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Arquivos da categoria: qualidade de vida

Sem tempo para ser Feliz?

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Felicidade é um estado de espírito presente. Não podemos ser felizes no passado, porque o passado é apenas uma lembrança, tampouco podemos ser felizes no futuro porque o futuro é apenas uma promessa.

Felicidade é algo que acontece em um tempo chamado “agora”!

O tempo não é o mover dos ponteiros do relógio, mas sim como nós percebemos, vivemos e sentimos este intervalo.

O tempo medido é diferente do tempo vivido!

Já notou que há meses que passam depressa e outros que demoram a passar? Anos que voam e outros que “engatinham”? E no final acabamos sempre declarando:

– “… não tive tempo para nada!”.

Ficamos tão envolvidos com as dificuldades que não sobra tempo para sermos felizes.

O problema não é o tempo, somos nós. Excesso de tempo medido para pouco tempo efetivamente vivido!

Ficamos vítimas da sucessão de fatos cotidianos, de uma rotina que passa a ser automaticamente repetida, sem que tenhamos consciência dela. Vivemos cada dia como quem troca a marcha do carro, num verdadeiro automatismo. E, depois, quando olhamos para trás, vemos que muito tempo se passou e muito pouco se realizou; o tempo medido é enorme, mas o vivido é muito pequeno!

Sejamos sinceros, estamos de fato vivendo ou só medindo o tempo?

O tempo é um só. Nossas referências e vínculos emocionais com ele é que mudam: nossas lembranças são o passado, nossas oportunidades são o presente e nossas esperanças são o futuro.

Quando dizemos que estamos sem tempo para ser feliz, isto é uma declaração de que fomos engolidos pelo dia-a-dia e pelos problemas não resolvidos. Deixamos de respirar o ar da alegria e de colher as flores do jardim do Hoje!

Fugir para as lembranças é uma de nossas principais fraquezas. Nada garante que nossas lembranças felizes (ou não) vão se repetir. Não é porque algo deu certo de determinada maneira, em determinada época, que dará certo de novo em outra época, sob novas condições.

Apegar-se a momentos felizes, ou ficar preso a momentos dolorosos do seu passado somente limita as suas oportunidades de ser plenamente feliz no presente.

Ninguém além de você é responsável por sua felicidade. Outras pessoas podem colaborar, mas ninguém pode ser feliz por você!

Este momento maravilhoso chamado “agora” tem o poder de construir o futuro que você deseja e também de reverter ou anular os efeitos negativos dos seus equívocos do passado.

Um simples pedido de desculpas feito agora pode eliminar todo um passado de tristezas e mágoas.

Um ser humano fantástico com uma missão muito nobre, chamado Paramahansa Yogananda escreveu as seguintes linhas:

“Viva completamente cada momento presente e o futuro tomará conta de si mesmo. Viva intensamente o maravilhoso, o belo de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais você fizer isso, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.”

Quando estamos dirigindo numa estrada, nossa meta está à nossa frente, temos que nos preocupar com o pedaço de pista que estamos cruzando; uma distração e podemos não chegar ao nosso destino. É claro que uma ou outra olhada no retrovisor é necessária, mas fixar-se nele e tentar dirigir para frente olhando para trás é, no mínimo, imprudente.

Por falar em retrovisor, é comum a frustração que a maioria de nós experimenta ao olhar para o passado, aquele “algo” que fizemos ou deixamos de fazer. Lembre que a cada dia, a vida nos oferece uma página em branco para que, de próprio punho, possamos escrever a nossa própria história.

O que você escreveu hoje? Você está disposto a assinar o que está escrevendo?

No futuro você estará olhando para esta “página” pelo retrovisor do tempo… Será que você irá constatar que dedicou tempo para ser feliz?

Use seu tempo em favor da vida. Não perca tempo com reclamações, mágoas, sentimentos de inferioridade, baixa autoestima, preconceitos e atitudes de autodestruição. Isto é uma forma lenta de suicídio. Fazendo isso você está se matando aos poucos. Primeiro morrem seus sonhos, depois a sua motivação, depois a sua atitude e, assim, dia-a-dia você vai destruindo suas possibilidades de ser feliz.

Dedique-se a ter tempo para ser feliz. Liberte-se! Caminhe mais leve pela vida. Na bagagem, traga somente o necessário, as coisas que ajudam a viver e a construir as condições para ser feliz. As coisas passam, o tempo passa, mas você não passa… Invista em você e em sua felicidade.

Felicidade não é possuir tudo o que você deseja, mas aprender a amar tudo o que você possui. Para ser feliz você precisa somente de três coisas: amar o que você faz, sentir sua importância e a dos outros no cenário da vida e uma forte atitude para tornar as coisas que estão ao seu alcance melhores do que elas eram antes da sua chegada.

Felicidade é uma porta que se abre de dentro para fora. Ao abrir esta porta, o que você tanto espera poderá, finalmente, entrar!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A vaidade

vaidade

“[...] vaidade das vaidades, tudo é vaidade, tudo é correr atrás do vento [...]”

Todos nós, independente da nossa religião, deveríamos ler Eclesiastes. As grandes reflexões e as grandes verdades são patrimônio da humanidade, não pertencem a esta ou aquela escola religiosa.

A questão da vaidade é uma das grandes questões a serem resolvidas em nossa jornada de espiritualização. Uma imensa variedade das ações, sonhos e anseios da humanidade não passam de delírios do ego e resultam somente em “correr atrás do vento”.

Nós achamos graça de um cachorro correndo atrás do próprio rabo e nos esquecemos que estamos correndo atrás do vento. Nesta época de culto às “celebridades” nunca se correu tanto atrás do vento.

A verdade é que precisamos de pouco, muito pouco, para sermos felizes, mas a vaidade nos faz acreditar que é preciso muito. Somos todos pequenos aprendizes na arte de viver, mas a vaidade nos faz acreditar sermos grandes PHDs.

Deixar a vaidade no comando nos conduz a desastres existenciais por uma razão muito simples: ela nos afasta da nossa essência para nos iludir com um mundo de aparências.

Não falo da vaidade que é sinônimo de cuidar de si mesmo, de procurar estar bem, de bem com a vida, sentir-se em harmonia estética. Isto, dentro dos limites do bom senso e da moderação, é sinal de saúde emocional, não de patologia.

A vaidade perigosa é aquela que caminha paralelamente à ignorância, arrogância e orgulho. Esta vaidade cega e ensurdece as pessoas. É uma força magnética com tal atratividade, frente às pessoas menos preparadas para reconhecer ilusões, que não espanta o número de vidas que destrói todos os dias. Esta vaidade te coloca no alto e depois retira a escada: o tombo e as consequências são inevitáveis…

A vaidade faz você acreditar ser quem você não é, e faz de você o centro do universo. Ora, o universo não possui centro e se possuísse, seria, no mínimo, megalomaníaco acreditar que ele se organizaria ao redor de nós.

A vaidade e a arrogância não são existências reais, são delírios causados pela ausência da humildade.

Quanto mais patologicamente vaidosa é uma pessoa, mais vazia é na realidade. Pessoas assim fazem do “correr atrás do vento” uma maneira de fugirem de si mesmas, fugirem do encontro que não querem ter com a realidade de suas existências comuns, absolutamente comuns, como de fato é a existência de todos nós, e isto inclui as pessoas verdadeiramente geniais.

Os gênios autênticos, os verdadeiros mestres e artistas são humildes, sequer se sentem possuidores das virtudes, habilidades, talentos e capacidades que os caracterizam. A genialidade vaidosa é caminho para a loucura, e não faltam na história da humanidade os exemplos de suas consequências (Van Gogh, Nero, Hitler, apenas para citar alguns).

A vaidade oculta o canteiro de obras da alma humana e apresenta a maquete de um edifício que não entregará jamais…

Enquanto corremos atrás do vento, das coisas que não tem importância, das conquistas irrelevantes e de “maquiagem para as olheiras da alma”, a vida passa, o tempo passa, passam as oportunidades, os amigos passam…

Vida é o que acontece enquanto corremos atrás do vento. Crescemos, abandonamos os brinquedos da infância, mas os substituímos por brinquedos perigosos, brinquedos que destroem: uma vida de sensualidade, uma vida materialista, uma vida de aparências.

Nos brinquedos da sensualidade, as pessoas buscam aventuras efêmeras para sanearem o vazio de corações que não aprenderam a amar. Nos brinquedos de uma vida materialista, as pessoas buscam na roupa cara e no carro luxuoso disfarçar o modelo antiquado do ser “empobrecido” por falta de alimento para a alma. Na vida de aparências, as pessoas embarcam em uma viagem que as distancia cada vez mais de onde querem chegar.

Nada poderá suprir suas carências, preencher seu vazio interior e conduzi-lo aonde você quer chegar, enquanto a vaidade estiver no comando.

A vaidade mente, ilude e distorce – estas são as suas artimanhas – faz você pensar que é o máximo para te ver reduzido ao mínimo…

Vença a vaidade e você começará a “correr” atrás de coisas que valem a pena serem conquistadas. Aliás, não precisará correr, porque elas estão ao alcance do pensamento e do coração, todas as outras conquistas autênticas são consequências do despertar da consciência e da capacidade de amar.

Corações vaidosos não amam sequer a si próprios! Corações vaidosos e mentes vaidosas apenas enganam, primeiro a si mesmos, depois aos outros…

Pare de correr atrás do vento, até os loucos desistem de alcançá-lo…

Por que você insiste?

No exato momento em que você se libertar da ilusão da vaidade, verá a sua real imagem refletida no espelho da existência: não se assuste! O fato de não ser quem você achava que era é irrelevante. O importante é o fato de que você pode tornar-se alguém pleno, desperto e humilde e, então o vento soprará a seu favor e você não precisará mais persegui-lo…

Aqueles que puderem entender, que entendam… Assim é o Eclesiastes, assim é a vida…

Ah, a propósito, a maior das vaidades é acreditar não possuí-la!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

5 dicas simples para o dia a dia

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Passamos tanto tempo complicando as coisas na vida, que nos esquecemos como é fácil simplificá-las.

Nada substitui a paz e o bem-estar de uma vida simples. Considere que quanto mais coisas você possui, mais tempo precisará dedicar a cuidar delas e mantê-las.

Assim a primeira dica simples para o dia a dia é:

1 – Abandone aquilo que não faz sentido, não faz diferença, não faz falta e não faz bem.

É preciso coragem, disposição, humildade e muita força de vontade para abandonar as coisas. Nós nos apegamos demais!

Apego não faz bem à vida, a verdadeira riqueza consiste em aprender a ter sem possuir…

Considere as coisas e situações como transitórias; acostume-se a abandonar as coisas, partindo sempre daquelas que você já percebe como menos necessárias. Comece limpando as gavetas, separando no guarda-roupa as roupas que não tem usado nos últimos meses. Parece incrível, mas organizar gavetas e guarda-roupas ajuda a organizar as ideias e, em consequência, a própria vida. Quando você coloca o princípio da organização em movimento, tudo melhora. Felicidade, paz e bagunça não combinam.

Lembre-se de abandonar aquilo que não faz bem. Isso inclui certos tipos de conversas, leituras, amizades, hábitos.

2 – Fique somente com o que agrega e eleva. Mantenha o necessário, somente o necessário.

Você não precisa ser extremamente minimalista, ao ponto de ter somente o absolutamente necessário. Há espaço para certo supérfluo não prejudicial na vida de todos nós (apenas não se apegue a ele). Mas procure manter somente o que vale mesmo a pena, os CDs e DVDs que valem à pena, os livros que valem à pena, as amizades que valem a pena, as lembranças e sentimentos que valem à pena, e assim por diante…

Lembre-se de manter os bons pensamentos, os bons sentimentos, as boas atitudes e o esforço para conquistar o direito de realizar seus sonhos!

É preciso manter a fé, a esperança, a autoestima, o amor e a certeza de que tudo pode e deve melhorar!

3 – Concentre-se em tornar as coisas mais simples.

A disciplina é difícil de implantar num primeiro momento, mas conquistada, torna a vida muito mais simples e produtiva. Com disciplina, tempo e dedicação você encontra os recursos e caminhos para fazer tudo o que deseja e aprende a fazê-lo de uma forma que lhe traga muito prazer e alegria.

Simplifique os relacionamentos, espere um pouco menos das pessoas, não estabeleça expectativas muito elevadas. Cada pessoa possui uma forma de ser e um tempo para poder avançar e alcançar novos estágios de relacionamento, compreensão e atitude. Seja gentil com as dificuldades dos outros, encontre justificativas para as dificuldades deles com a mesma disposição e criatividade que encontra para a suas!

Você tem um colega de trabalho ou escola difícil? Simplifique as coisas, diminua as rotas de colisão. Procure entender e fazer-se entender através de um diálogo leve sem o peso e o perigo do nervosismo, da irritação e do preconceito. É possível discordar sem discussão, não participar sem agredir.

Torne as coisas mais simples, vale muito à pena!

4 – Amar sua família não significa ter os mesmos valores que ela

Dedique-se a amar a sua família, não existe acaso no mundo. Por mais que em alguns momentos possa não parecer, esta é a melhor família para você e, um dia, no futuro, você compreenderá isso. O parentesco é consanguíneo, isso não implica que as afinidades emocionais, afetivas, espirituais e de personalidade sempre estejam presentes. Amar sua família não significa que você ou eles possuem o modelo certo, não significa que precisam ser idênticos, significa que possuem uma história em comum, que pode ser melhor ou pior, agradável ou não, dependendo das escolhas que fizerem.

Escolha ser e fazer feliz. Mantenha sua identidade, defenda o que você acredita, mas aprenda a fazê-lo sempre pelos melhores e mais suaves caminhos. A utilização da força, seja em argumentos mais contundentes, seja em atitudes mais duras, deve ser sempre o último recurso.

5 – O mundo que você deseja depende de você

A imensa maioria das pessoas manifesta que não vive no mundo que deseja; que o mundo ao qual elas pertencem é muito diferente daquilo que esperavam e lhes causa muita decepção e sofrimento. Muitas pessoas dizem que quanto mais o tempo passa, maiores são as suas decepções. Bem, se quanto mais o tempo passa, mais você se desilude e decepciona – isso prova que você passou este tempo todo se iludindo e criando falsas expectativas com relação ao mundo.

Para corrigir isso, precisamos corrigir nossa maneira de olhar o mundo.

Como diz um antigo koan japonês (trecho sugerido pelos monges para meditação): “Se seu cabelo está ensebado, não adianta limpar o espelho!”

Nossas percepções do mundo ao nosso redor são profundamente influenciadas e criadas por nossas percepções do nosso mundo interior. Se quisermos um mundo melhor aqui fora precisaremos reformar o mundo que trazemos no nosso íntimo. Vale o maravilhoso conselho do Mahatma Ghandi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo!”

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Excesso de proteção desprotege!

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De quê e de quem Michael tentou se proteger durante tanto tempo?

Compreender hipóteses para responder esta pergunta pode nos ajudar, salvaguardas as proporções e particularidades, a compreender nossas próprias tentativas de autoproteção.

Quando tentamos demasiadamente nos proteger estamos, via de regra, fugindo deliberadamente de algo.

A hipótese de que Michael Jackson sofresse da chamada síndrome de Peter Pan (síndrome proposta originariamente pelo Dr. Dan Kiley em seu livro lançado em 1983 intitulado: “A síndrome de Peter Pan: homens que nunca crescem”), pode ser explicada como uma tentativa de “proteger” a si mesmo do envelhecimento.

Talvez Michael estivesse, de fato, não querendo envelhecer por sentir não ter possuído uma infância autêntica. Nesta categoria de raciocínio, quantos milhões de pessoas do mundo se enquadrariam?

Sufocado desde pequeno pela indústria do entretenimento e sob relatadas hostilizações familiares, não é difícil supor e imaginar o quanto sua infância foi prejudicada, adiada e, talvez, nunca efetivamente vivenciada.

A construção do parque temático particular “Neverland” (Terra do Nunca) parece evidenciar (salvaguardadas as possibilidades de marketing envolvidas) esta vontade de resgatar a infância e brincar em um parque privativo (desejo que muitas crianças já manifestaram, ao menos em breves momentos).

O nome “Terra do Nunca” metaforicamente aponta para a realidade do lugar “a que nunca se chega”, “nunca existe”, “nunca perdura”. Talvez, simbolicamente, o próprio cantor estivesse manifestando uma “certeza velada” de que esta infância perdida nunca seria recuperada e, que somente sonhos fantasiosos e lendas como as de Peter Pan pudessem lhe oferecer conforto pelas vias da imaginação. Vale lembrar que ele ficou profundamente magoado ao ser excluído do papel principal no filme Peter Pan.

Análises psicológicas mais profundas dos possíveis transtornos psicológicos vivenciados pelo artista não cabem em um artigo desta natureza. Porém, a pergunta que nos propomos é útil: De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Múltiplas respostas são possíveis. Ele poderia estar tentando se proteger da fama (embora não conseguindo viver sem ela), poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro com a idade adulta, do inevitável envelhecimento e até mesmo da inevitável morte.

Michael poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro consigo mesmo; hipótese que explicaria tantas cirurgias plásticas buscando encontrar uma imagem exterior que cancelasse a imagem interior que, de alguma forma, o incomodava.

Michael poderia estar tentando se proteger do passado, do presente e do futuro. Tudo ao mesmo tempo!

Um gênio, um artista brilhante, um dos maiores show-man de todos os tempos, mas um ser humano em conflitos profundos. Vivendo uma fuga da realidade tão intensa que o conduziu a todas as situações adversas e polêmicas da sua trajetória.

Não que o Homem seja apenas produto do meio, mas nenhum de nós acharia fácil ter vivido sob a pressão que Michael Jackson viveu em toda a sua vida.

O grande perigo na vida de uma celebridade é acreditar demais na imagem produzida e divulgada sobre si, perdendo a conexão com sua identidade. Isso não aconteceu somente com ele. Elvis Presley, apenas para citar um exemplo, também atravessou este abismo, Marilyn Monroe, também.

Michael cercou-se de todos os tipos de proteção possíveis e imagináveis:

1) Comprou parte dos direitos das músicas do Beatles, “protegendo” seus rendimentos;

2) Tentou “proteger” a majestade, unindo as histórias do rei do pop com o rei do rock, “casando” com a filha de Elvis Presley;

3) “Protegeu-se” dos ataques sobre sua conduta sexual e com crianças, “namorando mulheres” e tendo três filhos;

4) “Protegeu-se” das ações judiciais, fazendo, acordos milionários;

5) “Protegeu-se” dos fãs e de sua própria equipe com esquemas de segurança gigantescos;

6) “Protegeu-se” da família afastando-se dela;

7) “Protegeu-se” da dor a custa de poderosos analgésicos;

8) Protegeu-se de uma possível performance inferior à dos tempos áureos, postergando a volta aos palcos;

9) Protegeu-se da falência, leiloando bens e propondo uma nova mega turnê;

10) “Protegeu-se” de envelhecer partindo antes, de tanto se proteger…

Olhando a biografia de Michael Jackson (à qual muitos fatos novos, reais e fictícios, se somarão – já que a indústria do entretenimento não para, e se alimenta da vida e da morte de seus ídolos) nota-se um menino prodígio. Um gênio frágil, um artista capaz de levar ás lágrimas o gigante talento de Sammy Davis Jr. Um consumista extremado – consumiu de tudo e em tamanha quantidade que acabou consumindo a si mesmo.

Observando sua vida, encontramos uma criança criativa, atarefada, atormentada e pressionada por tudo e por todos, inclusive por si mesmo.

Michael viveu fugindo e se protegendo, criando, encantando, emocionando, ditando tendências, cometendo erros e acertos, sendo acusado, absolvido, caluniado, admirado.

Dormir na câmara hiperbárica (que retardava o envelhecimento) não o impediu de partir tão cedo. Excesso de proteção desprotege…

Fica aqui registrado o meu mais profundo respeito a este genial artista, cujos supostos erros não julgo, porque sequer conheço a verdade sobre os fatos. Conheço apenas os relatos, versões e notícias veiculadas. E mesmo se conhecesse os fatos, ainda assim, eu não o julgaria.

Quem de nós pode assegurar quais seriam nossas reações vivendo uma vida tão atípica quanto a destas mega celebridades colocadas na vitrine do mundo, desde a infância, frente a um público que quer o espetáculo, seja ele qual for?

De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Ele partiu cedo, deixou seu legado, mas provavelmente jamais tenha encontrado o que buscava…

E você, o que vem buscando? De quê e de quem você vem fugindo nestas tentativas infinitas de se proteger?

Acabamos todos por encontrar o que tememos e descobrindo que excesso de proteção desprotege!

Comece a viver, abandone os mitos criados por você mesmo e pelos outros a seu respeito.

“Desproteja-se”, ao menos um pouco, para viver a vida real. Abandonar a infância ou o comportamento adolescente dói. Mas dói mais tentar manter-se neles.

Crescer não é uma opção, é uma condição.

Aceite-a no melhor tempo: agora!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

É preciso energia para subir a montanha!

montanha

Já notou que na história de praticamente todos os Grandes Homens e Mulheres ligados à espiritualidade, nas mais diversas tradições da humanidade, sempre há uma narrativa sobre o deserto e a montanha?

Você precisa de muita energia para atravessar “o deserto” e subir a “montanha”.

Há períodos de “aridez” e “escalada” na vida de todos nós. Para vencê-los, precisamos associar energia física, mental e espiritual!

Há uma antiga expressão latina que diz “mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são). Somos um todo, mente, corpo e espírito precisam estar alinhados para atingirmos a nossa melhor performance.

Todos os grandes atletas, artistas e gênios da humanidade sempre foram unânimes em afirmar que precisamos estar de “corpo e alma” naquilo que fazemos para fazê-lo bem.

Tudo que existe precisa de nutrição para continuar a existir. Precisamos nutrir o corpo, a mente e a alma se quisermos possuir a energia necessária para vencer todos os obstáculos.

Não despreze as necessidades do corpo, cedo ou tarde, ele cobrará o seu preço. Um corpo sem energia pode não impedir você, totalmente, de todas as realizações, mas seguramente, tornará muito mais difícil atingi-las. Uma mente exaurida, desnutrida não consegue manter-se ativa e focada por muito tempo. E um espírito afastado da luz perde seu próprio brilho…

Lembre–se de alimentar seus três tipos básicos de existência: físico, mental e espiritual.

Para cuidar do físico lembre-se das palavras de Hipócrates, o pai da medicina ocidental: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Cuide da sua nutrição. A nutrição funcional será uma poderosa aliada na cura de muitos problemas de saúde e na obtenção de níveis superiores de energia para ir em busca de seus sonhos. Como diz a nutricionista funcional, Dra. Juliana Geraix: “Não existe dieta, apenas mudanças no estilo de vida.

Atividade física também é fundamental, você não precisa ser uma atleta, mas precisa que todos os seus sistemas funcionem muito bem. Exercícios aeróbicos, um pouco de fortalecimento muscular e muito alongamento estão entre os melhores investimentos que você pode fazer. Além de procurar ter um sono de qualidade (é preciso aprender a dormir).

Para cuidar bem da mente, reflita sobre as colocações abaixo:

O novelista americano F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940) propunha que uma mente é superior quando possui a habilidade de manter duas idéias opostas, simultaneamente, e continuar funcionando sem paralisar-se pelo paradoxo.

Nossa mente possui capacidade ideoplástica – nossos pensamentos assumem formas, se exteriorizam e criam aspectos da realidade ao nosso redor.

Quanto mais alimentamos a mente, mais ela é capaz de superar-se. Se ensinarmos uma coisa inteiramente nova para duas pessoas, uma com pouco conhecimento e outra com muito conhecimento, a que sabe mais sobre mais coisas, aprenderá primeiro. Seu cérebro possui mais conexões neurais e maiores possibilidades de associação.

A meditação e o relaxamento são maravilhosos remédios para a mente e, associados à busca constante por conhecimento, leitura e solução de problemas, continuam sendo a melhor maneira de manter nossa energia mental em alta.

Para cuidar do espírito:

Albert Einstein dizia: “Minha religião consiste em uma humilde admiração do ilimitado espírito superior que revela a si mesmo nos mínimos detalhes que somos capazes de perceber com nossas frágeis e débeis mentes”.

Nossa existência não possui apenas características passíveis de explicação somente pela ciência ou pela lógica formal. Independente de qualquer vinculação a esta ou aquela doutrina religiosa, as repercussões da força espiritual, ético-moral do Homem são inegáveis!

Experiencie o poder da oração e suas repercussões e comprove, por si mesmo, a fantástica característica transcendente de sermos humanos conectados à fonte da vida.

Amor, Entusiasmo e Fé são os verdadeiros remédios para a alma, nenhum mal pode resitir à ação conjunta destes gigantes!

Dedique mais tempo a cuidar da vida em seus três aspectos propostos. Se você acredita não possuir tempo para todos, posso lhe garantir, não é problema de tempo e sim de prioridade. Se ainda assim você preferir se defender dizendo que lhe falta tempo para tudo, ao menos não esqueça de dedicar mais tempo ao amor.

Você precisará de muita energia para atravessar o deserto e subir a montanha. Acredite, a travessia valerá a pena, e a escalada revelará cenários inesquecíveis e reflexões fundamentais. Lembre que: Seus filhos crescem, os amigos partem, o corpo envelhece, o sexo se modifica e a oportunidade para amar, ainda que sempre exista, nunca contará com a mesma quantidade de tempo disponível. Vida é tempo! Viva a vida na plenitude, viva com energia. Cuide do corpo, da mente e do espírito!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.