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Arquivo da tag: conhecimento

Há um caminho por trás de cada porta

caminho-porta

As portas não se abrem sempre da mesma maneira. Os mesmos caminhos que nos levam ao êxito podem também ocasionar o fracasso. A substância que cura também pode matar. Tudo é uma questão da dose, do momento, da aplicação…

Veja o caso da repetição: repetir é uma das condições necessárias à aprendizagem.

Dizemos que alguém aprendeu determinada função, ação ou conhecimento, quando é capaz de repetir em situações idênticas ou semelhantes, a mesma sequência, raciocínio ou processo.

Porém, nossa capacidade de repetir nos conduz inúmeras vezes ao engano.

Aprendemos como abrir uma porta, generalizamos este processo e começamos a abrir todas as portas fechadas que encontrarmos… Até que um dia encontramos uma porta que, em várias tentativas, simplesmente, não abre…

Fomos enganados pelo hábito da repetição. Simplesmente, a maçaneta está ao contrário, ou o sentido da chave está invertido. O fato é que ficamos algum tempo paralisados, pensando porque a porta não abre se fizemos tudo direito?

Quando “congelamos” no processo de repetição, ocorreu apenas uma fase do processo de aprendizagem, mas não a mais importante delas: aquela que dá origem conhecimento.

O conhecimento nos permitirá utilizar respostas diferentes diante de novos desafios.

Foi assim que reagimos diante da porta:

As portas se abrem girando a maçaneta para a direita. Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre, logo… Não posso abrir essa porta.

Quando o mais correto seria reagirmos assim:

Uma grande quantidade de portas se abre girando a maçaneta para a direita.

Estou diante de uma porta. Giro a maçaneta para a direita e a porta não abre…

Bom… Que tal tentar girar para a esquerda?

Sim, posso abrir essa porta, basta compreender como está fechada, ao invés de ficar repetindo as maneiras como abri as portas anteriores.

É extremamente simples! Na vida, as portas não se abrem sempre da mesma maneira.

Com base neste raciocínio, pare e reflita: quais são as portas que não se abrem na sua vida?

  • Você está preso à solidão? Abra a porta para estabelecer relacionamentos.
  • Está preso no quarto escuro da mágoa? Abra as portas do perdão.
  • Se encontra confinado aos acontecimentos passados? Abra a porta do presente.
  • Sente-se aprisionado pelo seu potencial atual? Abra as portas do aprendizado de coisas novas.

Sim, eu sei, você vai me dizer que já tentou fazer isso várias vezes, mas as portas não se abriram, parecem estar emperradas… Mas, espere um pouco… Será que você girou a maçaneta para o lado certo?

O fato das coisas não darem certo em noventa e nove tentativas, não significa que não darão certo na centésima, especialmente se você tentar de uma forma diferente.

Não viva aprisionado às generalizações. Você não é uma estatística, é um ser de potencial ilimitado.

Não se esqueça também que você pode mudar de porta… As portas que não se abrem servem para duas coisas básicas em nossas vidas:

1)     Testar nossa perseverança, garra e inteligência em abri-las;

2)     Fazer-nos perceber que nosso caminho não passaria por aquela porta, que estávamos diante da porta errada.

Só os mais experientes e mais sábios descobrem rapidamente a diferença. A maioria das pessoas se engana: insiste na porta errada e desiste da porta certa. Preste atenção nisso!

A vida é um labirinto de portas. Para cada uma que você abrir, outra surgirá, e o que está por trás de cada uma delas, jamais será a mesma coisa. Nem você será o mesmo, dependendo das portas que escolher…

Entre todas estas portas, existe uma fundamental: aquela que só abre por dentro e dá acesso ao seu coração. É por esta porta que entram a Luz de Deus, o seu verdadeiro amor, os amigos.

E é por ela que você sai do passado, abandona suas mágoas, frustrações e limitações e parte na direção de novas possibilidades e oportunidades.

Esta porta que só abre por dentro também parece não abrir em determinadas situações: inverta o sentido da maçaneta! Porque, na vida, é perdoando que se é perdoado, é amando que se é amado, é dando que se recebe.

Abra as portas do coração e da alma e, em seguida, vá abrindo todas as portas significativas que a vida colocar à sua frente, menos aquelas que sua própria alma e coração disserem não ser para você!

Não se preocupe em saber a diferença agora. O tempo, a experiência e, sobretudo, um coração humilde lhe ensinarão a reconhecer a diferença.

Há uma porta esperando para ser aberta neste exato momento, só depende de você!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Encontre o seu Shangri-la

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Estou escrevendo este artigo aos doze dias de Janeiro, o que coincide com o dia do meu aniversário. Escrever este artigo é para mim um presente. Considero todas as oportunidades de relacionamento com a vida e com as pessoas um imenso presente. Como hoje é meu aniversário, vou me permitir algumas “licenças poéticas” neste artigo.

Talvez hoje seja seu aniversário também, ou de alguém a quem você ama; uma amiga, um parente, um professor. Aniversários têm sempre um significado especial. Eles nos lembram a data em que fomos matriculados neste estágio da escola da vida e sugerem um balanço do que realizamos até o momento, como anda a nossa missão existencial, a tão aclamada lenda pessoal (me lembro de Joseph Campbell) que cada um de nós vive de forma particular e única.

Nesta datas, muitas pessoas se lembram de nós. Nesta data, nós também nos lembramos deles, de tudo o que vivemos em sua companhia e, inevitavelmente, de tudo mais o que vivemos, os fatos e pessoas que marcaram, os risos e as lágrimas que deram o tom da nossa trilha sonora existencial. Desfilam em nossa mente pessoas, situações, livros, fotos, músicas, filmes, tudo o que compôs o cenário de nossas vidas até o momento…

Quando eu era ainda uma criança, o primeiro filme que me impactou, ainda bem pequeno, foi “O Horizonte Perdido” (The Lost Horizon). Nas locadoras há duas versões deste filme, a que me refiro é a que possuía a trilha sonora de Burt Bacharach. Baseado no livro de James Hilton, este filme, mistura de realismo fantástico, musical, romance drama e filosofia, conta a história de um avião que cai nas montanhas durante uma tempestade de neve. Seus passageiros buscando abrigo e alimento são resgatados por uma equipe que os conduz a Shangri-la, um paradisíaco lugar entre as montanhas onde as pessoas vivem em harmonia, não envelhecem e desfrutam da paz proveniente da moderação e da cooperação. Tudo isto ocorre desde que não deixem Shangri-la, pois sair deste “éden” significa perder todos estes benefícios.

Visto hoje, a parte musical do filme parece ingênua e até infantil, mas os diálogos e a proposta mítico/metafórica de Shangri-la não perderão o significado jamais…

Existe um lugar a salvo das tempestades do mundo, um lugar onde existe paz, amor e harmonia, onde a moderação e a cooperação permitem a qualidade de vida. Um lugar onde a gente não envelhece. Neste lugar o amor de nossas vidas e nossa missão esperam por nós…

Quando o encontrarmos seremos felizes, desde que tenhamos a coragem de abandonar  “a velha civilização”  e tudo mais que ficou “para além das montanhas” sagradas de Shangri-la.

O paraíso tem lá suas condições…

Se você ainda não viu este filme, veja. Veja, preferencialmente, a versão com trilha de Burt Bacharach (a versão colorida por computador, a anterior permaneceu somente em preto e branco), você se beneficiará com os diálogos e com as reflexões que poderá fazer partindo deles…

Shangri-la existe!

Está dentro do seu coração.

Neste lugar, nenhuma tempestade poderá atingi-lo.

Em Shangri-la, todos os dias são dias do seu aniversário. Neste lugar “mágico” suas lembranças estarão vívidas e você experimentará a paz… Desde que, tendo encontrado este paraíso perdido dentro de si mesmo, você não tente voltar para as coisas que ficaram para trás.

Shangri-la é um lugar que está sempre à sua frente, quando encontrá-lo viva nele, não o deixe.

Se tentar partir e voltar para o “velho mundo” poderá passar o resto de seus dias buscando o caminho de volta…

Cada um de nós tem um sentido, um significado, uma interpretação para este metafórico lugar do realismo fantástico…

Cada um de nós tem o seu próprio Shangri-la.

Feliz aniversário!

Em Shangri-la sempre será o dia do seu aniversário…

Por que lá você renasce todos os dias…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Excesso de proteção desprotege!

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De quê e de quem Michael tentou se proteger durante tanto tempo?

Compreender hipóteses para responder esta pergunta pode nos ajudar, salvaguardas as proporções e particularidades, a compreender nossas próprias tentativas de autoproteção.

Quando tentamos demasiadamente nos proteger estamos, via de regra, fugindo deliberadamente de algo.

A hipótese de que Michael Jackson sofresse da chamada síndrome de Peter Pan (síndrome proposta originariamente pelo Dr. Dan Kiley em seu livro lançado em 1983 intitulado: “A síndrome de Peter Pan: homens que nunca crescem”), pode ser explicada como uma tentativa de “proteger” a si mesmo do envelhecimento.

Talvez Michael estivesse, de fato, não querendo envelhecer por sentir não ter possuído uma infância autêntica. Nesta categoria de raciocínio, quantos milhões de pessoas do mundo se enquadrariam?

Sufocado desde pequeno pela indústria do entretenimento e sob relatadas hostilizações familiares, não é difícil supor e imaginar o quanto sua infância foi prejudicada, adiada e, talvez, nunca efetivamente vivenciada.

A construção do parque temático particular “Neverland” (Terra do Nunca) parece evidenciar (salvaguardadas as possibilidades de marketing envolvidas) esta vontade de resgatar a infância e brincar em um parque privativo (desejo que muitas crianças já manifestaram, ao menos em breves momentos).

O nome “Terra do Nunca” metaforicamente aponta para a realidade do lugar “a que nunca se chega”, “nunca existe”, “nunca perdura”. Talvez, simbolicamente, o próprio cantor estivesse manifestando uma “certeza velada” de que esta infância perdida nunca seria recuperada e, que somente sonhos fantasiosos e lendas como as de Peter Pan pudessem lhe oferecer conforto pelas vias da imaginação. Vale lembrar que ele ficou profundamente magoado ao ser excluído do papel principal no filme Peter Pan.

Análises psicológicas mais profundas dos possíveis transtornos psicológicos vivenciados pelo artista não cabem em um artigo desta natureza. Porém, a pergunta que nos propomos é útil: De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Múltiplas respostas são possíveis. Ele poderia estar tentando se proteger da fama (embora não conseguindo viver sem ela), poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro com a idade adulta, do inevitável envelhecimento e até mesmo da inevitável morte.

Michael poderia estar tentando se proteger do inevitável encontro consigo mesmo; hipótese que explicaria tantas cirurgias plásticas buscando encontrar uma imagem exterior que cancelasse a imagem interior que, de alguma forma, o incomodava.

Michael poderia estar tentando se proteger do passado, do presente e do futuro. Tudo ao mesmo tempo!

Um gênio, um artista brilhante, um dos maiores show-man de todos os tempos, mas um ser humano em conflitos profundos. Vivendo uma fuga da realidade tão intensa que o conduziu a todas as situações adversas e polêmicas da sua trajetória.

Não que o Homem seja apenas produto do meio, mas nenhum de nós acharia fácil ter vivido sob a pressão que Michael Jackson viveu em toda a sua vida.

O grande perigo na vida de uma celebridade é acreditar demais na imagem produzida e divulgada sobre si, perdendo a conexão com sua identidade. Isso não aconteceu somente com ele. Elvis Presley, apenas para citar um exemplo, também atravessou este abismo, Marilyn Monroe, também.

Michael cercou-se de todos os tipos de proteção possíveis e imagináveis:

1) Comprou parte dos direitos das músicas do Beatles, “protegendo” seus rendimentos;

2) Tentou “proteger” a majestade, unindo as histórias do rei do pop com o rei do rock, “casando” com a filha de Elvis Presley;

3) “Protegeu-se” dos ataques sobre sua conduta sexual e com crianças, “namorando mulheres” e tendo três filhos;

4) “Protegeu-se” das ações judiciais, fazendo, acordos milionários;

5) “Protegeu-se” dos fãs e de sua própria equipe com esquemas de segurança gigantescos;

6) “Protegeu-se” da família afastando-se dela;

7) “Protegeu-se” da dor a custa de poderosos analgésicos;

8) Protegeu-se de uma possível performance inferior à dos tempos áureos, postergando a volta aos palcos;

9) Protegeu-se da falência, leiloando bens e propondo uma nova mega turnê;

10) “Protegeu-se” de envelhecer partindo antes, de tanto se proteger…

Olhando a biografia de Michael Jackson (à qual muitos fatos novos, reais e fictícios, se somarão – já que a indústria do entretenimento não para, e se alimenta da vida e da morte de seus ídolos) nota-se um menino prodígio. Um gênio frágil, um artista capaz de levar ás lágrimas o gigante talento de Sammy Davis Jr. Um consumista extremado – consumiu de tudo e em tamanha quantidade que acabou consumindo a si mesmo.

Observando sua vida, encontramos uma criança criativa, atarefada, atormentada e pressionada por tudo e por todos, inclusive por si mesmo.

Michael viveu fugindo e se protegendo, criando, encantando, emocionando, ditando tendências, cometendo erros e acertos, sendo acusado, absolvido, caluniado, admirado.

Dormir na câmara hiperbárica (que retardava o envelhecimento) não o impediu de partir tão cedo. Excesso de proteção desprotege…

Fica aqui registrado o meu mais profundo respeito a este genial artista, cujos supostos erros não julgo, porque sequer conheço a verdade sobre os fatos. Conheço apenas os relatos, versões e notícias veiculadas. E mesmo se conhecesse os fatos, ainda assim, eu não o julgaria.

Quem de nós pode assegurar quais seriam nossas reações vivendo uma vida tão atípica quanto a destas mega celebridades colocadas na vitrine do mundo, desde a infância, frente a um público que quer o espetáculo, seja ele qual for?

De quê e de quem Michael tentou se proteger todos estes anos?

Ele partiu cedo, deixou seu legado, mas provavelmente jamais tenha encontrado o que buscava…

E você, o que vem buscando? De quê e de quem você vem fugindo nestas tentativas infinitas de se proteger?

Acabamos todos por encontrar o que tememos e descobrindo que excesso de proteção desprotege!

Comece a viver, abandone os mitos criados por você mesmo e pelos outros a seu respeito.

“Desproteja-se”, ao menos um pouco, para viver a vida real. Abandonar a infância ou o comportamento adolescente dói. Mas dói mais tentar manter-se neles.

Crescer não é uma opção, é uma condição.

Aceite-a no melhor tempo: agora!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

A imagem refletida no espelho

espelho

Em um inesperado momento de sua vida, você se depara com uma imagem refletida no espelho da existência. Olhamos, olhamos novamente, voltamos a olhar e, após grande hesitação, reconhecemos: trata-se de nós mesmos!

Trata-se de um “nós” refletido em uma imagem que desconhecíamos ou, talvez, insistíamos em não reconhecer. Somos incrivelmente hábeis para fugir de nós mesmos e tremendamente covardes para nos buscar por trás das aparências.

Mas esta imagem, cedo ou tarde, aparece e com ela vem uma dor forte e intensa: a dor de descobrirmo-nos como somos e não como gostamos de pensar que somos.

Este “outro” no espelho da existência, parece tão diferente de nós. Não que seja mais feliz ou mais triste… é diferente, muito diferente.

Esta imagem, às vezes é trazida pela sinceridade de um verdadeiro amigo (aquele que diz o que precisamos ouvir); às vezes é trazida por uma dor de amor (onde quem amamos, desiludido por alguma situação, desabafa o que sempre pensou e nunca revelou a nosso respeito), outras vezes é trazida pela reflexão, psicoterapia ou busca espiritual.

Corajosos, nos achamos covardes.

Fortes, nos reconhecemos fracos.

Altruístas, nos surpreendemos egoístas.

Vencedores, nos descobrimos com inveja.

Humildes, visualizamos nossa vaidade.

Pacíficos, encontramos a raiva.

Religiosos, nos vemos sem fé.

Bons, nos percebemos ainda maus.

Belos, nos vemos distorcidos.

Distorcidos pelas lentes da realidade!? Que tipo de distorção é esta que nos mostra como somos?

Esta imagem choca e nos faz parecer monstros aos nossos próprios olhos. Caem as escamas que impediam a nossa visão… E a luz fere os olhos acostumados à escuridão.

Vivemos muito tempo no escuro, onde podemos dizer coisas sem olhar nos olhos e acertar os cabelos sem, de fato, olhar no espelho.

O espelho do outro, o espelho de quem nos ama, o espelho de quem amamos, o espelho do amigo, da amiga, do pai, mãe, irmão, professora…

O espelho do outro revela uma imagem que é nossa. Por que tardamos tanto em ver a nós mesmos como somos?

Não, não é somente por medo e covardia, é também por falta de maturidade. Este dom que o tempo traz aos que o buscam verdadeiramente. A maturidade não é obra do tempo, é obra de um coração sincero que viaja no tempo!

Não somos monstros! Não somos santos! Somos homens e mulheres em busca de nós mesmos.

Em um determinado momento, em um inesperado momento de sua vida, uma imagem aparece em “um espelho”. Não a trate como um desconhecido. Trata-se do seu próximo mais próximo, aquele a quem devemos amar primeiramente no exercício de amar ao próximo, alguns milímetros, metros ou quilômetros, mais distantes.

Este desconhecido somos nós mesmos. A imagem no “espelho” pede ajuda! Ela precisa ser reconhecida e auxiliada, não consegue respirar, sufocada por aquilo que fingimos ser.

Não somos santos nem monstros. Somos seres humanos, que, de tão humanos, não nos reconhecemos disfarçados por trás do herói que gostaríamos de ser. Heróis são pessoas comuns que encontram a si mesmas! Por isso são fortes, porque não estão divididas entre o que são e o que pensam ser. Simplesmente vivem como são: autênticas.

A dor da autenticidade é o preço da descoberta do caminho que leva à felicidade.

Seja feliz! Viva a autenticidade. Vai doer, todo nascimento implica algum tipo de dor, mas a vida celebrará com sorrisos o que as lágrimas da descoberta evidenciam, ao lavar olhos, como que eliminando as imagens passadas.

Na ausência da autenticidade não há vida, somente a morte do nosso verdadeiro “eu”.

Monstros não refletem sobre seus sentimentos, erros e acertos. Tornar-se “santo” é uma meta, não um ponto de partida. Todo “santo” teve um passado e todo “pecador” terá um futuro!

Ninguém vencerá o mundo sem conhecer o mundo, ninguém transcende a matéria sem ter sido “matéria”. Nossos erros são apenas virtudes que ainda não aprenderam a direção…

Ou, por acaso, você nunca parou para pensar que um teimoso pode tornar-se persistente? O teimoso é um indivíduo egocêntrico que está mais preocupado em ter razão que em encontrar a razão. O teimoso caminha em círculos. Já o persistente, possui metas mais claras, aceita opiniões e toda a ajuda que o auxilie a chegar lá. O persistente aprendeu a caminhar em linha reta, na direção de seus objetivos e metas. Enquanto persistência é uma virtude, teimosia é um defeito. Quando damos uma direção à teimosia e nos libertamos das ilusões das nossas egotrips, aprendemos a ser persistentes.

Faça de seus erros, razões para acertar. Seres humanos não aprendem com seus erros, aprendem consertando seus erros…

Neste exato momento, há uma imagem refletida no “espelho” deste texto. Não a trate como um desconhecido…

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Aprendendo com a ignorância

autoconhecimento

Devemos nos dedicar com entusiasmo a toda e qualquer possibilidade de diminuir a nossa gigantesca ignorância a respeito de tudo!

A postura do eterno aprendiz é, ao lado do amor, a  maior fonte de alegria e prazer na nossa existência. Ambas, para serem plenas, devem estar associadas à postura de servir, ser útil à vida e às pessoas.

Quanto mais aprendemos mais se revela a nossa profunda ignorância sobre as coisas, fato que não deve nos deprimir, mas incentivar a continuar buscando e aprendendo. Ficarmos deprimidos com aquilo que não sabemos é perda de tempo e energia. A ignorância quando reconhecida é a porta de entrada para o conhecimento consciente. Ignorar é bom quando sabemos que ignoramos, quando não ignoramos nossa própria ignorância!

Aquilo que não sabemos não deve ser fonte de tristeza, mas ponto de partida para a felicidade. Descobrir é experimentar um tipo especial de felicidade. O conhecimento enobrece, liberta e alegra! A depressão é a ignorância que se entrega enquanto a sabedoria é a ignorância que entrevista a vida sobre seus segredos…

O que temos consciência de que não sabemos já podemos buscar aprender, e isso é ótimo. A área de sombra está em desconhecer o que não sabemos. A ignorância que ignoramos é a verdadeira ignorância!

Por isso é necessário o convívio com as outras pessoas, quanto mais diferentes de nós, melhor. Isto é de vital importância para o nosso desenvolvimento. Através das lentes da diferença, podemos entrar em contato com aquilo que desconhecemos. O convívio com o outro revela dimensões da vida e de nós mesmos que seriam de difícil acesso só pelos nossos caminhos.

O universo do outro, sua forma particular de ver, sentir e viver a vida pode nos despertar das nossas ilusões sobre o conhecimento das coisas. Observar que existem múltiplos caminhos para responder uma questão, resolver um problema e superar uma dificuldade nos liberta do perigo do pensamento único, da megalomania de acreditar que temos, não somente as respostas, mas detemos a verdade.

A verdade do outro é um ótimo antídoto para as nossas ilusões de verdade. Precisamos do outro para enxergar a nós mesmos de outra perspectiva, menos vaidosa, menos egoísta e narcisa, desde que o outro seja sincero em sua interação conosco. Pessoas que nos endeusam não colaboram com nosso crescimento. Quanto mais eu vivo mais prefiro a crítica sincera ao elogio paternalista. Cresço com as críticas, me alegro com os elogios (quando lúcidos), mas me alimento mesmo é do conhecimento que surge a partir de ambos.

Tanto o elogio quanto a crítica podem estar equivocados, enviesados, mas o que importa é que trazem novos elementos ao cenário sob o qual a história viva do conhecimento está sendo escrita. Conhecer é viver e viver é reconhecer-se! Quem meditar nesta frase encontrará muito sobre si mesmo.

A ignorância é bela como ponto de partida. Nesse sentido ela é uma espécie de ingenuidade, uma fome de conhecimento. A ignorância é cruel como âncora. Como âncora ela pode fazer com que você fique confortavelmente preso á segurança do cais. Nenhum barco é construído para ficar junto ao cais, sua função é navegar!

Nenhum ser humano deve ficar ancorado às suas certezas sem antes navegar pelos oceanos das possibilidades do conhecimento, considerar e compreender de maneira empática, outros horizontes, outras culturas, outras religiosidades, outras escolhas.

A sabedoria não depende de erudição, de formação acadêmica ou cultura enciclopédica. Sabedoria é um estado de espírito diante do conhecimento da vida, ela está presente em pessoas que nunca frequentaram a escola e ausente em muitos Phds. Quantos deles publicam suas falsas certezas, mas têm medo de publicar suas dúvidas?

Tenho muito mais receio das certezas que das dúvidas. Penso que a dúvida já não seja ignorância, mas início do caminho da sabedoria.

Até mesmo a fé contém a dúvida, embora a fé seja a certeza que resta quando todas as outras deixam de existir. E, mesmo considerando que a fé seja uma certeza além das certezas, sempre existirá a dúvida: por que caminhos Deus se manifestará? Sabemos da sua presença e da sua ação, mas ousaríamos dizer que temos certezas sobre os caminhos que Ele utilizará diante de determinada situação?

Uma fé verdadeira, mas humilde, reconhece-se impossibilitada de compreender a plenitude do conceito de Deus e suas possibilidades de atuação.

Conviver com a presença da dúvida sem utilizá-la como desculpa e vivê-la como ponto de partida e não uma âncora é fundamental para ser feliz. Pessoas mergulhadas em certezas ou em dúvidas se esquecem de tirar a cabeça para fora da “água” e respirar para continuar vivendo.

A dúvida é amiga do cientista, do artista e de todas as pessoas que de maneira sincera e humilde se apresentam cheias de perguntas diante do maravilhoso mistério da Vida!

Ignorar também é bom, desde que reconheçamos a presença da ignorância. Ignorar a nossa própria ignorância equivale a uma sentença.  Reconhecê-la nos liberta para aprender…

Aqueles que se sentem satisfeitos com sua própria ignorância e nada fazem pra vencê-la empobrecem sua vida e o mundo. Somente os insatisfeitos e inquietos com suas dúvidas, somente os que buscam o conhecimento podem ajudar a construir um mundo melhor, primeiro o mundo interior e, na sequência, o mundo ao seu redor.

Conhecer é viver e viver é reconhecer-se!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.