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Diante da Dor

dor

Quem de nós já não sentiu uma dor que aperta o peito, comprime a mente, uma dor asfixiante, que nos deixa fracos e aparentemente sem ação?

A dor psíquica é a mais intensa de todas as dores, porque para ela não existe analgésico.

De tão intensa, a dor psíquica chega a tornar-se física, seja porque a sentimos doer como se doesse no corpo, seja porque somatiza algum tipo de enfermidade física. Basta lembrar que uma proporção enorme das queixas que chegam aos ambulatórios e consultórios médicos contém elementos emocionais intensos que originam ou intensificam os sintomas apresentados pelos pacientes. São muito comuns os casos em que os exames clínicos e laboratoriais mais sofisticados não encontram absolutamente nada no corpo destes pacientes que, em verdade, padecem de enfermidades da alma, refletidas no espelho da mente e sentidas no ambiente corporal!

Pessoas afligidas por este tipo de dor descrevem-se como corroídas por dentro, como se estivessem implodindo, desmoronando de dentro para fora e, normalmente, não tem vontade de fazer nada para sair da situação, escondem-se em si mesmas e fogem de qualquer possibilidade de encontrar as causas da dor.

Fugir do mundo e das pessoas jamais diminuirá sua dor, ela não está nas outras pessoas, está dentro de você e algo que está dentro de você irá com você para onde você for!

Aqui reside a maior ilusão das pessoas acometidas por graves dores psíquicas, elas não percebem que não há para onde fugir. Nenhuma tentativa de fuga irá solucionar as nossas dores, mas todas elas podem agravá-las!

Somente a compreensão das origens da dor pode ajudar a atenuá-la. Compreender estas origens e agir sobre suas repercussões é a base de todo e qualquer tratamento psicoterapêutico e psicológico, nas suas mais variadas escolas e abordagens.  A prescrição de “combate” às dores psíquicas começa com a busca consciente por autoconhecimento.

No cardápio de dores psíquicas encontramos a dor da solidão, da decepção, da traição, da derrota, da abaixa autoestima, do luto, entre tantas outras.

Mas será que a solidão nos foi imposta ou nós a conquistamos com atitudes que afastaram as pessoas do nosso convívio?

Será que alguém nos decepcionou? Ou nós, com expectativas exageradas e não condizentes com a realidade, nos decepcionamos com as características humanas e naturalmente falíveis do outro?

Será que fomos traídos? Ou com nossa atitude distante e muitas vezes egoísta impusemos tanta fome psíquica ao outro, que fragilizado, buscou desesperadamente o alimento que lhe negamos?

E as nossas derrotas? Foram frutos de tentativas reais e coerentes, mas equivocadas na busca da obtenção do sucesso? Ou será que nos autossabotamos?

Não seria a nossa baixa autoestima uma desculpa nobre para justificar o nosso medo da felicidade, a nossa desculpa para justificar um comportamento de vítima?

E a nossa dor de luto, é a dor da saudade dos momentos felizes que vivemos ao lado de alguém ou a dor das nossas ausências agora impossíveis de reparar?

Há dores e “dores”. Amores e “amores”…

Comportamento gera comportamento, muitas vezes a dor que sentimos não é senão a dor que infligimos aos outros que retorna, às vezes maquiada e disfarçada, mas continua sendo nossa velha conhecida!

Dores recorrentes são consequência de estagnação em nosso processo de aprendizagem e evolução.

A dor é um convite. E não é um convite ao sofrimento, mas um convite para sair do sofrimento! Um convite que propõe reavaliar nossas crenças, nossos valores, pensamentos e, sobretudo, atitudes.

A dor é uma professora severa, mas muito eficaz!

Ela nos ensina muito mais e com muito maior velocidade que a felicidade. Quando estamos felizes nos distraímos da vida, de suas causas e efeitos e ficamos alienados achando que tudo será sempre um mar de rosas. As rosas também contém espinhos para se proteger e, quando nos ferimos em um deles imediatamente percebemos que não abordamos a rosa pelos caminhos corretos…

As dores psíquicas causam cicatrizes na alma. Nenhum de nós atingirá a maturidade emocional na ausência destas cicatrizes. As pessoas mais admiráveis que você conhecesse poderão lhe falar sobre suas cicatrizes! Você perceberá que não as admiraria tanto se elas não tivessem vivido tudo isso.

Aceite suas dores como convites para sair do sofrimento.

Aceite-as como professoras rígidas, mas sábias. Respeite suas dores elas estão lhe mostrando o caminho. Não pense que isso é um convite para ter prazer em sofrer, não se trata de masoquismo, se trata de maturidade. Uma dor durará em sua vida apenas o tempo exato pra que você possa aprender a mensagem que ela contém, depois desaparece, algumas vezes imediatamente, outras gradualmente. Mas uma coisa é certa: as dores que te acompanham hoje não estarão aí amanhã se você ouvir o que elas têm para te dizer. A dor é muito eloquente, cabe a nós aprendermos a ser bons ouvintes. Todas estas dores passarão, isto é uma certeza. Outra certeza é o que o tempo que demorarão a passar é influenciado por nós.

De hoje em diante quando uma dor visitar você pergunte imediatamente: “O que você está querendo me dizer?” E proponha: “permaneceremos juntos até resolvermos a questão, depois você terá que partir!”

Lembre-se que mesmo os seres mais iluminados que passaram por este planeta não puderam cumprir suas missões na ausência da dor. Por que iríamos querer privilégios para nós, pessoas comuns? Sigamos o exemplo destas pessoas iluminadas que a história da humanidade retrata tão bem. Tratemos nossas dores como passarinhos feridos que caíram do ninho, cuidemos de seus machucados com amor e dedicação. Assim que cicatrizarem o passarinho voltará a voar!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Autossabotagem

autosabotagem

Pare de sabotar sua vida, sua felicidade e seu sucesso.

Quaisquer que sejam os caminhos que sua vida percorra, cedo ou tarde, você irá perceber que tanto as melhores oportunidades, quanto as maiores dificuldades estão em você e não nos outros. É sempre mais fácil culpar aos outros e à vida por nossas desistências e fracassos e pela ausência de oportunidades. Mas o caminho mais fácil não é, necessariamente, o melhor caminho!

Quanto antes percebermos que nós mesmos sabotamos nossas possibilidades de felicidade, sucesso e prosperidade, melhores serão nossas chances de vitória, porque o tempo não para e a oportunidade não espera especificamente por você, mas por alguém com atitude suficiente para aproveitá-la!

É inquietante a incoerência humana. O Homem destrói, com suas próprias atitudes, aquilo que mais ama e deseja. Matamos antecipadamente nossos sonhos por medo que eles não se realizem!

Quando estabelecemos um objetivo, uma meta ou um sonho, estamos no mundo da imaginação e do desejo, onde tudo é possível. Imediatamente quando começamos a caminhar para realizá-los entramos na estrada da realidade. E na dimensão da realidade, o sonho encontra as dificuldades.

Ao sentirmos a presença inicial da dificuldade e, prevendo que outras maiores virão, começamos a colecionar desculpas nobres para justificar o nosso possível fracasso na realização do sonho. Admitir um fracasso antecipadamente sem participar da luta para superá-lo é, de fato, o início do fracasso!

Aqui, exatamente aqui, frente às dificuldades iniciais, começamos a fazer amizade com o fracasso: começamos a nos autossabotar. Imediatamente procuramos algo ou alguém para depositar a culpa pela não-realização do sonho: são os pais, a companheira, o companheiro, o mundo, o mercado, o universo, o destino…

A verdade é que começamos a desistir logo no início da jornada. E esta desistência tem uma explicação simples: com medo de tentar muito e depois “morrer na praia”, abortamos o sonho. Preferimos trocar uma possível frustração futura, que julgamos ser maior, por uma frustração imediata menor.

E para enganar a nós mesmos usamos toda a nossa criatividade para desenvolver desculpas nobres que encubram nossas atitudes pobres!

Começamos a dizer:

- “Na verdade eu não queria isso tanto assim! Não tinha mesmo tanta importância…”

- “Foi melhor que as dificuldades apareceram, não daria certo mesmo!”

- “Ainda bem que as dificuldades me mostraram que isso não era pra mim, se realmente fosse as coisas seriam mais fáceis!”

Mentimos para nós mesmos e para todos aqueles a quem não queremos decepcionar, alegando que desistimos de algo pequeno e sem importância, quando na verdade estamos desistindo do que tem mais importância: nossa disposição para lutar e vencer!

Queremos ser felizes, prósperos e obter sucesso, mas temos receio de não conseguir ou não manter estas conquistas. Observe as relações amorosas: com medo do abandono, acabamos por estabelecer relações tormentosas baseadas na cobrança excessiva, na agressividade, no ciúme, no controle e na manipulação. Tudo isso só nos aproxima mais rápido da perda e do abandono!

Esta é uma das mais profundas incoerências humanas, matar aquilo que mais desejamos alcançar e manter.

Pare neste exato momento e reflita sobre atitudes que você está adotando que são absolutamente contrárias aos seus objetivos. Reflita sobre como você vem usando sua criatividade para encontrar desculpas nobres para atitudes pobres e pare de se autossabotar.

A maior de todas as tolices é tornar-se seu próprio inimigo, lamentavelmente é também a mais comum!

A propósito: pare de se autossabotar com esta culpa por ter se sabotado tanto até agora! Culpas não resolvem nossas vidas, agravam. Transforme a culpa em responsabilidade. Torne-se responsável em escrever uma nova história de agora e diante e de perceber e corrigir cada vez mais rápido qualquer deslize de sabotagem.

Quando caímos podemos ficar olhando para os limites impostos pelo solo ou dar a volta e olhar para o espaço infinito oferecido pelo céu, a escolha é nossa!

Quando perceber qualquer possibilidade de autossabotagem, delete-a imediatamente! Somos os editores do nosso próprio destino, não permita publicar em sua vida nenhum parágrafo que diminua a beleza da sua história. Nenhum de nós deve passar pela vida sem “acontecer”!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

 

A busca por si mesmo

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Com certeza, você já ouviu falar centenas de vezes sobre a importância do autoconhecimento; já recebeu diversas dicas e conselhos neste sentido. Ocorre que algumas pessoas ficam com a sensação que esta busca é um processo que ocorre em uma determinada altura ou período da vida, não é bem assim.

A consciência da busca por si mesmo não tem data precisa para começar, mas uma vez iniciada não cessará jamais. Digo consciência da busca, porque ela sempre nos acompanhou, ainda que de forma inconsciente, durante todas as fases anteriores ao início do despertar da consciência.

A busca por si mesmo é a experiência mais profunda, rica, ousada e emocionante à qual podemos nos submeter. Trata-se de um processo paradoxal, difícil, em muitos momentos um verdadeiro labirinto, em outros períodos, de “estrada” arejada, luminosa e arborizada.

Quando a consciência desperta para a busca de si mesmo, você fez a primeira grande descoberta: você se conhece pouco, bem menos do que acreditava conhecer…

Esta consciência pode causar muita dor em algumas pessoas, curiosidade em outras e um total redirecionamento de vida para aquelas que aproveitam melhor a oportunidade, independentemente de em qual grupo estejam.

O curioso desse processo é que você passa a ter uma sensação de que sabe cada vez menos à medida que sabe cada vez mais a respeito de si. É aí que nasce a verdadeira humildade (no melhor dos casos); passamos a nos reconhecer não como melhores ou piores que os outros, mas diferentes. Reconhecemos que não somos nem tão bons quanto gostaríamos, nem tão maus quanto nossas culpas nos fazem parecer. É um renascimento!

Haverá inevitáveis momentos de dor e decepção com a imagem anterior que fazíamos a nosso respeito. Ocorrerão momentos de frustração, desânimo e, não raro, depressão (para algumas pessoas). Todos estes fatos são excelentes desculpas nobres para uma atitude pobre: deixar de buscar se conhecer!

Não desista! Estas dores e sofrimentos mais intensos são momentos de “cura”, restabelecimento do equilíbrio e superação. Passadas as turbulências, aprendemos que para voar mais alto passamos várias vezes por ventos fortes, mas evidencia-se a nossa capacidade de superá-los!

Desistir de conhecer-se somente por constatar que você é diferente do que imaginava é uma grande tolice. Você gostaria de passar o resto da vida como um desconhecido de si mesmo? Acredite, não valeria a pena…

Não seja um estranho a si mesmo, estranhe-se para melhor se conhecer!

Não haverá autoestima verdadeira sem autoconhecimento em ação…

Conhecer a nós mesmos é nosso maior desafio, nossa maior viagem, nossa maior loucura e, ao mesmo tempo, nosso maior ato de sanidade.

Ao longo do caminho você se surpreenderá negativa e positivamente consigo, aproveite as surpresas positivas, aprenda e reoriente as negativas – tudo é uma questão de escolha!

As pessoas que você conhece que dizem não ter escolha, escolheram não possuí-las. Colocaram a si mesmas em cheque; sabotaram-se, esconderam-se e acabaram encurraladas em um canto escuro do que chamam destino…

Seja coautor e coautora do seu destino. Conheça a personagem principal: você!

Somente assim você poderá escolher novos caminhos para a sua própria história.  Tome coragem de conhecer-se, buscar-se e você será autor e autora de sua própria novela. Diga-se de passagem, a mais importante de todas, porque nesta você não é expectador passivo é ator/atriz vivente!

Todas as pessoas que se acham muito boas ou muito más, incríveis ou desprezíveis, maravilhosas ou fracassadas; todas elas se esqueceram de buscar se conhecer melhor, desistiram da busca por si mesmas!

Muitos serão os obstáculos, não desista, o espetáculo da sua vida só ocorre quando você conhece bem o seu papel…

Descubra-se – esta expressão significa retirar aquilo que oculta: as máscaras, os mecanismos de defesa, os disfarces, papéis que não são nossos, etc.

Descubra-se. O poeta Gonzaguinha tinha toda a razão:

“Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

E a vida

E a vida o que é diga lá, meu irmão

Ela é a batida de um coração

Ela é uma doce ilusão, ê ô

Mas e a vida

Ela é maravilha ou é sofrimento

Ela é alegria ou lamento

O que é, o que é, meu irmão

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

É uma gota é um tempo que nem dá um segundo

Há quem fale que é um divino mistério profundo

É o sopro do criador

Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer

Ele diz que a vida é viver

Ela diz que melhor é morrer pois amada não é

E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça

E na moça eu ponho a força da fé

Somos nós que fazemos a vida

Como der ou puder ou quiser

Sempre desejada

Por mais que esteja errada

Ninguém quer a morte

Só saúde e sorte

E a pergunta roda

E a cabeça agita

Eu fico

Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz

Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita”

Feliz ano novo… e vida nova!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Expectativas

expectativas

A vida não é feita de expectativas, é feita de escolhas!

Expectativas são esperas ansiosas e produzem um efeito danoso em nossas vidas quando excedem os padrões da realidade.

É da natureza humana gerar expectativas com relação às coisas, o problema é que nossa imaginação é muito fértil e nossos desejos excedem nossa compreensão da realidade. Nestas condições criamos expectativas com pouca ou nenhuma chance de acontecerem e caminhamos rumo à decepção e a frustração.

Achamos que os outros nos decepcionam quando, na verdade, na maioria das vezes fomos nós quem criamos expectativas irreais sobre eles e suas atitudes.

A solução para estas questões que sempre causam sofrimento e desilusões passa pelas seguintes reflexões:

1)        Precisamos compreender que nossas expectativas são formadas a partir de nossos desejos e fantasias e, não possuem, muitas vezes, nenhuma relação com a realidade.

2)        Nossas expectativas estão ligadas à nossa imaginação e por isso podem assumir proporções muito difíceis de serem atendidas.

3)        As expectativas são nossas, mas podem depender de ação de outras pessoas e acontecimentos para se concretizarem, portanto estamos esperando por algo sobre o qual não temos controle efetivo.

4)        Expectativas estão associadas à imaginação, sentimentos, emoções e experiências anteriores.

5)        Expectativas sofrem a ação da nossa ansiedade e dos outros aspectos psicológicos que compõe a nossa personalidade.

Assim, como em tudo na vida, também precisamos aprender a lidar com nossas expectativas e introduzir a razão como mediadora entre elas e a realidade.

Às vezes, você espera que alguém ligue para você e a pessoa não liga… Quanto maiores forem as expectativas de receber a ligação, maior será o sofrimento e a decepção de não a ter recebido. Não percebemos nitidamente, mas nos sentimos feridos, afinal a pessoa “devia” ter ligado e não ligou. Pronto. Este “ferimento emocional”, que se originou em função de nossas expectativas não atendidas, será suficiente para que nossa imaginação agigante as consequências ao criar as “razões“ pelas quais a pessoa não ligou, tais como: ela não me dá a atenção que eu mereço; ela só me procura quando convém; ela deve estar se divertindo com outras pessoas; ela está me enganando; ela não tem por mim a mesma consideração e sentimento que eu tenho por ela, etc.

Ora, todas estas “razões” são meras suposições da nossa imaginação ampliadas pela ansiedade e por frustrações e comparações com situações anteriores.

A pessoa pode não ter ligado por razões concretas e justificáveis as quais poderíamos facilmente compreender em uma conversa franca com ela. Julgamos baseados em suposições, e suposições são apenas probabilidades manipuladas pela nossa imaginação.

Quanto maiores forem as suas expectativas diante de qualquer situação na vida, maiores serão suas chances de se decepcionar. Quando não estamos esperando nada, achamos tudo o que acontece maravilhoso. Quando esperamos pouco, o que acontece facilmente atende ou supera as nossas expectativas, mas quando esperamos muito…

Esperar muito é depositar nas mãos de outras pessoas e acontecimentos a responsabilidade de fazer seus desejos acontecerem. É uma perigosa ilusão.

Procure dividir os aspectos de sua vida em dois grandes grupos: as coisas que você espera que aconteçam e depende determinantemente de você e as coisas que você espera que aconteça, mas dependem muito mais de outras pessoas e acontecimentos que da sua ação.

Observe que você só pode agir sobre as coisas que dependem determinantemente de você. Somente sobre elas você possui controle. As coisas que dependem de outras pessoas e acontecimentos estão fora do seu controle, você pode até influenciá-las de alguma maneira, mas não pode controlá-las.

Utilize a sabedoria para não gerar expectativas muito elevadas para as coisas que não dependem diretamente de você e de suas atitudes. Elas dependem de outras pessoas que não pensam como você pensa, não agirão como você agiria e não sentem as coisas exatamente como você sente.

Concentre-se em alterar as coisas que você pode e em buscar compreender as que estão nas mãos dos outros.

Deixar a vida ser dirigida por nossas expectativas é como dirigir em alta velocidade de olhos vendados. Abra os olhos da razão, use o coração para amar a vida e as pessoas e a razão para conhecê-las, compreendê-las e aceitá-las.

Uma vida baseada em expectativas é irreal e muito perigosa. Faça as pazes com a realidade e aprenda a ajustar suas expectativas dentro de um padrão lúcido e flexível. Nem a vida nem as pessoas são como nós gostaríamos que fossem, são como são. Nem mesmo nós somos como gostaríamos de ser…

Um alerta importante: Antes de tentar se tornar quem você gostaria de ser, observe se suas expectativas com relação a si mesmo não estão equivocadas, talvez você esteja melhor assim…

A vida é feita de escolhas, mas é impactada por nossas expectativas.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Você tem medo de quê?

medo

Somos seres simples que, de tão simples, nos tornamos complexos. Complexos demais. Todos os outros animais na natureza reagem com base em seus instintos, mas nós, seres humanos, podemos refletir sobre nossos instintos. Nós possuímos a capacidade de pensar até sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos. Isso que aparentemente é nossa maior vantagem torna-se também nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

Há diversas situações com as quais todos nós temos que lidar no cotidiano, disciplinas essenciais na universidade da Vida. E uma das matérias mais difíceis é “como lidar com o medo”.

A primeira lição fundamental é: Não devemos nos culpar por sentir medo!

Se você começa a se culpar por estar sentindo medo só agravará o problema, porque além do medo estará incluindo o peso do sentimento de culpa, que é altamente destrutivo, muito mais que o próprio medo.

Não se culpe por sentir medo, todos os seres humanos sentem medo, inclusive aqueles que demonstram ser destemidos. Lembre-se sempre desta verdade essencial: Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo.

A coragem não é a ausência do medo, mas a disposição de não permitir que ele impeça você de caminhar.

A segunda lição fundamental é: Sentir medo é bom e importante.

O medo nos conduz a uma atitude de respeito e atenção diante dos desafios da vida. Na ausência do medo, nossos antepassados não teriam fugido dos predadores e a humanidade poderia estar extinta. O medo é um sentimento que busca nos preservar e nos conduzir a uma posição mais segura. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Desistir é entregar-se passivamente, sem direito à luta!

O medo faz parte de você, não você do medo. Não deixe que a parte domine o todo. Não se deixe dominar pelo medo, porque nada nos domina sem a nossa permissão.

O medo se torna patológico quando começa a se manifestar fora de hora e sem propósito. Pense em um sistema de alarme contra incêndios: Se houver um princípio de incêndio e ele não disparar, não serve para nada e nos expõe ao risco, mas, se ele disparar por causa da fumaça de um bife na frigideira também estará com defeito. Este alarme só deveria disparar em risco real de incêndio. O mesmo acontece com o medo, ele é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança.

As situações e decisões mais importantes que você enfrentará na vida farão, na imensa maioria das vezes, você sentir medo. Quanto mais importante a decisão, maior o medo. Isso é natural. Nestas condições, o tamanho do medo lhe diz a importância que as repercussões terão em sua vida.

A imaginação e a ansiedade alteram drasticamente o equilíbrio do sistema de alarme  psicológico e biológico do medo. A sombra do monstro no cinema é sempre maior que o monstro e, o som que ele emite é mais assustador que sua aparência. Desligue o som e esqueça a sombra. O “monstrinho” ficará bem mais fácil de encarar, às vezes até simpático.

A questão é que sempre imaginamos as coisas como se elas fossem definitivas e o medo de errar torna-se insuportável. Mas sejamos sinceros, quantas coisas realmente absolutas e definitivas você conhece na vida?

A vida é feita muito mais de coisas transitórias que definitivas. Seu emprego pode mudar, seu casamento pode acabar, você pode perder um excelente negócio, mas nada disso é, de fato, definitivo. O emprego perdido pode ser recuperado, ou você pode encontrar outro ainda melhor. O casamento que acabou hoje poderá reviver amanhã com mais maturidade e qualidade, ou você pode encontrar um relacionamento superior que lhe permita ser muito mais feliz. Negócios se perdem e se fecham todos os dias, sua vida não depende de uma única decisão, mas de um conjunto delas!

A ansiedade é outro elemento que reforça a presença do medo. Pessoas ansiosas sentem que sempre está faltando algo que deveriam fazer imediatamente ou ter feito antes para se sentirem seguras e, por isso, aumentam as consequências do medo. Basta observar que ninguém tem uma crise de pânico sem antes apresentar distúrbios de ansiedade. Estes distúrbios possuem duas causas básicas, que podem ocorrer juntas ou separadas: desequilíbrio da química cerebral e dificuldades psicológicas de enfrentamento da realidade.

Se o medo em sua vida vem atingindo níveis patológicos, ou seja, níveis que estão impedindo você de agir, mesmo nas coisas mais simples do dia-a-dia, busque ajuda profissional. Não se envergonhe de pedir ajuda, é grande aquele que se reconhece pequeno frente ao que desconhece!

Sinta-se convidado para o grupo dos que sentem o medo saudável, aquele que nos ensina:

•           o que devemos evitar,

•           à que devemos estar atentos, e,

•           por que permitimos que algumas coisas tenham tanto poder sobre nós.

Compreenda que muitos medos são simplesmente fruto da imaginação, da vaidade e da ansiedade. Você não é covarde porque sente medo. A única covardia é desistir de compreender os mecanismos que te levam a sentir tanto medo. Sim, eu sei, às vezes dá medo de conhecer as causas do nosso próprio medo. Pense com bom humor, medo você já tem mesmo, então é melhor que ele seja útil e lhe sirva de estrada para compreender melhor a você, aos outros e à própria vida.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Não carregue o mundo nas costas

mundo

Na mitologia encontramos muito material para reflexão sobre nossas próprias atitudes. Na mitologia grega, por exemplo, encontramos a figura de Atlas, um dos titãs que foi vencido por Zeus e seus aliados (as energias do espírito, da ordem, do Cosmos). Todos os titãs vencidos nesta batalha foram condenados eternamente ao Tártaro (equivalente ao inferno judaico-cristão), mas Atlas foi condenado a carregar o “mundo“ nas costas por toda a eternidade.

Essa alegoria mitológica nos leva a perceber que sempre que desrespeitamos as forças que harmonizam a vida, sofremos a consequência de carregar nosso próprio mundo nas costas.

Começamos a “carregar o mundo nas costas” a partir do momento em que nos colocamos como o centro do mundo. É nesta inversão de papéis que nós cometemos nossos maiores erros. Queremos ser responsáveis por tudo, moldar o mundo à nossa vontade e, não raro, começamos a carregar também “o mundo dos outros” nas costas, por acreditar que somos os alvos de todas as ações que provém das outras pessoas.

Se você vem experimentando muito sofrimento e realmente deseja mudar esta situação, pare imediatamente de pensar que tudo o que acontece à sua volta está relacionado a você! Você não é o centro do mundo, nem o centro das atenções. Mesmo as pessoas de vida pública e celebridades são muito menos o centro das atenções do que pensam e gostariam de ser.

Uma vez uma pessoa me procurou no final de uma de minhas palestras e disse:

- “Hilsdorf, eu tenho um problema muito grande, onde quer que eu entre as pessoas estão sempre olhando direto para mim”!

Eu perguntei a ela:

- “Como você saberia que estas pessoas estão olhando direto para você, se você não estivesse olhando direto para elas”?

Da mesma forma, muitas pessoas reclamam que os outros estão sempre rindo dela, falando sobre ela, criticando-a…

Um momento: Será que o único foco de interesse disponível é você? Quando as pessoas riem na sua presença, este riso sempre significa deboche? Você tem certeza disso?

Passo muito tempo em aeroportos, nas idas e voltas das minhas palestras. Sempre que algum cantor ou artista conhecido da mídia se encontra na sala de embarque surgem muitos risos. Estes risos logo depois se transformam em pedidos de fotos e autógrafos, não eram risos de deboche.

Com as pessoas que não são conhecidas através da mídia, acontecem coisas similares. Diversas vezes já vi rapazes rindo entre si ao comentarem a beleza, o charme ou a sensualidade de uma bela jovem na sala de embarque. Presenciei várias vezes o mesmo fato quando um homem muito bonito era apreciado por mulheres empolgadas com sua presença.

Risos não são e jamais foram expressão universal de deboche. O fato é que a baixa autoestima faz com que as pessoas interpretem fatos positivos como ameaças!

Exatamente como este rapaz que se sentia observado só porque ele mesmo estava observando os outros, muitas pessoas sofrem por razões semelhantes todos os dias.

Em uma peça de teatro, em uma novela ou em um filme, encontramos uma personagem central, a protagonista. A protagonista é aquela que “agoniza”, sofre por todos. Toda a trama se origina ao seu redor e reflete suas dores e alegrias.

Embora sejamos a personagem central de nossas vidas, não devemos com isso acreditar que somos a personagem central na vida dos outros. Não precisamos “agonizar”, sofrer, como se tudo ocorresse por nossa causa ou sob nossa responsabilidade. As coisas nem sempre são a nosso respeito!

Como seres humanos, temos a tendência de pensar que as reações dos outros refletem algo que nós fizemos a eles.

Por isso, acabamos agindo como se fôssemos sempre os protagonistas de todas as vidas ao nosso redor. Se você cumprimenta um amigo ou colega de trabalho e ele responde de maneira fria, indiferente ou até grosseira, você começa a pensar: O que foi que eu fiz a ele, para ele me tratar assim?

Você não precisa ter feito absolutamente nada. A reação da outra pessoa pode ser fruto de problemas pessoais, problemas de saúde, preocupações, problemas com outras pessoas ou um aborrecimento que tenha ocorrido poucos segundos antes de você chegar.  Simplesmente, não tem nada a ver com você!

Colocar-se no centro de todas as situações não é uma prática saudável, cria problemas inexistentes. Agir assim, quase sempre, demonstra megalomania e/ou baixa autoestima. Esta postura só causa problemas.

Da próxima vez que alguém reagir de maneira negativa e inesperada à sua chegada, ou a qualquer ato seu, lembre que esta pessoa pode estar passando por infinitas situações e que a reação dela pode não ter relação direta com você. Na maioria das vezes, a pessoa que reagiu mal nem percebeu ter agido assim com relação a você, ela está imersa em seus próprios problemas e “carregando o seu próprio mundo”.

Se você percebe razões concretas, evidências de que você efetivamente causou a reação, isso é natural no universo das relações, uma boa conversa pode colocar tudo de novo no lugar!

Sempre que encontrar alguém em um dia ruim (carregando o mundo nas costas), entenda que se nós temos o direito de ter um dia “ruim” e de querermos ficar sozinhos e incomunicáveis por algum tempo, outras pessoas também têm esta necessidade. Por que negaríamos esse direito aos outros?

Não queira ser protagonista dos sofrimentos alheios. A cada um de nós basta os sofrimentos que nós mesmos, desnecessariamente criamos e os que a vida nos apresenta, como convite à reflexão e aperfeiçoamento.

Isto não é um convite à indiferença, é um convite à aceitação do outro e um alívio para nós mesmos.

Não somos o centro das atenções, e o universo não gira ao nosso redor. Somos um ponto, um ponto único, significativo, mas cuja maior importância é contribuir no conjunto da obra que é a vida. Assumir mais que isso é carregar um peso desnecessário nos ombros! É melhor carregar o peso de um “ponto” a carregar “o mundo” nas costas.

Da mesma forma que não devemos causar intencionalmente dor nos outros, não devemos assumir a dor “particular” dos outros, como se nós a tivéssemos causado!

Seja sempre solidário com a dor do próximo, ajude o quanto puder, mas não julgue que você seja a causa e o responsável por todas estas dores. Muitas pessoas escolhem sofrer, mesmo quando não têm razões concretas para isso e exportam, com suas reações, a desarmonia interna que elas mesmas criaram.

Temos que aprender a nos libertar de nós mesmos e destas pessoas também. Não podemos ajudar alguém que não quer ajuda e nem nos prejudicar com culpas que não temos.

Viva seu mundo ao invés de carregá-lo nas costas. Convide os outros a fazer o mesmo.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

É preciso energia para subir a montanha!

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Já notou que na história de praticamente todos os Grandes Homens e Mulheres ligados à espiritualidade, nas mais diversas tradições da humanidade, sempre há uma narrativa sobre o deserto e a montanha?

Você precisa de muita energia para atravessar “o deserto” e subir a “montanha”.

Há períodos de “aridez” e “escalada” na vida de todos nós. Para vencê-los, precisamos associar energia física, mental e espiritual!

Há uma antiga expressão latina que diz “mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são). Somos um todo, mente, corpo e espírito precisam estar alinhados para atingirmos a nossa melhor performance.

Todos os grandes atletas, artistas e gênios da humanidade sempre foram unânimes em afirmar que precisamos estar de “corpo e alma” naquilo que fazemos para fazê-lo bem.

Tudo que existe precisa de nutrição para continuar a existir. Precisamos nutrir o corpo, a mente e a alma se quisermos possuir a energia necessária para vencer todos os obstáculos.

Não despreze as necessidades do corpo, cedo ou tarde, ele cobrará o seu preço. Um corpo sem energia pode não impedir você, totalmente, de todas as realizações, mas seguramente, tornará muito mais difícil atingi-las. Uma mente exaurida, desnutrida não consegue manter-se ativa e focada por muito tempo. E um espírito afastado da luz perde seu próprio brilho…

Lembre–se de alimentar seus três tipos básicos de existência: físico, mental e espiritual.

Para cuidar do físico lembre-se das palavras de Hipócrates, o pai da medicina ocidental: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Cuide da sua nutrição. A nutrição funcional será uma poderosa aliada na cura de muitos problemas de saúde e na obtenção de níveis superiores de energia para ir em busca de seus sonhos. Como diz a nutricionista funcional, Dra. Juliana Geraix: “Não existe dieta, apenas mudanças no estilo de vida.

Atividade física também é fundamental, você não precisa ser uma atleta, mas precisa que todos os seus sistemas funcionem muito bem. Exercícios aeróbicos, um pouco de fortalecimento muscular e muito alongamento estão entre os melhores investimentos que você pode fazer. Além de procurar ter um sono de qualidade (é preciso aprender a dormir).

Para cuidar bem da mente, reflita sobre as colocações abaixo:

O novelista americano F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940) propunha que uma mente é superior quando possui a habilidade de manter duas idéias opostas, simultaneamente, e continuar funcionando sem paralisar-se pelo paradoxo.

Nossa mente possui capacidade ideoplástica – nossos pensamentos assumem formas, se exteriorizam e criam aspectos da realidade ao nosso redor.

Quanto mais alimentamos a mente, mais ela é capaz de superar-se. Se ensinarmos uma coisa inteiramente nova para duas pessoas, uma com pouco conhecimento e outra com muito conhecimento, a que sabe mais sobre mais coisas, aprenderá primeiro. Seu cérebro possui mais conexões neurais e maiores possibilidades de associação.

A meditação e o relaxamento são maravilhosos remédios para a mente e, associados à busca constante por conhecimento, leitura e solução de problemas, continuam sendo a melhor maneira de manter nossa energia mental em alta.

Para cuidar do espírito:

Albert Einstein dizia: “Minha religião consiste em uma humilde admiração do ilimitado espírito superior que revela a si mesmo nos mínimos detalhes que somos capazes de perceber com nossas frágeis e débeis mentes”.

Nossa existência não possui apenas características passíveis de explicação somente pela ciência ou pela lógica formal. Independente de qualquer vinculação a esta ou aquela doutrina religiosa, as repercussões da força espiritual, ético-moral do Homem são inegáveis!

Experiencie o poder da oração e suas repercussões e comprove, por si mesmo, a fantástica característica transcendente de sermos humanos conectados à fonte da vida.

Amor, Entusiasmo e Fé são os verdadeiros remédios para a alma, nenhum mal pode resitir à ação conjunta destes gigantes!

Dedique mais tempo a cuidar da vida em seus três aspectos propostos. Se você acredita não possuir tempo para todos, posso lhe garantir, não é problema de tempo e sim de prioridade. Se ainda assim você preferir se defender dizendo que lhe falta tempo para tudo, ao menos não esqueça de dedicar mais tempo ao amor.

Você precisará de muita energia para atravessar o deserto e subir a montanha. Acredite, a travessia valerá a pena, e a escalada revelará cenários inesquecíveis e reflexões fundamentais. Lembre que: Seus filhos crescem, os amigos partem, o corpo envelhece, o sexo se modifica e a oportunidade para amar, ainda que sempre exista, nunca contará com a mesma quantidade de tempo disponível. Vida é tempo! Viva a vida na plenitude, viva com energia. Cuide do corpo, da mente e do espírito!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Ambição e Ética

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Ambição e ética são perfeitamente compatíveis!

Estranhar esta frase possui duas razões: um preconceito com relação à ambição e uma confusão entre ambição e ganância, que reforça o preconceito.

É bastante frequente ouvirmos alguém dizer: – “Cuidado com fulano, ele é muito ambicioso”; ou, “Não gosto de tratar com pessoas muito ambiciosas, elas não têm limites”.

Para compreender que ambição e ética são perfeitamente compatíveis, basta deixar claro a diferença entre elas e as suas repercussões.

O conceito de Ambição será para a nossa compreensão: “Atitude ética orientada para realizar e atingir metas e objetivos altamente significativos.”  Derivada do latim a expressão que deu origem à palavra ambição tratava da ação de cercar por todos os lados as possibilidades de alcançar elevada condição.

Agora vejamos o conceito de ganância: “Atitude amoral orientada para a obtenção de ganho abusivo e antiético.”.

Veja que é possível ser ambicioso sem prejudicar a ninguém, mas, todo ganancioso termina por lesar a alguém. As metas do ganancioso não são significativas no contexto social, são meramente egoístas e usurárias. Tanto é assim que a origem latina da palavra remete a agiotagem, usura (empréstimo de dinheiro a juros altos).

As vantagens e repercussões da ambição, entendida corretamente, são:

  • Foca as atitudes para a realização de metas ousadas e significativas.
  • Predispõe a pessoa à busca por conquistas sucessivas e contínuas na direção de uma meta maior.
  • Motiva a pessoa, porque metas de valor são perseguidas por pessoas de valor, pessoas que mantém autoestima elevada.
  • Valoriza a vida e suas oportunidades mais dignas, propõe uma visão de carreira.
  • Seus efeitos beneficiam não apenas a pessoa movida pela ambição, mas, traz consequências benéficas para um grupo muito maior de pessoas (aqui percebemos claramente a ética em sua tradução mais nobre).
  • Pessoas ambiciosas se associam a outras pessoas ousadas com metas significativas, colecionam amigos proativos e realizadores.
  • Ambiciosos são frequentemente convidados para novos projetos.

As desvantagens e repercussões da ganância, conforme definida, são:

  • Mantém a pessoa presa em egoísmo profundo, buscando metas puramente individualistas.
  • Foca a mente em um apetite, uma disposição a ganhar a qualquer custo.
  • Caracteriza pessoas de baixa autoestima que tentam se autoafirmar vencendo por quaisquer meios as disputas com outras pessoas, não se importando com o que aconteça com elas.
  • Gera um comportamento oportunista, ou seja, condiciona a uma utilização ilícita das oportunidades menos dignas, conduz ao carreirismo (atitude de quem utiliza métodos moralmente condenáveis para subir rapidamente).
  • Seus efeitos prejudicam não apenas a pessoa movida pela ganância (que a longo prazo sempre paga um preço alto por sua ganância, sendo a solidão a exclusão do convívio das pessoas éticas o mais comum), mas, traz consequências maléficas para um grupo muito maior de pessoas (aqui percebemos claramente a total ausência de ética face a análise das repercussões).
  • Pessoas gananciosas associam-se a outras pessoas gananciosas. Quando vários egoístas se reúnem, manipulam uns aos outros para obter o que querem e uma vez conseguido o objetivo, abandonam a “vitima”. Gananciosos colecionam inimigos.
  • Gananciosos são rejeitados em novos projetos ou convidados por outros mais gananciosos que eles para servirem de trampolim.

Podemos afirmar que tudo o que se fez de grandioso no mundo se fez movido por uma ambição legítima e tudo o que de mais torpe aconteceu na história ocorreu e ocorre motivado pela ganância!

Ambição e ética são perfeitamente compatíveis. Com elas construímos um mundo melhor. Aos que preferirem apostar na ganância, apenas uma reflexão:  A ganância é irmã gêmea do egoísmo, e as pessoas gananciosas, com talento e competência, são equivalentes a uma Ferrari sem freios, basta imaginar as consequências!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

As 15 posturas de um líder de sucesso

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 Liderança é um comportamento aprendido que se torna inconsciente e automático ao longo do tempo. Segundo a revista americana Forbes, os líderes tomam decisões importantes sobre um problema no mesmo período em que outras pessoas levam apenas para entender as questões. O processo de tomada dessas decisões vem de um acúmulo de experiências, encontros com uma multidão de circunstâncias diferentes, tipos de personalidade e falhas imprevistas.

Conforme a publicação, os líderes mais bem-sucedidos são os tomadores de decisões instintivas. Para fazer a carreira avançar, é preciso aprimorar a capacidade de liderança e assumir responsabilidades. Para chegar lá, a revista listou 15 posturas que devem ser trabalhadas por um líder de sucesso. Confira a seguir:

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