e do abandono!

Esta é uma das mais profundas incoerências humanas, matar aquilo que mais desejamos alcançar e manter.

Pare neste exato momento e reflita sobre atitudes que você está adotando que são absolutamente contrárias aos seus objetivos. Reflita sobre como você vem usando sua criatividade para encontrar desculpas nobres para atitudes pobres e pare de se autossabotar.

A maior de todas as tolices é tornar-se seu próprio inimigo, lamentavelmente é também a mais comum!

A propósito: pare de se autossabotar com esta culpa por ter se sabotado tanto até agora! Culpas não resolvem nossas vidas, agravam. Transforme a culpa em responsabilidade. Torne-se responsável em escrever uma nova história de agora e diante e de perceber e corrigir cada vez mais rápido qualquer deslize de sabotagem.

Quando caímos podemos ficar olhando para os limites impostos pelo solo ou dar a volta e olhar para o espaço infinito oferecido pelo céu, a escolha é nossa!

Quando perceber qualquer possibilidade de autossabotagem, delete-a imediatamente! Somos os editores do nosso próprio destino, não permita publicar em sua vida nenhum parágrafo que diminua a beleza da sua história. Nenhum de nós deve passar pela vida sem “acontecer”!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

 

Amor ou Narcisismo?

narcisismo

O amor é um dos maiores temas de todas as épocas, sobre ele muito se escreveu e se escreverá. As abordagens vão desde o romantismo adolescente e apaixonado, passam pela cumplicidade madura dos casais mais experientes e, não raro, pelo divã dos psicanalistas.

Palavras e conceitos são bem diferentes. A maioria das nossas confusões afetivas parte da nossa incompreensão e da nossa inexatidão com respeito aos conceitos.

Afinal o que é o amor? Como é o amor? Existe realmente uma única definição para um tema tão complexo ou estamos reféns do relativismo? E, então, haverá tantas definições de amor quantas pessoas neste planeta?

Longe de desenvolver complicadas teses filosóficas a este respeito, sejamos práticos, vamos primeiro definir o objeto do nosso amor: ele está centrado em nós, no outro, ou em um tipo especial de relação entre nós e o outro?

Todos os dias você encontrará pessoas reclamando que não encontraram o grande amor de suas vidas. Não encontraram? Não procuraram? Não sabiam o que estavam procurando? Encontraram e não reconheceram? Encontraram e não souberam valorizar?

Na vida, você não encontra o que procura, apenas o que está preparado para encontrar!

Muitas pessoas se queixam da ausência do par ideal, mas não percebem que estão vivendo a ilusão da busca da sua outra metade e que, por consequência, se sentem divididos ao meio, seres incompletos em busca de alguém que os complete.

Buscar a outra metade significa delegar para outra pessoa a difícil missão de te fazer feliz e de suprir faltas que sua personalidade apresenta e que só podem ser supridas por você!

Seres humanos sempre serão “metades” diferentes que juntas não formarão uma unidade, mesmo nos casos de amor mais lindos e perfeitos que você conheça.

Quando duas pessoas “inteiras” se encontram podem ser felizes, já duas metades…

Vale o conselho em tom de ironia e brincadeira: “Se você quer ser feliz, não case; mas se quiser fazer alguém feliz, então case, pois duas pessoas com esta filosofia contribuirão uma com a felicidade da outra”.

O desejo de união amorosa é mais lúcido se for um desejo de expansão e crescimento, de compartilhar universos diferentes em alguns aspectos, semelhantes em outros, mas onde a busca pela semelhança total ou a convivência com diferença plena seriam tolices!

Ninguém é responsável pela nossa felicidade e nem nós pela de ninguém, mas somos todos corresponsáveis por participar na construção da felicidade uns dos outros.

Entregar a outra pessoa “o fardo” de fazer você feliz é eximir-se da responsabilidade sobre suas próprias emoções, sentimentos e escolhas e assumir o confortável papel de vítima; afinal, se não der certo a culpa é do outro que falhou em te fazer feliz.

Este comportamento de fazer com que o outro se responsabilize por nossa felicidade caracteriza egoísmo, vaidade e narcisismo, afinal, parte do pressuposto que nós somos muito importantes – a tal ponto que o outro tenha a “obrigação” de nos fazer feliz. A pergunta é: isso é amor pelo outro ou apenas por si mesmo?

Os dois casos mais frequentes nos relacionamentos amorosos são sempre os das pessoas que se apaixonam pelo “espelho” (alguém extremamente parecido com ela) e o daqueles que se apaixonam pelo seu oposto (alguém totalmente diferente dela).

No primeiro caso a pessoa não se dá conta que está procurando a confortável, porém, tola posição de não ter que aprender ou se adaptar a nada, afinal vive com uma cópia de si mesmo (seja real ou submissa).

No segundo caso, não se dá conta que está procurando alguém que compense as áreas não trabalhadas da sua personalidade e das suas competências sociais, transferindo ao outro tudo aquilo que tem dificuldade em fazer. Em ambos os casos, observamos um nítido egoísmo de face facilmente reconhecível: o narcisismo.

Como eternizou Caetano, “narciso acha feio o que não é espelho”.

Sejam quais forem os caminhos escolhidos para falar do amor (paixão é outro tema) perceberemos que amor é legitimamente um sentimento que parte de nós em direção ao outro e não algo que esperamos parta do outro em relação a nós.

O desejo de amor está ligado ao desejo de expansão, à presença simultânea das semelhanças e diferenças. O sentimento de amor mais legítimo que podemos conceber parte sempre de uma doação sem necessidade de submissão; de tolerância sem necessidade de omissão; de compartilhar sem necessidade de autoabandono. Amar é somar, multiplicar e dividir, nunca subtrair.

Amar continua sendo a maior aventura e o maior desafio da espécie humana!

Por isso, um bom indicador da veracidade de nosso amor por alguém é o quanto ele nos transforma, o quanto cedemos, vencendo o nosso egoísmo e narcisismo e evoluindo para vivê-lo intensamente.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

 

A busca por si mesmo

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Com certeza, você já ouviu falar centenas de vezes sobre a importância do autoconhecimento; já recebeu diversas dicas e conselhos neste sentido. Ocorre que algumas pessoas ficam com a sensação que esta busca é um processo que ocorre em uma determinada altura ou período da vida, não é bem assim.

A consciência da busca por si mesmo não tem data precisa para começar, mas uma vez iniciada não cessará jamais. Digo consciência da busca, porque ela sempre nos acompanhou, ainda que de forma inconsciente, durante todas as fases anteriores ao início do despertar da consciência.

A busca por si mesmo é a experiência mais profunda, rica, ousada e emocionante à qual podemos nos submeter. Trata-se de um processo paradoxal, difícil, em muitos momentos um verdadeiro labirinto, em outros períodos, de “estrada” arejada, luminosa e arborizada.

Quando a consciência desperta para a busca de si mesmo, você fez a primeira grande descoberta: você se conhece pouco, bem menos do que acreditava conhecer…

Esta consciência pode causar muita dor em algumas pessoas, curiosidade em outras e um total redirecionamento de vida para aquelas que aproveitam melhor a oportunidade, independentemente de em qual grupo estejam.

O curioso desse processo é que você passa a ter uma sensação de que sabe cada vez menos à medida que sabe cada vez mais a respeito de si. É aí que nasce a verdadeira humildade (no melhor dos casos); passamos a nos reconhecer não como melhores ou piores que os outros, mas diferentes. Reconhecemos que não somos nem tão bons quanto gostaríamos, nem tão maus quanto nossas culpas nos fazem parecer. É um renascimento!

Haverá inevitáveis momentos de dor e decepção com a imagem anterior que fazíamos a nosso respeito. Ocorrerão momentos de frustração, desânimo e, não raro, depressão (para algumas pessoas). Todos estes fatos são excelentes desculpas nobres para uma atitude pobre: deixar de buscar se conhecer!

Não desista! Estas dores e sofrimentos mais intensos são momentos de “cura”, restabelecimento do equilíbrio e superação. Passadas as turbulências, aprendemos que para voar mais alto passamos várias vezes por ventos fortes, mas evidencia-se a nossa capacidade de superá-los!

Desistir de conhecer-se somente por constatar que você é diferente do que imaginava é uma grande tolice. Você gostaria de passar o resto da vida como um desconhecido de si mesmo? Acredite, não valeria a pena…

Não seja um estranho a si mesmo, estranhe-se para melhor se conhecer!

Não haverá autoestima verdadeira sem autoconhecimento em ação…

Conhecer a nós mesmos é nosso maior desafio, nossa maior viagem, nossa maior loucura e, ao mesmo tempo, nosso maior ato de sanidade.

Ao longo do caminho você se surpreenderá negativa e positivamente consigo, aproveite as surpresas positivas, aprenda e reoriente as negativas – tudo é uma questão de escolha!

As pessoas que você conhece que dizem não ter escolha, escolheram não possuí-las. Colocaram a si mesmas em cheque; sabotaram-se, esconderam-se e acabaram encurraladas em um canto escuro do que chamam destino…

Seja coautor e coautora do seu destino. Conheça a personagem principal: você!

Somente assim você poderá escolher novos caminhos para a sua própria história.  Tome coragem de conhecer-se, buscar-se e você será autor e autora de sua própria novela. Diga-se de passagem, a mais importante de todas, porque nesta você não é expectador passivo é ator/atriz vivente!

Todas as pessoas que se acham muito boas ou muito más, incríveis ou desprezíveis, maravilhosas ou fracassadas; todas elas se esqueceram de buscar se conhecer melhor, desistiram da busca por si mesmas!

Muitos serão os obstáculos, não desista, o espetáculo da sua vida só ocorre quando você conhece bem o seu papel…

Descubra-se – esta expressão significa retirar aquilo que oculta: as máscaras, os mecanismos de defesa, os disfarces, papéis que não são nossos, etc.

Descubra-se. O poeta Gonzaguinha tinha toda a razão:

“Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

E a vida

E a vida o que é diga lá, meu irmão

Ela é a batida de um coração

Ela é uma doce ilusão, ê ô

Mas e a vida

Ela é maravilha ou é sofrimento

Ela é alegria ou lamento

O que é, o que é, meu irmão

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

É uma gota é um tempo que nem dá um segundo

Há quem fale que é um divino mistério profundo

É o sopro do criador

Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer

Ele diz que a vida é viver

Ela diz que melhor é morrer pois amada não é

E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça

E na moça eu ponho a força da fé

Somos nós que fazemos a vida

Como der ou puder ou quiser

Sempre desejada

Por mais que esteja errada

Ninguém quer a morte

Só saúde e sorte

E a pergunta roda

E a cabeça agita

Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita”

Feliz ano novo… e vida nova!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Há um caminho por trás de cada porta

caminho-porta

As portas não se abrem sempre da mesma maneira. Os mesmos caminhos que nos levam ao êxito podem também ocasionar o fracasso. A substância que cura também pode matar. Tudo é uma questão da dose, do momento, da aplicação…

Veja o caso da repetição: repetir é uma das condições necessárias à aprendizagem.

Dizemos que alguém aprendeu determinada função, ação ou conhecimento, quando é capaz de repetir em situações idênticas ou semelhantes, a mesma sequência, raciocínio ou processo.

Porém, nossa capacidade de repetir nos conduz inúmeras vezes ao engano.

Aprendemos como abrir uma porta, generalizamos este processo e começamos a abrir todas as portas fechadas que encontrarmos… Até que um dia encontramos uma porta que, em várias tentativas, simplesmente, não abre…

Fomos enganados pelo hábito da repetição. Simplesmente, a maçaneta está ao contrário, ou o sentido da chave está invertido. O fato é que ficamos algum tempo paralisados, pensando porque a porta não abre se fizemos tudo direito?

Quando “congelamos” no processo de repetição, ocorreu apenas uma fase do processo de aprendizagem, mas não a mais importante delas: aquela que dá origem conhecimento.

O conhecimento nos permitirá utilizar respostas diferentes diante de novos desafios.

Foi assim que reagimos diante da porta:

As portas se abrem girando a maçaneta para a direita. Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre, logo… Não posso abrir essa porta.

Quando o mais correto seria reagirmos assim:

Uma grande quantidade de portas se abre girando a maçaneta para a direita.

Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre…

Bom… Que tal tentar girar para a esquerda?

Sim, posso abrir essa porta, basta compreender como está fechada, ao invés de ficar repetindo as maneiras como abri as portas anteriores.

É extremamente simples! Na vida, as portas não se abrem sempre da mesma maneira.

Com base neste raciocínio, pare e reflita: quais são as portas que não se abrem na sua vida?

  • Você está preso à solidão? Abra a porta para estabelecer relacionamentos.
  • Está preso no quarto escuro da mágoa? Abra as portas do perdão.
  • Se encontra confinado aos acontecimentos passados? Abra a porta do presente.
  • Sente-se aprisionado pelo seu potencial atual? Abra as portas do aprendizado de coisas novas.

Sim, eu sei, você vai me dizer que já tentou fazer isso várias vezes, mas as portas não se abriram, parecem estar emperradas… Mas, espere um pouco… Será que você girou a maçaneta para o lado certo?

O fato das coisas não darem certo em noventa e nove tentativas, não significa que não darão certo na centésima, especialmente se você tentar de uma forma diferente.

Não viva aprisionado às generalizações. Você não é uma estatística, é um ser de potencial ilimitado.

Não se esqueça também que você pode mudar de porta… As portas que não se abrem servem para duas coisas básicas em nossas vidas:

1)     Testar nossa perseverança, garra e inteligência em abri-las;

2)     Fazer-nos perceber que nosso caminho não passaria por aquela porta, que estávamos diante da porta errada.

Só os mais experientes e mais sábios descobrem rapidamente a diferença. A maioria das pessoas se engana: insiste na porta errada e desiste da porta certa. Preste atenção nisso!

A vida é um labirinto de portas. Para cada uma que você abrir, outra surgirá, e o que está por trás de cada uma delas, jamais será a mesma coisa. Nem você será o mesmo, dependendo das portas que escolher…

Entre todas estas portas, existe uma fundamental: aquela que só abre por dentro e dá acesso ao seu coração. É por esta porta que entram a Luz de Deus, o seu verdadeiro amor, os amigos.

E é por ela que você sai do passado, abandona suas mágoas, frustrações e limitações e parte na direção de novas possibilidades e oportunidades.

Esta porta que só abre por dentro também parece não abrir em determinadas situações: inverta o sentido da maçaneta! Porque, na vida, é perdoando que se é perdoado, é amando que se é amado, é dando que se recebe.

Abra as portas do coração e da alma e, em seguida, vá abrindo todas as portas significativas que a vida colocar à sua frente, menos aquelas que sua própria alma e coração disserem não ser para você!

Não se preocupe em saber a diferença agora. O tempo, a experiência e, sobretudo, um coração humilde lhe ensinarão a reconhecer a diferença.

Há uma porta esperando para ser aberta neste exato momento, só depende de você!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Casamento é vocação, solidão é ficção

casamento

Durante muito tempo a sociedade recriminou e foi muito preconceituosa com pessoas que optavam por não se casar. Homens que não se casavam tinham sua escolha sexual questionada, duvidava-se da sua masculinidade. Mulheres que não se casavam estariam na categoria das mulheres que “não serviam para casar”, eram consideradas promíscuas, do tipo “fácil”; mulheres que, por opção, não tinham filhos eram olhadas como destituídas de instinto maternal, espécies de “traidoras” da natureza.

A história da sociedade humana é muito mais a história do preconceito, que qualquer outra. Mas os tempos vão mudando e algumas questões vão se suavizando, vão perdendo, gradualmente, o estigma.

Hoje, a presença no grupo de amigos, de homens e mulheres que optaram por não se casar e/ou não ter filhos, é vista com maior naturalidade. Isso não impede que as dúvidas remanescentes apareçam, todas as vezes que surge a pergunta: Você é uma pessoa tão bonita, inteligente e interessante, por que você não se casou?

Parece ainda pairar no ar que pessoas que optaram por viver “sozinhas”, devem de alguma forma apresentar “algum tipo de problema”. Basta ser diferente da maioria, em qualquer quesito e você sempre será visto como exótico, problemático e mal ajustado.

O “grupo” quer que você siga as regras de seus membros, não segui-las será sempre sinônimo de anomalia. Bom, anomalia é aquilo que não é normal, ou seja, não ocorre na maioria das vezes (conceito derivado da estatística – curva normal). O fato que uma coisa não ocorra na maioria das vezes, também pode ser compreendido como algo raro, portanto de especial valor, original, autêntico.

Pessoas autênticas não administram suas vidas pela opinião da média, que muitas vezes é sinônimo de “massa” e mediocridade. Pessoas autênticas seguem seus próprios valores, não os alheios.

O casamento é uma vocação que alguns possuem, outros não; alguns poderão desenvolver, outros jamais…

E não existe nada de errado em optar por viver sozinho ou manter relacionamentos afetivos em modelos que diferem do casamento tradicional. É muito mais saudável manter relações afetivas com a pessoa que você ama ou por quem está apaixonado, mesmo que vocês vivam vidas independentes e autônomas, que viver um casamento de aparências, onde as pessoas se toleram, muito mais do que convivem.

Há muitas formas de compartilhar amor e afetividade, o casamento é apenas uma delas. Da mesma forma, há muitas maneiras de constituir família, já que a verdadeira família não é determinada pela genética ou consanguinidade, mas pelo vínculo afetivo autêntico, pelos laços emocionais e espirituais.

Filhos adotados podem ser tão ou mais filhos que os obtidos através das relações sexuais entre os parceiros e, não duvide que pais solteiros possam educar filhos tão bem ou melhor que outros casados – o critério não é o tipo de documento ou relação entre os pais, mas a qualidade e intensidade do vínculo que eles mantém.

Conheço pessoas que optaram por não se casar e formaram uma família de amigos tão intensa e tão verdadeira, que jamais estão sozinhos. Nestes casos as relações não são de obrigação ou de imposição social, são baseadas na reciprocidade, no compartilhamento da vida e suas particularidades.

Efetivamente, viver “sozinho” é um a opção plenamente válida. Válida e corajosa, porque só quem está muito bem consigo, vive bem a “solidão”.

Solidão só existe para os que se isolam; há muitos solitários em famílias consanguíneas e casamentos tradicionais; e há pessoas intensamente unidas, que optaram por não se casar ou ter filhos.

Casamento é vocação. Ser pai e mãe, também. Maravilhoso é observar que no mundo há espaço e razão todas estas variedades de opções e estilos de seres humanos. Não se cobre por não ser igual aos outros – se tiver que se cobrar, cobre-se por não ser diferente…

Antes de qualquer outro casamento, case-se com sua autenticidade; e antes de ter filhos, certifique-se de que a humanidade é sua família e que suas obras, ideias e o fruto do seu trabalho, também são filhos da sua alma.

Seja feliz, dedique-se aos diferentes tipos de famílias e casamentos, viva intensamente suas amizades… Duvido que você encontre tempo para ser só.

E se for a sua vocação: case e/ou tenha seus filhos – a humanidade também precisa deste caminho, afinal, foi através dele que eu e você chegamos até aqui…

Nenhum ser que tenha descoberto a si mesmo estará só, mesmo quando sozinho. A vida é mesmo mágica.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Encontre o seu Shangri-la

shangrila

Estou escrevendo este artigo aos doze dias de Janeiro, o que coincide com o dia do meu aniversário. Escrever este artigo é para mim um presente. Considero todas as oportunidades de relacionamento com a vida e com as pessoas um imenso presente. Como hoje é meu aniversário, vou me permitir algumas “licenças poéticas” neste artigo.

Talvez hoje seja seu aniversário também, ou de alguém a quem você ama; uma amiga, um parente, um professor. Aniversários têm sempre um significado especial. Eles nos lembram a data em que fomos matriculados neste estágio da escola da vida e sugerem um balanço do que realizamos até o momento, como anda a nossa missão existencial, a tão aclamada lenda pessoal (me lembro de Joseph Campbell) que cada um de nós vive de forma particular e única.

Nesta datas, muitas pessoas se lembram de nós. Nesta data, nós também nos lembramos deles, de tudo o que vivemos em sua companhia e, inevitavelmente, de tudo mais o que vivemos, os fatos e pessoas que marcaram, os risos e as lágrimas que deram o tom da nossa trilha sonora existencial. Desfilam em nossa mente pessoas, situações, livros, fotos, músicas, filmes, tudo o que compôs o cenário de nossas vidas até o momento…

Quando eu era ainda uma criança, o primeiro filme que me impactou, ainda bem pequeno, foi “O Horizonte Perdido” (The Lost Horizon). Nas locadoras há duas versões deste filme, a que me refiro é a que possuía a trilha sonora de Burt Bacharach. Baseado no livro de James Hilton, este filme, mistura de realismo fantástico, musical, romance drama e filosofia, conta a história de um avião que cai nas montanhas durante uma tempestade de neve. Seus passageiros buscando abrigo e alimento são resgatados por uma equipe que os conduz a Shangri-la, um paradisíaco lugar entre as montanhas onde as pessoas vivem em harmonia, não envelhecem e desfrutam da paz proveniente da moderação e da cooperação. Tudo isto ocorre desde que não deixem Shangri-la, pois sair deste “éden” significa perder todos estes benefícios.

Visto hoje, a parte musical do filme parece ingênua e até infantil, mas os diálogos e a proposta mítico/metafórica de Shangri-la não perderão o significado jamais…

Existe um lugar a salvo das tempestades do mundo, um lugar onde existe paz, amor e harmonia, onde a moderação e a cooperação permitem a qualidade de vida. Um lugar onde a gente não envelhece. Neste lugar o amor de nossas vidas e nossa missão esperam por nós…

Quando o encontrarmos seremos felizes, desde que tenhamos a coragem de abandonar  “a velha civilização”  e tudo mais que ficou “para além das montanhas” sagradas de Shangri-la.

O paraíso tem lá suas condições…

Se você ainda não viu este filme, veja. Veja, preferencialmente, a versão com trilha de Burt Bacharach (a versão colorida por computador, a anterior permaneceu somente em preto e branco), você se beneficiará com os diálogos e com as reflexões que poderá fazer partindo deles…

Shangri-la existe!

Está dentro do seu coração.

Neste lugar, nenhuma tempestade poderá atingi-lo.

Em Shangri-la, todos os dias são dias do seu aniversário. Neste lugar “mágico” suas lembranças estarão vívidas e você experimentará a paz… Desde que, tendo encontrado este paraíso perdido dentro de si mesmo, você não tente voltar para as coisas que ficaram para trás.

Shangri-la é um lugar que está sempre à sua frente, quando encontrá-lo viva nele, não o deixe.

Se tentar partir e voltar para o “velho mundo” poderá passar o resto de seus dias buscando o caminho de volta…

Cada um de nós tem um sentido, um significado, uma interpretação para este metafórico lugar do realismo fantástico…

Cada um de nós tem o seu próprio Shangri-la.

Feliz aniversário!

Em Shangri-la sempre será o dia do seu aniversário…

Por que lá você renasce todos os dias…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Vampiros Emocionais

vampiro

Nós, que nascemos para viver em sociedade, convivemos hoje com um tipo de sociedade muito diferente daquela em que nossos ancestrais exercitavam a conviviabilidade.

Claro que sempre houve competição no mundo, mas também é evidente que sua proporção, intensidade e insanidade cresceram em função do tempo, razão pela qual o individualismo é hoje muito mais frequente que em épocas não tão remotas da própria sociedade brasileira.

Isso explica o sucesso das redes sociais na internet: as pessoas se sentem solitárias, sem tempo, e às vezes sem disposição para o convívio real, mas continuam com a necessidade humana básica de estabelecerem laços e estarem “conectadas”. A tecnologia une as pessoas, não da mesma maneira que as relações não-virtuais, mas une. Deve ser encarada como complementar, não suplementar. Deve aproximar as pessoas e não apenas “criar” conveniência para um encasulamento. A necessidade de dividir fotos, trechos de livros, filmes e músicas com as outras pessoas da comunidade virtual expressa um desejo de identidade em um “mundo sem rosto”…

Este excesso de competição, individualismo e falta crônica de tempo livre, explicam ao menos em parte, muitos dos fenômenos atuais, como por exemplo o sucesso de filmes como Crepúsculo…

Por que o filme estrelado pelo ator inglês Robert Pattinson e pela atriz americana Kristen Jaymes Stewart cativa tanto o público? Ou melhor, porque as mulheres saem tão emocionadas do cinema ao ponto de quererem “um vampiro para chamar de seu”?

O tema dá para uma tese de mestrado, mas vamos lançar apenas algumas reflexões…

Em primeiro lugar o tema do filme não é os vampiros, isso é a fachada, o tema é o amor, afinal não se trata de um vampiro qualquer, mas de um vampiro-herói, que cuida, protege e ama. Ele se importa. E isso faz toda a diferença!

É isso que especialmente comove o público feminino. Mulheres, por mais fortes e decididas que sejam, desejam alguém que as proteja e se importe verdadeiramente com elas.

A segunda questão envolve os aspectos psicológicos (arquétipos) contidos nos vampiros: a sexualidade, a tensão e o risco da paixão extrema e perigosa, onde se expõe o próprio “pescoço” e se entrega o próprio “sangue”, uma paixão que evidencia seus aspectos patológicos de vida e morte. Os vampiros são tratados na literatura e no cinema como profundamente sedutores, misteriosos e, à sua maneira, encantadores, pelo menos para quem se identifica…

Na literatura e nos filmes sempre encontramos as pessoas que querem ser mordidas pelos vampiros, querem viver esta intensa emoção de vida e morte, desejam viver a sedução e penetrar no mundo do mistério e, não raro, da fusão com o outro (desejo interior, embora perigoso, de todos os amantes).

O vampiro de Crepúsculo parece-se mais com o doce vampiro de Rita Lee.

No fundo, as pessoas andam muito carentes, e se encontram alguém que se importe e pareça as proteger, se entregam de maneira irracional e inconsequente.

Lembre-se que fora das telas existem vampiros reais, vampiros emocionais que não amam, não se apaixonam, não protegem de verdade e estão apenas interessados no que os favoreça. Para estas pessoas que vampirizam as amizades, os ambientes de trabalho, as relações afetivas, você não passa de um suculento “pescoço” (objeto de desejo) e de “sangue fresquinho” (nova conquista). Acredite, este tipo de “vampiro” é muito mais comum do que você possa imaginar, assim como é incrivelmente comum o número de pessoas que se deixam “vampirizar” porque em um mundo tão distante e carente. Ter um vampiro para chamar de seu, parece uma opção válida, mas não é…

Vampiros poéticos como Edward são pouco prováveis na vida real. Vampiros reais são sempre vampiros predadores e, assim como os escorpiões, à primeira oportunidade, manifestam sua essência e seus reais interesses. Como dizia nossa avó: mais vale estar só que mal acompanhado. Não saia por aí expondo sua jugular a qualquer um que se ofereça a cuidar de você!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.