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Autossabotagem

autosabotagem

Pare de sabotar sua vida, sua felicidade e seu sucesso.

Quaisquer que sejam os caminhos que sua vida percorra, cedo ou tarde, você irá perceber que tanto as melhores oportunidades, quanto as maiores dificuldades estão em você e não nos outros. É sempre mais fácil culpar aos outros e à vida por nossas desistências e fracassos e pela ausência de oportunidades. Mas o caminho mais fácil não é, necessariamente, o melhor caminho!

Quanto antes percebermos que nós mesmos sabotamos nossas possibilidades de felicidade, sucesso e prosperidade, melhores serão nossas chances de vitória, porque o tempo não para e a oportunidade não espera especificamente por você, mas por alguém com atitude suficiente para aproveitá-la!

É inquietante a incoerência humana. O Homem destrói, com suas próprias atitudes, aquilo que mais ama e deseja. Matamos antecipadamente nossos sonhos por medo que eles não se realizem!

Quando estabelecemos um objetivo, uma meta ou um sonho, estamos no mundo da imaginação e do desejo, onde tudo é possível. Imediatamente quando começamos a caminhar para realizá-los entramos na estrada da realidade. E na dimensão da realidade, o sonho encontra as dificuldades.

Ao sentirmos a presença inicial da dificuldade e, prevendo que outras maiores virão, começamos a colecionar desculpas nobres para justificar o nosso possível fracasso na realização do sonho. Admitir um fracasso antecipadamente sem participar da luta para superá-lo é, de fato, o início do fracasso!

Aqui, exatamente aqui, frente às dificuldades iniciais, começamos a fazer amizade com o fracasso: começamos a nos autossabotar. Imediatamente procuramos algo ou alguém para depositar a culpa pela não-realização do sonho: são os pais, a companheira, o companheiro, o mundo, o mercado, o universo, o destino…

A verdade é que começamos a desistir logo no início da jornada. E esta desistência tem uma explicação simples: com medo de tentar muito e depois “morrer na praia”, abortamos o sonho. Preferimos trocar uma possível frustração futura, que julgamos ser maior, por uma frustração imediata menor.

E para enganar a nós mesmos usamos toda a nossa criatividade para desenvolver desculpas nobres que encubram nossas atitudes pobres!

Começamos a dizer:

- “Na verdade eu não queria isso tanto assim! Não tinha mesmo tanta importância…”

- “Foi melhor que as dificuldades apareceram, não daria certo mesmo!”

- “Ainda bem que as dificuldades me mostraram que isso não era pra mim, se realmente fosse as coisas seriam mais fáceis!”

Mentimos para nós mesmos e para todos aqueles a quem não queremos decepcionar, alegando que desistimos de algo pequeno e sem importância, quando na verdade estamos desistindo do que tem mais importância: nossa disposição para lutar e vencer!

Queremos ser felizes, prósperos e obter sucesso, mas temos receio de não conseguir ou não manter estas conquistas. Observe as relações amorosas: com medo do abandono, acabamos por estabelecer relações tormentosas baseadas na cobrança excessiva, na agressividade, no ciúme, no controle e na manipulação. Tudo isso só nos aproxima mais rápido da perda e do abandono!

Esta é uma das mais profundas incoerências humanas, matar aquilo que mais desejamos alcançar e manter.

Pare neste exato momento e reflita sobre atitudes que você está adotando que são absolutamente contrárias aos seus objetivos. Reflita sobre como você vem usando sua criatividade para encontrar desculpas nobres para atitudes pobres e pare de se autossabotar.

A maior de todas as tolices é tornar-se seu próprio inimigo, lamentavelmente é também a mais comum!

A propósito: pare de se autossabotar com esta culpa por ter se sabotado tanto até agora! Culpas não resolvem nossas vidas, agravam. Transforme a culpa em responsabilidade. Torne-se responsável em escrever uma nova história de agora e diante e de perceber e corrigir cada vez mais rápido qualquer deslize de sabotagem.

Quando caímos podemos ficar olhando para os limites impostos pelo solo ou dar a volta e olhar para o espaço infinito oferecido pelo céu, a escolha é nossa!

Quando perceber qualquer possibilidade de autossabotagem, delete-a imediatamente! Somos os editores do nosso próprio destino, não permita publicar em sua vida nenhum parágrafo que diminua a beleza da sua história. Nenhum de nós deve passar pela vida sem “acontecer”!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

 

Você tem medo de quê?

medo

Somos seres simples que, de tão simples, nos tornamos complexos. Complexos demais. Todos os outros animais na natureza reagem com base em seus instintos, mas nós, seres humanos, podemos refletir sobre nossos instintos. Nós possuímos a capacidade de pensar até sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos. Isso que aparentemente é nossa maior vantagem torna-se também nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

Há diversas situações com as quais todos nós temos que lidar no cotidiano, disciplinas essenciais na universidade da Vida. E uma das matérias mais difíceis é “como lidar com o medo”.

A primeira lição fundamental é: Não devemos nos culpar por sentir medo!

Se você começa a se culpar por estar sentindo medo só agravará o problema, porque além do medo estará incluindo o peso do sentimento de culpa, que é altamente destrutivo, muito mais que o próprio medo.

Não se culpe por sentir medo, todos os seres humanos sentem medo, inclusive aqueles que demonstram ser destemidos. Lembre-se sempre desta verdade essencial: Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo.

A coragem não é a ausência do medo, mas a disposição de não permitir que ele impeça você de caminhar.

A segunda lição fundamental é: Sentir medo é bom e importante.

O medo nos conduz a uma atitude de respeito e atenção diante dos desafios da vida. Na ausência do medo, nossos antepassados não teriam fugido dos predadores e a humanidade poderia estar extinta. O medo é um sentimento que busca nos preservar e nos conduzir a uma posição mais segura. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Desistir é entregar-se passivamente, sem direito à luta!

O medo faz parte de você, não você do medo. Não deixe que a parte domine o todo. Não se deixe dominar pelo medo, porque nada nos domina sem a nossa permissão.

O medo se torna patológico quando começa a se manifestar fora de hora e sem propósito. Pense em um sistema de alarme contra incêndios: Se houver um princípio de incêndio e ele não disparar, não serve para nada e nos expõe ao risco, mas, se ele disparar por causa da fumaça de um bife na frigideira também estará com defeito. Este alarme só deveria disparar em risco real de incêndio. O mesmo acontece com o medo, ele é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança.

As situações e decisões mais importantes que você enfrentará na vida farão, na imensa maioria das vezes, você sentir medo. Quanto mais importante a decisão, maior o medo. Isso é natural. Nestas condições, o tamanho do medo lhe diz a importância que as repercussões terão em sua vida.

A imaginação e a ansiedade alteram drasticamente o equilíbrio do sistema de alarme  psicológico e biológico do medo. A sombra do monstro no cinema é sempre maior que o monstro e, o som que ele emite é mais assustador que sua aparência. Desligue o som e esqueça a sombra. O “monstrinho” ficará bem mais fácil de encarar, às vezes até simpático.

A questão é que sempre imaginamos as coisas como se elas fossem definitivas e o medo de errar torna-se insuportável. Mas sejamos sinceros, quantas coisas realmente absolutas e definitivas você conhece na vida?

A vida é feita muito mais de coisas transitórias que definitivas. Seu emprego pode mudar, seu casamento pode acabar, você pode perder um excelente negócio, mas nada disso é, de fato, definitivo. O emprego perdido pode ser recuperado, ou você pode encontrar outro ainda melhor. O casamento que acabou hoje poderá reviver amanhã com mais maturidade e qualidade, ou você pode encontrar um relacionamento superior que lhe permita ser muito mais feliz. Negócios se perdem e se fecham todos os dias, sua vida não depende de uma única decisão, mas de um conjunto delas!

A ansiedade é outro elemento que reforça a presença do medo. Pessoas ansiosas sentem que sempre está faltando algo que deveriam fazer imediatamente ou ter feito antes para se sentirem seguras e, por isso, aumentam as consequências do medo. Basta observar que ninguém tem uma crise de pânico sem antes apresentar distúrbios de ansiedade. Estes distúrbios possuem duas causas básicas, que podem ocorrer juntas ou separadas: desequilíbrio da química cerebral e dificuldades psicológicas de enfrentamento da realidade.

Se o medo em sua vida vem atingindo níveis patológicos, ou seja, níveis que estão impedindo você de agir, mesmo nas coisas mais simples do dia-a-dia, busque ajuda profissional. Não se envergonhe de pedir ajuda, é grande aquele que se reconhece pequeno frente ao que desconhece!

Sinta-se convidado para o grupo dos que sentem o medo saudável, aquele que nos ensina:

•           o que devemos evitar,

•           à que devemos estar atentos, e,

•           por que permitimos que algumas coisas tenham tanto poder sobre nós.

Compreenda que muitos medos são simplesmente fruto da imaginação, da vaidade e da ansiedade. Você não é covarde porque sente medo. A única covardia é desistir de compreender os mecanismos que te levam a sentir tanto medo. Sim, eu sei, às vezes dá medo de conhecer as causas do nosso próprio medo. Pense com bom humor, medo você já tem mesmo, então é melhor que ele seja útil e lhe sirva de estrada para compreender melhor a você, aos outros e à própria vida.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.