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Machismo, Feminismo ou Humanismo?

machismo

Vivemos a Era das Mulheres, isto é fato. Não que o mundo não fosse delas antes, mas o machismo extrapolava todos os limites.

A História da Humanidade que conhecemos está pra lá de mal contada. Na verdade, conhecemos a história contada por historiadores homens em sociedades patriarcais e machistas. Não espanta que tantas mulheres tenham sido excluídas da história oficial!

O machismo não está morto, longe disso, mas agora não é politicamente correto, pega mal… Então, os homens mais inteligentes socialmente, disfarçam.

O machismo está aí, firme e forte, característica arraigada de uma sociedade de valores muito questionáveis. Alguém pode me fornecer uma razão coerente para as mulheres ganharem menos que os homens ao exercerem a mesma função no mundo corporativo? Só existe uma: machismo – boicote à ascensão feminina.

É bem verdade que uma boa parcela dos homens melhorou muito. Temos metrossexuais, homens modernos, mais sensíveis, mais bem cuidados, mas quantos deles efetivamente dividiriam as tarefas com a mulher se uma promoção estivesse em jogo?

Quantos cuidariam sozinhos dos filhos, tornando-se “mães de gravata”, como fez meu amigo Ronnie Von?

O machismo está vivo, abalado, mas resistente. E o feminismo? Bem, as mulheres já não queimam mais sutiãs em praças públicas, nem precisam, mas uma das características menos felizes do feminismo também continua viva: a tentativa de viver como homens.

Homens e mulheres são diferentes. Apenas estas diferenças não podem coibir seus direitos básicos de igualdade social.

Copiar o modelo dos homens não é nem de longe uma boa ideia. Este modelo de mundo falido em que vivemos foi em grande parte construído por nós homens, e é fato que não é um modelo feliz!

Antes, os homens (uma parte deles, uma grande parte, mas ainda assim somente uma parte) tratavam as mulheres como objetos de seus desejos sexuais, assumindo uma atitude descartável frente aos sentimentos delas.

Agora, lamentavelmente, são as mulheres que estão agindo desta forma, vivendo suas aventuras românticas como se os homens fossem meros objetos de satisfação momentânea de desejos.

A ironia da inversão é bem justa, mas suas consequências são muito graves. Estamos de novo na contramão. Seres humanos, homens ou mulheres, não podem ser tratados como objetos. Nem o machismo, nem o feminismo são modelos coerentes e justos.

A humanidade carece de Humanismo, atitudes lúcidas que celebrem as semelhanças e respeitem as diferenças entre os gêneros sob a ótica da interdependência, da complementaridade e da ética.

Sem humanismo não haverá solução, apenas solidão!

O ser humano está só, muito só, em consequência de fechar-se nas ilusões do ego materializadas em atitudes profundamente individualistas.

A guerra dos sexos e o preconceito com as escolhas sexuais das pessoas demonstram que nossos problemas estão longe de estar mais equacionados. A sociedade está um pouco menos hipócrita, apenas um pouco menos…

Hoje é politicamente incorreto demonstrar publicamente atitudes discriminatórias, mas elas persistem.

Precisamos discutir menos os gêneros e opções e passar a celebrar mais o amor!

O amor, onde anda o mais sagrado dos sentimentos? Você ama e é amado de verdade? Tem certeza?

Tarde é que reconhecemos que não amamos o suficiente e não raro descobrimos que tampouco fomos amados…

Não existe amor na ausência de respeito. Respeito é característica do humanismo vivido e praticado.

Busque amar e ser amado. Abandone o machismo e qualquer forma de feminismo, a vida é mais que o gênero, e o amor maior que o sexo!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A vaidade

vaidade

“[...] vaidade das vaidades, tudo é vaidade, tudo é correr atrás do vento [...]”

Todos nós, independente da nossa religião, deveríamos ler Eclesiastes. As grandes reflexões e as grandes verdades são patrimônio da humanidade, não pertencem a esta ou aquela escola religiosa.

A questão da vaidade é uma das grandes questões a serem resolvidas em nossa jornada de espiritualização. Uma imensa variedade das ações, sonhos e anseios da humanidade não passam de delírios do ego e resultam somente em “correr atrás do vento”.

Nós achamos graça de um cachorro correndo atrás do próprio rabo e nos esquecemos que estamos correndo atrás do vento. Nesta época de culto às “celebridades” nunca se correu tanto atrás do vento.

A verdade é que precisamos de pouco, muito pouco, para sermos felizes, mas a vaidade nos faz acreditar que é preciso muito. Somos todos pequenos aprendizes na arte de viver, mas a vaidade nos faz acreditar sermos grandes PHDs.

Deixar a vaidade no comando nos conduz a desastres existenciais por uma razão muito simples: ela nos afasta da nossa essência para nos iludir com um mundo de aparências.

Não falo da vaidade que é sinônimo de cuidar de si mesmo, de procurar estar bem, de bem com a vida, sentir-se em harmonia estética. Isto, dentro dos limites do bom senso e da moderação, é sinal de saúde emocional, não de patologia.

A vaidade perigosa é aquela que caminha paralelamente à ignorância, arrogância e orgulho. Esta vaidade cega e ensurdece as pessoas. É uma força magnética com tal atratividade, frente às pessoas menos preparadas para reconhecer ilusões, que não espanta o número de vidas que destrói todos os dias. Esta vaidade te coloca no alto e depois retira a escada: o tombo e as consequências são inevitáveis…

A vaidade faz você acreditar ser quem você não é, e faz de você o centro do universo. Ora, o universo não possui centro e se possuísse, seria, no mínimo, megalomaníaco acreditar que ele se organizaria ao redor de nós.

A vaidade e a arrogância não são existências reais, são delírios causados pela ausência da humildade.

Quanto mais patologicamente vaidosa é uma pessoa, mais vazia é na realidade. Pessoas assim fazem do “correr atrás do vento” uma maneira de fugirem de si mesmas, fugirem do encontro que não querem ter com a realidade de suas existências comuns, absolutamente comuns, como de fato é a existência de todos nós, e isto inclui as pessoas verdadeiramente geniais.

Os gênios autênticos, os verdadeiros mestres e artistas são humildes, sequer se sentem possuidores das virtudes, habilidades, talentos e capacidades que os caracterizam. A genialidade vaidosa é caminho para a loucura, e não faltam na história da humanidade os exemplos de suas consequências (Van Gogh, Nero, Hitler, apenas para citar alguns).

A vaidade oculta o canteiro de obras da alma humana e apresenta a maquete de um edifício que não entregará jamais…

Enquanto corremos atrás do vento, das coisas que não tem importância, das conquistas irrelevantes e de “maquiagem para as olheiras da alma”, a vida passa, o tempo passa, passam as oportunidades, os amigos passam…

Vida é o que acontece enquanto corremos atrás do vento. Crescemos, abandonamos os brinquedos da infância, mas os substituímos por brinquedos perigosos, brinquedos que destroem: uma vida de sensualidade, uma vida materialista, uma vida de aparências.

Nos brinquedos da sensualidade, as pessoas buscam aventuras efêmeras para sanearem o vazio de corações que não aprenderam a amar. Nos brinquedos de uma vida materialista, as pessoas buscam na roupa cara e no carro luxuoso disfarçar o modelo antiquado do ser “empobrecido” por falta de alimento para a alma. Na vida de aparências, as pessoas embarcam em uma viagem que as distancia cada vez mais de onde querem chegar.

Nada poderá suprir suas carências, preencher seu vazio interior e conduzi-lo aonde você quer chegar, enquanto a vaidade estiver no comando.

A vaidade mente, ilude e distorce – estas são as suas artimanhas – faz você pensar que é o máximo para te ver reduzido ao mínimo…

Vença a vaidade e você começará a “correr” atrás de coisas que valem a pena serem conquistadas. Aliás, não precisará correr, porque elas estão ao alcance do pensamento e do coração, todas as outras conquistas autênticas são consequências do despertar da consciência e da capacidade de amar.

Corações vaidosos não amam sequer a si próprios! Corações vaidosos e mentes vaidosas apenas enganam, primeiro a si mesmos, depois aos outros…

Pare de correr atrás do vento, até os loucos desistem de alcançá-lo…

Por que você insiste?

No exato momento em que você se libertar da ilusão da vaidade, verá a sua real imagem refletida no espelho da existência: não se assuste! O fato de não ser quem você achava que era é irrelevante. O importante é o fato de que você pode tornar-se alguém pleno, desperto e humilde e, então o vento soprará a seu favor e você não precisará mais persegui-lo…

Aqueles que puderem entender, que entendam… Assim é o Eclesiastes, assim é a vida…

Ah, a propósito, a maior das vaidades é acreditar não possuí-la!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Aceitar é começar a ser feliz

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Há momentos na vida, onde tudo parece estar perfeito, maravilhoso, melhor que o sonhado. Muitos destes momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não. Alguns destes momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.

Uma amiga acaba de perder o bebê aos dois meses de gestação. Somente as mães compreendem em profundidade a dor oriunda de uma situação como estas. Nós exercitamos a empatia e imaginamos o que significa, mas por mais que nos sensibilizemos não podemos experimentar a mesma dor.

É conhecida a frase: a dor é inevitável, o sofrimento opcional. Nestas circunstâncias não é bem assim; para uma mãe ou futura mamãe que perde um filho em gestação, o sofrimento não é opcional, é uma realidade inevitável. Nestas circunstâncias, a frase deve ser adaptada para: “a dor é inevitável, a forma de enfrentar o sofrimento é opcional!”.

Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.

Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação.

A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.

O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.

Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.

Diante destas situações, seja forte. O mundo é dos fortes, diria uma sábia amiga se estivesse ao meu lado agora enquanto escrevo este artigo. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.

Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.

Chamamos de resiliência a capacidade psicológica de, submetidos a fortíssimas pressões, conseguirmos retornar ao equilíbrio e retomar nossas vidas, realizando um novo começo.

Nestas circunstâncias onde a humildade e a aceitação são nossas maiores virtudes, vale lembrar três reflexões:

1)    A prece da serenidade: “Senhor dá-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa e sabedoria para que eu saiba a diferença.”

2)    Uma reflexão que faço em meu livro Atitudes Vencedoras: “A fé é a certeza que fica quando todas as outras deixam de existir!”

3)    Um conselho repetido muitas vezes por Omar Cardoso (pesquisador de astrologia e importante radialista brasileiro da década de setenta): “Todos os dias sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!”

Estas três reflexões juntas nos permitem compreender que humildade e aceitação constituem o princípio da serenidade; que nossa fé deve ser superior a nossas dores e sofrimentos, mesmo quando não podemos compreender porque determinadas coisas aconteceram, justamente quando tudo parecia perfeito, e; que a certeza de um amanhã, de um renascer onde poderemos estar melhores a cada instante, deve nortear nosso recomeço.

Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade deste caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).

Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Francisco Cândido Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim. Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.

Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre…

Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz…

Seja forte!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

5 dicas simples para o dia a dia

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Passamos tanto tempo complicando as coisas na vida, que nos esquecemos como é fácil simplificá-las.

Nada substitui a paz e o bem-estar de uma vida simples. Considere que quanto mais coisas você possui, mais tempo precisará dedicar a cuidar delas e mantê-las.

Assim a primeira dica simples para o dia a dia é:

1 – Abandone aquilo que não faz sentido, não faz diferença, não faz falta e não faz bem.

É preciso coragem, disposição, humildade e muita força de vontade para abandonar as coisas. Nós nos apegamos demais!

Apego não faz bem à vida, a verdadeira riqueza consiste em aprender a ter sem possuir…

Considere as coisas e situações como transitórias; acostume-se a abandonar as coisas, partindo sempre daquelas que você já percebe como menos necessárias. Comece limpando as gavetas, separando no guarda-roupa as roupas que não tem usado nos últimos meses. Parece incrível, mas organizar gavetas e guarda-roupas ajuda a organizar as ideias e, em consequência, a própria vida. Quando você coloca o princípio da organização em movimento, tudo melhora. Felicidade, paz e bagunça não combinam.

Lembre-se de abandonar aquilo que não faz bem. Isso inclui certos tipos de conversas, leituras, amizades, hábitos.

2 – Fique somente com o que agrega e eleva. Mantenha o necessário, somente o necessário.

Você não precisa ser extremamente minimalista, ao ponto de ter somente o absolutamente necessário. Há espaço para certo supérfluo não prejudicial na vida de todos nós (apenas não se apegue a ele). Mas procure manter somente o que vale mesmo a pena, os CDs e DVDs que valem à pena, os livros que valem à pena, as amizades que valem a pena, as lembranças e sentimentos que valem à pena, e assim por diante…

Lembre-se de manter os bons pensamentos, os bons sentimentos, as boas atitudes e o esforço para conquistar o direito de realizar seus sonhos!

É preciso manter a fé, a esperança, a autoestima, o amor e a certeza de que tudo pode e deve melhorar!

3 – Concentre-se em tornar as coisas mais simples.

A disciplina é difícil de implantar num primeiro momento, mas conquistada, torna a vida muito mais simples e produtiva. Com disciplina, tempo e dedicação você encontra os recursos e caminhos para fazer tudo o que deseja e aprende a fazê-lo de uma forma que lhe traga muito prazer e alegria.

Simplifique os relacionamentos, espere um pouco menos das pessoas, não estabeleça expectativas muito elevadas. Cada pessoa possui uma forma de ser e um tempo para poder avançar e alcançar novos estágios de relacionamento, compreensão e atitude. Seja gentil com as dificuldades dos outros, encontre justificativas para as dificuldades deles com a mesma disposição e criatividade que encontra para a suas!

Você tem um colega de trabalho ou escola difícil? Simplifique as coisas, diminua as rotas de colisão. Procure entender e fazer-se entender através de um diálogo leve sem o peso e o perigo do nervosismo, da irritação e do preconceito. É possível discordar sem discussão, não participar sem agredir.

Torne as coisas mais simples, vale muito à pena!

4 – Amar sua família não significa ter os mesmos valores que ela

Dedique-se a amar a sua família, não existe acaso no mundo. Por mais que em alguns momentos possa não parecer, esta é a melhor família para você e, um dia, no futuro, você compreenderá isso. O parentesco é consanguíneo, isso não implica que as afinidades emocionais, afetivas, espirituais e de personalidade sempre estejam presentes. Amar sua família não significa que você ou eles possuem o modelo certo, não significa que precisam ser idênticos, significa que possuem uma história em comum, que pode ser melhor ou pior, agradável ou não, dependendo das escolhas que fizerem.

Escolha ser e fazer feliz. Mantenha sua identidade, defenda o que você acredita, mas aprenda a fazê-lo sempre pelos melhores e mais suaves caminhos. A utilização da força, seja em argumentos mais contundentes, seja em atitudes mais duras, deve ser sempre o último recurso.

5 – O mundo que você deseja depende de você

A imensa maioria das pessoas manifesta que não vive no mundo que deseja; que o mundo ao qual elas pertencem é muito diferente daquilo que esperavam e lhes causa muita decepção e sofrimento. Muitas pessoas dizem que quanto mais o tempo passa, maiores são as suas decepções. Bem, se quanto mais o tempo passa, mais você se desilude e decepciona – isso prova que você passou este tempo todo se iludindo e criando falsas expectativas com relação ao mundo.

Para corrigir isso, precisamos corrigir nossa maneira de olhar o mundo.

Como diz um antigo koan japonês (trecho sugerido pelos monges para meditação): “Se seu cabelo está ensebado, não adianta limpar o espelho!”

Nossas percepções do mundo ao nosso redor são profundamente influenciadas e criadas por nossas percepções do nosso mundo interior. Se quisermos um mundo melhor aqui fora precisaremos reformar o mundo que trazemos no nosso íntimo. Vale o maravilhoso conselho do Mahatma Ghandi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo!”

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante da maldade

maldade

A realidade supera as mais criativas formas de ficção. Nenhum vilão criado até hoje pela indústria cinematográfica pode superar as maldades cotidianas cometidas por pessoas que podem estar muito próximas a nós.

Por entendermos que a essência do Homem é boa, distraímo-nos acreditando que todas as pessoas agem baseadas na bondade. Não é sempre assim.

É fato que existem mentes perigosas, dispostas a destruir pelo prazer de destruir; ardilosas, inteligentes e completamente desvinculadas da lógica, da racionalidade, da moral e da ética.

Estas pessoas estão conosco nas ruas e no trabalho, no lar e no encontro casual em um shopping center. Elas procuram “vítimas” e, frequentemente, as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas. Elas têm predileção por pessoas que demonstram lacunas emocionais doloridas – pessoas fragilizadas que acreditam em tudo o que possa parecer uma possibilidade de curá-las destas dores.

Nos tempos de Jesus, já se falava daqueles que devoravam a casa das viúvas, aproveitando-se de sua solidão e carência. As coisas não mudaram, apenas sofisticaram.

Sim, há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão, amor e empatia. E elas, por aparente ironia, são as que mais acusam as outras pessoas de serem assim. O disfarce perfeito: a mãe que não age como mãe, mas finge preocupar-se ilimitadamente com os filhos; o pai que não age como pai, não protege, não provê, não se envolve, mas chora de saudade dos filhos para os quais nunca liga ou visita; a irmã invejosa da beleza da mais nova que chantageia a mãe para tornar a outra “borralheira”; a terapeuta sexual, que sequer estuda o assunto, mas é excelente para palpitar na vida dos outros com ares de especialista, enquanto em casa possui vida íntima destruída e dedica-se a prejudicar pessoas e afastar amizades que favoreçam o crescimento do marido, que quer cativo.

Há milhares de pessoas que espancam com as mãos, outras com palavras, chefes tiranos, negociantes gananciosos e uma categoria sem fim de vilões cotidianos com os quais cruzamos nas esquinas de nossas vidas. Isso quando não passamos a dividi-las com eles.

Há quem defenda que os vilões são apaixonantes, ao menos para o delírio dos que lhes querem servir de vítimas.

O fato é que podemos estar tomando café da manhã com o inimigo, dormindo com a inimiga, trabalhando lado a lado com o traidor e até mesmo, nos tornarmos vilões de nós mesmos – sabotando nossa própria felicidade e agindo com crueldade com relação a nossa própria vida.

Há muita maldade no mundo e a maldade é ausência de amor. Todo aquele que não ama e não recebe amor corre grave perigo. Trate o mal com o bem, amando o próximo, especialmente o mais próximo, mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa e de não confundir inimigos com amigos.

A patologia da maldade é perigosa, desestruturante e de consequências imprevisíveis. Se fizéssemos uma pesquisa nos manicômios sobre as origens que conduziram pessoas antes consideradas normais até aquele estado encontraríamos o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o prazer em provocar deliberadamente a dor, na base da imensa maioria dos fenômenos a que convencionamos chamar loucura.

Todo vilão é um “louco” em potencial, com incrível capacidade de tornar-se um “louco” realizado!

Não desacredite da humanidade, tampouco ande por aí de maneira desavisada convidando vilões para jantar. Na vida real, a despeito da novela, poderá não haver ninguém da produção para salvá-lo das consequências, nenhum diretor para dizer: – “Corta!”

Vilões de verdade não param, não desistem e não obedecem a direção alguma. Estão doentes, precisam de ajuda. Se quiser ajudá-los, não se torne uma vítima, vítimas nem sempre têm uma segunda chance! Mesmo que seja para ajudar…

Os bons sofrem demais porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Ser conivente com a vilania é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia deste âmbito de ação. Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida.

Se você consentir ser prisioneiro ou refém de algo ou alguém, não faltarão candidatos à vaga de vilões e sequestradores do seu destino.

A realidade supera, em muito, à ficção. Fique alerta, troque de canal, vire a página, abandone a história, esqueça a personagem…

Liberte-se!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Responsabilidade é intransferível!

responsabilidade

Uma das maiores ilusões a que podemos nos submeter consiste em acreditar que podemos transferir nossas responsabilidades para alguém. Pena que ocorra com tamanha frequência…

Quando nos apaixonamos, fazemos tudo pelo outro, sem ver defeitos ou imperfeições que não possamos relevar. Dizemos que, simplesmente, não vivemos sem o outro e, ao fazer isso, estamos colocando nossa razão de viver sob responsabilidade do outro.

Quando amamos (amor é diferente de paixão), também fazemos tudo pelo outro, mas vemos os defeitos e imperfeições ocultos na fase anterior da paixão. Dizemos que não podemos viver sem este amor e nos doamos por este sentimento, deixamos de viver muitas partes de nossa vida em favor do outro. Ao fazermos isso, abandonamos muito da nossa própria vida para que o outro seja feliz e, por incrível que pareça, estamos transferindo a ele a responsabilidade de ser feliz por nós.

Em ambos os casos, a responsabilidade da nossa felicidade está sendo transferida para as decisões e atitudes de outra pessoa. Se ela falhar, falhamos. Se não nos fizer felizes, a culpa é dela; se ela não for feliz, a culpa é nossa. Responsabilidades trocadas de lugar.

O mesmo acontece na educação. Muitos pais transferem a responsabilidade da educação dos filhos exclusivamente para as mães, alegando-se sobrecarregados com as tarefas do trabalho. As mães, por sua vez, também sobrecarregadas por sua tripla jornada, assumem a responsabilidade da educação, mas quando algo dá errado, transferem a responsabilidade para os pais. Responsabilidade compartilhada é um conceito distante da realidade do casal e dos filhos.

Por falar nisso, muitos pais querem assumir uma série de responsabilidades por seus filhos e, com isso, se tornam superprotetores, paternalistas e prejudicam gravemente o aprendizado de tomada de decisões, e a relação com erros, acertos e consequências inevitáveis a qualquer pessoa. Os pais fogem de sua própria responsabilidade e querem assumir a dos filhos.

Os filhos, por sua vez, transferem a responsabilidade de educá-los, sustentá-los e satisfazê-los aos pais. Basta observar que o desejo de sair de casa e arcar com os custos da independência não é o “sonho de consumo” destes jovens que, quando querem o distanciamento, o querem patrocinado pelos pais, transferindo-lhes a responsabilidade da sua privacidade vip.

Ainda no caso da educação, os pais dizem que a responsabilidade é dos professores e da escola, e esta fica impossibilitada de fazer a sua parte porque os pais transferem a ela uma responsabilidade que não lhe cabe na íntegra.

Quando ocorre uma gravidez com um casal de adolescentes, a jovem transfere a responsabilidade ao rapaz, que a transfere de volta dizendo que a responsabilidade é toda dela. Ambos não percebem que estão responsabilizando a criança, que não teve a possibilidade de escolha e ainda não pode transferir nada a ninguém. Isso quando essa criança não tem sua perspectiva de vida interrompida por um aborto ocasionado pela irresponsabilidade dos jovens e suas famílias, que para não viver suas responsabilidades, transferem-na à “morte” que se encarrega de “eliminar” as evidências da responsabilidade não assumida.

Professores transferem a responsabilidade aos alunos, que a devolvem ao professor para, juntos, responsabilizarem a instituição.

A responsabilidade passa a ser da sociedade, do governo, da empresa, do chefe, do líder e, em instância suprema, de Deus. A que ponto chega a insensibilidade e a hipocrisia humana… Transfere a responsabilidade a Deus por tudo o que acontece à nossa revelia ou contraria nossos planos…

Responsabilidade não se transfere. Quando tentamos transferi-la ferimos alguém e a nós mesmos com nossas atitudes irresponsáveis.

Assuma suas responsabilidades. Isso custa tempo, dinheiro, coragem, desgasta e traz uma série de outros ônus. Porém, assumir as nossas responsabilidades traz o bônus de sermos coautores legítimos do nosso destino e de possuirmos a dignidade de não ferir a ninguém, mesmo que precisemos sentir sozinhos uma dor pela qual ninguém mais se responsabilize.

Não se permita iludir, não transfira suas responsabilidades. Você é autor da parte mais importante do seu destino!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Excesso de proteção desprotege!

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De quê e de quem Michael tentou se proteger durante tanto tempo?

Compreender hipóteses para responder esta pergunta pode nos ajudar, salvaguardas as proporções e particularidades, a compreender nossas próprias tentativas de autoproteção.

Quando tentamos demasiadamente nos proteger estamos, via de regra, fugindo deliberadamente de algo.

A hipótese de que Michael Jackson sofresse da chamada síndrome de Peter Pan (síndrome proposta originariamente pelo Dr. Dan Kiley em seu livro lançado em 1983 intitulado: “A síndrome de Peter Pan: homens que nunca crescem”), pode ser explicada como uma tentativa de “proteger” a si mesmo do envelhecimento.

Talvez Michael estivesse, de fato, não querendo envelhecer por sentir não ter possuído uma infância autêntica. Nesta categoria de raciocínio, quantos milhões de pessoas do mundo se enquadrariam?

Sufocado desde pequeno pela indústria do entretenimento e sob relatadas hostilizações familiares, não é difícil supor e imaginar o quanto sua infância foi prejudicada, adiada e, talvez, nunca efetivamente vivenciada.

A construção do parque temático particular “Neverland” (Terra do Nunca) parece evidenciar (salvaguardadas as possibilidades de marketing envolvidas) esta vontade de resgatar a infância e brincar em um parque privativo (desejo que muitas crianças já manifestaram, ao menos em breves momentos).

O nome “Terra do Nunca” metaforicamente aponta para a realidade do lugar “a que nunca se chega”, “nunca existe”, “nunca perdura”. Talvez, simbolicamente, o próprio cantor estivesse manifestando uma “certeza velada” de que esta infância perdida nunca seria recuperada e, que somente sonhos fantasiosos e lendas como as de Peter Pan pudessem lhe oferecer conforto pelas vias da imaginação. Vale lembrar que ele ficou profundamente magoado ao ser excluído do papel principal no filme Peter Pan.

Análises psicológicas mais profundas dos possíveis transtornos psicológicos vivenciados pelo artista não cabem em um artigo desta natureza. Porém, a pergunta que nos propomos é útil: De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Múltiplas respostas são possíveis. Ele poderia estar tentando se proteger da fama (embora não conseguindo viver sem ela), poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro com a idade adulta, do inevitável envelhecimento e até mesmo da inevitável morte.

Michael poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro consigo mesmo; hipótese que explicaria tantas cirurgias plásticas buscando encontrar uma imagem exterior que cancelasse a imagem interior que, de alguma forma, o incomodava.

Michael poderia estar tentando se proteger do passado, do presente e do futuro. Tudo ao mesmo tempo!

Um gênio, um artista brilhante, um dos maiores show-man de todos os tempos, mas um ser humano em conflitos profundos. Vivendo uma fuga da realidade tão intensa que o conduziu a todas as situações adversas e polêmicas da sua trajetória.

Não que o Homem seja apenas produto do meio, mas nenhum de nós acharia fácil ter vivido sob a pressão que Michael Jackson viveu em toda a sua vida.

O grande perigo na vida de uma celebridade é acreditar demais na imagem produzida e divulgada sobre si, perdendo a conexão com sua identidade. Isso não aconteceu somente com ele. Elvis Presley, apenas para citar um exemplo, também atravessou este abismo, Marilyn Monroe, também.

Michael cercou-se de todos os tipos de proteção possíveis e imagináveis:

1) Comprou parte dos direitos das músicas do Beatles, “protegendo” seus rendimentos;

2) Tentou “proteger” a majestade, unindo as histórias do rei do pop com o rei do rock, “casando” com a filha de Elvis Presley;

3) “Protegeu-se” dos ataques sobre sua conduta sexual e com crianças, “namorando mulheres” e tendo três filhos;

4) “Protegeu-se” das ações judiciais, fazendo, acordos milionários;

5) “Protegeu-se” dos fãs e de sua própria equipe com esquemas de segurança gigantescos;

6) “Protegeu-se” da família afastando-se dela;

7) “Protegeu-se” da dor a custa de poderosos analgésicos;

8) Protegeu-se de uma possível performance inferior à dos tempos áureos, postergando a volta aos palcos;

9) Protegeu-se da falência, leiloando bens e propondo uma nova mega turnê;

10) “Protegeu-se” de envelhecer partindo antes, de tanto se proteger…

Olhando a biografia de Michael Jackson (à qual muitos fatos novos, reais e fictícios, se somarão – já que a indústria do entretenimento não para, e se alimenta da vida e da morte de seus ídolos) nota-se um menino prodígio. Um gênio frágil, um artista capaz de levar ás lágrimas o gigante talento de Sammy Davis Jr. Um consumista extremado – consumiu de tudo e em tamanha quantidade que acabou consumindo a si mesmo.

Observando sua vida, encontramos uma criança criativa, atarefada, atormentada e pressionada por tudo e por todos, inclusive por si mesmo.

Michael viveu fugindo e se protegendo, criando, encantando, emocionando, ditando tendências, cometendo erros e acertos, sendo acusado, absolvido, caluniado, admirado.

Dormir na câmara hiperbárica (que retardava o envelhecimento) não o impediu de partir tão cedo. Excesso de proteção desprotege…

Fica aqui registrado o meu mais profundo respeito a este genial artista, cujos supostos erros não julgo, porque sequer conheço a verdade sobre os fatos. Conheço apenas os relatos, versões e notícias veiculadas. E mesmo se conhecesse os fatos, ainda assim, eu não o julgaria.

Quem de nós pode assegurar quais seriam nossas reações vivendo uma vida tão atípica quanto a destas mega celebridades colocadas na vitrine do mundo, desde a infância, frente a um público que quer o espetáculo, seja ele qual for?

De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Ele partiu cedo, deixou seu legado, mas provavelmente jamais tenha encontrado o que buscava…

E você, o que vem buscando? De quê e de quem você vem fugindo nestas tentativas infinitas de se proteger?

Acabamos todos por encontrar o que tememos e descobrindo que excesso de proteção desprotege!

Comece a viver, abandone os mitos criados por você mesmo e pelos outros a seu respeito.

“Desproteja-se”, ao menos um pouco, para viver a vida real. Abandonar a infância ou o comportamento adolescente dói. Mas dói mais tentar manter-se neles.

Crescer não é uma opção, é uma condição.

Aceite-a no melhor tempo: agora!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Diante do inevitável

inevitavel

São duas as missões existenciais prioritárias: autoconhecimento e aceitação. Delas dependem não somente as nossas chances de felicidade, passando pela elevação do nosso nível de consciência, mas também as nossas chances de contribuirmos com a felicidade das outras pessoas com as quais convivemos.

Relações de causa e efeito afetam todas as áreas da nossa vida, e elas não são simples. Não é que para cada causa haja um efeito e vice-versa. Múltiplas causas podem determinar um único efeito e uma única causa pode implicar em milhares de efeitos.

A vida não é tão simples como as equações de Física que aprendemos para o vestibular. Na vida, todas as coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo e não podemos desconsiderar o efeito de todas as forças atuantes para “simplificar o cálculo”.

Afetamos a tudo e por tudo somos, de alguma forma, afetados.

Diante dos desafios de autoconhecimento e aceitação, o mais difícil envolve enfrentar o inevitável.

Há decisões inevitáveis, atitudes inevitáveis, problemas inevitáveis e perdas inevitáveis.

Sem que haja redundância é preciso lembrar que algumas coisas são inevitáveis porque não podemos evitá-las, ou seja, nossos esforços não podem mudá-las, não temos nenhum controle sobre elas.

Por isso, o conhecimento da prece da serenidade é de tamanha importância. Sua origem é atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr (1892 – 1971) e enunciava:

“Senhor, concedei-nos a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; a coragem para modificar aquelas que podemos; e a sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

Há coisas sobre as quais temos controle (podemos agir diretamente), outras sobre as quais temos influência (podemos agir indiretamente) e outras sobre as quais não temos nem controle, nem influência: para com estas é necessário exercer a aceitação.

A aceitação é um estado de resignação interior frente ao inevitável, e só será plena quando excluirmos de dentro de nós qualquer possibilidade de revolta.

Diante de situações inevitáveis, talvez seja impossível evitar a tristeza, mas é possível evitar a mágoa. Talvez não possamos evitar a indignação, mas podemos evitar o ódio e o revide.

A prece da serenidade nos convida à ação consciente e aceitação consciente, compreendendo que nos casos em não podemos mudar as circunstâncias da vida, ainda assim, podemos mudar nossa maneira de reagir a elas.

A dor de perdas tão tristes como estas dos acidentes aéreos que temos presenciado é inevitável. A todos nós, nestas situações, resta a aceitação e a resignação, duas forças gigantes da alma.

Na vida, o único caminho é para frente. E nestes momentos, é preciso muita força, coragem e apoio.

Diante do inevitável, se você crê em Deus, não atribua a Ele a responsabilidade pelo ocorrido. A responsabilidade é sempre da humanidade. Nós colocamos em ação a lei de causa e efeito muitas vezes sem compreender de onde vêm as causas e, tantas outras, sem saber quais serão os efeitos. Seres humanos também erram por irresponsabilidade e negligência.

Se você crê em Deus, não abale sua fé diante do inevitável enfrentamento dos fatos sobre os quais não tem nenhum controle ou influência. Busque forças para não focar indefinidamente nas perdas. Agradeça pelo tempo e oportunidade que lhe foram concedidas antes da separação. Não foque os momentos que não terá mais, preencha a memória, tanto quanto possível, de gratidão pelos momentos vividos.

A morte é inevitável e sempre traz uma “desculpa” (o modo pelo qual a vida se encerra). As razões por trás desta despedida dependem de uma extensa rede de relacionamentos e inter-relacionamentos, de causas e efeitos colocados em movimento. A nós resta o desafio de buscar o autoconhecimento para chegarmos ao nível de consciência necessário para a aceitação e resignação diante daquilo que não podemos evitar.

Se você não crê em Deus, igualmente não se torne amargo pelo confronto com as situações inexoráveis da condição humana; aceite e siga, ainda há muito por fazer, descobrir e compreender.

O autoconhecimento e a aceitação são duas missões existenciais prioritárias que cada um de nós, independentemente de suas crenças e valores, precisa realizar, progressivamente, para encontrar o equilíbrio na vida.

Que a nossa humildade e capacidade de amar nos direcionem sempre rumo ao autoconhecimento e a aceitação necessária ao desafio de viver e encontrar momentos e situações inevitáveis pelo caminho. A tarefa está longe de ser fácil, mas é, também, inevitável.

Escolha ser forte e adquira condições de reagir com paz e resignação em todas as situações da vida, afinal esta é a única maneira de seguir pelo único caminho que possuímos: para frente.

Siga!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Palestrante Carlos Hilsdorf é indicado ao Prêmio Top of Mind de RH

Da Redação

O palestrante Carlos Hilsdorf está entre os 5 Palestrantes mais lembrados do Brasil e foi indicado ao Prêmio de Palestrante mais lembrado do país, na 18ª Edição do Prêmio Top Of Mind de RH.

“É com imensa gratidão que recebo a notícia de minha indicação ao Prêmio Top Of Mind de RH como um dos 5 Palestrantes mais lembrados do Brasil. Agradeço a todos pelo carinho e reconhecimento.” Carlos Hilsdorf

 

Palestrante Carlos Hilsdorf Top Of Mind de RH

Você é profissional de RH e ocupa cargo diretivo na sua empresa? Quer votar e não sabe como fazer? É simples, cadastre-se: http://topofmindderh.com.br/18top/cadastra.asp

 

Atitudes Empreendedoras: Como transformar sonhos em realidade e fazer seu projeto de vida acontecer – O novo livro de Carlos Hilsdorf

Abordar o empreendedorismo com profundidade de conteúdo, transcendência e conexão com a realidade é tarefa para poucos. Escrever um livro que possa agregar valor ao cotidiano das pessoas e auxiliá-las em sua formação acadêmica, preparando-as para vencer no mercado requer sabedoria, vivência e vasto conhecimento. Estes são alguns dos múltiplos diferenciais desta obra, que, ao abordar o empreendedorismo como a competência de realizar sonhos transformando o mundo ao nosso redor, traz uma contribuição única ao tema e à vida do leitor. Um livro raro em um momento muito oportuno.

Carlos Hilsdorf nos ensina que empreender é deixar seu recado para a humanidade: o seu legado, a especial e única contribuição que corresponde às suas digitais na história do mundo e das pessoas que realmente importam a você!

Palestrante Carlos Hilsdorf livro Atitudes Empreendedoras

Depoimentos

“Neste livro, conhecimento e inspiração estão reunidos para orientar a jornada do empreendedorismo – que não costuma ser fácil, mas é sempre desafiadora e gratificante. Os maiores empreendedores de todos os tempos compreenderam que empreender é semelhante a andar de bicicleta: não se deve desanimar com os primeiros tombos, mas seguir adiante até obter sucesso. A união de competência, persistência e atitudes empreendedoras forma o alicerce das grandes realizações!”
Luiz Barretto – Presidente do Sebrae Nacional

“Carlos Hilsdorf, que tem sido um dos exemplos de empreendedorismo no mercado de educação corporativa no Brasil, nos mostra com esta obra quanto o espírito empreendedor faz bem a um indivíduo, a um povo e a uma nação. Deixa patente que o empreendedorismo está muito mais ligado ao comportamento que à personalidade e que não é preciso ser um supertalento para empreender. Um chute na canela dos acomodados!”
Cícero Domingos Penha – Vice Presidente de Talentos Humanos do Grupo Algar

O autor

Considerado um dos cinco melhores e mais requisitados palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, autor e consultor de empresas e profundo pesquisador do Comportamento Humano.
Suas palestras são sucesso frente aos públicos da América Latina, Estados Unidos e Europa.
Revolucionou o mercado de educação corporativa com sua metodologia pioneira, que trabalha, simultaneamente, comportamento e negócios e utiliza elementos lúdicos associados à Andragogia no ambiente empresarial.

Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do FIA – Fórum Internacional de Administração (México).
Responsável pela abertura e encerramento dos maiores eventos empresariais do Brasil, Hilsdorf é presença constante nos principais congressos e fóruns de RH, Liderança, Cooperativismo, Empreendedorismo, Administração, Marketing e Vendas.
Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero (Veja, “Guia de Carreira”, ed. 1832) e 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, que figurou durante vários meses na lista dos livros mais vendidos do país. Recentemente lançou o livro Revolucione seus Negócios.
Colunista de importantes veículos nacionais, Hilsdorf é referência em desenvolvimento humano no país.

Maiores informações:

Jivago Bernardi
Assessoria de Imprensa
Hilsdorf Aprimoramento Humano e Empresarial LTDA
Site Oficial: www.carloshilsdorf.com.br
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