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Expectativas

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A vida não é feita de expectativas, é feita de escolhas!

Expectativas são esperas ansiosas e produzem um efeito danoso em nossas vidas quando excedem os padrões da realidade.

É da natureza humana gerar expectativas com relação às coisas, o problema é que nossa imaginação é muito fértil e nossos desejos excedem nossa compreensão da realidade. Nestas condições criamos expectativas com pouca ou nenhuma chance de acontecerem e caminhamos rumo à decepção e a frustração.

Achamos que os outros nos decepcionam quando, na verdade, na maioria das vezes fomos nós quem criamos expectativas irreais sobre eles e suas atitudes.

A solução para estas questões que sempre causam sofrimento e desilusões passa pelas seguintes reflexões:

1)        Precisamos compreender que nossas expectativas são formadas a partir de nossos desejos e fantasias e, não possuem, muitas vezes, nenhuma relação com a realidade.

2)        Nossas expectativas estão ligadas à nossa imaginação e por isso podem assumir proporções muito difíceis de serem atendidas.

3)        As expectativas são nossas, mas podem depender de ação de outras pessoas e acontecimentos para se concretizarem, portanto estamos esperando por algo sobre o qual não temos controle efetivo.

4)        Expectativas estão associadas à imaginação, sentimentos, emoções e experiências anteriores.

5)        Expectativas sofrem a ação da nossa ansiedade e dos outros aspectos psicológicos que compõe a nossa personalidade.

Assim, como em tudo na vida, também precisamos aprender a lidar com nossas expectativas e introduzir a razão como mediadora entre elas e a realidade.

Às vezes, você espera que alguém ligue para você e a pessoa não liga… Quanto maiores forem as expectativas de receber a ligação, maior será o sofrimento e a decepção de não a ter recebido. Não percebemos nitidamente, mas nos sentimos feridos, afinal a pessoa “devia” ter ligado e não ligou. Pronto. Este “ferimento emocional”, que se originou em função de nossas expectativas não atendidas, será suficiente para que nossa imaginação agigante as consequências ao criar as “razões“ pelas quais a pessoa não ligou, tais como: ela não me dá a atenção que eu mereço; ela só me procura quando convém; ela deve estar se divertindo com outras pessoas; ela está me enganando; ela não tem por mim a mesma consideração e sentimento que eu tenho por ela, etc.

Ora, todas estas “razões” são meras suposições da nossa imaginação ampliadas pela ansiedade e por frustrações e comparações com situações anteriores.

A pessoa pode não ter ligado por razões concretas e justificáveis as quais poderíamos facilmente compreender em uma conversa franca com ela. Julgamos baseados em suposições, e suposições são apenas probabilidades manipuladas pela nossa imaginação.

Quanto maiores forem as suas expectativas diante de qualquer situação na vida, maiores serão suas chances de se decepcionar. Quando não estamos esperando nada, achamos tudo o que acontece maravilhoso. Quando esperamos pouco, o que acontece facilmente atende ou supera as nossas expectativas, mas quando esperamos muito…

Esperar muito é depositar nas mãos de outras pessoas e acontecimentos a responsabilidade de fazer seus desejos acontecerem. É uma perigosa ilusão.

Procure dividir os aspectos de sua vida em dois grandes grupos: as coisas que você espera que aconteçam e depende determinantemente de você e as coisas que você espera que aconteça, mas dependem muito mais de outras pessoas e acontecimentos que da sua ação.

Observe que você só pode agir sobre as coisas que dependem determinantemente de você. Somente sobre elas você possui controle. As coisas que dependem de outras pessoas e acontecimentos estão fora do seu controle, você pode até influenciá-las de alguma maneira, mas não pode controlá-las.

Utilize a sabedoria para não gerar expectativas muito elevadas para as coisas que não dependem diretamente de você e de suas atitudes. Elas dependem de outras pessoas que não pensam como você pensa, não agirão como você agiria e não sentem as coisas exatamente como você sente.

Concentre-se em alterar as coisas que você pode e em buscar compreender as que estão nas mãos dos outros.

Deixar a vida ser dirigida por nossas expectativas é como dirigir em alta velocidade de olhos vendados. Abra os olhos da razão, use o coração para amar a vida e as pessoas e a razão para conhecê-las, compreendê-las e aceitá-las.

Uma vida baseada em expectativas é irreal e muito perigosa. Faça as pazes com a realidade e aprenda a ajustar suas expectativas dentro de um padrão lúcido e flexível. Nem a vida nem as pessoas são como nós gostaríamos que fossem, são como são. Nem mesmo nós somos como gostaríamos de ser…

Um alerta importante: Antes de tentar se tornar quem você gostaria de ser, observe se suas expectativas com relação a si mesmo não estão equivocadas, talvez você esteja melhor assim…

A vida é feita de escolhas, mas é impactada por nossas expectativas.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Cuidado com o que você deseja…

desejos

A imensa maioria das pessoas deseja realizar mudanças em suas vidas. Nem todas possuem o mesmo grau de consciência sobre as mudanças que desejam realizar. E, ao contrário do que possamos imaginar, nossos desejos não são todos favoráveis. Muitos deles, se realizados, trarão mais sofrimento que felicidade.

Sábio é aquele que aprende a querer o que deve querer!  Uma antiga oração diz “Deus, não me dê o que te peço, mas o que de fato preciso”. Esta oração é uma demonstração de profunda sabedoria.

Muitas vezes somos atraídos para armadilhas existenciais disfarçadas em desejos aparentemente maravilhosos, cuja realização pareceria nos trazer um grau máximo de felicidade.

O desejo é o caminho mais fácil para iludir o Homem e, por isso, ele é assunto de todas as práticas espirituais que visam restabelecer uma ligação mais profunda com Deus; a palavra religião vem de religare – que significa ligar de novo.  O pressuposto é que, em essência, somos todos ligados ao Criador, e que a vida cotidiana cria ilusões de separação que acabam gerando sofrimento. Este é um aspecto fundamental na maioria das expressões de religiosidade no mundo, todas advertem sobre a necessidade de vencer nossos desejos oriundos do ego para reorientarmos nossa vontade para aquilo que vale a pena querer…

Esta breve reflexão sobre a inadequação de muitos desejos e do quanto eles expressam aspectos patológicos do ego, já é suficiente para que tomemos todo o cuidado com propostas como as contidas em livros que prometem “segredos” e “leis de atração”. Querer que o mundo se submeta aos nossos desejos é inverter as coisas e tentar brincar de Deus.

Felizmente nossos desejos não são todos atendidos. Quem já não teve um desejo inconsequente em um momento de raiva e descontrole emocional?  A simples manifestação desta energia negativa já trouxe, simultânea e inevitavelmente, algumas consequências menos felizes para o seu autor, já que o desequilíbrio emocional, por si só, já é uma forma de autoagressão.

Devemos nos concentrar em descobrir as características que compõe a nossa essência, conhecendo a natureza do ego e vencendo suas “inconsequências”.

Substituir a vontade que nossos desejos sejam realizados pela vontade que aconteça “o melhor” é o começo do caminho da sabedoria e da sanidade. Não somos donos do mundo e não possuímos condições plenas para decidir o que deve ou não acontecer. Devemos nos concentrar em fazer boas escolhas, escolhas que estejam em sincronismo com a nossa essência e com metas espirituais elevadas, exercendo a aceitação com respeito aos aspectos que fogem à nossa competência de decisão.

Querer fazer por métodos “mágicos” que o mundo realize nossos desejos é uma infantilidade da alma. Claro que o pensamento é uma poderosa força motriz; claro que ele é matéria prima das nossas exteriorizações e realizações; é evidente que um pensamento focado e disciplinado favorece a possibilidade de vitórias nos desafios da existência, mas daí a querermos moldar o mundo ao feitio de nossos inconsequentes desejos, é coisa bem diferente.

Reconhecer que existe um princípio de atração na esfera mental e que devemos orientar nossos pensamentos de maneira “positiva” é apenas a ponta do iceberg e não garante a felicidade.

Todas as vezes que condicionarmos a nossa felicidade à realização de nossos desejos infantis estaremos na contramão de sermos felizes. A busca da felicidade é uma busca de autorrealização, de essência, e não pode depender de nada, objeto, pessoa ou acontecimento que esteja fora de nós. Pessoas, objetos e acontecimentos podem fazer parte do cenário onde aprendemos a ser felizes, mas não podem ser a causa da nossa felicidade, ou não teremos felicidade, teremos dependência. E se um destes fatores vier a faltar despencaremos daquilo que chamávamos felicidade para o abismo profundo da depressão e da angústia.

A felicidade é um estado que convive estreitamente com a interdependência, mas prescinde da dependência.

A pior coisa que poderia acontecer à maioria das pessoas seria que todos os seus desejos se realizassem. Onde ainda não há consciência, os desejos agirão sempre contra nossas necessidades mais legítimas… É raro pedirmos o que realmente precisamos…

Busque a Verdade, não o desejo. Busque o Amor, não a dependência.

Não possuir é a liberdade suprema e não desejar é a condição para que a atração verdadeira se processe. Não conheço outro segredo…

Cuidado com aquilo que você deseja, alguns de seus desejos podem “se realizar” para ensiná-lo que não valiam a pena. Embora o aprendizado seja útil e bem-vindo, tenho certeza de que nestas condições, você preferiria não ter desejado…

Nas histórias sobre gênios e lâmpadas, eles concedem apenas três desejos – isso é para evitar que as pessoas na lenda compliquem demais seus destinos com desejos inconsequentes e aprendam a escolher o que vale a pena pedir!

Estas lendas ensinam muito sobre a vida porque são oriundas da sabedoria milenar de povos antigos. Acredite mais na competência de fazer escolhas que na possibilidade de ter os desejos “magicamente” realizados. Se você escolher corretamente, o que deve acontecer, acontecerá. E o resultado será muito melhor que o “desejado”!

Cuidado com o que você deseja, seus desejos expressam mais suas fraquezas que suas forças…

Vença os desejos infantis, vença o ego e você terá um encontro face a face com a felicidade que você tanto busca. Ela não está em outro lugar senão dentro de você!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

As aparências não enganam

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Na vida, não são as aparências que enganam, como pensa o senso comum. O que nos engana é o fato de não olharmos atentamente para as pessoas e situações com as quais nos envolvemos; o fato de generalizarmos nossas conclusões e a dificuldade que temos em assumir que nossas decisões e julgamentos estão equivocados.

Prestamos menos atenção nas coisas do que deveríamos. Nosso desejo de que as coisas sejam como gostaríamos que fossem nos apressa em nossas conclusões, por isso nos enganamos.

Encontramos alguém que demonstra não possuir os defeitos que a pessoa anterior possuía, e… Pronto! Já concluímos que encontramos a pessoa que estávamos buscando, afinal, esta não possui o que nos incomodava na outra.

Ora, o fato de alguém não demonstrar determinados defeitos não significa que não os possua. Ela pode estar se “policiando” para não os deixar transparecer, pode ser que a situação para que eles se manifestem ainda não ocorreu, ou ela pode, de fato, não possuir estes defeitos. Mas e quanto aos outros defeitos que possuirá, seriam mais ou menos graves do que aqueles dos quais estávamos fugindo?

Não encontraremos pessoas sem defeitos. Mas, o fato dela não possuir os defeitos que a pessoa anterior possuía, não pode, por si só, nos levar a concluir que encontramos a pessoa ideal. Não foram as aparências que nos enganaram, fomos nós mesmos, precipitados “em preencher a vaga”.

Outra questão que causa ilusões reside em nosso hábito de generalizar as coisas.

Muitas vezes, uma pessoa que te ama e respeita mais que a anterior, pode ser mais tímida e reservada em suas demonstrações. O fato de alguém te dar todas as provas de amor não significa que ela te ama, e o fato de outra, não dar tantas demonstrações assim, não significa que não te ame. Pessoas diferentes agem de maneira diferente. De novo, não são as aparências que nos enganam, mas o fato de generalizarmos que quem ama deve agir da maneira que imaginamos ser a correta e de que, na ausência destas atitudes, a pessoa não nos ame…

Você conhece as suas atitudes quando ama, não as do outro. Talvez o idioma sentimental do outro seja tão diferente que vocês precisarão de um tempo para aprender a traduzir um ao outro.

Há amores “melosos e grudentos”, que terminam com a primeira trovoada, e outros que, aparentemente mais distantes, resistem ás mais difíceis tempestades. Há pessoas que dizem que dariam a vida por você, mas em uma situação real, fugiriam à primeira dificuldade. E há outras que nunca te prometeram nada, mas suportariam as dores mais profundas em nome deste amor.

Outra situação que engana mais que as aparências é o fato de que, quando percebemos que escolhemos mal e não prestamos a devida atenção antes de decidir, começamos a encontrar justificativas e distrações para não enfrentar a realidade. Para fugir da dor de admitir que fomos tolos, vamos tentando fazer a ilusão virar realidade, até o ponto onde ela se transforma em pesadelo. Aí, exatamente aí, diremos: as aparências enganam!

Não são as aparências que enganam. Somos nós que nos enganamos porque não queremos olhar para as coisas como elas realmente são. Preferimos nos enganar enquanto for possível.

Perceber o quanto somos ingênuos e irresponsáveis em tantos momentos da vida fere nossa inteligência, nosso orgulho e vaidade.

Para escapar mais uma vez desta realidade, colocamos a culpa nas aparências – são elas que nos enganam, fulano nos enganou…

Melhor aceitar a realidade: nós nos enganamos. A fantasia parece sempre mais convidativa que a realidade, mas seu preço é sempre mais alto!

Para enganar-se menos, dedique mais atenção, não julgue o todo pela parte e assuma seus erros de avaliação.

Os que choram não são sempre os mais tristes. Os que riem não são sempre os mais felizes. Os que mais falam em Deus não sempre os que O tem mais no coração. E muitas vezes, quem te ama em silêncio é mais efetivo que aquele que te manda flores todas as manhãs…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Amor, Relacionamento e Maturidade

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A maturidade caracteriza-se pela nossa possibilidade de compreender as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem. Quando atingimos, ainda que parcialmente, a tão esperada maturidade (que não é um ponto final, mas um novo ponto de partida), percebemos com muita clareza detalhes da vida e dos relacionamentos, que antes nos escapavam quase que na totalidade.

As relações amorosas, por sua própria natureza, são as que mais resistem ao amadurecimento, uma vez que o sonho romântico é, para a maioria das pessoas, uma âncora que não desejamos recolher por medo de não saber para onde os ventos fortes da vida poderão levar o barco do nosso coração, especialmente se estiver machucado.

Amor e relacionamento são coisas diferentes. Podem conviver juntas, e é maravilhoso quando isso acontece, mas não é a regra, apenas uma possibilidade muito desejada. O amor é um sentimento, a paixão uma febre de conteúdo químico e, o relacionamento é uma interação entre dois seres humanos na sua totalidade. O relacionamento não envolve apenas os sentimentos, mas também as crenças, valores e comportamentos.

Quanto mais no aproximarmos da maturidade, mais perceberemos, com maior clareza, que mesmo existindo amor, em alguns casos, o relacionamento será impossível. Porque mesmo existindo amor, podem existir incompatibilidades que, cedo ou tarde, pedirão uma retirada. Aceitar tudo, absolutamente tudo em nome do amor romântico é uma tolice!

O amor romântico é um sentimento que busca união e compartilhamento. O amor romântico pressupõe um desejo contínuo de proximidade e a presença de admiração pelo outro. Na impossibilidade da união, seja dos semelhantes, seja dos contrários, seja dos complementares, mesmo sendo intenso, possuirá dentro de si a causa da separação futura.

Lembremos que o que chamamos de amor pode ser doentio se estiver associado a sentimento de posse, abuso de poder manipulação do outro e narcisismo, apenas para citar alguns casos.

Há amores doentios que obscurecem a vida e nos impedem de sonhar porque aprisionam nossos sonhos em armadilhas de cobranças e violências que vão desde ofensas cotidianas que visam reduzir a autoestima do outro a pó, até mesmo à violência física.

Milhares de pessoas se submetem a violências verbais, morais e até físicas em nome do amor. Isso não é saudável, estas pessoas estão vivendo uma relação doentia. O amor que destrói não é amor. O verdadeiro amor constrói!

Um amor onde uma das pessoas é compulsoriamente responsabilizada por todo o peso da relação e, de maneira a altruísta e ingênua, anula sua própria existência para não perder o par romântico, está fazendo um mal a si mesmo e ao outro.  O amor não é feito apenas de “sims”, também precisa de “nãos”. Na ausência de “nãos” uma das pessoas estará se violentando e investindo no agravamento do egoísmo do outro. Não é sábio investir no egoísmo do outro, ele já cresce mais que suficientemente sozinho.

A maturidade ensina que amor e relacionamento são coisas diferentes. É maravilhoso quando o amor e um relacionamento saudável se encontram e uma relação verdadeira, transparente, baseada na reciprocidade sem cobranças obsessivas ou violências intencionais, mas para a imensa maioria dos  modelos de casais, não é assim que acontece. A imensa maioria das pessoas escolhe seu par, motivadas por equívocos e ingenuidades e depois com vergonha ou medo de buscar novos horizontes, se obriga a pagar o preço que às vezes é muito alto, chegando a custar literalmente a vida, em algumas ocasiões.

No amor a dois não podemos esquecer de amar a nós mesmos, e se preciso for, desistir da relação. Os relacionamentos podem ocasionar momento de dor, muitos necessários ao nosso aperfeiçoamento, mas se, na maior parte do tempo, não existem momentos de prazer e comunhão, compartilhamento e respeito, então estamos diante de um destes casos, onde mesmo existindo amor, o relacionamento não deveria existir.

Insistir em relacionamentos que nos fazem sofrer ou causam algum tipo de prazer no sofrimento do outro, é sadomasoquismo e, portanto, está baseado em um desejo patológico de sofrer ou de fazer sofrer, continuamente.

Em muitos casos o que chamamos de amor pode ser totalmente incompatível com a possibilidade de relacionamento saudável. Em outros casos, um amor aparentemente menor, tendo encontrado um relacionamento de qualidade, onde o respeito e o desejo contínuo de compartilhar e crescer esteja presente, pode significar uma união incrivelmente mais feliz. Nestas situações o amor supostamente menor, em um primeiro instante, pode com o tempo, superar em muito aquele que julgávamos tão imenso e que acaba sendo massacrado pelo egoísmo, ciúme e manipulação.

Uma união para ser saudável, deve conter amor e relacionamento de qualidade. Nestas condições, ainda que existam dores (e não necessariamente precisarão existir), elas serão saudáveis, e serão o fruto de processos de aprendizagem e reconstrução do nosso modelo mental e do nosso modelo de vida.

Graves enganos cometidos em nome do amor continuam a ser graves enganos.

Algumas pessoas optam pelos versos de Erasmo Carlos (grande compositor)… “Antes mal acompanhado do que só…”, outras preferem a sabedoria popular “antes só do que mal acompanhado”. Na maturidade se percebe que mesmo acompanhados poderemos estar na mais profunda solidão, mesmo que haja amor, porque se não há um relacionamento de qualidade, cada qual vive só em seu mundo, não existe o mundo comum, onde os amantes deveriam passar, pelo menos parte do seu tempo! A solidão a dois talvez seja a mais dolorosa entre todas as modalidades de solidão, porque quando o outro se manifesta você preferiria  estar, de fato, sozinho.

Estas situações não precisam ser assim! Precisamos exercer o amor por nós mesmos e se existe amor, convidar o outro a compartilhar conosco de maneira saudável este maravilhoso sentimento na construção de uma relação de valor, onde ambos ganhem se que nenhum dos dois tenha que perder. Na ausência de um grande amor é preferível viver em um excelente relacionamento baseado na fraternidade, no afeto, carinho e respeito. Na ausência de um relacionamento em que se possa investir e apostar, nos resta a coragem de partir sabendo que nossas possibilidades de amar não estão restritas a uma única situação. Quantas pessoas você conhece que foram felizes somente nos segundo ou terceiro casamentos? Quantas pessoas você conhece que só foram felizes depois de inúmeras e persistentes tentativas? Quantas pessoas reconstruíram suas vidas após a perda (às vezes por motivos graves) de quem amavam e, mesmo assim, conseguiram, graças a sua capacidade de amar novamente, refazer suas vidas?

Não aprisione a si mesmo. Vale a pena lutar por um grande amor, vale a pena lutar para salvar um relacionamento que se apresenta ferido ou enfermo, mas observe bem qual é a causa da sua luta e se ela será sempre apenas sua. “Nenhum reino dividido sobre si mesmo sobreviverá”.

O amor é um sentimento de expansão da alma e deve trazer alegria! Relacionamento deve ser uma interação de qualidade onde aprendemos e crescemos uns com os outros em um clima de profundo respeito pelo universo do outro. Na ausência destas características  faça como na canção “Bilhete” de Ivan Lins:  “Jogue a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos de pensar numa volta. Fique junto dos seus. Boa sorte. Adeus”

Agora, se existe amor, existe admiração e respeito, ainda que o relacionamento sinta o impacto do encontro das diferenças provenientes de dois mundos, duas identidades, do conjunto de hábitos diferentes que cada um traz para a relação; neste caso, vale a pena investir na relação e apostar no futuro. O firme propósito de fazer dar certo vale a pena na presença do amor e frente a um relacionamento de qualidade que contenha muitas virtudes e potencial de felicidade. Nossas expectativas devem centrar-se na busca por um relacionamento de qualidade, não por um ideal inatingível causado por excesso de expectativas fantasiosas. O verdadeiro amor vive e sobrevive no mundo real, não em condições ideais, mas em condições essenciais.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não carregue o mundo nas costas

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Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o “mundo“ nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.

Começamos a “carregar o mundo nas costas” a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros. Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também “o mundo dos outros” nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provém das outras pessoas.

Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.

Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- “Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim”!

Eu perguntei a ela:

- “Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas”?

Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a…

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.

Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa autoestima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!

Exatamente como este rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.

Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. A protagonista é aquela que “agoniza”, sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos “agonizar”, sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar.  Simplesmente, não tem nada a ver com você!

Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa autoestima. Esta postura só causa problemas.

Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia “ruim” e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm esta necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isto não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor “particular” dos outros, como se nós a tivéssemos causado!

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas estas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e destas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A imagem refletida no espelho

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Em um inesperado momento de sua vida, você se depara com uma imagem refletida no espelho da existência. Olhamos, olhamos novamente, voltamos a olhar e, após grande hesitação, reconhecemos: trata-se de nós mesmos!

Trata-se de um “nós” refletido em uma imagem que desconhecíamos ou, talvez, insistíamos em não reconhecer. Somos incrivelmente hábeis para fugir de nós mesmos e tremendamente covardes para nos buscar por trás das aparências.

Mas esta imagem, cedo ou tarde, aparece e com ela vem uma dor forte e intensa: a dor de descobrirmo-nos como somos e não como gostamos de pensar que somos.

Este “outro” no espelho da existência, parece tão diferente de nós. Não que seja mais feliz ou mais triste… é diferente, muito diferente.

Esta imagem, às vezes é trazida pela sinceridade de um verdadeiro amigo (aquele que diz o que precisamos ouvir); às vezes é trazida por uma dor de amor (onde quem amamos, desiludido por alguma situação, desabafa o que sempre pensou e nunca revelou a nosso respeito), outras vezes é trazida pela reflexão, psicoterapia ou busca espiritual.

Corajosos, nos achamos covardes.

Fortes, nos reconhecemos fracos.

Altruístas, nos surpreendemos egoístas.

Vencedores, nos descobrimos com inveja.

Humildes, visualizamos nossa vaidade.

Pacíficos, encontramos a raiva.

Religiosos, nos vemos sem fé.

Bons, nos percebemos ainda maus.

Belos, nos vemos distorcidos.

Distorcidos pelas lentes da realidade!? Que tipo de distorção é esta que nos mostra como somos?

Esta imagem choca e nos faz parecer monstros aos nossos próprios olhos. Caem as escamas que impediam a nossa visão… E a luz fere os olhos acostumados à escuridão.

Vivemos muito tempo no escuro, onde podemos dizer coisas sem olhar nos olhos e acertar os cabelos sem, de fato, olhar no espelho.

O espelho do outro, o espelho de quem nos ama, o espelho de quem amamos, o espelho do amigo, da amiga, do pai, mãe, irmão, professora…

O espelho do outro revela uma imagem que é nossa. Por que tardamos tanto em ver a nós mesmos como somos?

Não, não é somente por medo e covardia, é também por falta de maturidade. Este dom que o tempo traz aos que o buscam verdadeiramente. A maturidade não é obra do tempo, é obra de um coração sincero que viaja no tempo!

Não somos monstros! Não somos santos! Somos homens e mulheres em busca de nós mesmos.

Em um determinado momento, em um inesperado momento de sua vida, uma imagem aparece em “um espelho”. Não a trate como um desconhecido. Trata-se do seu próximo mais próximo, aquele a quem devemos amar primeiramente no exercício de amar ao próximo, alguns milímetros, metros ou quilômetros, mais distantes.

Este desconhecido somos nós mesmos. A imagem no “espelho” pede ajuda! Ela precisa ser reconhecida e auxiliada, não consegue respirar, sufocada por aquilo que fingimos ser.

Não somos santos nem monstros. Somos seres humanos, que, de tão humanos, não nos reconhecemos disfarçados por trás do herói que gostaríamos de ser. Heróis são pessoas comuns que encontram a si mesmas! Por isso são fortes, porque não estão divididas entre o que são e o que pensam ser. Simplesmente vivem como são: autênticas.

A dor da autenticidade é o preço da descoberta do caminho que leva à felicidade.

Seja feliz! Viva a autenticidade. Vai doer, todo nascimento implica algum tipo de dor, mas a vida celebrará com sorrisos o que as lágrimas da descoberta evidenciam, ao lavar olhos, como que eliminando as imagens passadas.

Na ausência da autenticidade não há vida, somente a morte do nosso verdadeiro “eu”.

Monstros não refletem sobre seus sentimentos, erros e acertos. Tornar-se “santo” é uma meta, não um ponto de partida. Todo “santo” teve um passado e todo “pecador” terá um futuro!

Ninguém vencerá o mundo sem conhecer o mundo, ninguém transcende a matéria sem ter sido “matéria”. Nossos erros são apenas virtudes que ainda não aprenderam a direção…

Ou, por acaso, você nunca parou para pensar que um teimoso pode tornar-se persistente? O teimoso é um indivíduo egocêntrico que está mais preocupado em ter razão que em encontrar a razão. O teimoso caminha em círculos. Já o persistente, possui metas mais claras, aceita opiniões e toda a ajuda que o auxilie a chegar lá. O persistente aprendeu a caminhar em linha reta, na direção de seus objetivos e metas. Enquanto persistência é uma virtude, teimosia é um defeito. Quando damos uma direção à teimosia e nos libertamos das ilusões das nossas egotrips, aprendemos a ser persistentes.

Faça de seus erros, razões para acertar. Seres humanos não aprendem com seus erros, aprendem consertando seus erros…

Neste exato momento, há uma imagem refletida no “espelho” deste texto. Não a trate como um desconhecido…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

O perigo de ser ingênuo

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É extremamente perigoso ser ingênuo. Devemos buscar sempre a pureza de pensamentos, sentimentos e atitudes, mas não devemos ser ingênuos.

No mundo encontramos de tudo, até pessoas boas…

Mas elas não são, necessariamente, a maioria em nosso caminho. Mantenha os olhos abertos, especialmente para a possibilidade de pessoas opressoras e manipuladoras exercitarem patologias sobre a sua vida.

Desconfie das pessoas que desconfiam excessivamente de você. Salvo terem passado por traumas muito profundos, elas costumam ter algo sério a esconder. Estas pessoas que cerceiam a sua liberdade, controlando seus passos e querendo decidir quem deve e quem não deve ter contato com você, no mínimo estão empobrecendo sua vida, no pior dos casos estão começando a destruí-la.

Maridos e esposas que, de maneira deliberada, minam a autoestima do cônjuge, julgando-o em demasia, apontando enfaticamente todas as suas menores falhas e agigantando os seus defeitos em toda e qualquer ocasião estão conscientes que, ao enfraquecerem a autoimagem de seu cônjuge, ampliam o domínio que possuem sobre o mesmo. Estas pessoas querem fazer você acreditar que ninguém mais no mundo, a não ser elas mesmas, iria querer ou suportar você. Muito cuidado para não acreditar nisso!

No trabalho, chefes que utilizam o seu poder para humilhar seus funcionários, rebaixando-os, criticando-os de maneira maldosa e não reconhecendo suas qualidades e acertos, seguem o mesmo raciocínio. A melhor maneira de impedir que você cresça é fazer você mesmo desistir acreditando que não pode crescer.

Em ambos os casos estas pessoas manipuladoras estão utilizando de persuasão para fazer com que você se sinta um lixo. Quanto menor você se sentir, maior parecerá o seu opressor. A força do opressor está no medo do oprimido!

Estas pessoas querem fazer você sentir medo de tentar coisas novas, medo de mudar de relacionamento, de emprego. Elas sabem, mesmo que instintivamente, que quanto maior for o seu medo, maior será o poder delas sobre você. Este tipo de pessoa não perderá uma só chance em investir na sua desvalorização e nos seus medos.

Muitos pais também fazem isso com seus filhos, professores com alunos, contratantes com contratados, numa rede muito extensa de manipulação e opressão.

Não conheço opressores de bom caráter, até conheço manipuladores bem intencionados, mas ignorantes. Ninguém possui o direito de manipular e oprimir outro ser, isto é uma cruel forma de violência.

Venho acompanhando, com tristeza, um fato destes na vida de um dos meus melhores amigos, que não percebe, embora alertado, estar sendo fruto de manipulação e opressão. Ele está cego de ingenuidade!

Não devemos ser ingênuos, devemos procurar a bondade e a justiça com olhos abertos, senso crítico alerta e autoestima em dia.

O amor não permite algemas, a boa intenção não insulta e, quem quer o seu bem não te impede de crescer. Quando isto acontece, algo está muito errado…

A força do opressor está sempre no medo do oprimido. Todo opressor é antes de tudo um fraco que precisa da fraqueza do oprimido para sentir-se forte. Por isso ele trabalha na destruição da sua autoestima. A maior arma dos incapacitados consiste em fazer você se sentir como eles.

Um dia ouvi uma senhora dizer: -“Meu marido é altamente capacitado, ele é muito competente e inteligente, ele tem razão em achar que eu não sou nada…”

Esta senhora não percebeu que embora inteligente, competente e capacitado em suas atividades profissionais, lamentavelmente, seu marido está “incapacitado” para o convívio e para o amor, caso contrário jamais diria que ela “não era nada”.

Dizer que alguém é “um nada” é sempre um auto-diagnóstico e uma projeção de fraqueza interior. Os sábios reconhecem sabedoria em tudo, as “pessoas de Deus”, reconhecem Deus em tudo, portanto, aqueles que intimamente, nos segredos da alma, só reconhecem “o nada” ao seu redor, em verdade se sentem “um nada”.

Não seja ingênuo! Ninguém, a não ser você mesmo, pode negar o seu valor. Não seja opressor de si mesmo. Seu valor é incontestável e único, por isso não pode ser comparado com o valor de outras pessoas. Quem escreve não possui mais valor do que quem lê, quem ensina não possui mais valor que quem aprende – apenas possuem valores diferentes. Não haveria escritores se não houvesse leitores, não haveria professores se não houvesse alunos, portanto o valor der uns, depende nitidamente do valor dos outros.

Não acredite em quem não acredita em você, não seja ingênuo, procure ser bom e justo, começando por você mesmo!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante da Crítica

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Você vem sofrendo muitas críticas? Isso te incomoda?

Despreocupe-se!

Quando desenvolvemos uma competência nos tornamos mais fortes diante da vida e de seus desafios. Dentro do rol das melhores competências que podemos e devemos desenvolver encontramos uma que nitidamente se destaca: a nossa competência em suportar a pressão das críticas!

As críticas se dividem em dois grandes grupos: as construtivas e as destrutivas.

Uma crítica é construtiva quando tem por finalidade contribuir com o nosso aperfeiçoamento. Por aperfeiçoamento devemos entender o foco em aprimorar nossas forças e diminuir nossas fraquezas.

No caso da crítica construtiva, quem o está criticando vai sempre lhe apontar uma deficiência (fraqueza) ou falta de eficiência (uma força que não está sendo plenamente ou corretamente utilizada). Em ambos os casos esta pessoa está lhe fazendo um favor porque está lhe ajudando a ampliar suas percepções a respeito de si mesmo.

Não é raro que alguém lhe faça uma crítica inesperada, daquelas que nem mesmo em seus dias de maior imaginação passariam pela sua cabeça. Nestes casos nossa primeira reação é a surpresa, seguida imediatamente do julgamento de que a crítica só pode ser absurda e improcedente. É comum julgarmos absurdo ou improcedente aquilo que não passa pela nossa cabeça. Mas isto não invalida a importância da crítica!

“Quando todos pensam da mesma maneira, frequentemente, ninguém está pensando!”

Quanto mais rara for uma crítica, tanto mais importante ela tende a ser, portanto infinitamente maior a importância de a ouvirmos com atenção e refletirmos em profundidade sobre ela.

Diante de críticas construtivas o procedimento é simples. Ouça com toda a atenção, independentemente de suas impressões e julgamentos com relação ao autor da crítica. Desenvolva um profundo respeito e gratidão pelas críticas construtivas, elas são sempre um convite ao aperfeiçoamento e um poderoso remédio contra a vaidade.

Atente para uma questão muito importante: o fato da intenção da crítica ser construtiva não significa que a pessoa que a fez tenha habilidade em comunicá-la da melhor forma. Gentileza, boa educação e habilidade interpessoal não são características comuns a todos os bem intencionados. Isto significa que em muitas situações uma crítica construtiva, que muito pode contribuir com sua vida, poderá vir em péssima “embalagem”. Preste mais atenção no conteúdo da crítica que na sua forma. Conheço várias pessoas de valor, sinceras e bem intencionadas que não sabem dizer as coisas com “jeitinho”. Afinal por que esperar que as críticas venham apenas de pessoas craques em relacionamento e comunicação?

Vejamos agora as críticas destrutivas.

Uma crítica é destrutiva quando tem por finalidade desestruturar, ferir, magoar ou desorientar. Observe que o fato de você ter se magoado não significa, necessariamente, que a crítica tenha sido destrutiva. Alguém pode se magoar por tendência em colocar-se no papel de vítima, baixa autoestima, falta de humildade ou excesso de vaidade, e nestes casos a responsabilidade pela mágoa é toda sua.

A crítica é destrutiva quando é apresentada com o objetivo claro de causar dano ou ofensa, visando impedir seu processo natural de evolução. Esta é uma arma muito utilizada por pessoas presas aos processos de inveja, ciúme e maldade. Sim, estas pessoas existem e em proporção bastante alta. São pessoas que ainda não se descobriram, ainda não descobriram a presença de Deus em si e no próximo.

Mesmo nestes casos, ouça atentamente a crítica. Lembre-se que alguém na tentativa de magoá-lo pode, ainda assim, dizer-lhe uma verdade. Seus oponentes podem ser pessoas inteligentes e a crítica apesar de maldosa, pode conter elementos verdadeiros.

Neste caso este “oponente”, por ironia do destino, estará lhe fazendo um bem, desde que você possua a humildade de analisar e refletir sobre o conteúdo da crítica!

Caso a crítica esteja fundamentada em conteúdo falso, maledicente ou preconceituoso, considere este texto a seguir que escrevi em meu livro Atitudes Vencedoras:

Pedras e frutos

Não se atiram pedras em árvores sem fruto; toda tentativa de apedrejamento visa sempre derrubar os frutos.

Inocente ignorância dos apedrejadores, porque, mesmo conseguindo o feito, se esquecem de que os frutos caídos no chão experimentarão o tempo e a decomposição e voltarão a frutificar, de uma ou de outra maneira, pois cada semente dá origem à essência interior que carrega.

Já as pedras caídas no chão permanecerão pedras, e as mãos que as atiraram terminarão vazias, tão vazias quanto o coração e a alma que lhes ativaram o movimento.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Ambição e Ética

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Ambição e ética são perfeitamente compatíveis!

Estranhar esta frase possui duas razões: um preconceito com relação à ambição e uma confusão entre ambição e ganância, que reforça o preconceito.

É bastante frequente ouvirmos alguém dizer: – “Cuidado com fulano, ele é muito ambicioso”; ou, “Não gosto de tratar com pessoas muito ambiciosas, elas não têm limites”.

Para compreender que ambição e ética são perfeitamente compatíveis, basta deixar claro a diferença entre elas e as suas repercussões.

O conceito de Ambição será para a nossa compreensão: “Atitude ética orientada para realizar e atingir metas e objetivos altamente significativos.”  Derivada do latim a expressão que deu origem à palavra ambição tratava da ação de cercar por todos os lados as possibilidades de alcançar elevada condição.

Agora vejamos o conceito de ganância: “Atitude amoral orientada para a obtenção de ganho abusivo e antiético.”.

Veja que é possível ser ambicioso sem prejudicar a ninguém, mas, todo ganancioso termina por lesar a alguém. As metas do ganancioso não são significativas no contexto social, são meramente egoístas e usurárias. Tanto é assim que a origem latina da palavra remete a agiotagem, usura (empréstimo de dinheiro a juros altos).

As vantagens e repercussões da ambição, entendida corretamente, são:

  • Foca as atitudes para a realização de metas ousadas e significativas.
  • Predispõe a pessoa à busca por conquistas sucessivas e contínuas na direção de uma meta maior.
  • Motiva a pessoa, porque metas de valor são perseguidas por pessoas de valor, pessoas que mantém autoestima elevada.
  • Valoriza a vida e suas oportunidades mais dignas, propõe uma visão de carreira.
  • Seus efeitos beneficiam não apenas a pessoa movida pela ambição, mas, traz consequências benéficas para um grupo muito maior de pessoas (aqui percebemos claramente a ética em sua tradução mais nobre).
  • Pessoas ambiciosas se associam a outras pessoas ousadas com metas significativas, colecionam amigos proativos e realizadores.
  • Ambiciosos são frequentemente convidados para novos projetos.

As desvantagens e repercussões da ganância, conforme definida, são:

  • Mantém a pessoa presa em egoísmo profundo, buscando metas puramente individualistas.
  • Foca a mente em um apetite, uma disposição a ganhar a qualquer custo.
  • Caracteriza pessoas de baixa autoestima que tentam se autoafirmar vencendo por quaisquer meios as disputas com outras pessoas, não se importando com o que aconteça com elas.
  • Gera um comportamento oportunista, ou seja, condiciona a uma utilização ilícita das oportunidades menos dignas, conduz ao carreirismo (atitude de quem utiliza métodos moralmente condenáveis para subir rapidamente).
  • Seus efeitos prejudicam não apenas a pessoa movida pela ganância (que a longo prazo sempre paga um preço alto por sua ganância, sendo a solidão a exclusão do convívio das pessoas éticas o mais comum), mas, traz consequências maléficas para um grupo muito maior de pessoas (aqui percebemos claramente a total ausência de ética face a análise das repercussões).
  • Pessoas gananciosas associam-se a outras pessoas gananciosas. Quando vários egoístas se reúnem, manipulam uns aos outros para obter o que querem e uma vez conseguido o objetivo, abandonam a “vitima”. Gananciosos colecionam inimigos.
  • Gananciosos são rejeitados em novos projetos ou convidados por outros mais gananciosos que eles para servirem de trampolim.

Podemos afirmar que tudo o que se fez de grandioso no mundo se fez movido por uma ambição legítima e tudo o que de mais torpe aconteceu na história ocorreu e ocorre motivado pela ganância!

Ambição e ética são perfeitamente compatíveis. Com elas construímos um mundo melhor. Aos que preferirem apostar na ganância, apenas uma reflexão:  A ganância é irmã gêmea do egoísmo, e as pessoas gananciosas, com talento e competência, são equivalentes a uma Ferrari sem freios, basta imaginar as consequências!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Aprendendo com a ignorância

autoconhecimento

Devemos nos dedicar com entusiasmo a toda e qualquer possibilidade de diminuir a nossa gigantesca ignorância a respeito de tudo!

A postura do eterno aprendiz é, ao lado do amor, a  maior fonte de alegria e prazer na nossa existência. Ambas, para serem plenas, devem estar associadas à postura de servir, ser útil à vida e às pessoas.

Quanto mais aprendemos mais se revela a nossa profunda ignorância sobre as coisas, fato que não deve nos deprimir, mas incentivar a continuar buscando e aprendendo. Ficarmos deprimidos com aquilo que não sabemos é perda de tempo e energia. A ignorância quando reconhecida é a porta de entrada para o conhecimento consciente. Ignorar é bom quando sabemos que ignoramos, quando não ignoramos nossa própria ignorância!

Aquilo que não sabemos não deve ser fonte de tristeza, mas ponto de partida para a felicidade. Descobrir é experimentar um tipo especial de felicidade. O conhecimento enobrece, liberta e alegra! A depressão é a ignorância que se entrega enquanto a sabedoria é a ignorância que entrevista a vida sobre seus segredos…

O que temos consciência de que não sabemos já podemos buscar aprender, e isso é ótimo. A área de sombra está em desconhecer o que não sabemos. A ignorância que ignoramos é a verdadeira ignorância!

Por isso é necessário o convívio com as outras pessoas, quanto mais diferentes de nós, melhor. Isto é de vital importância para o nosso desenvolvimento. Através das lentes da diferença, podemos entrar em contato com aquilo que desconhecemos. O convívio com o outro revela dimensões da vida e de nós mesmos que seriam de difícil acesso só pelos nossos caminhos.

O universo do outro, sua forma particular de ver, sentir e viver a vida pode nos despertar das nossas ilusões sobre o conhecimento das coisas. Observar que existem múltiplos caminhos para responder uma questão, resolver um problema e superar uma dificuldade nos liberta do perigo do pensamento único, da megalomania de acreditar que temos, não somente as respostas, mas detemos a verdade.

A verdade do outro é um ótimo antídoto para as nossas ilusões de verdade. Precisamos do outro para enxergar a nós mesmos de outra perspectiva, menos vaidosa, menos egoísta e narcisa, desde que o outro seja sincero em sua interação conosco. Pessoas que nos endeusam não colaboram com nosso crescimento. Quanto mais eu vivo mais prefiro a crítica sincera ao elogio paternalista. Cresço com as críticas, me alegro com os elogios (quando lúcidos), mas me alimento mesmo é do conhecimento que surge a partir de ambos.

Tanto o elogio quanto a crítica podem estar equivocados, enviesados, mas o que importa é que trazem novos elementos ao cenário sob o qual a história viva do conhecimento está sendo escrita. Conhecer é viver e viver é reconhecer-se! Quem meditar nesta frase encontrará muito sobre si mesmo.

A ignorância é bela como ponto de partida. Nesse sentido ela é uma espécie de ingenuidade, uma fome de conhecimento. A ignorância é cruel como âncora. Como âncora ela pode fazer com que você fique confortavelmente preso á segurança do cais. Nenhum barco é construído para ficar junto ao cais, sua função é navegar!

Nenhum ser humano deve ficar ancorado às suas certezas sem antes navegar pelos oceanos das possibilidades do conhecimento, considerar e compreender de maneira empática, outros horizontes, outras culturas, outras religiosidades, outras escolhas.

A sabedoria não depende de erudição, de formação acadêmica ou cultura enciclopédica. Sabedoria é um estado de espírito diante do conhecimento da vida, ela está presente em pessoas que nunca frequentaram a escola e ausente em muitos Phds. Quantos deles publicam suas falsas certezas, mas têm medo de publicar suas dúvidas?

Tenho muito mais receio das certezas que das dúvidas. Penso que a dúvida já não seja ignorância, mas início do caminho da sabedoria.

Até mesmo a fé contém a dúvida, embora a fé seja a certeza que resta quando todas as outras deixam de existir. E, mesmo considerando que a fé seja uma certeza além das certezas, sempre existirá a dúvida: por que caminhos Deus se manifestará? Sabemos da sua presença e da sua ação, mas ousaríamos dizer que temos certezas sobre os caminhos que Ele utilizará diante de determinada situação?

Uma fé verdadeira, mas humilde, reconhece-se impossibilitada de compreender a plenitude do conceito de Deus e suas possibilidades de atuação.

Conviver com a presença da dúvida sem utilizá-la como desculpa e vivê-la como ponto de partida e não uma âncora é fundamental para ser feliz. Pessoas mergulhadas em certezas ou em dúvidas se esquecem de tirar a cabeça para fora da “água” e respirar para continuar vivendo.

A dúvida é amiga do cientista, do artista e de todas as pessoas que de maneira sincera e humilde se apresentam cheias de perguntas diante do maravilhoso mistério da Vida!

Ignorar também é bom, desde que reconheçamos a presença da ignorância. Ignorar a nossa própria ignorância equivale a uma sentença.  Reconhecê-la nos liberta para aprender…

Aqueles que se sentem satisfeitos com sua própria ignorância e nada fazem pra vencê-la empobrecem sua vida e o mundo. Somente os insatisfeitos e inquietos com suas dúvidas, somente os que buscam o conhecimento podem ajudar a construir um mundo melhor, primeiro o mundo interior e, na sequência, o mundo ao seu redor.

Conhecer é viver e viver é reconhecer-se!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.