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Arquivos da categoria: autoestima

A busca por si mesmo

autoconhecimento3

Com certeza, você já ouviu falar centenas de vezes sobre a importância do autoconhecimento; já recebeu diversas dicas e conselhos neste sentido. Ocorre que algumas pessoas ficam com a sensação que esta busca é um processo que ocorre em uma determinada altura ou período da vida, não é bem assim.

A consciência da busca por si mesmo não tem data precisa para começar, mas uma vez iniciada não cessará jamais. Digo consciência da busca, porque ela sempre nos acompanhou, ainda que de forma inconsciente, durante todas as fases anteriores ao início do despertar da consciência.

A busca por si mesmo é a experiência mais profunda, rica, ousada e emocionante à qual podemos nos submeter. Trata-se de um processo paradoxal, difícil, em muitos momentos um verdadeiro labirinto, em outros períodos, de “estrada” arejada, luminosa e arborizada.

Quando a consciência desperta para a busca de si mesmo, você fez a primeira grande descoberta: você se conhece pouco, bem menos do que acreditava conhecer…

Esta consciência pode causar muita dor em algumas pessoas, curiosidade em outras e um total redirecionamento de vida para aquelas que aproveitam melhor a oportunidade, independentemente de em qual grupo estejam.

O curioso desse processo é que você passa a ter uma sensação de que sabe cada vez menos à medida que sabe cada vez mais a respeito de si. É aí que nasce a verdadeira humildade (no melhor dos casos); passamos a nos reconhecer não como melhores ou piores que os outros, mas diferentes. Reconhecemos que não somos nem tão bons quanto gostaríamos, nem tão maus quanto nossas culpas nos fazem parecer. É um renascimento!

Haverá inevitáveis momentos de dor e decepção com a imagem anterior que fazíamos a nosso respeito. Ocorrerão momentos de frustração, desânimo e, não raro, depressão (para algumas pessoas). Todos estes fatos são excelentes desculpas nobres para uma atitude pobre: deixar de buscar se conhecer!

Não desista! Estas dores e sofrimentos mais intensos são momentos de “cura”, restabelecimento do equilíbrio e superação. Passadas as turbulências, aprendemos que para voar mais alto passamos várias vezes por ventos fortes, mas evidencia-se a nossa capacidade de superá-los!

Desistir de conhecer-se somente por constatar que você é diferente do que imaginava é uma grande tolice. Você gostaria de passar o resto da vida como um desconhecido de si mesmo? Acredite, não valeria a pena…

Não seja um estranho a si mesmo, estranhe-se para melhor se conhecer!

Não haverá autoestima verdadeira sem autoconhecimento em ação…

Conhecer a nós mesmos é nosso maior desafio, nossa maior viagem, nossa maior loucura e, ao mesmo tempo, nosso maior ato de sanidade.

Ao longo do caminho você se surpreenderá negativa e positivamente consigo, aproveite as surpresas positivas, aprenda e reoriente as negativas – tudo é uma questão de escolha!

As pessoas que você conhece que dizem não ter escolha, escolheram não possuí-las. Colocaram a si mesmas em cheque; sabotaram-se, esconderam-se e acabaram encurraladas em um canto escuro do que chamam destino…

Seja coautor e coautora do seu destino. Conheça a personagem principal: você!

Somente assim você poderá escolher novos caminhos para a sua própria história.  Tome coragem de conhecer-se, buscar-se e você será autor e autora de sua própria novela. Diga-se de passagem, a mais importante de todas, porque nesta você não é expectador passivo é ator/atriz vivente!

Todas as pessoas que se acham muito boas ou muito más, incríveis ou desprezíveis, maravilhosas ou fracassadas; todas elas se esqueceram de buscar se conhecer melhor, desistiram da busca por si mesmas!

Muitos serão os obstáculos, não desista, o espetáculo da sua vida só ocorre quando você conhece bem o seu papel…

Descubra-se – esta expressão significa retirar aquilo que oculta: as máscaras, os mecanismos de defesa, os disfarces, papéis que não são nossos, etc.

Descubra-se. O poeta Gonzaguinha tinha toda a razão:

“Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

E a vida

E a vida o que é diga lá, meu irmão

Ela é a batida de um coração

Ela é uma doce ilusão, ê ô

Mas e a vida

Ela é maravilha ou é sofrimento

Ela é alegria ou lamento

O que é, o que é, meu irmão

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

É uma gota é um tempo que nem dá um segundo

Há quem fale que é um divino mistério profundo

É o sopro do criador

Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer

Ele diz que a vida é viver

Ela diz que melhor é morrer pois amada não é

E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça

E na moça eu ponho a força da fé

Somos nós que fazemos a vida

Como der ou puder ou quiser

Sempre desejada

Por mais que esteja errada

Ninguém quer a morte

Só saúde e sorte

E a pergunta roda

E a cabeça agita

Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita”

Feliz ano novo… e vida nova!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Casamento é vocação, solidão é ficção

casamento

Durante muito tempo a sociedade recriminou e foi muito preconceituosa com pessoas que optavam por não se casar. Homens que não se casavam tinham sua escolha sexual questionada, duvidava-se da sua masculinidade. Mulheres que não se casavam estariam na categoria das mulheres que “não serviam para casar”, eram consideradas promíscuas, do tipo “fácil”; mulheres que, por opção, não tinham filhos eram olhadas como destituídas de instinto maternal, espécies de “traidoras” da natureza.

A história da sociedade humana é muito mais a história do preconceito, que qualquer outra. Mas os tempos vão mudando e algumas questões vão se suavizando, vão perdendo, gradualmente, o estigma.

Hoje, a presença no grupo de amigos, de homens e mulheres que optaram por não se casar e/ou não ter filhos, é vista com maior naturalidade. Isso não impede que as dúvidas remanescentes apareçam, todas as vezes que surge a pergunta: Você é uma pessoa tão bonita, inteligente e interessante, por que você não se casou?

Parece ainda pairar no ar que pessoas que optaram por viver “sozinhas”, devem de alguma forma apresentar “algum tipo de problema”. Basta ser diferente da maioria, em qualquer quesito e você sempre será visto como exótico, problemático e mal ajustado.

O “grupo” quer que você siga as regras de seus membros, não segui-las será sempre sinônimo de anomalia. Bom, anomalia é aquilo que não é normal, ou seja, não ocorre na maioria das vezes (conceito derivado da estatística – curva normal). O fato que uma coisa não ocorra na maioria das vezes, também pode ser compreendido como algo raro, portanto de especial valor, original, autêntico.

Pessoas autênticas não administram suas vidas pela opinião da média, que muitas vezes é sinônimo de “massa” e mediocridade. Pessoas autênticas seguem seus próprios valores, não os alheios.

O casamento é uma vocação que alguns possuem, outros não; alguns poderão desenvolver, outros jamais…

E não existe nada de errado em optar por viver sozinho ou manter relacionamentos afetivos em modelos que diferem do casamento tradicional. É muito mais saudável manter relações afetivas com a pessoa que você ama ou por quem está apaixonado, mesmo que vocês vivam vidas independentes e autônomas, que viver um casamento de aparências, onde as pessoas se toleram, muito mais do que convivem.

Há muitas formas de compartilhar amor e afetividade, o casamento é apenas uma delas. Da mesma forma, há muitas maneiras de constituir família, já que a verdadeira família não é determinada pela genética ou consanguinidade, mas pelo vínculo afetivo autêntico, pelos laços emocionais e espirituais.

Filhos adotados podem ser tão ou mais filhos que os obtidos através das relações sexuais entre os parceiros e, não duvide que pais solteiros possam educar filhos tão bem ou melhor que outros casados – o critério não é o tipo de documento ou relação entre os pais, mas a qualidade e intensidade do vínculo que eles mantém.

Conheço pessoas que optaram por não se casar e formaram uma família de amigos tão intensa e tão verdadeira, que jamais estão sozinhos. Nestes casos as relações não são de obrigação ou de imposição social, são baseadas na reciprocidade, no compartilhamento da vida e suas particularidades.

Efetivamente, viver “sozinho” é um a opção plenamente válida. Válida e corajosa, porque só quem está muito bem consigo, vive bem a “solidão”.

Solidão só existe para os que se isolam; há muitos solitários em famílias consanguíneas e casamentos tradicionais; e há pessoas intensamente unidas, que optaram por não se casar ou ter filhos.

Casamento é vocação. Ser pai e mãe, também. Maravilhoso é observar que no mundo há espaço e razão todas estas variedades de opções e estilos de seres humanos. Não se cobre por não ser igual aos outros – se tiver que se cobrar, cobre-se por não ser diferente…

Antes de qualquer outro casamento, case-se com sua autenticidade; e antes de ter filhos, certifique-se de que a humanidade é sua família e que suas obras, ideias e o fruto do seu trabalho, também são filhos da sua alma.

Seja feliz, dedique-se aos diferentes tipos de famílias e casamentos, viva intensamente suas amizades… Duvido que você encontre tempo para ser só.

E se for a sua vocação: case e/ou tenha seus filhos – a humanidade também precisa deste caminho, afinal, foi através dele que eu e você chegamos até aqui…

Nenhum ser que tenha descoberto a si mesmo estará só, mesmo quando sozinho. A vida é mesmo mágica.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Encontre o seu Shangri-la

shangrila

Estou escrevendo este artigo aos doze dias de Janeiro, o que coincide com o dia do meu aniversário. Escrever este artigo é para mim um presente. Considero todas as oportunidades de relacionamento com a vida e com as pessoas um imenso presente. Como hoje é meu aniversário, vou me permitir algumas “licenças poéticas” neste artigo.

Talvez hoje seja seu aniversário também, ou de alguém a quem você ama; uma amiga, um parente, um professor. Aniversários têm sempre um significado especial. Eles nos lembram a data em que fomos matriculados neste estágio da escola da vida e sugerem um balanço do que realizamos até o momento, como anda a nossa missão existencial, a tão aclamada lenda pessoal (me lembro de Joseph Campbell) que cada um de nós vive de forma particular e única.

Nesta datas, muitas pessoas se lembram de nós. Nesta data, nós também nos lembramos deles, de tudo o que vivemos em sua companhia e, inevitavelmente, de tudo mais o que vivemos, os fatos e pessoas que marcaram, os risos e as lágrimas que deram o tom da nossa trilha sonora existencial. Desfilam em nossa mente pessoas, situações, livros, fotos, músicas, filmes, tudo o que compôs o cenário de nossas vidas até o momento…

Quando eu era ainda uma criança, o primeiro filme que me impactou, ainda bem pequeno, foi “O Horizonte Perdido” (The Lost Horizon). Nas locadoras há duas versões deste filme, a que me refiro é a que possuía a trilha sonora de Burt Bacharach. Baseado no livro de James Hilton, este filme, mistura de realismo fantástico, musical, romance drama e filosofia, conta a história de um avião que cai nas montanhas durante uma tempestade de neve. Seus passageiros buscando abrigo e alimento são resgatados por uma equipe que os conduz a Shangri-la, um paradisíaco lugar entre as montanhas onde as pessoas vivem em harmonia, não envelhecem e desfrutam da paz proveniente da moderação e da cooperação. Tudo isto ocorre desde que não deixem Shangri-la, pois sair deste “éden” significa perder todos estes benefícios.

Visto hoje, a parte musical do filme parece ingênua e até infantil, mas os diálogos e a proposta mítico/metafórica de Shangri-la não perderão o significado jamais…

Existe um lugar a salvo das tempestades do mundo, um lugar onde existe paz, amor e harmonia, onde a moderação e a cooperação permitem a qualidade de vida. Um lugar onde a gente não envelhece. Neste lugar o amor de nossas vidas e nossa missão esperam por nós…

Quando o encontrarmos seremos felizes, desde que tenhamos a coragem de abandonar  “a velha civilização”  e tudo mais que ficou “para além das montanhas” sagradas de Shangri-la.

O paraíso tem lá suas condições…

Se você ainda não viu este filme, veja. Veja, preferencialmente, a versão com trilha de Burt Bacharach (a versão colorida por computador, a anterior permaneceu somente em preto e branco), você se beneficiará com os diálogos e com as reflexões que poderá fazer partindo deles…

Shangri-la existe!

Está dentro do seu coração.

Neste lugar, nenhuma tempestade poderá atingi-lo.

Em Shangri-la, todos os dias são dias do seu aniversário. Neste lugar “mágico” suas lembranças estarão vívidas e você experimentará a paz… Desde que, tendo encontrado este paraíso perdido dentro de si mesmo, você não tente voltar para as coisas que ficaram para trás.

Shangri-la é um lugar que está sempre à sua frente, quando encontrá-lo viva nele, não o deixe.

Se tentar partir e voltar para o “velho mundo” poderá passar o resto de seus dias buscando o caminho de volta…

Cada um de nós tem um sentido, um significado, uma interpretação para este metafórico lugar do realismo fantástico…

Cada um de nós tem o seu próprio Shangri-la.

Feliz aniversário!

Em Shangri-la sempre será o dia do seu aniversário…

Por que lá você renasce todos os dias…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Vampiros Emocionais

vampiro

Nós, que nascemos para viver em sociedade, convivemos hoje com um tipo de sociedade muito diferente daquela em que nossos ancestrais exercitavam a conviviabilidade.

Claro que sempre houve competição no mundo, mas também é evidente que sua proporção, intensidade e insanidade cresceram em função do tempo, razão pela qual o individualismo é hoje muito mais frequente que em épocas não tão remotas da própria sociedade brasileira.

Isso explica o sucesso das redes sociais na internet: as pessoas se sentem solitárias, sem tempo, e às vezes sem disposição para o convívio real, mas continuam com a necessidade humana básica de estabelecerem laços e estarem “conectadas”. A tecnologia une as pessoas, não da mesma maneira que as relações não-virtuais, mas une. Deve ser encarada como complementar, não suplementar. Deve aproximar as pessoas e não apenas “criar” conveniência para um encasulamento. A necessidade de dividir fotos, trechos de livros, filmes e músicas com as outras pessoas da comunidade virtual expressa um desejo de identidade em um “mundo sem rosto”…

Este excesso de competição, individualismo e falta crônica de tempo livre, explicam ao menos em parte, muitos dos fenômenos atuais, como por exemplo o sucesso de filmes como Crepúsculo…

Por que o filme estrelado pelo ator inglês Robert Pattinson e pela atriz americana Kristen Jaymes Stewart cativa tanto o público? Ou melhor, porque as mulheres saem tão emocionadas do cinema ao ponto de quererem “um vampiro para chamar de seu”?

O tema dá para uma tese de mestrado, mas vamos lançar apenas algumas reflexões…

Em primeiro lugar o tema do filme não é os vampiros, isso é a fachada, o tema é o amor, afinal não se trata de um vampiro qualquer, mas de um vampiro-herói, que cuida, protege e ama. Ele se importa. E isso faz toda a diferença!

É isso que especialmente comove o público feminino. Mulheres, por mais fortes e decididas que sejam, desejam alguém que as proteja e se importe verdadeiramente com elas.

A segunda questão envolve os aspectos psicológicos (arquétipos) contidos nos vampiros: a sexualidade, a tensão e o risco da paixão extrema e perigosa, onde se expõe o próprio “pescoço” e se entrega o próprio “sangue”, uma paixão que evidencia seus aspectos patológicos de vida e morte. Os vampiros são tratados na literatura e no cinema como profundamente sedutores, misteriosos e, à sua maneira, encantadores, pelo menos para quem se identifica…

Na literatura e nos filmes sempre encontramos as pessoas que querem ser mordidas pelos vampiros, querem viver esta intensa emoção de vida e morte, desejam viver a sedução e penetrar no mundo do mistério e, não raro, da fusão com o outro (desejo interior, embora perigoso, de todos os amantes).

O vampiro de Crepúsculo parece-se mais com o doce vampiro de Rita Lee.

No fundo, as pessoas andam muito carentes, e se encontram alguém que se importe e pareça as proteger, se entregam de maneira irracional e inconsequente.

Lembre-se que fora das telas existem vampiros reais, vampiros emocionais que não amam, não se apaixonam, não protegem de verdade e estão apenas interessados no que os favoreça. Para estas pessoas que vampirizam as amizades, os ambientes de trabalho, as relações afetivas, você não passa de um suculento “pescoço” (objeto de desejo) e de “sangue fresquinho” (nova conquista). Acredite, este tipo de “vampiro” é muito mais comum do que você possa imaginar, assim como é incrivelmente comum o número de pessoas que se deixam “vampirizar” porque em um mundo tão distante e carente. Ter um vampiro para chamar de seu, parece uma opção válida, mas não é…

Vampiros poéticos como Edward são pouco prováveis na vida real. Vampiros reais são sempre vampiros predadores e, assim como os escorpiões, à primeira oportunidade, manifestam sua essência e seus reais interesses. Como dizia nossa avó: mais vale estar só que mal acompanhado. Não saia por aí expondo sua jugular a qualquer um que se ofereça a cuidar de você!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Machismo, Feminismo ou Humanismo?

machismo

Vivemos a Era das Mulheres, isto é fato. Não que o mundo não fosse delas antes, mas o machismo extrapolava todos os limites.

A História da Humanidade que conhecemos está pra lá de mal contada. Na verdade, conhecemos a história contada por historiadores homens em sociedades patriarcais e machistas. Não espanta que tantas mulheres tenham sido excluídas da história oficial!

O machismo não está morto, longe disso, mas agora não é politicamente correto, pega mal… Então, os homens mais inteligentes socialmente, disfarçam.

O machismo está aí, firme e forte, característica arraigada de uma sociedade de valores muito questionáveis. Alguém pode me fornecer uma razão coerente para as mulheres ganharem menos que os homens ao exercerem a mesma função no mundo corporativo? Só existe uma: machismo – boicote à ascensão feminina.

É bem verdade que uma boa parcela dos homens melhorou muito. Temos metrossexuais, homens modernos, mais sensíveis, mais bem cuidados, mas quantos deles efetivamente dividiriam as tarefas com a mulher se uma promoção estivesse em jogo?

Quantos cuidariam sozinhos dos filhos, tornando-se “mães de gravata”, como fez meu amigo Ronnie Von?

O machismo está vivo, abalado, mas resistente. E o feminismo? Bem, as mulheres já não queimam mais sutiãs em praças públicas, nem precisam, mas uma das características menos felizes do feminismo também continua viva: a tentativa de viver como homens.

Homens e mulheres são diferentes. Apenas estas diferenças não podem coibir seus direitos básicos de igualdade social.

Copiar o modelo dos homens não é nem de longe uma boa ideia. Este modelo de mundo falido em que vivemos foi em grande parte construído por nós homens, e é fato que não é um modelo feliz!

Antes, os homens (uma parte deles, uma grande parte, mas ainda assim somente uma parte) tratavam as mulheres como objetos de seus desejos sexuais, assumindo uma atitude descartável frente aos sentimentos delas.

Agora, lamentavelmente, são as mulheres que estão agindo desta forma, vivendo suas aventuras românticas como se os homens fossem meros objetos de satisfação momentânea de desejos.

A ironia da inversão é bem justa, mas suas consequências são muito graves. Estamos de novo na contramão. Seres humanos, homens ou mulheres, não podem ser tratados como objetos. Nem o machismo, nem o feminismo são modelos coerentes e justos.

A humanidade carece de Humanismo, atitudes lúcidas que celebrem as semelhanças e respeitem as diferenças entre os gêneros sob a ótica da interdependência, da complementaridade e da ética.

Sem humanismo não haverá solução, apenas solidão!

O ser humano está só, muito só, em consequência de fechar-se nas ilusões do ego materializadas em atitudes profundamente individualistas.

A guerra dos sexos e o preconceito com as escolhas sexuais das pessoas demonstram que nossos problemas estão longe de estar mais equacionados. A sociedade está um pouco menos hipócrita, apenas um pouco menos…

Hoje é politicamente incorreto demonstrar publicamente atitudes discriminatórias, mas elas persistem.

Precisamos discutir menos os gêneros e opções e passar a celebrar mais o amor!

O amor, onde anda o mais sagrado dos sentimentos? Você ama e é amado de verdade? Tem certeza?

Tarde é que reconhecemos que não amamos o suficiente e não raro descobrimos que tampouco fomos amados…

Não existe amor na ausência de respeito. Respeito é característica do humanismo vivido e praticado.

Busque amar e ser amado. Abandone o machismo e qualquer forma de feminismo, a vida é mais que o gênero, e o amor maior que o sexo!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A vaidade

vaidade

“[...] vaidade das vaidades, tudo é vaidade, tudo é correr atrás do vento [...]”

Todos nós, independente da nossa religião, deveríamos ler Eclesiastes. As grandes reflexões e as grandes verdades são patrimônio da humanidade, não pertencem a esta ou aquela escola religiosa.

A questão da vaidade é uma das grandes questões a serem resolvidas em nossa jornada de espiritualização. Uma imensa variedade das ações, sonhos e anseios da humanidade não passam de delírios do ego e resultam somente em “correr atrás do vento”.

Nós achamos graça de um cachorro correndo atrás do próprio rabo e nos esquecemos que estamos correndo atrás do vento. Nesta época de culto às “celebridades” nunca se correu tanto atrás do vento.

A verdade é que precisamos de pouco, muito pouco, para sermos felizes, mas a vaidade nos faz acreditar que é preciso muito. Somos todos pequenos aprendizes na arte de viver, mas a vaidade nos faz acreditar sermos grandes PHDs.

Deixar a vaidade no comando nos conduz a desastres existenciais por uma razão muito simples: ela nos afasta da nossa essência para nos iludir com um mundo de aparências.

Não falo da vaidade que é sinônimo de cuidar de si mesmo, de procurar estar bem, de bem com a vida, sentir-se em harmonia estética. Isto, dentro dos limites do bom senso e da moderação, é sinal de saúde emocional, não de patologia.

A vaidade perigosa é aquela que caminha paralelamente à ignorância, arrogância e orgulho. Esta vaidade cega e ensurdece as pessoas. É uma força magnética com tal atratividade, frente às pessoas menos preparadas para reconhecer ilusões, que não espanta o número de vidas que destrói todos os dias. Esta vaidade te coloca no alto e depois retira a escada: o tombo e as consequências são inevitáveis…

A vaidade faz você acreditar ser quem você não é, e faz de você o centro do universo. Ora, o universo não possui centro e se possuísse, seria, no mínimo, megalomaníaco acreditar que ele se organizaria ao redor de nós.

A vaidade e a arrogância não são existências reais, são delírios causados pela ausência da humildade.

Quanto mais patologicamente vaidosa é uma pessoa, mais vazia é na realidade. Pessoas assim fazem do “correr atrás do vento” uma maneira de fugirem de si mesmas, fugirem do encontro que não querem ter com a realidade de suas existências comuns, absolutamente comuns, como de fato é a existência de todos nós, e isto inclui as pessoas verdadeiramente geniais.

Os gênios autênticos, os verdadeiros mestres e artistas são humildes, sequer se sentem possuidores das virtudes, habilidades, talentos e capacidades que os caracterizam. A genialidade vaidosa é caminho para a loucura, e não faltam na história da humanidade os exemplos de suas consequências (Van Gogh, Nero, Hitler, apenas para citar alguns).

A vaidade oculta o canteiro de obras da alma humana e apresenta a maquete de um edifício que não entregará jamais…

Enquanto corremos atrás do vento, das coisas que não tem importância, das conquistas irrelevantes e de “maquiagem para as olheiras da alma”, a vida passa, o tempo passa, passam as oportunidades, os amigos passam…

Vida é o que acontece enquanto corremos atrás do vento. Crescemos, abandonamos os brinquedos da infância, mas os substituímos por brinquedos perigosos, brinquedos que destroem: uma vida de sensualidade, uma vida materialista, uma vida de aparências.

Nos brinquedos da sensualidade, as pessoas buscam aventuras efêmeras para sanearem o vazio de corações que não aprenderam a amar. Nos brinquedos de uma vida materialista, as pessoas buscam na roupa cara e no carro luxuoso disfarçar o modelo antiquado do ser “empobrecido” por falta de alimento para a alma. Na vida de aparências, as pessoas embarcam em uma viagem que as distancia cada vez mais de onde querem chegar.

Nada poderá suprir suas carências, preencher seu vazio interior e conduzi-lo aonde você quer chegar, enquanto a vaidade estiver no comando.

A vaidade mente, ilude e distorce – estas são as suas artimanhas – faz você pensar que é o máximo para te ver reduzido ao mínimo…

Vença a vaidade e você começará a “correr” atrás de coisas que valem a pena serem conquistadas. Aliás, não precisará correr, porque elas estão ao alcance do pensamento e do coração, todas as outras conquistas autênticas são consequências do despertar da consciência e da capacidade de amar.

Corações vaidosos não amam sequer a si próprios! Corações vaidosos e mentes vaidosas apenas enganam, primeiro a si mesmos, depois aos outros…

Pare de correr atrás do vento, até os loucos desistem de alcançá-lo…

Por que você insiste?

No exato momento em que você se libertar da ilusão da vaidade, verá a sua real imagem refletida no espelho da existência: não se assuste! O fato de não ser quem você achava que era é irrelevante. O importante é o fato de que você pode tornar-se alguém pleno, desperto e humilde e, então o vento soprará a seu favor e você não precisará mais persegui-lo…

Aqueles que puderem entender, que entendam… Assim é o Eclesiastes, assim é a vida…

Ah, a propósito, a maior das vaidades é acreditar não possuí-la!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Aceitar é começar a ser feliz

aceitacao

Há momentos na vida, onde tudo parece estar perfeito, maravilhoso, melhor que o sonhado. Muitos destes momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não. Alguns destes momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.

Uma amiga acaba de perder o bebê aos dois meses de gestação. Somente as mães compreendem em profundidade a dor oriunda de uma situação como estas. Nós exercitamos a empatia e imaginamos o que significa, mas por mais que nos sensibilizemos não podemos experimentar a mesma dor.

É conhecida a frase: a dor é inevitável, o sofrimento opcional. Nestas circunstâncias não é bem assim; para uma mãe ou futura mamãe que perde um filho em gestação, o sofrimento não é opcional, é uma realidade inevitável. Nestas circunstâncias, a frase deve ser adaptada para: “a dor é inevitável, a forma de enfrentar o sofrimento é opcional!”.

Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.

Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação.

A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.

O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.

Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.

Diante destas situações, seja forte. O mundo é dos fortes, diria uma sábia amiga se estivesse ao meu lado agora enquanto escrevo este artigo. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.

Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.

Chamamos de resiliência a capacidade psicológica de, submetidos a fortíssimas pressões, conseguirmos retornar ao equilíbrio e retomar nossas vidas, realizando um novo começo.

Nestas circunstâncias onde a humildade e a aceitação são nossas maiores virtudes, vale lembrar três reflexões:

1)    A prece da serenidade: “Senhor dá-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa e sabedoria para que eu saiba a diferença.”

2)    Uma reflexão que faço em meu livro Atitudes Vencedoras: “A fé é a certeza que fica quando todas as outras deixam de existir!”

3)    Um conselho repetido muitas vezes por Omar Cardoso (pesquisador de astrologia e importante radialista brasileiro da década de setenta): “Todos os dias sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!”

Estas três reflexões juntas nos permitem compreender que humildade e aceitação constituem o princípio da serenidade; que nossa fé deve ser superior a nossas dores e sofrimentos, mesmo quando não podemos compreender porque determinadas coisas aconteceram, justamente quando tudo parecia perfeito, e; que a certeza de um amanhã, de um renascer onde poderemos estar melhores a cada instante, deve nortear nosso recomeço.

Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade deste caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).

Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Francisco Cândido Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim. Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.

Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre…

Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz…

Seja forte!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

5 dicas simples para o dia a dia

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Passamos tanto tempo complicando as coisas na vida, que nos esquecemos como é fácil simplificá-las.

Nada substitui a paz e o bem-estar de uma vida simples. Considere que quanto mais coisas você possui, mais tempo precisará dedicar a cuidar delas e mantê-las.

Assim a primeira dica simples para o dia a dia é:

1 – Abandone aquilo que não faz sentido, não faz diferença, não faz falta e não faz bem.

É preciso coragem, disposição, humildade e muita força de vontade para abandonar as coisas. Nós nos apegamos demais!

Apego não faz bem à vida, a verdadeira riqueza consiste em aprender a ter sem possuir…

Considere as coisas e situações como transitórias; acostume-se a abandonar as coisas, partindo sempre daquelas que você já percebe como menos necessárias. Comece limpando as gavetas, separando no guarda-roupa as roupas que não tem usado nos últimos meses. Parece incrível, mas organizar gavetas e guarda-roupas ajuda a organizar as ideias e, em consequência, a própria vida. Quando você coloca o princípio da organização em movimento, tudo melhora. Felicidade, paz e bagunça não combinam.

Lembre-se de abandonar aquilo que não faz bem. Isso inclui certos tipos de conversas, leituras, amizades, hábitos.

2 – Fique somente com o que agrega e eleva. Mantenha o necessário, somente o necessário.

Você não precisa ser extremamente minimalista, ao ponto de ter somente o absolutamente necessário. Há espaço para certo supérfluo não prejudicial na vida de todos nós (apenas não se apegue a ele). Mas procure manter somente o que vale mesmo a pena, os CDs e DVDs que valem à pena, os livros que valem à pena, as amizades que valem a pena, as lembranças e sentimentos que valem à pena, e assim por diante…

Lembre-se de manter os bons pensamentos, os bons sentimentos, as boas atitudes e o esforço para conquistar o direito de realizar seus sonhos!

É preciso manter a fé, a esperança, a autoestima, o amor e a certeza de que tudo pode e deve melhorar!

3 – Concentre-se em tornar as coisas mais simples.

A disciplina é difícil de implantar num primeiro momento, mas conquistada, torna a vida muito mais simples e produtiva. Com disciplina, tempo e dedicação você encontra os recursos e caminhos para fazer tudo o que deseja e aprende a fazê-lo de uma forma que lhe traga muito prazer e alegria.

Simplifique os relacionamentos, espere um pouco menos das pessoas, não estabeleça expectativas muito elevadas. Cada pessoa possui uma forma de ser e um tempo para poder avançar e alcançar novos estágios de relacionamento, compreensão e atitude. Seja gentil com as dificuldades dos outros, encontre justificativas para as dificuldades deles com a mesma disposição e criatividade que encontra para a suas!

Você tem um colega de trabalho ou escola difícil? Simplifique as coisas, diminua as rotas de colisão. Procure entender e fazer-se entender através de um diálogo leve sem o peso e o perigo do nervosismo, da irritação e do preconceito. É possível discordar sem discussão, não participar sem agredir.

Torne as coisas mais simples, vale muito à pena!

4 – Amar sua família não significa ter os mesmos valores que ela

Dedique-se a amar a sua família, não existe acaso no mundo. Por mais que em alguns momentos possa não parecer, esta é a melhor família para você e, um dia, no futuro, você compreenderá isso. O parentesco é consanguíneo, isso não implica que as afinidades emocionais, afetivas, espirituais e de personalidade sempre estejam presentes. Amar sua família não significa que você ou eles possuem o modelo certo, não significa que precisam ser idênticos, significa que possuem uma história em comum, que pode ser melhor ou pior, agradável ou não, dependendo das escolhas que fizerem.

Escolha ser e fazer feliz. Mantenha sua identidade, defenda o que você acredita, mas aprenda a fazê-lo sempre pelos melhores e mais suaves caminhos. A utilização da força, seja em argumentos mais contundentes, seja em atitudes mais duras, deve ser sempre o último recurso.

5 – O mundo que você deseja depende de você

A imensa maioria das pessoas manifesta que não vive no mundo que deseja; que o mundo ao qual elas pertencem é muito diferente daquilo que esperavam e lhes causa muita decepção e sofrimento. Muitas pessoas dizem que quanto mais o tempo passa, maiores são as suas decepções. Bem, se quanto mais o tempo passa, mais você se desilude e decepciona – isso prova que você passou este tempo todo se iludindo e criando falsas expectativas com relação ao mundo.

Para corrigir isso, precisamos corrigir nossa maneira de olhar o mundo.

Como diz um antigo koan japonês (trecho sugerido pelos monges para meditação): “Se seu cabelo está ensebado, não adianta limpar o espelho!”

Nossas percepções do mundo ao nosso redor são profundamente influenciadas e criadas por nossas percepções do nosso mundo interior. Se quisermos um mundo melhor aqui fora precisaremos reformar o mundo que trazemos no nosso íntimo. Vale o maravilhoso conselho do Mahatma Ghandi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo!”

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Excesso de proteção desprotege!

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De quê e de quem Michael tentou se proteger durante tanto tempo?

Compreender hipóteses para responder esta pergunta pode nos ajudar, salvaguardas as proporções e particularidades, a compreender nossas próprias tentativas de autoproteção.

Quando tentamos demasiadamente nos proteger estamos, via de regra, fugindo deliberadamente de algo.

A hipótese de que Michael Jackson sofresse da chamada síndrome de Peter Pan (síndrome proposta originariamente pelo Dr. Dan Kiley em seu livro lançado em 1983 intitulado: “A síndrome de Peter Pan: homens que nunca crescem”), pode ser explicada como uma tentativa de “proteger” a si mesmo do envelhecimento.

Talvez Michael estivesse, de fato, não querendo envelhecer por sentir não ter possuído uma infância autêntica. Nesta categoria de raciocínio, quantos milhões de pessoas do mundo se enquadrariam?

Sufocado desde pequeno pela indústria do entretenimento e sob relatadas hostilizações familiares, não é difícil supor e imaginar o quanto sua infância foi prejudicada, adiada e, talvez, nunca efetivamente vivenciada.

A construção do parque temático particular “Neverland” (Terra do Nunca) parece evidenciar (salvaguardadas as possibilidades de marketing envolvidas) esta vontade de resgatar a infância e brincar em um parque privativo (desejo que muitas crianças já manifestaram, ao menos em breves momentos).

O nome “Terra do Nunca” metaforicamente aponta para a realidade do lugar “a que nunca se chega”, “nunca existe”, “nunca perdura”. Talvez, simbolicamente, o próprio cantor estivesse manifestando uma “certeza velada” de que esta infância perdida nunca seria recuperada e, que somente sonhos fantasiosos e lendas como as de Peter Pan pudessem lhe oferecer conforto pelas vias da imaginação. Vale lembrar que ele ficou profundamente magoado ao ser excluído do papel principal no filme Peter Pan.

Análises psicológicas mais profundas dos possíveis transtornos psicológicos vivenciados pelo artista não cabem em um artigo desta natureza. Porém, a pergunta que nos propomos é útil: De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Múltiplas respostas são possíveis. Ele poderia estar tentando se proteger da fama (embora não conseguindo viver sem ela), poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro com a idade adulta, do inevitável envelhecimento e até mesmo da inevitável morte.

Michael poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro consigo mesmo; hipótese que explicaria tantas cirurgias plásticas buscando encontrar uma imagem exterior que cancelasse a imagem interior que, de alguma forma, o incomodava.

Michael poderia estar tentando se proteger do passado, do presente e do futuro. Tudo ao mesmo tempo!

Um gênio, um artista brilhante, um dos maiores show-man de todos os tempos, mas um ser humano em conflitos profundos. Vivendo uma fuga da realidade tão intensa que o conduziu a todas as situações adversas e polêmicas da sua trajetória.

Não que o Homem seja apenas produto do meio, mas nenhum de nós acharia fácil ter vivido sob a pressão que Michael Jackson viveu em toda a sua vida.

O grande perigo na vida de uma celebridade é acreditar demais na imagem produzida e divulgada sobre si, perdendo a conexão com sua identidade. Isso não aconteceu somente com ele. Elvis Presley, apenas para citar um exemplo, também atravessou este abismo, Marilyn Monroe, também.

Michael cercou-se de todos os tipos de proteção possíveis e imagináveis:

1) Comprou parte dos direitos das músicas do Beatles, “protegendo” seus rendimentos;

2) Tentou “proteger” a majestade, unindo as histórias do rei do pop com o rei do rock, “casando” com a filha de Elvis Presley;

3) “Protegeu-se” dos ataques sobre sua conduta sexual e com crianças, “namorando mulheres” e tendo três filhos;

4) “Protegeu-se” das ações judiciais, fazendo, acordos milionários;

5) “Protegeu-se” dos fãs e de sua própria equipe com esquemas de segurança gigantescos;

6) “Protegeu-se” da família afastando-se dela;

7) “Protegeu-se” da dor a custa de poderosos analgésicos;

8) Protegeu-se de uma possível performance inferior à dos tempos áureos, postergando a volta aos palcos;

9) Protegeu-se da falência, leiloando bens e propondo uma nova mega turnê;

10) “Protegeu-se” de envelhecer partindo antes, de tanto se proteger…

Olhando a biografia de Michael Jackson (à qual muitos fatos novos, reais e fictícios, se somarão – já que a indústria do entretenimento não para, e se alimenta da vida e da morte de seus ídolos) nota-se um menino prodígio. Um gênio frágil, um artista capaz de levar ás lágrimas o gigante talento de Sammy Davis Jr. Um consumista extremado – consumiu de tudo e em tamanha quantidade que acabou consumindo a si mesmo.

Observando sua vida, encontramos uma criança criativa, atarefada, atormentada e pressionada por tudo e por todos, inclusive por si mesmo.

Michael viveu fugindo e se protegendo, criando, encantando, emocionando, ditando tendências, cometendo erros e acertos, sendo acusado, absolvido, caluniado, admirado.

Dormir na câmara hiperbárica (que retardava o envelhecimento) não o impediu de partir tão cedo. Excesso de proteção desprotege…

Fica aqui registrado o meu mais profundo respeito a este genial artista, cujos supostos erros não julgo, porque sequer conheço a verdade sobre os fatos. Conheço apenas os relatos, versões e notícias veiculadas. E mesmo se conhecesse os fatos, ainda assim, eu não o julgaria.

Quem de nós pode assegurar quais seriam nossas reações vivendo uma vida tão atípica quanto a destas mega celebridades colocadas na vitrine do mundo, desde a infância, frente a um público que quer o espetáculo, seja ele qual for?

De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Ele partiu cedo, deixou seu legado, mas provavelmente jamais tenha encontrado o que buscava…

E você, o que vem buscando? De quê e de quem você vem fugindo nestas tentativas infinitas de se proteger?

Acabamos todos por encontrar o que tememos e descobrindo que excesso de proteção desprotege!

Comece a viver, abandone os mitos criados por você mesmo e pelos outros a seu respeito.

“Desproteja-se”, ao menos um pouco, para viver a vida real. Abandonar a infância ou o comportamento adolescente dói. Mas dói mais tentar manter-se neles.

Crescer não é uma opção, é uma condição.

Aceite-a no melhor tempo: agora!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante do inevitável

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São duas as missões existenciais prioritárias: autoconhecimento e aceitação. Delas dependem não somente as nossas chances de felicidade, passando pela elevação do nosso nível de consciência, mas também as nossas chances de contribuirmos com a felicidade das outras pessoas com as quais convivemos.

Relações de causa e efeito afetam todas as áreas da nossa vida, e elas não são simples. Não é que para cada causa haja um efeito e vice-versa. Múltiplas causas podem determinar um único efeito e uma única causa pode implicar em milhares de efeitos.

A vida não é tão simples como as equações de Física que aprendemos para o vestibular. Na vida, todas as coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo e não podemos desconsiderar o efeito de todas as forças atuantes para “simplificar o cálculo”.

Afetamos a tudo e por tudo somos, de alguma forma, afetados.

Diante dos desafios de autoconhecimento e aceitação, o mais difícil envolve enfrentar o inevitável.

Há decisões inevitáveis, atitudes inevitáveis, problemas inevitáveis e perdas inevitáveis.

Sem que haja redundância é preciso lembrar que algumas coisas são inevitáveis porque não podemos evitá-las, ou seja, nossos esforços não podem mudá-las, não temos nenhum controle sobre elas.

Por isso, o conhecimento da prece da serenidade é de tamanha importância. Sua origem é atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr (1892 – 1971) e enunciava:

“Senhor, concedei-nos a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; a coragem para modificar aquelas que podemos; e a sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

Há coisas sobre as quais temos controle (podemos agir diretamente), outras sobre as quais temos influência (podemos agir indiretamente) e outras sobre as quais não temos nem controle, nem influência: para com estas é necessário exercer a aceitação.

A aceitação é um estado de resignação interior frente ao inevitável, e só será plena quando excluirmos de dentro de nós qualquer possibilidade de revolta.

Diante de situações inevitáveis, talvez seja impossível evitar a tristeza, mas é possível evitar a mágoa. Talvez não possamos evitar a indignação, mas podemos evitar o ódio e o revide.

A prece da serenidade nos convida à ação consciente e aceitação consciente, compreendendo que nos casos em não podemos mudar as circunstâncias da vida, ainda assim, podemos mudar nossa maneira de reagir a elas.

A dor de perdas tão tristes como estas dos acidentes aéreos que temos presenciado é inevitável. A todos nós, nestas situações, resta a aceitação e a resignação, duas forças gigantes da alma.

Na vida, o único caminho é para frente. E nestes momentos, é preciso muita força, coragem e apoio.

Diante do inevitável, se você crê em Deus, não atribua a Ele a responsabilidade pelo ocorrido. A responsabilidade é sempre da humanidade. Nós colocamos em ação a lei de causa e efeito muitas vezes sem compreender de onde vêm as causas e, tantas outras, sem saber quais serão os efeitos. Seres humanos também erram por irresponsabilidade e negligência.

Se você crê em Deus, não abale sua fé diante do inevitável enfrentamento dos fatos sobre os quais não tem nenhum controle ou influência. Busque forças para não focar indefinidamente nas perdas. Agradeça pelo tempo e oportunidade que lhe foram concedidas antes da separação. Não foque os momentos que não terá mais, preencha a memória, tanto quanto possível, de gratidão pelos momentos vividos.

A morte é inevitável e sempre traz uma “desculpa” (o modo pelo qual a vida se encerra). As razões por trás desta despedida dependem de uma extensa rede de relacionamentos e inter-relacionamentos, de causas e efeitos colocados em movimento. A nós resta o desafio de buscar o autoconhecimento para chegarmos ao nível de consciência necessário para a aceitação e resignação diante daquilo que não podemos evitar.

Se você não crê em Deus, igualmente não se torne amargo pelo confronto com as situações inexoráveis da condição humana; aceite e siga, ainda há muito por fazer, descobrir e compreender.

O autoconhecimento e a aceitação são duas missões existenciais prioritárias que cada um de nós, independentemente de suas crenças e valores, precisa realizar, progressivamente, para encontrar o equilíbrio na vida.

Que a nossa humildade e capacidade de amar nos direcionem sempre rumo ao autoconhecimento e a aceitação necessária ao desafio de viver e encontrar momentos e situações inevitáveis pelo caminho. A tarefa está longe de ser fácil, mas é, também, inevitável.

Escolha ser forte e adquira condições de reagir com paz e resignação em todas as situações da vida, afinal esta é a única maneira de seguir pelo único caminho que possuímos: para frente.

Siga!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.