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Você tem medo de quê?

medo

Somos seres simples que, de tão simples, nos tornamos complexos. Complexos demais. Todos os outros animais na natureza reagem com base em seus instintos, mas nós, seres humanos, podemos refletir sobre nossos instintos. Nós possuímos a capacidade de pensar até sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos. Isso que aparentemente é nossa maior vantagem torna-se também nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

Há diversas situações com as quais todos nós temos que lidar no cotidiano, disciplinas essenciais na universidade da Vida. E uma das matérias mais difíceis é “como lidar com o medo”.

A primeira lição fundamental é: Não devemos nos culpar por sentir medo!

Se você começa a se culpar por estar sentindo medo só agravará o problema, porque além do medo estará incluindo o peso do sentimento de culpa, que é altamente destrutivo, muito mais que o próprio medo.

Não se culpe por sentir medo, todos os seres humanos sentem medo, inclusive aqueles que demonstram ser destemidos. Lembre-se sempre desta verdade essencial: Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo.

A coragem não é a ausência do medo, mas a disposição de não permitir que ele impeça você de caminhar.

A segunda lição fundamental é: Sentir medo é bom e importante.

O medo nos conduz a uma atitude de respeito e atenção diante dos desafios da vida. Na ausência do medo, nossos antepassados não teriam fugido dos predadores e a humanidade poderia estar extinta. O medo é um sentimento que busca nos preservar e nos conduzir a uma posição mais segura. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Desistir é entregar-se passivamente, sem direito à luta!

O medo faz parte de você, não você do medo. Não deixe que a parte domine o todo. Não se deixe dominar pelo medo, porque nada nos domina sem a nossa permissão.

O medo se torna patológico quando começa a se manifestar fora de hora e sem propósito. Pense em um sistema de alarme contra incêndios: Se houver um princípio de incêndio e ele não disparar, não serve para nada e nos expõe ao risco, mas, se ele disparar por causa da fumaça de um bife na frigideira também estará com defeito. Este alarme só deveria disparar em risco real de incêndio. O mesmo acontece com o medo, ele é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança.

As situações e decisões mais importantes que você enfrentará na vida farão, na imensa maioria das vezes, você sentir medo. Quanto mais importante a decisão, maior o medo. Isso é natural. Nestas condições, o tamanho do medo lhe diz a importância que as repercussões terão em sua vida.

A imaginação e a ansiedade alteram drasticamente o equilíbrio do sistema de alarme  psicológico e biológico do medo. A sombra do monstro no cinema é sempre maior que o monstro e, o som que ele emite é mais assustador que sua aparência. Desligue o som e esqueça a sombra. O “monstrinho” ficará bem mais fácil de encarar, às vezes até simpático.

A questão é que sempre imaginamos as coisas como se elas fossem definitivas e o medo de errar torna-se insuportável. Mas sejamos sinceros, quantas coisas realmente absolutas e definitivas você conhece na vida?

A vida é feita muito mais de coisas transitórias que definitivas. Seu emprego pode mudar, seu casamento pode acabar, você pode perder um excelente negócio, mas nada disso é, de fato, definitivo. O emprego perdido pode ser recuperado, ou você pode encontrar outro ainda melhor. O casamento que acabou hoje poderá reviver amanhã com mais maturidade e qualidade, ou você pode encontrar um relacionamento superior que lhe permita ser muito mais feliz. Negócios se perdem e se fecham todos os dias, sua vida não depende de uma única decisão, mas de um conjunto delas!

A ansiedade é outro elemento que reforça a presença do medo. Pessoas ansiosas sentem que sempre está faltando algo que deveriam fazer imediatamente ou ter feito antes para se sentirem seguras e, por isso, aumentam as consequências do medo. Basta observar que ninguém tem uma crise de pânico sem antes apresentar distúrbios de ansiedade. Estes distúrbios possuem duas causas básicas, que podem ocorrer juntas ou separadas: desequilíbrio da química cerebral e dificuldades psicológicas de enfrentamento da realidade.

Se o medo em sua vida vem atingindo níveis patológicos, ou seja, níveis que estão impedindo você de agir, mesmo nas coisas mais simples do dia-a-dia, busque ajuda profissional. Não se envergonhe de pedir ajuda, é grande aquele que se reconhece pequeno frente ao que desconhece!

Sinta-se convidado para o grupo dos que sentem o medo saudável, aquele que nos ensina:

•           o que devemos evitar,

•           à que devemos estar atentos, e,

•           por que permitimos que algumas coisas tenham tanto poder sobre nós.

Compreenda que muitos medos são simplesmente fruto da imaginação, da vaidade e da ansiedade. Você não é covarde porque sente medo. A única covardia é desistir de compreender os mecanismos que te levam a sentir tanto medo. Sim, eu sei, às vezes dá medo de conhecer as causas do nosso próprio medo. Pense com bom humor, medo você já tem mesmo, então é melhor que ele seja útil e lhe sirva de estrada para compreender melhor a você, aos outros e à própria vida.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

As aparências não enganam

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Na vida, não são as aparências que enganam, como pensa o senso comum. O que nos engana é o fato de não olharmos atentamente para as pessoas e situações com as quais nos envolvemos; o fato de generalizarmos nossas conclusões e a dificuldade que temos em assumir que nossas decisões e julgamentos estão equivocados.

Prestamos menos atenção nas coisas do que deveríamos. Nosso desejo de que as coisas sejam como gostaríamos que fossem nos apressa em nossas conclusões, por isso nos enganamos.

Encontramos alguém que demonstra não possuir os defeitos que a pessoa anterior possuía, e… Pronto! Já concluímos que encontramos a pessoa que estávamos buscando, afinal, esta não possui o que nos incomodava na outra.

Ora, o fato de alguém não demonstrar determinados defeitos não significa que não os possua. Ela pode estar se “policiando” para não os deixar transparecer, pode ser que a situação para que eles se manifestem ainda não ocorreu, ou ela pode, de fato, não possuir estes defeitos. Mas e quanto aos outros defeitos que possuirá, seriam mais ou menos graves do que aqueles dos quais estávamos fugindo?

Não encontraremos pessoas sem defeitos. Mas, o fato dela não possuir os defeitos que a pessoa anterior possuía, não pode, por si só, nos levar a concluir que encontramos a pessoa ideal. Não foram as aparências que nos enganaram, fomos nós mesmos, precipitados “em preencher a vaga”.

Outra questão que causa ilusões reside em nosso hábito de generalizar as coisas.

Muitas vezes, uma pessoa que te ama e respeita mais que a anterior, pode ser mais tímida e reservada em suas demonstrações. O fato de alguém te dar todas as provas de amor não significa que ela te ama, e o fato de outra, não dar tantas demonstrações assim, não significa que não te ame. Pessoas diferentes agem de maneira diferente. De novo, não são as aparências que nos enganam, mas o fato de generalizarmos que quem ama deve agir da maneira que imaginamos ser a correta e de que, na ausência destas atitudes, a pessoa não nos ame…

Você conhece as suas atitudes quando ama, não as do outro. Talvez o idioma sentimental do outro seja tão diferente que vocês precisarão de um tempo para aprender a traduzir um ao outro.

Há amores “melosos e grudentos”, que terminam com a primeira trovoada, e outros que, aparentemente mais distantes, resistem ás mais difíceis tempestades. Há pessoas que dizem que dariam a vida por você, mas em uma situação real, fugiriam à primeira dificuldade. E há outras que nunca te prometeram nada, mas suportariam as dores mais profundas em nome deste amor.

Outra situação que engana mais que as aparências é o fato de que, quando percebemos que escolhemos mal e não prestamos a devida atenção antes de decidir, começamos a encontrar justificativas e distrações para não enfrentar a realidade. Para fugir da dor de admitir que fomos tolos, vamos tentando fazer a ilusão virar realidade, até o ponto onde ela se transforma em pesadelo. Aí, exatamente aí, diremos: as aparências enganam!

Não são as aparências que enganam. Somos nós que nos enganamos porque não queremos olhar para as coisas como elas realmente são. Preferimos nos enganar enquanto for possível.

Perceber o quanto somos ingênuos e irresponsáveis em tantos momentos da vida fere nossa inteligência, nosso orgulho e vaidade.

Para escapar mais uma vez desta realidade, colocamos a culpa nas aparências – são elas que nos enganam, fulano nos enganou…

Melhor aceitar a realidade: nós nos enganamos. A fantasia parece sempre mais convidativa que a realidade, mas seu preço é sempre mais alto!

Para enganar-se menos, dedique mais atenção, não julgue o todo pela parte e assuma seus erros de avaliação.

Os que choram não são sempre os mais tristes. Os que riem não são sempre os mais felizes. Os que mais falam em Deus não sempre os que O tem mais no coração. E muitas vezes, quem te ama em silêncio é mais efetivo que aquele que te manda flores todas as manhãs…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Amor, Relacionamento e Maturidade

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A maturidade caracteriza-se pela nossa possibilidade de compreender as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem. Quando atingimos, ainda que parcialmente, a tão esperada maturidade (que não é um ponto final, mas um novo ponto de partida), percebemos com muita clareza detalhes da vida e dos relacionamentos, que antes nos escapavam quase que na totalidade.

As relações amorosas, por sua própria natureza, são as que mais resistem ao amadurecimento, uma vez que o sonho romântico é, para a maioria das pessoas, uma âncora que não desejamos recolher por medo de não saber para onde os ventos fortes da vida poderão levar o barco do nosso coração, especialmente se estiver machucado.

Amor e relacionamento são coisas diferentes. Podem conviver juntas, e é maravilhoso quando isso acontece, mas não é a regra, apenas uma possibilidade muito desejada. O amor é um sentimento, a paixão uma febre de conteúdo químico e, o relacionamento é uma interação entre dois seres humanos na sua totalidade. O relacionamento não envolve apenas os sentimentos, mas também as crenças, valores e comportamentos.

Quanto mais no aproximarmos da maturidade, mais perceberemos, com maior clareza, que mesmo existindo amor, em alguns casos, o relacionamento será impossível. Porque mesmo existindo amor, podem existir incompatibilidades que, cedo ou tarde, pedirão uma retirada. Aceitar tudo, absolutamente tudo em nome do amor romântico é uma tolice!

O amor romântico é um sentimento que busca união e compartilhamento. O amor romântico pressupõe um desejo contínuo de proximidade e a presença de admiração pelo outro. Na impossibilidade da união, seja dos semelhantes, seja dos contrários, seja dos complementares, mesmo sendo intenso, possuirá dentro de si a causa da separação futura.

Lembremos que o que chamamos de amor pode ser doentio se estiver associado a sentimento de posse, abuso de poder manipulação do outro e narcisismo, apenas para citar alguns casos.

Há amores doentios que obscurecem a vida e nos impedem de sonhar porque aprisionam nossos sonhos em armadilhas de cobranças e violências que vão desde ofensas cotidianas que visam reduzir a autoestima do outro a pó, até mesmo à violência física.

Milhares de pessoas se submetem a violências verbais, morais e até físicas em nome do amor. Isso não é saudável, estas pessoas estão vivendo uma relação doentia. O amor que destrói não é amor. O verdadeiro amor constrói!

Um amor onde uma das pessoas é compulsoriamente responsabilizada por todo o peso da relação e, de maneira a altruísta e ingênua, anula sua própria existência para não perder o par romântico, está fazendo um mal a si mesmo e ao outro.  O amor não é feito apenas de “sims”, também precisa de “nãos”. Na ausência de “nãos” uma das pessoas estará se violentando e investindo no agravamento do egoísmo do outro. Não é sábio investir no egoísmo do outro, ele já cresce mais que suficientemente sozinho.

A maturidade ensina que amor e relacionamento são coisas diferentes. É maravilhoso quando o amor e um relacionamento saudável se encontram e uma relação verdadeira, transparente, baseada na reciprocidade sem cobranças obsessivas ou violências intencionais, mas para a imensa maioria dos  modelos de casais, não é assim que acontece. A imensa maioria das pessoas escolhe seu par, motivadas por equívocos e ingenuidades e depois com vergonha ou medo de buscar novos horizontes, se obriga a pagar o preço que às vezes é muito alto, chegando a custar literalmente a vida, em algumas ocasiões.

No amor a dois não podemos esquecer de amar a nós mesmos, e se preciso for, desistir da relação. Os relacionamentos podem ocasionar momento de dor, muitos necessários ao nosso aperfeiçoamento, mas se, na maior parte do tempo, não existem momentos de prazer e comunhão, compartilhamento e respeito, então estamos diante de um destes casos, onde mesmo existindo amor, o relacionamento não deveria existir.

Insistir em relacionamentos que nos fazem sofrer ou causam algum tipo de prazer no sofrimento do outro, é sadomasoquismo e, portanto, está baseado em um desejo patológico de sofrer ou de fazer sofrer, continuamente.

Em muitos casos o que chamamos de amor pode ser totalmente incompatível com a possibilidade de relacionamento saudável. Em outros casos, um amor aparentemente menor, tendo encontrado um relacionamento de qualidade, onde o respeito e o desejo contínuo de compartilhar e crescer esteja presente, pode significar uma união incrivelmente mais feliz. Nestas situações o amor supostamente menor, em um primeiro instante, pode com o tempo, superar em muito aquele que julgávamos tão imenso e que acaba sendo massacrado pelo egoísmo, ciúme e manipulação.

Uma união para ser saudável, deve conter amor e relacionamento de qualidade. Nestas condições, ainda que existam dores (e não necessariamente precisarão existir), elas serão saudáveis, e serão o fruto de processos de aprendizagem e reconstrução do nosso modelo mental e do nosso modelo de vida.

Graves enganos cometidos em nome do amor continuam a ser graves enganos.

Algumas pessoas optam pelos versos de Erasmo Carlos (grande compositor)… “Antes mal acompanhado do que só…”, outras preferem a sabedoria popular “antes só do que mal acompanhado”. Na maturidade se percebe que mesmo acompanhados poderemos estar na mais profunda solidão, mesmo que haja amor, porque se não há um relacionamento de qualidade, cada qual vive só em seu mundo, não existe o mundo comum, onde os amantes deveriam passar, pelo menos parte do seu tempo! A solidão a dois talvez seja a mais dolorosa entre todas as modalidades de solidão, porque quando o outro se manifesta você preferiria  estar, de fato, sozinho.

Estas situações não precisam ser assim! Precisamos exercer o amor por nós mesmos e se existe amor, convidar o outro a compartilhar conosco de maneira saudável este maravilhoso sentimento na construção de uma relação de valor, onde ambos ganhem se que nenhum dos dois tenha que perder. Na ausência de um grande amor é preferível viver em um excelente relacionamento baseado na fraternidade, no afeto, carinho e respeito. Na ausência de um relacionamento em que se possa investir e apostar, nos resta a coragem de partir sabendo que nossas possibilidades de amar não estão restritas a uma única situação. Quantas pessoas você conhece que foram felizes somente nos segundo ou terceiro casamentos? Quantas pessoas você conhece que só foram felizes depois de inúmeras e persistentes tentativas? Quantas pessoas reconstruíram suas vidas após a perda (às vezes por motivos graves) de quem amavam e, mesmo assim, conseguiram, graças a sua capacidade de amar novamente, refazer suas vidas?

Não aprisione a si mesmo. Vale a pena lutar por um grande amor, vale a pena lutar para salvar um relacionamento que se apresenta ferido ou enfermo, mas observe bem qual é a causa da sua luta e se ela será sempre apenas sua. “Nenhum reino dividido sobre si mesmo sobreviverá”.

O amor é um sentimento de expansão da alma e deve trazer alegria! Relacionamento deve ser uma interação de qualidade onde aprendemos e crescemos uns com os outros em um clima de profundo respeito pelo universo do outro. Na ausência destas características  faça como na canção “Bilhete” de Ivan Lins:  “Jogue a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos de pensar numa volta. Fique junto dos seus. Boa sorte. Adeus”

Agora, se existe amor, existe admiração e respeito, ainda que o relacionamento sinta o impacto do encontro das diferenças provenientes de dois mundos, duas identidades, do conjunto de hábitos diferentes que cada um traz para a relação; neste caso, vale a pena investir na relação e apostar no futuro. O firme propósito de fazer dar certo vale a pena na presença do amor e frente a um relacionamento de qualidade que contenha muitas virtudes e potencial de felicidade. Nossas expectativas devem centrar-se na busca por um relacionamento de qualidade, não por um ideal inatingível causado por excesso de expectativas fantasiosas. O verdadeiro amor vive e sobrevive no mundo real, não em condições ideais, mas em condições essenciais.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não carregue o mundo nas costas

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Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o “mundo“ nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.

Começamos a “carregar o mundo nas costas” a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros. Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também “o mundo dos outros” nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provém das outras pessoas.

Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.

Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- “Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim”!

Eu perguntei a ela:

- “Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas”?

Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a…

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.

Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa autoestima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!

Exatamente como este rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.

Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. A protagonista é aquela que “agoniza”, sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos “agonizar”, sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar.  Simplesmente, não tem nada a ver com você!

Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa autoestima. Esta postura só causa problemas.

Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia “ruim” e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm esta necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isto não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor “particular” dos outros, como se nós a tivéssemos causado!

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas estas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e destas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

O sucesso é uma ótima maneira de fazer inimigos

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Se você é do tipo de pessoa que se alegra de nunca ter tido inimigos, experimente fazer mais sucesso…

À medida que você faz mais sucesso, seu destaque é mais evidente e mais amplo, por isso, de onde você menos espera surgirão inimigos espontâneos.

Você não precisa fazer nada para despertar a ira destas pessoas, basta existir!

É que, na cabeça delas, você está ocupando, inadvertidamente, um lugar que deveria pertencer a elas ou somente a elas!

Estas pessoas, de maneira doentia, acham que o seu sucesso “rouba” algo que, por razões ilusórias que somente elas conhecem, deveria ser um patrimônio exclusivo delas.

Estas pessoas se incomodarão com você ao extremo. Farão tudo o que puderem para criar obstáculos no seu caminho e impedir o seu crescimento.

Muitos supostos amigos das fases difíceis, época em que, por emprestar o ombro, se sentiam superiores a você, o abandonarão quando você fizer muito sucesso. Este tipo de pessoa gosta de oferecer o ombro quando você está mal, mas se sentem ofuscadas quando você brilha, são pessoas sem brilho próprio!

Não seja ingênuo acreditando em demasia em seres humanos que você não conhece em profundidade.

O pior inimigo é o que vem disfarçado de amigo!

Use o sucesso para fazer amigos. Parece contraditório falar em utilizar o sucesso para fazer amigos, se acabamos de dizer que ele é uma excelente maneira de ganhar inimigos espontâneos.

Acontece que o sucesso separa o joio do trigo em três partes:

1)      Mostra quem são as pessoas que não suportam o seu sucesso e o brilho da sua luz, e por inveja, farão tudo para prejudicá-lo (embora o copiem o tempo todo – irônico, não?)

2)      Ensina que, depois que você faz sucesso, muitas pessoas que nunca se interessaram por você passam tratá-lo como se fossem amigos de infância. Pessoas interesseiras desejosas de aproveitarem os frutos das suas conquistas.

3)      Evidencia quem são os verdadeiros amigos, aqueles que se alegram com a sua prosperidade e o seu sucesso e, estarão sempre disponíveis para ouvi-lo, dar conselhos e fazer críticas sinceras, sempre sem interesse oculto. Estes amigos são movidos pela nobreza da amizade, por quererem sempre o seu bem.

Utilize o sucesso para fazer novos amigos, pessoas que não possam obter nada que você não pudesse oferecer antes do sucesso. Procure fazer amigos que, de maneira ética, também fazem sucesso.

Procure conhecer pessoas ricas em espírito. Pessoas que estão felizes em encontrar pessoas empreendedoras como elas, que venceram todos os desafios e se alegram em conhecer alguém que fez o mesmo trajeto.

Estas pessoas estarão dispostas a te ajudar desinteressadamente e receberão de você o mesmo carinho. Ambos sabem o quanto o apoio é bem vindo. Sabem quantos falsos amigos surgiram pelo caminho e quantos amigos interesseiros aparecem todos os dias!

Estas pessoas saberão valorizar uma verdadeira amizade.

O sucesso te permitirá fazer excelentes amigos se você considerar os itens que tratamos acima.

Lembre-se, reconhece-se a grandeza de uma pessoa pela maneira que ela trata as pessoas que não podem lhe dar nada em troca.

Observe como seus amigos e “amigos” tratam as pessoas de quem não podem obter nada, às vezes, nem sequer um sorriso.

Uma vida sem verdadeiros amigos não é vida, é uma prisão solitária.

Que seus amigos sejam poucos, se necessário for, mas que sejam bons!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A imagem refletida no espelho

espelho

Em um inesperado momento de sua vida, você se depara com uma imagem refletida no espelho da existência. Olhamos, olhamos novamente, voltamos a olhar e, após grande hesitação, reconhecemos: trata-se de nós mesmos!

Trata-se de um “nós” refletido em uma imagem que desconhecíamos ou, talvez, insistíamos em não reconhecer. Somos incrivelmente hábeis para fugir de nós mesmos e tremendamente covardes para nos buscar por trás das aparências.

Mas esta imagem, cedo ou tarde, aparece e com ela vem uma dor forte e intensa: a dor de descobrirmo-nos como somos e não como gostamos de pensar que somos.

Este “outro” no espelho da existência, parece tão diferente de nós. Não que seja mais feliz ou mais triste… é diferente, muito diferente.

Esta imagem, às vezes é trazida pela sinceridade de um verdadeiro amigo (aquele que diz o que precisamos ouvir); às vezes é trazida por uma dor de amor (onde quem amamos, desiludido por alguma situação, desabafa o que sempre pensou e nunca revelou a nosso respeito), outras vezes é trazida pela reflexão, psicoterapia ou busca espiritual.

Corajosos, nos achamos covardes.

Fortes, nos reconhecemos fracos.

Altruístas, nos surpreendemos egoístas.

Vencedores, nos descobrimos com inveja.

Humildes, visualizamos nossa vaidade.

Pacíficos, encontramos a raiva.

Religiosos, nos vemos sem fé.

Bons, nos percebemos ainda maus.

Belos, nos vemos distorcidos.

Distorcidos pelas lentes da realidade!? Que tipo de distorção é esta que nos mostra como somos?

Esta imagem choca e nos faz parecer monstros aos nossos próprios olhos. Caem as escamas que impediam a nossa visão… E a luz fere os olhos acostumados à escuridão.

Vivemos muito tempo no escuro, onde podemos dizer coisas sem olhar nos olhos e acertar os cabelos sem, de fato, olhar no espelho.

O espelho do outro, o espelho de quem nos ama, o espelho de quem amamos, o espelho do amigo, da amiga, do pai, mãe, irmão, professora…

O espelho do outro revela uma imagem que é nossa. Por que tardamos tanto em ver a nós mesmos como somos?

Não, não é somente por medo e covardia, é também por falta de maturidade. Este dom que o tempo traz aos que o buscam verdadeiramente. A maturidade não é obra do tempo, é obra de um coração sincero que viaja no tempo!

Não somos monstros! Não somos santos! Somos homens e mulheres em busca de nós mesmos.

Em um determinado momento, em um inesperado momento de sua vida, uma imagem aparece em “um espelho”. Não a trate como um desconhecido. Trata-se do seu próximo mais próximo, aquele a quem devemos amar primeiramente no exercício de amar ao próximo, alguns milímetros, metros ou quilômetros, mais distantes.

Este desconhecido somos nós mesmos. A imagem no “espelho” pede ajuda! Ela precisa ser reconhecida e auxiliada, não consegue respirar, sufocada por aquilo que fingimos ser.

Não somos santos nem monstros. Somos seres humanos, que, de tão humanos, não nos reconhecemos disfarçados por trás do herói que gostaríamos de ser. Heróis são pessoas comuns que encontram a si mesmas! Por isso são fortes, porque não estão divididas entre o que são e o que pensam ser. Simplesmente vivem como são: autênticas.

A dor da autenticidade é o preço da descoberta do caminho que leva à felicidade.

Seja feliz! Viva a autenticidade. Vai doer, todo nascimento implica algum tipo de dor, mas a vida celebrará com sorrisos o que as lágrimas da descoberta evidenciam, ao lavar olhos, como que eliminando as imagens passadas.

Na ausência da autenticidade não há vida, somente a morte do nosso verdadeiro “eu”.

Monstros não refletem sobre seus sentimentos, erros e acertos. Tornar-se “santo” é uma meta, não um ponto de partida. Todo “santo” teve um passado e todo “pecador” terá um futuro!

Ninguém vencerá o mundo sem conhecer o mundo, ninguém transcende a matéria sem ter sido “matéria”. Nossos erros são apenas virtudes que ainda não aprenderam a direção…

Ou, por acaso, você nunca parou para pensar que um teimoso pode tornar-se persistente? O teimoso é um indivíduo egocêntrico que está mais preocupado em ter razão que em encontrar a razão. O teimoso caminha em círculos. Já o persistente, possui metas mais claras, aceita opiniões e toda a ajuda que o auxilie a chegar lá. O persistente aprendeu a caminhar em linha reta, na direção de seus objetivos e metas. Enquanto persistência é uma virtude, teimosia é um defeito. Quando damos uma direção à teimosia e nos libertamos das ilusões das nossas egotrips, aprendemos a ser persistentes.

Faça de seus erros, razões para acertar. Seres humanos não aprendem com seus erros, aprendem consertando seus erros…

Neste exato momento, há uma imagem refletida no “espelho” deste texto. Não a trate como um desconhecido…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

O perigo de ser ingênuo

opressor-oprimido

É extremamente perigoso ser ingênuo. Devemos buscar sempre a pureza de pensamentos, sentimentos e atitudes, mas não devemos ser ingênuos.

No mundo encontramos de tudo, até pessoas boas…

Mas elas não são, necessariamente, a maioria em nosso caminho. Mantenha os olhos abertos, especialmente para a possibilidade de pessoas opressoras e manipuladoras exercitarem patologias sobre a sua vida.

Desconfie das pessoas que desconfiam excessivamente de você. Salvo terem passado por traumas muito profundos, elas costumam ter algo sério a esconder. Estas pessoas que cerceiam a sua liberdade, controlando seus passos e querendo decidir quem deve e quem não deve ter contato com você, no mínimo estão empobrecendo sua vida, no pior dos casos estão começando a destruí-la.

Maridos e esposas que, de maneira deliberada, minam a autoestima do cônjuge, julgando-o em demasia, apontando enfaticamente todas as suas menores falhas e agigantando os seus defeitos em toda e qualquer ocasião estão conscientes que, ao enfraquecerem a autoimagem de seu cônjuge, ampliam o domínio que possuem sobre o mesmo. Estas pessoas querem fazer você acreditar que ninguém mais no mundo, a não ser elas mesmas, iria querer ou suportar você. Muito cuidado para não acreditar nisso!

No trabalho, chefes que utilizam o seu poder para humilhar seus funcionários, rebaixando-os, criticando-os de maneira maldosa e não reconhecendo suas qualidades e acertos, seguem o mesmo raciocínio. A melhor maneira de impedir que você cresça é fazer você mesmo desistir acreditando que não pode crescer.

Em ambos os casos estas pessoas manipuladoras estão utilizando de persuasão para fazer com que você se sinta um lixo. Quanto menor você se sentir, maior parecerá o seu opressor. A força do opressor está no medo do oprimido!

Estas pessoas querem fazer você sentir medo de tentar coisas novas, medo de mudar de relacionamento, de emprego. Elas sabem, mesmo que instintivamente, que quanto maior for o seu medo, maior será o poder delas sobre você. Este tipo de pessoa não perderá uma só chance em investir na sua desvalorização e nos seus medos.

Muitos pais também fazem isso com seus filhos, professores com alunos, contratantes com contratados, numa rede muito extensa de manipulação e opressão.

Não conheço opressores de bom caráter, até conheço manipuladores bem intencionados, mas ignorantes. Ninguém possui o direito de manipular e oprimir outro ser, isto é uma cruel forma de violência.

Venho acompanhando, com tristeza, um fato destes na vida de um dos meus melhores amigos, que não percebe, embora alertado, estar sendo fruto de manipulação e opressão. Ele está cego de ingenuidade!

Não devemos ser ingênuos, devemos procurar a bondade e a justiça com olhos abertos, senso crítico alerta e autoestima em dia.

O amor não permite algemas, a boa intenção não insulta e, quem quer o seu bem não te impede de crescer. Quando isto acontece, algo está muito errado…

A força do opressor está sempre no medo do oprimido. Todo opressor é antes de tudo um fraco que precisa da fraqueza do oprimido para sentir-se forte. Por isso ele trabalha na destruição da sua autoestima. A maior arma dos incapacitados consiste em fazer você se sentir como eles.

Um dia ouvi uma senhora dizer: -“Meu marido é altamente capacitado, ele é muito competente e inteligente, ele tem razão em achar que eu não sou nada…”

Esta senhora não percebeu que embora inteligente, competente e capacitado em suas atividades profissionais, lamentavelmente, seu marido está “incapacitado” para o convívio e para o amor, caso contrário jamais diria que ela “não era nada”.

Dizer que alguém é “um nada” é sempre um auto-diagnóstico e uma projeção de fraqueza interior. Os sábios reconhecem sabedoria em tudo, as “pessoas de Deus”, reconhecem Deus em tudo, portanto, aqueles que intimamente, nos segredos da alma, só reconhecem “o nada” ao seu redor, em verdade se sentem “um nada”.

Não seja ingênuo! Ninguém, a não ser você mesmo, pode negar o seu valor. Não seja opressor de si mesmo. Seu valor é incontestável e único, por isso não pode ser comparado com o valor de outras pessoas. Quem escreve não possui mais valor do que quem lê, quem ensina não possui mais valor que quem aprende – apenas possuem valores diferentes. Não haveria escritores se não houvesse leitores, não haveria professores se não houvesse alunos, portanto o valor der uns, depende nitidamente do valor dos outros.

Não acredite em quem não acredita em você, não seja ingênuo, procure ser bom e justo, começando por você mesmo!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante da Crítica

critica

Você vem sofrendo muitas críticas? Isso te incomoda?

Despreocupe-se!

Quando desenvolvemos uma competência nos tornamos mais fortes diante da vida e de seus desafios. Dentro do rol das melhores competências que podemos e devemos desenvolver encontramos uma que nitidamente se destaca: a nossa competência em suportar a pressão das críticas!

As críticas se dividem em dois grandes grupos: as construtivas e as destrutivas.

Uma crítica é construtiva quando tem por finalidade contribuir com o nosso aperfeiçoamento. Por aperfeiçoamento devemos entender o foco em aprimorar nossas forças e diminuir nossas fraquezas.

No caso da crítica construtiva, quem o está criticando vai sempre lhe apontar uma deficiência (fraqueza) ou falta de eficiência (uma força que não está sendo plenamente ou corretamente utilizada). Em ambos os casos esta pessoa está lhe fazendo um favor porque está lhe ajudando a ampliar suas percepções a respeito de si mesmo.

Não é raro que alguém lhe faça uma crítica inesperada, daquelas que nem mesmo em seus dias de maior imaginação passariam pela sua cabeça. Nestes casos nossa primeira reação é a surpresa, seguida imediatamente do julgamento de que a crítica só pode ser absurda e improcedente. É comum julgarmos absurdo ou improcedente aquilo que não passa pela nossa cabeça. Mas isto não invalida a importância da crítica!

“Quando todos pensam da mesma maneira, frequentemente, ninguém está pensando!”

Quanto mais rara for uma crítica, tanto mais importante ela tende a ser, portanto infinitamente maior a importância de a ouvirmos com atenção e refletirmos em profundidade sobre ela.

Diante de críticas construtivas o procedimento é simples. Ouça com toda a atenção, independentemente de suas impressões e julgamentos com relação ao autor da crítica. Desenvolva um profundo respeito e gratidão pelas críticas construtivas, elas são sempre um convite ao aperfeiçoamento e um poderoso remédio contra a vaidade.

Atente para uma questão muito importante: o fato da intenção da crítica ser construtiva não significa que a pessoa que a fez tenha habilidade em comunicá-la da melhor forma. Gentileza, boa educação e habilidade interpessoal não são características comuns a todos os bem intencionados. Isto significa que em muitas situações uma crítica construtiva, que muito pode contribuir com sua vida, poderá vir em péssima “embalagem”. Preste mais atenção no conteúdo da crítica que na sua forma. Conheço várias pessoas de valor, sinceras e bem intencionadas que não sabem dizer as coisas com “jeitinho”. Afinal por que esperar que as críticas venham apenas de pessoas craques em relacionamento e comunicação?

Vejamos agora as críticas destrutivas.

Uma crítica é destrutiva quando tem por finalidade desestruturar, ferir, magoar ou desorientar. Observe que o fato de você ter se magoado não significa, necessariamente, que a crítica tenha sido destrutiva. Alguém pode se magoar por tendência em colocar-se no papel de vítima, baixa autoestima, falta de humildade ou excesso de vaidade, e nestes casos a responsabilidade pela mágoa é toda sua.

A crítica é destrutiva quando é apresentada com o objetivo claro de causar dano ou ofensa, visando impedir seu processo natural de evolução. Esta é uma arma muito utilizada por pessoas presas aos processos de inveja, ciúme e maldade. Sim, estas pessoas existem e em proporção bastante alta. São pessoas que ainda não se descobriram, ainda não descobriram a presença de Deus em si e no próximo.

Mesmo nestes casos, ouça atentamente a crítica. Lembre-se que alguém na tentativa de magoá-lo pode, ainda assim, dizer-lhe uma verdade. Seus oponentes podem ser pessoas inteligentes e a crítica apesar de maldosa, pode conter elementos verdadeiros.

Neste caso este “oponente”, por ironia do destino, estará lhe fazendo um bem, desde que você possua a humildade de analisar e refletir sobre o conteúdo da crítica!

Caso a crítica esteja fundamentada em conteúdo falso, maledicente ou preconceituoso, considere este texto a seguir que escrevi em meu livro Atitudes Vencedoras:

Pedras e frutos

Não se atiram pedras em árvores sem fruto; toda tentativa de apedrejamento visa sempre derrubar os frutos.

Inocente ignorância dos apedrejadores, porque, mesmo conseguindo o feito, se esquecem de que os frutos caídos no chão experimentarão o tempo e a decomposição e voltarão a frutificar, de uma ou de outra maneira, pois cada semente dá origem à essência interior que carrega.

Já as pedras caídas no chão permanecerão pedras, e as mãos que as atiraram terminarão vazias, tão vazias quanto o coração e a alma que lhes ativaram o movimento.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

É preciso energia para subir a montanha!

montanha

Já notou que na história de praticamente todos os Grandes Homens e Mulheres ligados à espiritualidade, nas mais diversas tradições da humanidade, sempre há uma narrativa sobre o deserto e a montanha?

Você precisa de muita energia para atravessar “o deserto” e subir a “montanha”.

Há períodos de “aridez” e “escalada” na vida de todos nós. Para vencê-los, precisamos associar energia física, mental e espiritual!

Há uma antiga expressão latina que diz “mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são). Somos um todo, mente, corpo e espírito precisam estar alinhados para atingirmos a nossa melhor performance.

Todos os grandes atletas, artistas e gênios da humanidade sempre foram unânimes em afirmar que precisamos estar de “corpo e alma” naquilo que fazemos para fazê-lo bem.

Tudo que existe precisa de nutrição para continuar a existir. Precisamos nutrir o corpo, a mente e a alma se quisermos possuir a energia necessária para vencer todos os obstáculos.

Não despreze as necessidades do corpo, cedo ou tarde, ele cobrará o seu preço. Um corpo sem energia pode não impedir você, totalmente, de todas as realizações, mas seguramente, tornará muito mais difícil atingi-las. Uma mente exaurida, desnutrida não consegue manter-se ativa e focada por muito tempo. E um espírito afastado da luz perde seu próprio brilho…

Lembre–se de alimentar seus três tipos básicos de existência: físico, mental e espiritual.

Para cuidar do físico lembre-se das palavras de Hipócrates, o pai da medicina ocidental: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Cuide da sua nutrição. A nutrição funcional será uma poderosa aliada na cura de muitos problemas de saúde e na obtenção de níveis superiores de energia para ir em busca de seus sonhos. Como diz a nutricionista funcional, Dra. Juliana Geraix: “Não existe dieta, apenas mudanças no estilo de vida.

Atividade física também é fundamental, você não precisa ser uma atleta, mas precisa que todos os seus sistemas funcionem muito bem. Exercícios aeróbicos, um pouco de fortalecimento muscular e muito alongamento estão entre os melhores investimentos que você pode fazer. Além de procurar ter um sono de qualidade (é preciso aprender a dormir).

Para cuidar bem da mente, reflita sobre as colocações abaixo:

O novelista americano F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940) propunha que uma mente é superior quando possui a habilidade de manter duas idéias opostas, simultaneamente, e continuar funcionando sem paralisar-se pelo paradoxo.

Nossa mente possui capacidade ideoplástica – nossos pensamentos assumem formas, se exteriorizam e criam aspectos da realidade ao nosso redor.

Quanto mais alimentamos a mente, mais ela é capaz de superar-se. Se ensinarmos uma coisa inteiramente nova para duas pessoas, uma com pouco conhecimento e outra com muito conhecimento, a que sabe mais sobre mais coisas, aprenderá primeiro. Seu cérebro possui mais conexões neurais e maiores possibilidades de associação.

A meditação e o relaxamento são maravilhosos remédios para a mente e, associados à busca constante por conhecimento, leitura e solução de problemas, continuam sendo a melhor maneira de manter nossa energia mental em alta.

Para cuidar do espírito:

Albert Einstein dizia: “Minha religião consiste em uma humilde admiração do ilimitado espírito superior que revela a si mesmo nos mínimos detalhes que somos capazes de perceber com nossas frágeis e débeis mentes”.

Nossa existência não possui apenas características passíveis de explicação somente pela ciência ou pela lógica formal. Independente de qualquer vinculação a esta ou aquela doutrina religiosa, as repercussões da força espiritual, ético-moral do Homem são inegáveis!

Experiencie o poder da oração e suas repercussões e comprove, por si mesmo, a fantástica característica transcendente de sermos humanos conectados à fonte da vida.

Amor, Entusiasmo e Fé são os verdadeiros remédios para a alma, nenhum mal pode resitir à ação conjunta destes gigantes!

Dedique mais tempo a cuidar da vida em seus três aspectos propostos. Se você acredita não possuir tempo para todos, posso lhe garantir, não é problema de tempo e sim de prioridade. Se ainda assim você preferir se defender dizendo que lhe falta tempo para tudo, ao menos não esqueça de dedicar mais tempo ao amor.

Você precisará de muita energia para atravessar o deserto e subir a montanha. Acredite, a travessia valerá a pena, e a escalada revelará cenários inesquecíveis e reflexões fundamentais. Lembre que: Seus filhos crescem, os amigos partem, o corpo envelhece, o sexo se modifica e a oportunidade para amar, ainda que sempre exista, nunca contará com a mesma quantidade de tempo disponível. Vida é tempo! Viva a vida na plenitude, viva com energia. Cuide do corpo, da mente e do espírito!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Carta ao Menino Jesus

Querido Jesus, hoje meus pais me contaram que papai Noel não existe. Me explicaram que todos os presentes que eu e todas as outras pessoas do mundo recebemos são dados pelos nossos pais, mães, tios, tias, avós, amigos, amigas e até “desconhecidos” e que todos eles são dados por amor!

Eles também me contaram que foi Você que ensinou o mundo a amar de verdade e, que por isso, todo presente é, na verdade, um presente Seu para cada um de nós!

Porque tudo o que é bom provém do amor.

Me disseram que Natal é o dia do Seu aniversário e que Você é o único aniversariante que ao invés de receber presentes, deu sua vida de presente para todos nós e que este milagre continua acontecendo todos os dias e para todo o sempre.

Papai e mamãe me disseram que é no Natal que nasce o Menino Jesus e que mesmo Você sendo grande, jamais deixa de ser menino.

Como eu também sou criança, resolvi escrever-lhe esta carta. Já não escrevo mais para o Papai Noel ou a ninguém mais, somente a Você. E, como Você nunca deixa de ser menino poderá me entender, já que os adultos não me entendem.

Neste Natal não quero pedir brinquedos ou doces. Quero pedir que nos ajude a que as pessoas deixem de “brincar” com a vida uma das outras, tornando o mundo tão amargo.

Há muitas crianças tão pequenas como eu que não recebem o carinho que eu recebo, não tem tios ou amigos que as acariciem e lhes falem de amor, estão esquecidas pelos adultos deste mundo…

Por que os adultos só amam, quando muito, quem possui seu sangue e com quem convivem próximos? Se somos todos irmãos, então o mundo inteiro é uma família e até o Senhor é nosso parente…

E, se o Senhor deu a vida por nós, porque todos nós não damos, ao menos, um pedaço da nossa vida uns pelos outros? Um pouco de tempo, uma visita, um sorriso, um pedaço do nosso “bolo de Natal”, um pouco de amor, uma palavra que seja?

Quando somos crianças brincamos e nos divertimos com todo mundo que se acerca, todos são amigos e tudo é uma festa. Mas os adultos se tratam como estranhos, parece que estão sempre prontos para iniciar uma competição ou uma guerra…

Por que crescemos?

Se tudo melhora com o tempo, porque os adultos são mais frios e insensíveis que as crianças?

Se um bebê desperta os melhores sentimentos em todos os que o veem, porque, depois, os adultos despertam raiva, inveja e rancor?

Jesus, estou convencido de que somente as crianças podem salvar o mundo da destruição causada pela ganância e violência…

Assim, Jesus, quero pedir-lhe o meu presente para este e todos os Natais:

Converte-nos em anjos!

Converta em anjos cada um de nós “crianças” em todos os lares de todo o mundo, para que possamos com um sorriso, um abraço, um carinho curar as almas dos adultos que perderam a capacidade de viver e sentir como crianças.

Converte também nossos aliados, os idosos, que pelo milagre da vida que, gradualmente, eliminam as ilusões, voltam a viver e sentir como crianças e, por isso, enfrentam dificuldades e esquecimentos ainda maiores que os nossos.

Juntos, nós, as crianças da tenra idade e as crianças da maturidade podemos servi-lo Senhor, para ajudar o mundo a lembrar de tudo que o Senhor nos ensinou…

Que o nosso olhar se converta em um espelho a refletir a sua Luz que penetrará no fundo da alma de cada um que nos encontrar.

Tudo que peço Senhor é que possamos amar como o Senhor amou, viver como o Senhor viveu e, então, todos os dias serão Natal, pois em todos os dias o Senhor estará nascendo e renascendo em nós.

Feliz aniversário Jesus!

Ah! Não precisa nos mandar asas, há muito para fazer na Terra antes que precisemos voar!

Assinado, com muito amor: um de seus “meninos”.

Neste Natal e em todo 2014, sejamos anjos na vida de alguém!

A todos um abençoado Natal sob a Luz da Verdade e do Amor e um Ano de 2014 onde a “comunidade dos anjos” possa contar com a nossa presença.

Carlos Hilsdorf