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Amor, Relacionamento e Maturidade

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A maturidade caracteriza-se pela nossa possibilidade de compreender as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem. Quando atingimos, ainda que parcialmente, a tão esperada maturidade (que não é um ponto final, mas um novo ponto de partida), percebemos com muita clareza detalhes da vida e dos relacionamentos, que antes nos escapavam quase que na totalidade.

As relações amorosas, por sua própria natureza, são as que mais resistem ao amadurecimento, uma vez que o sonho romântico é, para a maioria das pessoas, uma âncora que não desejamos recolher por medo de não saber para onde os ventos fortes da vida poderão levar o barco do nosso coração, especialmente se estiver machucado.

Amor e relacionamento são coisas diferentes. Podem conviver juntas, e é maravilhoso quando isso acontece, mas não é a regra, apenas uma possibilidade muito desejada. O amor é um sentimento, a paixão uma febre de conteúdo químico e, o relacionamento é uma interação entre dois seres humanos na sua totalidade. O relacionamento não envolve apenas os sentimentos, mas também as crenças, valores e comportamentos.

Quanto mais no aproximarmos da maturidade, mais perceberemos, com maior clareza, que mesmo existindo amor, em alguns casos, o relacionamento será impossível. Porque mesmo existindo amor, podem existir incompatibilidades que, cedo ou tarde, pedirão uma retirada. Aceitar tudo, absolutamente tudo em nome do amor romântico é uma tolice!

O amor romântico é um sentimento que busca união e compartilhamento. O amor romântico pressupõe um desejo contínuo de proximidade e a presença de admiração pelo outro. Na impossibilidade da união, seja dos semelhantes, seja dos contrários, seja dos complementares, mesmo sendo intenso, possuirá dentro de si a causa da separação futura.

Lembremos que o que chamamos de amor pode ser doentio se estiver associado a sentimento de posse, abuso de poder manipulação do outro e narcisismo, apenas para citar alguns casos.

Há amores doentios que obscurecem a vida e nos impedem de sonhar porque aprisionam nossos sonhos em armadilhas de cobranças e violências que vão desde ofensas cotidianas que visam reduzir a autoestima do outro a pó, até mesmo à violência física.

Milhares de pessoas se submetem a violências verbais, morais e até físicas em nome do amor. Isso não é saudável, estas pessoas estão vivendo uma relação doentia. O amor que destrói não é amor. O verdadeiro amor constrói!

Um amor onde uma das pessoas é compulsoriamente responsabilizada por todo o peso da relação e, de maneira a altruísta e ingênua, anula sua própria existência para não perder o par romântico, está fazendo um mal a si mesmo e ao outro.  O amor não é feito apenas de “sims”, também precisa de “nãos”. Na ausência de “nãos” uma das pessoas estará se violentando e investindo no agravamento do egoísmo do outro. Não é sábio investir no egoísmo do outro, ele já cresce mais que suficientemente sozinho.

A maturidade ensina que amor e relacionamento são coisas diferentes. É maravilhoso quando o amor e um relacionamento saudável se encontram e uma relação verdadeira, transparente, baseada na reciprocidade sem cobranças obsessivas ou violências intencionais, mas para a imensa maioria dos  modelos de casais, não é assim que acontece. A imensa maioria das pessoas escolhe seu par, motivadas por equívocos e ingenuidades e depois com vergonha ou medo de buscar novos horizontes, se obriga a pagar o preço que às vezes é muito alto, chegando a custar literalmente a vida, em algumas ocasiões.

No amor a dois não podemos esquecer de amar a nós mesmos, e se preciso for, desistir da relação. Os relacionamentos podem ocasionar momento de dor, muitos necessários ao nosso aperfeiçoamento, mas se, na maior parte do tempo, não existem momentos de prazer e comunhão, compartilhamento e respeito, então estamos diante de um destes casos, onde mesmo existindo amor, o relacionamento não deveria existir.

Insistir em relacionamentos que nos fazem sofrer ou causam algum tipo de prazer no sofrimento do outro, é sadomasoquismo e, portanto, está baseado em um desejo patológico de sofrer ou de fazer sofrer, continuamente.

Em muitos casos o que chamamos de amor pode ser totalmente incompatível com a possibilidade de relacionamento saudável. Em outros casos, um amor aparentemente menor, tendo encontrado um relacionamento de qualidade, onde o respeito e o desejo contínuo de compartilhar e crescer esteja presente, pode significar uma união incrivelmente mais feliz. Nestas situações o amor supostamente menor, em um primeiro instante, pode com o tempo, superar em muito aquele que julgávamos tão imenso e que acaba sendo massacrado pelo egoísmo, ciúme e manipulação.

Uma união para ser saudável, deve conter amor e relacionamento de qualidade. Nestas condições, ainda que existam dores (e não necessariamente precisarão existir), elas serão saudáveis, e serão o fruto de processos de aprendizagem e reconstrução do nosso modelo mental e do nosso modelo de vida.

Graves enganos cometidos em nome do amor continuam a ser graves enganos.

Algumas pessoas optam pelos versos de Erasmo Carlos (grande compositor)… “Antes mal acompanhado do que só…”, outras preferem a sabedoria popular “antes só do que mal acompanhado”. Na maturidade se percebe que mesmo acompanhados poderemos estar na mais profunda solidão, mesmo que haja amor, porque se não há um relacionamento de qualidade, cada qual vive só em seu mundo, não existe o mundo comum, onde os amantes deveriam passar, pelo menos parte do seu tempo! A solidão a dois talvez seja a mais dolorosa entre todas as modalidades de solidão, porque quando o outro se manifesta você preferiria  estar, de fato, sozinho.

Estas situações não precisam ser assim! Precisamos exercer o amor por nós mesmos e se existe amor, convidar o outro a compartilhar conosco de maneira saudável este maravilhoso sentimento na construção de uma relação de valor, onde ambos ganhem se que nenhum dos dois tenha que perder. Na ausência de um grande amor é preferível viver em um excelente relacionamento baseado na fraternidade, no afeto, carinho e respeito. Na ausência de um relacionamento em que se possa investir e apostar, nos resta a coragem de partir sabendo que nossas possibilidades de amar não estão restritas a uma única situação. Quantas pessoas você conhece que foram felizes somente nos segundo ou terceiro casamentos? Quantas pessoas você conhece que só foram felizes depois de inúmeras e persistentes tentativas? Quantas pessoas reconstruíram suas vidas após a perda (às vezes por motivos graves) de quem amavam e, mesmo assim, conseguiram, graças a sua capacidade de amar novamente, refazer suas vidas?

Não aprisione a si mesmo. Vale a pena lutar por um grande amor, vale a pena lutar para salvar um relacionamento que se apresenta ferido ou enfermo, mas observe bem qual é a causa da sua luta e se ela será sempre apenas sua. “Nenhum reino dividido sobre si mesmo sobreviverá”.

O amor é um sentimento de expansão da alma e deve trazer alegria! Relacionamento deve ser uma interação de qualidade onde aprendemos e crescemos uns com os outros em um clima de profundo respeito pelo universo do outro. Na ausência destas características  faça como na canção “Bilhete” de Ivan Lins:  “Jogue a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos de pensar numa volta. Fique junto dos seus. Boa sorte. Adeus”

Agora, se existe amor, existe admiração e respeito, ainda que o relacionamento sinta o impacto do encontro das diferenças provenientes de dois mundos, duas identidades, do conjunto de hábitos diferentes que cada um traz para a relação; neste caso, vale a pena investir na relação e apostar no futuro. O firme propósito de fazer dar certo vale a pena na presença do amor e frente a um relacionamento de qualidade que contenha muitas virtudes e potencial de felicidade. Nossas expectativas devem centrar-se na busca por um relacionamento de qualidade, não por um ideal inatingível causado por excesso de expectativas fantasiosas. O verdadeiro amor vive e sobrevive no mundo real, não em condições ideais, mas em condições essenciais.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não carregue o mundo nas costas

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Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o “mundo“ nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.

Começamos a “carregar o mundo nas costas” a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros. Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também “o mundo dos outros” nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provém das outras pessoas.

Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.

Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- “Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim”!

Eu perguntei a ela:

- “Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas”?

Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a…

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.

Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa autoestima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!

Exatamente como este rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.

Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. A protagonista é aquela que “agoniza”, sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos “agonizar”, sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar.  Simplesmente, não tem nada a ver com você!

Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa autoestima. Esta postura só causa problemas.

Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia “ruim” e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm esta necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isto não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor “particular” dos outros, como se nós a tivéssemos causado!

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas estas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e destas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

O perigo de ser ingênuo

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É extremamente perigoso ser ingênuo. Devemos buscar sempre a pureza de pensamentos, sentimentos e atitudes, mas não devemos ser ingênuos.

No mundo encontramos de tudo, até pessoas boas…

Mas elas não são, necessariamente, a maioria em nosso caminho. Mantenha os olhos abertos, especialmente para a possibilidade de pessoas opressoras e manipuladoras exercitarem patologias sobre a sua vida.

Desconfie das pessoas que desconfiam excessivamente de você. Salvo terem passado por traumas muito profundos, elas costumam ter algo sério a esconder. Estas pessoas que cerceiam a sua liberdade, controlando seus passos e querendo decidir quem deve e quem não deve ter contato com você, no mínimo estão empobrecendo sua vida, no pior dos casos estão começando a destruí-la.

Maridos e esposas que, de maneira deliberada, minam a autoestima do cônjuge, julgando-o em demasia, apontando enfaticamente todas as suas menores falhas e agigantando os seus defeitos em toda e qualquer ocasião estão conscientes que, ao enfraquecerem a autoimagem de seu cônjuge, ampliam o domínio que possuem sobre o mesmo. Estas pessoas querem fazer você acreditar que ninguém mais no mundo, a não ser elas mesmas, iria querer ou suportar você. Muito cuidado para não acreditar nisso!

No trabalho, chefes que utilizam o seu poder para humilhar seus funcionários, rebaixando-os, criticando-os de maneira maldosa e não reconhecendo suas qualidades e acertos, seguem o mesmo raciocínio. A melhor maneira de impedir que você cresça é fazer você mesmo desistir acreditando que não pode crescer.

Em ambos os casos estas pessoas manipuladoras estão utilizando de persuasão para fazer com que você se sinta um lixo. Quanto menor você se sentir, maior parecerá o seu opressor. A força do opressor está no medo do oprimido!

Estas pessoas querem fazer você sentir medo de tentar coisas novas, medo de mudar de relacionamento, de emprego. Elas sabem, mesmo que instintivamente, que quanto maior for o seu medo, maior será o poder delas sobre você. Este tipo de pessoa não perderá uma só chance em investir na sua desvalorização e nos seus medos.

Muitos pais também fazem isso com seus filhos, professores com alunos, contratantes com contratados, numa rede muito extensa de manipulação e opressão.

Não conheço opressores de bom caráter, até conheço manipuladores bem intencionados, mas ignorantes. Ninguém possui o direito de manipular e oprimir outro ser, isto é uma cruel forma de violência.

Venho acompanhando, com tristeza, um fato destes na vida de um dos meus melhores amigos, que não percebe, embora alertado, estar sendo fruto de manipulação e opressão. Ele está cego de ingenuidade!

Não devemos ser ingênuos, devemos procurar a bondade e a justiça com olhos abertos, senso crítico alerta e autoestima em dia.

O amor não permite algemas, a boa intenção não insulta e, quem quer o seu bem não te impede de crescer. Quando isto acontece, algo está muito errado…

A força do opressor está sempre no medo do oprimido. Todo opressor é antes de tudo um fraco que precisa da fraqueza do oprimido para sentir-se forte. Por isso ele trabalha na destruição da sua autoestima. A maior arma dos incapacitados consiste em fazer você se sentir como eles.

Um dia ouvi uma senhora dizer: -“Meu marido é altamente capacitado, ele é muito competente e inteligente, ele tem razão em achar que eu não sou nada…”

Esta senhora não percebeu que embora inteligente, competente e capacitado em suas atividades profissionais, lamentavelmente, seu marido está “incapacitado” para o convívio e para o amor, caso contrário jamais diria que ela “não era nada”.

Dizer que alguém é “um nada” é sempre um auto-diagnóstico e uma projeção de fraqueza interior. Os sábios reconhecem sabedoria em tudo, as “pessoas de Deus”, reconhecem Deus em tudo, portanto, aqueles que intimamente, nos segredos da alma, só reconhecem “o nada” ao seu redor, em verdade se sentem “um nada”.

Não seja ingênuo! Ninguém, a não ser você mesmo, pode negar o seu valor. Não seja opressor de si mesmo. Seu valor é incontestável e único, por isso não pode ser comparado com o valor de outras pessoas. Quem escreve não possui mais valor do que quem lê, quem ensina não possui mais valor que quem aprende – apenas possuem valores diferentes. Não haveria escritores se não houvesse leitores, não haveria professores se não houvesse alunos, portanto o valor der uns, depende nitidamente do valor dos outros.

Não acredite em quem não acredita em você, não seja ingênuo, procure ser bom e justo, começando por você mesmo!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante da Crítica

critica

Você vem sofrendo muitas críticas? Isso te incomoda?

Despreocupe-se!

Quando desenvolvemos uma competência nos tornamos mais fortes diante da vida e de seus desafios. Dentro do rol das melhores competências que podemos e devemos desenvolver encontramos uma que nitidamente se destaca: a nossa competência em suportar a pressão das críticas!

As críticas se dividem em dois grandes grupos: as construtivas e as destrutivas.

Uma crítica é construtiva quando tem por finalidade contribuir com o nosso aperfeiçoamento. Por aperfeiçoamento devemos entender o foco em aprimorar nossas forças e diminuir nossas fraquezas.

No caso da crítica construtiva, quem o está criticando vai sempre lhe apontar uma deficiência (fraqueza) ou falta de eficiência (uma força que não está sendo plenamente ou corretamente utilizada). Em ambos os casos esta pessoa está lhe fazendo um favor porque está lhe ajudando a ampliar suas percepções a respeito de si mesmo.

Não é raro que alguém lhe faça uma crítica inesperada, daquelas que nem mesmo em seus dias de maior imaginação passariam pela sua cabeça. Nestes casos nossa primeira reação é a surpresa, seguida imediatamente do julgamento de que a crítica só pode ser absurda e improcedente. É comum julgarmos absurdo ou improcedente aquilo que não passa pela nossa cabeça. Mas isto não invalida a importância da crítica!

“Quando todos pensam da mesma maneira, frequentemente, ninguém está pensando!”

Quanto mais rara for uma crítica, tanto mais importante ela tende a ser, portanto infinitamente maior a importância de a ouvirmos com atenção e refletirmos em profundidade sobre ela.

Diante de críticas construtivas o procedimento é simples. Ouça com toda a atenção, independentemente de suas impressões e julgamentos com relação ao autor da crítica. Desenvolva um profundo respeito e gratidão pelas críticas construtivas, elas são sempre um convite ao aperfeiçoamento e um poderoso remédio contra a vaidade.

Atente para uma questão muito importante: o fato da intenção da crítica ser construtiva não significa que a pessoa que a fez tenha habilidade em comunicá-la da melhor forma. Gentileza, boa educação e habilidade interpessoal não são características comuns a todos os bem intencionados. Isto significa que em muitas situações uma crítica construtiva, que muito pode contribuir com sua vida, poderá vir em péssima “embalagem”. Preste mais atenção no conteúdo da crítica que na sua forma. Conheço várias pessoas de valor, sinceras e bem intencionadas que não sabem dizer as coisas com “jeitinho”. Afinal por que esperar que as críticas venham apenas de pessoas craques em relacionamento e comunicação?

Vejamos agora as críticas destrutivas.

Uma crítica é destrutiva quando tem por finalidade desestruturar, ferir, magoar ou desorientar. Observe que o fato de você ter se magoado não significa, necessariamente, que a crítica tenha sido destrutiva. Alguém pode se magoar por tendência em colocar-se no papel de vítima, baixa autoestima, falta de humildade ou excesso de vaidade, e nestes casos a responsabilidade pela mágoa é toda sua.

A crítica é destrutiva quando é apresentada com o objetivo claro de causar dano ou ofensa, visando impedir seu processo natural de evolução. Esta é uma arma muito utilizada por pessoas presas aos processos de inveja, ciúme e maldade. Sim, estas pessoas existem e em proporção bastante alta. São pessoas que ainda não se descobriram, ainda não descobriram a presença de Deus em si e no próximo.

Mesmo nestes casos, ouça atentamente a crítica. Lembre-se que alguém na tentativa de magoá-lo pode, ainda assim, dizer-lhe uma verdade. Seus oponentes podem ser pessoas inteligentes e a crítica apesar de maldosa, pode conter elementos verdadeiros.

Neste caso este “oponente”, por ironia do destino, estará lhe fazendo um bem, desde que você possua a humildade de analisar e refletir sobre o conteúdo da crítica!

Caso a crítica esteja fundamentada em conteúdo falso, maledicente ou preconceituoso, considere este texto a seguir que escrevi em meu livro Atitudes Vencedoras:

Pedras e frutos

Não se atiram pedras em árvores sem fruto; toda tentativa de apedrejamento visa sempre derrubar os frutos.

Inocente ignorância dos apedrejadores, porque, mesmo conseguindo o feito, se esquecem de que os frutos caídos no chão experimentarão o tempo e a decomposição e voltarão a frutificar, de uma ou de outra maneira, pois cada semente dá origem à essência interior que carrega.

Já as pedras caídas no chão permanecerão pedras, e as mãos que as atiraram terminarão vazias, tão vazias quanto o coração e a alma que lhes ativaram o movimento.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

É preciso energia para subir a montanha!

montanha

Já notou que na história de praticamente todos os Grandes Homens e Mulheres ligados à espiritualidade, nas mais diversas tradições da humanidade, sempre há uma narrativa sobre o deserto e a montanha?

Você precisa de muita energia para atravessar “o deserto” e subir a “montanha”.

Há períodos de “aridez” e “escalada” na vida de todos nós. Para vencê-los, precisamos associar energia física, mental e espiritual!

Há uma antiga expressão latina que diz “mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são). Somos um todo, mente, corpo e espírito precisam estar alinhados para atingirmos a nossa melhor performance.

Todos os grandes atletas, artistas e gênios da humanidade sempre foram unânimes em afirmar que precisamos estar de “corpo e alma” naquilo que fazemos para fazê-lo bem.

Tudo que existe precisa de nutrição para continuar a existir. Precisamos nutrir o corpo, a mente e a alma se quisermos possuir a energia necessária para vencer todos os obstáculos.

Não despreze as necessidades do corpo, cedo ou tarde, ele cobrará o seu preço. Um corpo sem energia pode não impedir você, totalmente, de todas as realizações, mas seguramente, tornará muito mais difícil atingi-las. Uma mente exaurida, desnutrida não consegue manter-se ativa e focada por muito tempo. E um espírito afastado da luz perde seu próprio brilho…

Lembre–se de alimentar seus três tipos básicos de existência: físico, mental e espiritual.

Para cuidar do físico lembre-se das palavras de Hipócrates, o pai da medicina ocidental: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Cuide da sua nutrição. A nutrição funcional será uma poderosa aliada na cura de muitos problemas de saúde e na obtenção de níveis superiores de energia para ir em busca de seus sonhos. Como diz a nutricionista funcional, Dra. Juliana Geraix: “Não existe dieta, apenas mudanças no estilo de vida.

Atividade física também é fundamental, você não precisa ser uma atleta, mas precisa que todos os seus sistemas funcionem muito bem. Exercícios aeróbicos, um pouco de fortalecimento muscular e muito alongamento estão entre os melhores investimentos que você pode fazer. Além de procurar ter um sono de qualidade (é preciso aprender a dormir).

Para cuidar bem da mente, reflita sobre as colocações abaixo:

O novelista americano F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940) propunha que uma mente é superior quando possui a habilidade de manter duas idéias opostas, simultaneamente, e continuar funcionando sem paralisar-se pelo paradoxo.

Nossa mente possui capacidade ideoplástica – nossos pensamentos assumem formas, se exteriorizam e criam aspectos da realidade ao nosso redor.

Quanto mais alimentamos a mente, mais ela é capaz de superar-se. Se ensinarmos uma coisa inteiramente nova para duas pessoas, uma com pouco conhecimento e outra com muito conhecimento, a que sabe mais sobre mais coisas, aprenderá primeiro. Seu cérebro possui mais conexões neurais e maiores possibilidades de associação.

A meditação e o relaxamento são maravilhosos remédios para a mente e, associados à busca constante por conhecimento, leitura e solução de problemas, continuam sendo a melhor maneira de manter nossa energia mental em alta.

Para cuidar do espírito:

Albert Einstein dizia: “Minha religião consiste em uma humilde admiração do ilimitado espírito superior que revela a si mesmo nos mínimos detalhes que somos capazes de perceber com nossas frágeis e débeis mentes”.

Nossa existência não possui apenas características passíveis de explicação somente pela ciência ou pela lógica formal. Independente de qualquer vinculação a esta ou aquela doutrina religiosa, as repercussões da força espiritual, ético-moral do Homem são inegáveis!

Experiencie o poder da oração e suas repercussões e comprove, por si mesmo, a fantástica característica transcendente de sermos humanos conectados à fonte da vida.

Amor, Entusiasmo e Fé são os verdadeiros remédios para a alma, nenhum mal pode resitir à ação conjunta destes gigantes!

Dedique mais tempo a cuidar da vida em seus três aspectos propostos. Se você acredita não possuir tempo para todos, posso lhe garantir, não é problema de tempo e sim de prioridade. Se ainda assim você preferir se defender dizendo que lhe falta tempo para tudo, ao menos não esqueça de dedicar mais tempo ao amor.

Você precisará de muita energia para atravessar o deserto e subir a montanha. Acredite, a travessia valerá a pena, e a escalada revelará cenários inesquecíveis e reflexões fundamentais. Lembre que: Seus filhos crescem, os amigos partem, o corpo envelhece, o sexo se modifica e a oportunidade para amar, ainda que sempre exista, nunca contará com a mesma quantidade de tempo disponível. Vida é tempo! Viva a vida na plenitude, viva com energia. Cuide do corpo, da mente e do espírito!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Amizade

amizade

“A verdadeira amizade é um caminho de mão dupla. Quando o sorriso de seus amigos lhe fizer duplamente feliz, quando a vitória do seu amigo é a sua própria vitória, aí você saberá que tornou-se um amigo de verdade.”

A palavra amigo deriva do latim amicus, com o significado de preferido, amado. De fato, a palavra amigo deriva do verbo latino amare, em português, amar.

Amizade, portanto, é uma forma de amor. Um amor sincero, leal, transparente e incondicional.

A amizade é, depois do amor materno, a mais bela expressão do amor incondicional.

Claro que estou falando da amizade verdadeira, desta amizade que é um tipo verdadeiro de amor não erótico e desvinculado de qualquer necessidade de parentesco.

Não que amizade e erotismo não possam conviver juntos, mas quando desejos de ordem sexual entram em jogo, deixamos a esfera da amizade e entramos nos domínios da atração, da paixão e, não raro, do amor.

Nem todas as pessoas que chamamos de amigos vivem uma amizade conosco. Temos mais conhecidos e colegas que amigos. Sendo uma forma de amor, a amizade verdadeira é tão rara quanto o amor verdadeiro, mas existe!

Amigo de verdade não é aquele que diz o que você quer ouvir. Amigo de verdade é aquele que diz o que você precisa ouvir! Ele arrisca a amizade pelo seu bem. Aquilo que você quer ouvir, seus inimigos estão prontos para lhe dizer a qualquer instante, especialmente se isso for incitar a sua vaidade e encaminhá-lo mais rápido para as armadilhas destinadas aos egos inflados.

Um amigo de verdade arrisca a própria amizade em nome da sincera tentativa de lhe fazer enxergar a verdade. Ele pode lhe dizer coisas que doam profundamente e que lhe façam ter a reação infantil e ingrata de romper a amizade com ele, mas mesmo assim ele diz o que precisa ser dito.

Como seres humanos incoerentes que somos, preferimos pessoas que nos digam doces mentiras a nosso respeito e sobre nossa vida, e não pessoas transparentes e corajosas o suficiente para apontarem nossas ilusões e defeitos. Reconhece-se um amigo por sua coragem em dizer-nos o que precisa ser dito, mesmo sabendo que poderá receber ingratidão, raiva e rompimento da amizade como “pagamento” por sua sinceridade.

Não pense que amigo é somente aquele que lhe oferece o ombro na hora em que você mais precisa. Muitas pessoas são ótimas “amigas” quando você está por baixo. Consolar pessoas as fazem sentir-se importantes. Mas esses mesmos “amigos” talvez não tolerem o seu sucesso e seus momentos de felicidade, sentindo-se inferiores e questionando o seu direito a ser feliz.

Amigo de verdade não é somente quem te consola quando você chora, mas quem se alegra ao ver você sorrir!

Amigos que só estão com você para usufruir de benefícios e outras amizades que você possui não são amigos, são pessoas interesseiras e calculistas. Se você possui qualquer vantagem, observe se as pessoas a quem você chama de amigos não estão a seu lado apenas por causa dessa vantagem. Elas estão com você por você e apenas por você? Ou estão com você por quem você é, por quem você conhece, pelo que você sabe, ou pelo que você possui?

Amizade verdadeira possui um interesse interessado e não interesseiro. Um amigo de verdade está interessado em te ver feliz e não age de maneira interesseira buscando ser feliz através de você.

Um amigo multiplica os seus momentos felizes, diminui seus momentos de dor, adiciona força e inspiração no seu caminho e divide as coisas com tamanha alegria que te faz ter a certeza de jamais estar sozinho.

Duas situações simultâneas fazem você conhecer os seus verdadeiros amigos: quando você mais precisa e nada tem a oferecer em reciprocidade.

O verdadeiro amigo possui a capacidade de ver através de você, ele te conhece profundamente, e continua apreciando a sua presença, seja qual for o saldo entre suas virtudes e defeitos.

A única solidão real que existe no mundo é a ausência de uma amizade verdadeira. Um verdadeiro amigo fará por você o que nenhuma outra pessoa, mesmo os familiares farão, porque os laços da verdadeira amizade costumam ser mais fortes que os laços sanguíneos. Se você estranhou esta frase, deve estar vivendo uma das situações: ou possui familiares que vão muito além dos laços sanguíneos, amando-o verdadeiramente e sendo seus amigos, ou ainda não encontrou a verdadeira amizade.

Se alguém da sua família, além de ser seu parente é também seu amigo, então você conhecerá o verdadeiro sentido da palavra irmão e entenderá o que toda família deveria ser. As melhores mães são aquelas que, sem abandonar o posto de mães, são também amigas. Os melhores pais seguem a mesma regra assim como os melhores irmãos, primos e tios. São pessoas tão amigas, que, por vezes, até esquecem que existem laços sanguíneos, já que os laços do espírito são incrivelmente mais fortes. O parentesco é uma consequência, a amizade uma conquista.

Importante notar que essas amizades verdadeiras, algumas vezes são pressentidas no momento em que conhecemos a pessoa, mas como as melhores árvores frutíferas, oferecerão os melhores frutos na maturidade. Amizade é um processo que se constrói, fortifica e solidifica através do tempo.

O cristianismo convida a amar aos inimigos e, sem dúvida, é nobre o coração que não manifesta ódio aos que se apresentam como inimigos, mas por razões de bom senso, na vida prática é melhor considerar a frase desta maneira: Amai os vossos inimigos, mas não os confunda com amigos.

Falso amigo

Um falso amigo é muito mais perigoso que um inimigo declarado. A falsidade e a hipocrisia são as armas mais sórdidas utilizadas por pessoas que não respeitam o seu ser e que pretendem usar você em benefício próprio. Não confunda inimigos com amigos, isso põe em risco a sua vida.

Não se entristeça se você possui poucos amigos verdadeiros. Amizade se mede em qualidade e não em quantidade. Dedique-se a ser um amigo verdadeiro das pessoas à sua volta. A arte de fazer amigos verdadeiros depende de aprender a ser amigo de verdade. A verdadeira amizade é um caminho de mão dupla.

Quando o sorriso de seus amigos lhe fizer duplamente feliz, quando a vitória do seu amigo é a sua própria vitória, aí você saberá que tornou-se um amigo de verdade.

Com amigos de verdade você jamais será destruído, porque parte da sua força e do seu tesouro estarão sempre guardados em lugar seguro: no coração dos seus amigos.

A amizade é a maior prova de que você acredita na vida. E mesmo que um dia, abatido por circunstâncias inesperadas, sua crença na vida fique abalada, uma mão virá em sua direção acompanhada de um sorriso: seus amigos não deixaram de acreditar em você.
Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não acredite no fracasso

fracasso

A vida não é feita somente de vitórias. E os fracassos não são tão ruins, basta não dar a eles mais importância do que possuem!

Se você estiver vivendo plenamente (viver plenamente inclui assumir riscos responsáveis) é bem provável que você fracasse algumas vezes. Isso é normal e positivo. Sim, é normal, pois fracassar é parte do processo de aprendizagem. Thomas Edison fez inúmeras tentativas em que fracassou até conseguir inventar a lâmpada elétrica. Perguntado sobre suas falhas, ele respondeu: “Apenas descobri inúmeros caminhos que não serviam ao meu propósito, mas sem percorrê-los não chegaria ao meu êxito!”.

A vitória é uma tentativa que deu certo, as demais foram um ensaio necessário. Quem não ensaia, não estréia!

Fracassar é também positivo porque lhe impede de contrair a doentia ideia de infalibilidade. Todas as pessoas que não querem falhar nunca, além de falharem com mais frequência, sentirão dores muito mais profundas a cada falha.

A maior parte dos fracassos advém de tentativas de acerto e, portanto, são nobres, não pobres!

A pobreza não reside no fracasso, mas em considerá-lo definitivo. Um fracasso somente será definitivo se você desistir de tentar novamente. Então a conclusão é simples – na vida, nunca desista do que vale realmente a pena, só desista daquilo que não vale. A sabedoria está em saber a diferença.

E esta diferença é facilmente percebida com o passar do tempo.

Se você desistir do que vale a pena encontrará fracasso e tristeza duradouros. Se você persistir no que vale a pena, encontrará sucesso e felicidade verdadeiros.

E ainda, se você insistir no que não vale a pena, encontrará sofrimento, mas se desistir encontrará alívio.

Não fuja do fracasso, apenas dedique-se ao sucesso! Na vida, fugir é uma ilusão, suas questões interiores irão com você aonde você for.

Se você fracassou, aproveite a lição contida no fracasso: a oportunidade de aprender e recomeçar com mais experiência!

O fracasso não é uma condenação, é uma parada para reflexão. Os aviadores se preparam para arremeter (subir rapidamente) em todo e qualquer pouso. Podemos dizer “brincando” que um pouso é uma arremetida que “fracassou”…

Esteja preparado para arremeter sempre que perceber que não vai pousar com sucesso…

Levante! Tente outra vez. Tente diferente. Tente com mais intensidade. Tente o que ainda não tentou!

Todas as pessoas de sucesso devem muito mais a seus fracassos que a qualquer outro estímulo em suas vidas!

Não se coloque na posição de vítima rotulando-se de fracassado. A maioria dos cantores de sucesso que você admira, receberam dezenas de “portas na cara” antes que você pudesse ouvi-los no rádio ou na TV. Muitos dos maiores escritores do mundo tiveram seus originais  rejeitados por editores que não compreenderam o conteúdo que tinham nas mãos.

Muitas vezes o fracasso de alguém é apenas a incapacidade dos outros de perceberem uma ideia, um comportamento, um talento ou um valor muito à frente deles mesmos.

Se você estiver à frente de seus amigos, de sua família, de sua empresa e/ou do seu tempo, poderá ser visto como um fracassado quando, na verdade, eles é que fracassaram em compreender você!

O fracasso não existe… A não ser para aqueles que se culpam por terem tentando, sem obter êxito e, numa atitude covarde, desistem de tentar outra vez!

Não devemos ser reféns do medo, mas se você tiver que cultivar algum, cultive o medo de ser covarde! Seja corajoso! Corajoso não é que não sente medo. É quem avança apesar do medo.

Fracasso significa apenas: hora de reavaliar e redesenhar o caminho.

O fracasso é algo natural. Se você nunca fracassou preocupe-se! Você deve estar tentando pouco e inovado quase nada.

Se você fracassou muitas vezes, por razões muito semelhantes, observe se há um fator comum a ser corrigido nos fracassos recorrentes, algo que você não ainda aprendeu das vezes anteriores.

Se você aprendeu e aprende muito com seus fracassos, bem vindo e bem vinda ao seleto grupo de homens e mulheres que fazem a diferença no mundo!

Assim como não existe um romance sem lágrimas, a vida também não é feita só de vitórias, se fosse, não haveria mérito algum.

Enquanto você ensaia para o sucesso deixe que os fracos acreditem que fracassaram, mas a todos que você encontrar pelo caminho, seja generoso e explique:

- Acorde! Se você chegou até aqui, pode ir mais longe! – Levante-se e siga!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Aprendendo com a ignorância

autoconhecimento

Devemos nos dedicar com entusiasmo a toda e qualquer possibilidade de diminuir a nossa gigantesca ignorância a respeito de tudo!

A postura do eterno aprendiz é, ao lado do amor, a  maior fonte de alegria e prazer na nossa existência. Ambas, para serem plenas, devem estar associadas à postura de servir, ser útil à vida e às pessoas.

Quanto mais aprendemos mais se revela a nossa profunda ignorância sobre as coisas, fato que não deve nos deprimir, mas incentivar a continuar buscando e aprendendo. Ficarmos deprimidos com aquilo que não sabemos é perda de tempo e energia. A ignorância quando reconhecida é a porta de entrada para o conhecimento consciente. Ignorar é bom quando sabemos que ignoramos, quando não ignoramos nossa própria ignorância!

Aquilo que não sabemos não deve ser fonte de tristeza, mas ponto de partida para a felicidade. Descobrir é experimentar um tipo especial de felicidade. O conhecimento enobrece, liberta e alegra! A depressão é a ignorância que se entrega enquanto a sabedoria é a ignorância que entrevista a vida sobre seus segredos…

O que temos consciência de que não sabemos já podemos buscar aprender, e isso é ótimo. A área de sombra está em desconhecer o que não sabemos. A ignorância que ignoramos é a verdadeira ignorância!

Por isso é necessário o convívio com as outras pessoas, quanto mais diferentes de nós, melhor. Isto é de vital importância para o nosso desenvolvimento. Através das lentes da diferença, podemos entrar em contato com aquilo que desconhecemos. O convívio com o outro revela dimensões da vida e de nós mesmos que seriam de difícil acesso só pelos nossos caminhos.

O universo do outro, sua forma particular de ver, sentir e viver a vida pode nos despertar das nossas ilusões sobre o conhecimento das coisas. Observar que existem múltiplos caminhos para responder uma questão, resolver um problema e superar uma dificuldade nos liberta do perigo do pensamento único, da megalomania de acreditar que temos, não somente as respostas, mas detemos a verdade.

A verdade do outro é um ótimo antídoto para as nossas ilusões de verdade. Precisamos do outro para enxergar a nós mesmos de outra perspectiva, menos vaidosa, menos egoísta e narcisa, desde que o outro seja sincero em sua interação conosco. Pessoas que nos endeusam não colaboram com nosso crescimento. Quanto mais eu vivo mais prefiro a crítica sincera ao elogio paternalista. Cresço com as críticas, me alegro com os elogios (quando lúcidos), mas me alimento mesmo é do conhecimento que surge a partir de ambos.

Tanto o elogio quanto a crítica podem estar equivocados, enviesados, mas o que importa é que trazem novos elementos ao cenário sob o qual a história viva do conhecimento está sendo escrita. Conhecer é viver e viver é reconhecer-se! Quem meditar nesta frase encontrará muito sobre si mesmo.

A ignorância é bela como ponto de partida. Nesse sentido ela é uma espécie de ingenuidade, uma fome de conhecimento. A ignorância é cruel como âncora. Como âncora ela pode fazer com que você fique confortavelmente preso á segurança do cais. Nenhum barco é construído para ficar junto ao cais, sua função é navegar!

Nenhum ser humano deve ficar ancorado às suas certezas sem antes navegar pelos oceanos das possibilidades do conhecimento, considerar e compreender de maneira empática, outros horizontes, outras culturas, outras religiosidades, outras escolhas.

A sabedoria não depende de erudição, de formação acadêmica ou cultura enciclopédica. Sabedoria é um estado de espírito diante do conhecimento da vida, ela está presente em pessoas que nunca frequentaram a escola e ausente em muitos Phds. Quantos deles publicam suas falsas certezas, mas têm medo de publicar suas dúvidas?

Tenho muito mais receio das certezas que das dúvidas. Penso que a dúvida já não seja ignorância, mas início do caminho da sabedoria.

Até mesmo a fé contém a dúvida, embora a fé seja a certeza que resta quando todas as outras deixam de existir. E, mesmo considerando que a fé seja uma certeza além das certezas, sempre existirá a dúvida: por que caminhos Deus se manifestará? Sabemos da sua presença e da sua ação, mas ousaríamos dizer que temos certezas sobre os caminhos que Ele utilizará diante de determinada situação?

Uma fé verdadeira, mas humilde, reconhece-se impossibilitada de compreender a plenitude do conceito de Deus e suas possibilidades de atuação.

Conviver com a presença da dúvida sem utilizá-la como desculpa e vivê-la como ponto de partida e não uma âncora é fundamental para ser feliz. Pessoas mergulhadas em certezas ou em dúvidas se esquecem de tirar a cabeça para fora da “água” e respirar para continuar vivendo.

A dúvida é amiga do cientista, do artista e de todas as pessoas que de maneira sincera e humilde se apresentam cheias de perguntas diante do maravilhoso mistério da Vida!

Ignorar também é bom, desde que reconheçamos a presença da ignorância. Ignorar a nossa própria ignorância equivale a uma sentença.  Reconhecê-la nos liberta para aprender…

Aqueles que se sentem satisfeitos com sua própria ignorância e nada fazem pra vencê-la empobrecem sua vida e o mundo. Somente os insatisfeitos e inquietos com suas dúvidas, somente os que buscam o conhecimento podem ajudar a construir um mundo melhor, primeiro o mundo interior e, na sequência, o mundo ao seu redor.

Conhecer é viver e viver é reconhecer-se!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Por que ninguém me entende?

entendimento

Todos nós já nos sentimos incompreendidos algumas vezes em nossas vidas – até aí, tudo bem. O problema começa quando somos (ou nos sentimos) frequentemente incompreendidos. Nestes casos, muitas coisas podem estar acontecendo, nas diferentes fases e situações de nossas vidas.

O Escritor Antoine de Saint-Exupery (1900-1944), autor do famosíssimo “O Pequeno Príncipe” disse: “a linguagem é a fonte dos mal entendidos”. Esta é a causa mais comum da incompreensão – mesmo quando falamos o mesmo idioma, cada um de nós reage emocionalmente, e não apenas racionalmente, às palavras.

Nossa história de vida, nossas crenças e valores dão “peso” diferente às palavras que dizemos e ouvimos. Dizer: – E aí mano? Pode ser entendido como uma saudação ou como uma ofensa, dependendo de quem diz, de quem ouve e sob que circunstâncias a frase foi dita. Assim acontece com tudo o que dizemos. Amor não significa a mesma coisa para todas as pessoas, embora todos tenham uma noção do significado geral da palavra amor. Mas dizer amor quando se está amando é diferente de dizer “amor” quando não se está. Usamos as mesmas palavras para coisas muito diferentes. As pessoas dizem “eu amo sorvete” e logo depois dizem “eu amo você”. No primeiro caso a palavra expressa uma sensação, na segunda “deve” expressar um sentimento.

É muito frequente que as pessoas pensem estar se fazendo entender e sendo entendidas, quando, na verdade, não estão. Especialmente quando você está falando sobre uma experiência muito particular que você viveu e o outro não. Embora a outra pessoa diga entender o que você está sentindo, ela está apenas fazendo o exercício de imaginar-se no seu lugar. O simples fato de imaginar a si mesma em seu lugar, já causa interpretações diferentes: ela não é você!

Como disse Charles Baudelaire (1821-1867), poeta francês precursor do Simbolismo, “Somente por causa de más interpretações generalizadas é que todos se entendem; por isso as pessoas se entendem, mas nunca concordam”!

Porém, a maior dificuldade está no nível de consciência. Compreender é um ato de respeito, se as pessoas não te respeitam e/ou você não respeita as pessoas, a compreensão será impossível!

Ninguém pode compreender outra pessoa se somente ouve, mas não escuta. Ouvir e escutar são coisas totalmente diferentes. Ouvir está ligado à capacidade da audição, escutar está ligado à capacidade e à dedicação em prestar atenção e procurar entender.

Quem te ouve, mas não te escuta, jamais irá te entender!

Um dia você está em uma festa, onde reencontra muitos dos seus amigos, alguns de infância, outros de adolescência, amigos com os quais você tinha profunda afinidade, e dos quais sentia uma grande saudade. Porém, uma coisa estranha acontece: vocês não conseguem mais estabelecer um diálogo prazeroso e duradouro. É como se você não se reconhecesse mais no cenário, é como se aquela pessoa não fosse “aquele” seu amigo, de quem você sentia tanta saudade…

O que houve?

Por que estas pessoas não te entendem mais?

Por que você não entende mais estas pessoas?

A “pessoa” de quem você sentia saudades não existe mais, ela mudou, você mudou. A afinidade que havia naquela fase da vida não se transfere automaticamente para o dia de hoje. Se vocês estiverem em níveis de consciência muito diferentes, aquele que cresceu, amadureceu e evoluiu mais, se sente incomodada com as futilidades dos imaturos. E, os imaturos, por sua vez, vão achar que a pessoa mais amadurecida ficou chata, velha, sem assunto…

São dois universos tão distintos que não se compreendem mais. Podem conviver educadamente, mas já não buscam mais o convívio, um do outro.

Quando as pessoas não se admiram e não se respeitam, passam a se desentender com extrema facilidade.

Talvez, analisando seus relacionamentos com sua família, amigos, colegas de trabalho e com a pessoa a quem você ama, você possa pensar:

- Que droga, ninguém me entende por inteiro! Algumas pessoas me entendem em algumas coisas, mas não entendem em outras… Não encontro a identidade que preciso para me relacionar…

Bem vindo ao mundo real!

E, uma pergunta:

Você entende alguém por inteiro?

Francisco de Assis dizia que devemos buscar mais compreender que ser compreendidos! Este é um ótimo começo, afinal na vida, é dando que se recebe…

A admiração e o respeito criam um “lugar comum” onde podemos vencer as barreiras da comunicação, ouvindo com o coração e escutando com toda a nossa alma. Nesse lugar, o amor e a amizade são plenamente possíveis!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Solidariedade e Fraternidade

solidariedade-fraternidade

Quando pensamos no Natal, sentimos no ar uma atmosfera especial. Não é pelas festas, não é pelos presentes… É pelo Aniversariante.

Nos aniversários costumamos dar presentes aos aniversariantes… Mas que presente dar a Jesus?

Mesmo que você não seja cristão, esta reflexão também se aplica, afinal a mensagem de Jesus não se dirige apenas aos cristãos, ela é universal.

Uma prova disso é que um dia, Mahatma Ghandi, cuja religião era o hinduísmo, disse:

“Se perdêssemos todos os livros sagrados do mundo e salvássemos apenas as doze linhas do Sermão da Montanha, não teríamos perdido nada. Mesmo não sendo cristão eu admiro muito a Jesus!”

Quando damos presentes a um aniversariante querido, um amigo, uma amiga, não nos importamos se ele possui a mesma religião, a mesma etnia ou a  mesma preferência sexual que nós manifestamos. Se a pessoa em questão é nossa amiga, isso basta.

Jesus é o Divino Amigo de todos nós, Ghandi foi advogado da causa da humanidade e a sua proposta de não violência (ahimsa) beneficiou a todos.

Se fôssemos dar um presente de aniversário a Ghandi, provavelmente lhe ofereceríamos um presente que representasse a não-violência. E para Jesus? Que presente de aniversário ofereceríamos?

Os recentes acontecimentos climáticos que abalaram Santa Catarina talvez nos ofereçam a resposta. Muito mais rápido que o governo e as demais autoridades, muito mais rápido que as redes de rádio e televisão, agiram as pessoas comuns, pessoas que na linguagem cristã denominaríamos de “os semelhantes” e o “próximo”.

Há vários tipos de “semelhantes” e de “próximos”…

Há os semelhantes que se assemelham e, por estarem vivendo a mesma situação, manifestam uma solidariedade quase que espontânea, fruto da empatia de estarem vivendo dores e traumas profundamente similares. Mas, mesmo neste primeiro caso, vale observar que estas pessoas agiram baseadas na fraternidade e não motivadas por egoístas reações do tipo “primeiro eu, minha família e minhas coisas”. Presenciamos casos de pessoas que perderam muitos de seus bens, exatamente enquanto ajudavam seus vizinhos a salvarem os deles! Este é um exemplo maravilhoso de desprendimento, de amor incondicional ao próximo.

Há os semelhantes que mesmo sem estarem vivendo uma situação idêntica ou parecida já treinaram a mente e o coração nas disciplinas da empatia, do amor e da solidariedade e “entendem” a dor do outro, mesmo sem terem vivenciado algo parecido.  Para as pessoas de bom ânimo (outra expressão cristã) bastam as pequenas dores para compreenderem e se solidarizarem com outras menores e maiores que as suas.

Há o fisicamente próximo, o vizinho e há o espiritualmente próximo, que pode estar em qualquer parte do mundo e se mobiliza procurando maneiras de ajudar e ser útil.

Da mesma maneira há semelhantes “desassemelhados” e próximos distantes, pessoas que sejam quais forem as circunstâncias envolvem-se apenas com o que é de seu interesse imediato: interesse interesseiro.

Felizmente, o que vimos em Santa Catarina foi solidariedade, empatia, gratidão, união em proporção suficiente para desconsiderarmos os casos egoístas que não faltariam na expressão humana no planeta.

Solidariedade é um amor que não é solitário, nem egoísta, é um amor que se importa. Não é o amor do ciúme, da posse e do controle, que não deveria sequer ser categorizado como amor, mas é tratado como se fosse.

Fraternidade é um sentimento e uma atitude de irmãos (frater em grego é ao mesmo tempo uma denominação de amor e de irmandade).

Jesus convidou-nos incessantemente à solidariedade e à fraternidade. O Divino Amigo foi solidário e fraterno em todas as narrativas que a tradição nos trouxe através dos evangelhos.

Encontramos o presente que podemos oferecer ao aniversariante, vamos chamá-lo de “efeito Santa Catarina”. Este presente é o exemplo vivido e sentido de todos os seres humanos que imediatamente se identificam com seus irmãos de caminhada humana e se movem, saem de suas zonas de conforto e vão imediatamente em direção daqueles que sofrem e precisam de auxílio. Aquelas senhoras que deixavam suas casas para ir cozinhar para a multidão de desabrigados, os bombeiros que infatigavelmente participavam das buscas, os voluntários que descarregavam centenas de caminhões de donativos, enquanto outros tantos faziam o trabalho de triagem do que chegava, sem nunca ter tido esta experiência antes.

O ocorrido em Santa Catarina, só não vê quem não quer, possui, ao menos, duas grandes causas, a ingenuidade de construir casas nas encostas, acreditando que nunca haverá novamente tanta chuva ao ponto de que elas desabem de novo e, a falta de respeito com que a humanidade vem agredindo o equilíbrio do planeta, mudando o clima e o equilíbrio das forças da natureza. Estamos destruindo o Jardim do menino Jesus…

Neste Natal, como presente ao Menino Jesus, podemos nos propor a reconstruir o seu jardim, mudando nossas mínimas atitudes com relação ao consumismo e a maneira como usamos os recursos não renováveis e, ofertarmos a ele a fraternidade e a solidariedade que Ele Próprio nos ensinou, não apenas com sangue, suor e lágrimas, mas, sobretudo, com imenso amor.

Feliz aniversário Jesus, nós vamos reconstruir o seu jardim e copiar e multiplicar o efeito Santa Catarina em todas as situações do dia a dia, fazendo uma verdadeira corrente do bem, uma corrente que não aprisiona, somente liberta!

Jesus, rega o jardim que começamos a replantar, regando primeiro o solo do nosso coração para que nele floresçam as árvores da fraternidade e da solidariedade, as flores da paz e da compreensão e, sobretudo, os frutos doces do amor com que nos educaste!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.