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Diante da Dor

dor

Quem de nós já não sentiu uma dor que aperta o peito, comprime a mente, uma dor asfixiante, que nos deixa fracos e aparentemente sem ação?

A dor psíquica é a mais intensa de todas as dores, porque para ela não existe analgésico.

De tão intensa, a dor psíquica chega a tornar-se física, seja porque a sentimos doer como se doesse no corpo, seja porque somatiza algum tipo de enfermidade física. Basta lembrar que uma proporção enorme das queixas que chegam aos ambulatórios e consultórios médicos contém elementos emocionais intensos que originam ou intensificam os sintomas apresentados pelos pacientes. São muito comuns os casos em que os exames clínicos e laboratoriais mais sofisticados não encontram absolutamente nada no corpo destes pacientes que, em verdade, padecem de enfermidades da alma, refletidas no espelho da mente e sentidas no ambiente corporal!

Pessoas afligidas por este tipo de dor descrevem-se como corroídas por dentro, como se estivessem implodindo, desmoronando de dentro para fora e, normalmente, não tem vontade de fazer nada para sair da situação, escondem-se em si mesmas e fogem de qualquer possibilidade de encontrar as causas da dor.

Fugir do mundo e das pessoas jamais diminuirá sua dor, ela não está nas outras pessoas, está dentro de você e algo que está dentro de você irá com você para onde você for!

Aqui reside a maior ilusão das pessoas acometidas por graves dores psíquicas, elas não percebem que não há para onde fugir. Nenhuma tentativa de fuga irá solucionar as nossas dores, mas todas elas podem agravá-las!

Somente a compreensão das origens da dor pode ajudar a atenuá-la. Compreender estas origens e agir sobre suas repercussões é a base de todo e qualquer tratamento psicoterapêutico e psicológico, nas suas mais variadas escolas e abordagens.  A prescrição de “combate” às dores psíquicas começa com a busca consciente por autoconhecimento.

No cardápio de dores psíquicas encontramos a dor da solidão, da decepção, da traição, da derrota, da abaixa autoestima, do luto, entre tantas outras.

Mas será que a solidão nos foi imposta ou nós a conquistamos com atitudes que afastaram as pessoas do nosso convívio?

Será que alguém nos decepcionou? Ou nós, com expectativas exageradas e não condizentes com a realidade, nos decepcionamos com as características humanas e naturalmente falíveis do outro?

Será que fomos traídos? Ou com nossa atitude distante e muitas vezes egoísta impusemos tanta fome psíquica ao outro, que fragilizado, buscou desesperadamente o alimento que lhe negamos?

E as nossas derrotas? Foram frutos de tentativas reais e coerentes, mas equivocadas na busca da obtenção do sucesso? Ou será que nos autossabotamos?

Não seria a nossa baixa autoestima uma desculpa nobre para justificar o nosso medo da felicidade, a nossa desculpa para justificar um comportamento de vítima?

E a nossa dor de luto, é a dor da saudade dos momentos felizes que vivemos ao lado de alguém ou a dor das nossas ausências agora impossíveis de reparar?

Há dores e “dores”. Amores e “amores”…

Comportamento gera comportamento, muitas vezes a dor que sentimos não é senão a dor que infligimos aos outros que retorna, às vezes maquiada e disfarçada, mas continua sendo nossa velha conhecida!

Dores recorrentes são consequência de estagnação em nosso processo de aprendizagem e evolução.

A dor é um convite. E não é um convite ao sofrimento, mas um convite para sair do sofrimento! Um convite que propõe reavaliar nossas crenças, nossos valores, pensamentos e, sobretudo, atitudes.

A dor é uma professora severa, mas muito eficaz!

Ela nos ensina muito mais e com muito maior velocidade que a felicidade. Quando estamos felizes nos distraímos da vida, de suas causas e efeitos e ficamos alienados achando que tudo será sempre um mar de rosas. As rosas também contém espinhos para se proteger e, quando nos ferimos em um deles imediatamente percebemos que não abordamos a rosa pelos caminhos corretos…

As dores psíquicas causam cicatrizes na alma. Nenhum de nós atingirá a maturidade emocional na ausência destas cicatrizes. As pessoas mais admiráveis que você conhecesse poderão lhe falar sobre suas cicatrizes! Você perceberá que não as admiraria tanto se elas não tivessem vivido tudo isso.

Aceite suas dores como convites para sair do sofrimento.

Aceite-as como professoras rígidas, mas sábias. Respeite suas dores elas estão lhe mostrando o caminho. Não pense que isso é um convite para ter prazer em sofrer, não se trata de masoquismo, se trata de maturidade. Uma dor durará em sua vida apenas o tempo exato pra que você possa aprender a mensagem que ela contém, depois desaparece, algumas vezes imediatamente, outras gradualmente. Mas uma coisa é certa: as dores que te acompanham hoje não estarão aí amanhã se você ouvir o que elas têm para te dizer. A dor é muito eloquente, cabe a nós aprendermos a ser bons ouvintes. Todas estas dores passarão, isto é uma certeza. Outra certeza é o que o tempo que demorarão a passar é influenciado por nós.

De hoje em diante quando uma dor visitar você pergunte imediatamente: “O que você está querendo me dizer?” E proponha: “permaneceremos juntos até resolvermos a questão, depois você terá que partir!”

Lembre-se que mesmo os seres mais iluminados que passaram por este planeta não puderam cumprir suas missões na ausência da dor. Por que iríamos querer privilégios para nós, pessoas comuns? Sigamos o exemplo destas pessoas iluminadas que a história da humanidade retrata tão bem. Tratemos nossas dores como passarinhos feridos que caíram do ninho, cuidemos de seus machucados com amor e dedicação. Assim que cicatrizarem o passarinho voltará a voar!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Você tem medo de quê?

medo

Somos seres simples que, de tão simples, nos tornamos complexos. Complexos demais. Todos os outros animais na natureza reagem com base em seus instintos, mas nós, seres humanos, podemos refletir sobre nossos instintos. Nós possuímos a capacidade de pensar até sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos. Isso que aparentemente é nossa maior vantagem torna-se também nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

Há diversas situações com as quais todos nós temos que lidar no cotidiano, disciplinas essenciais na universidade da Vida. E uma das matérias mais difíceis é “como lidar com o medo”.

A primeira lição fundamental é: Não devemos nos culpar por sentir medo!

Se você começa a se culpar por estar sentindo medo só agravará o problema, porque além do medo estará incluindo o peso do sentimento de culpa, que é altamente destrutivo, muito mais que o próprio medo.

Não se culpe por sentir medo, todos os seres humanos sentem medo, inclusive aqueles que demonstram ser destemidos. Lembre-se sempre desta verdade essencial: Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo.

A coragem não é a ausência do medo, mas a disposição de não permitir que ele impeça você de caminhar.

A segunda lição fundamental é: Sentir medo é bom e importante.

O medo nos conduz a uma atitude de respeito e atenção diante dos desafios da vida. Na ausência do medo, nossos antepassados não teriam fugido dos predadores e a humanidade poderia estar extinta. O medo é um sentimento que busca nos preservar e nos conduzir a uma posição mais segura. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Desistir é entregar-se passivamente, sem direito à luta!

O medo faz parte de você, não você do medo. Não deixe que a parte domine o todo. Não se deixe dominar pelo medo, porque nada nos domina sem a nossa permissão.

O medo se torna patológico quando começa a se manifestar fora de hora e sem propósito. Pense em um sistema de alarme contra incêndios: Se houver um princípio de incêndio e ele não disparar, não serve para nada e nos expõe ao risco, mas, se ele disparar por causa da fumaça de um bife na frigideira também estará com defeito. Este alarme só deveria disparar em risco real de incêndio. O mesmo acontece com o medo, ele é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança.

As situações e decisões mais importantes que você enfrentará na vida farão, na imensa maioria das vezes, você sentir medo. Quanto mais importante a decisão, maior o medo. Isso é natural. Nestas condições, o tamanho do medo lhe diz a importância que as repercussões terão em sua vida.

A imaginação e a ansiedade alteram drasticamente o equilíbrio do sistema de alarme  psicológico e biológico do medo. A sombra do monstro no cinema é sempre maior que o monstro e, o som que ele emite é mais assustador que sua aparência. Desligue o som e esqueça a sombra. O “monstrinho” ficará bem mais fácil de encarar, às vezes até simpático.

A questão é que sempre imaginamos as coisas como se elas fossem definitivas e o medo de errar torna-se insuportável. Mas sejamos sinceros, quantas coisas realmente absolutas e definitivas você conhece na vida?

A vida é feita muito mais de coisas transitórias que definitivas. Seu emprego pode mudar, seu casamento pode acabar, você pode perder um excelente negócio, mas nada disso é, de fato, definitivo. O emprego perdido pode ser recuperado, ou você pode encontrar outro ainda melhor. O casamento que acabou hoje poderá reviver amanhã com mais maturidade e qualidade, ou você pode encontrar um relacionamento superior que lhe permita ser muito mais feliz. Negócios se perdem e se fecham todos os dias, sua vida não depende de uma única decisão, mas de um conjunto delas!

A ansiedade é outro elemento que reforça a presença do medo. Pessoas ansiosas sentem que sempre está faltando algo que deveriam fazer imediatamente ou ter feito antes para se sentirem seguras e, por isso, aumentam as consequências do medo. Basta observar que ninguém tem uma crise de pânico sem antes apresentar distúrbios de ansiedade. Estes distúrbios possuem duas causas básicas, que podem ocorrer juntas ou separadas: desequilíbrio da química cerebral e dificuldades psicológicas de enfrentamento da realidade.

Se o medo em sua vida vem atingindo níveis patológicos, ou seja, níveis que estão impedindo você de agir, mesmo nas coisas mais simples do dia-a-dia, busque ajuda profissional. Não se envergonhe de pedir ajuda, é grande aquele que se reconhece pequeno frente ao que desconhece!

Sinta-se convidado para o grupo dos que sentem o medo saudável, aquele que nos ensina:

•           o que devemos evitar,

•           à que devemos estar atentos, e,

•           por que permitimos que algumas coisas tenham tanto poder sobre nós.

Compreenda que muitos medos são simplesmente fruto da imaginação, da vaidade e da ansiedade. Você não é covarde porque sente medo. A única covardia é desistir de compreender os mecanismos que te levam a sentir tanto medo. Sim, eu sei, às vezes dá medo de conhecer as causas do nosso próprio medo. Pense com bom humor, medo você já tem mesmo, então é melhor que ele seja útil e lhe sirva de estrada para compreender melhor a você, aos outros e à própria vida.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.