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Artigos

A GESTAPO DA FELICIDADE

Não é necessária muita filosofia para concluir que um ambiente onde imperam pressão, competição, frequentes abusos de vaidade e autoridade, não seja, necessariamente, um ambiente propício para a felicidade, não é?

Ao ser transformada em competência, a felicidade, perde toda a sua essência, pois, seja qual for a conceituação que lhe queiramos dar, estará sempre vinculada a espontaneidade, uma vez que não existe, nem pode existir felicidade imposta.

Enquanto as empresas estavam interagindo com veteranos, baby boomers e gerações X, as pesquisas de atmosfera, clima e qualidade de vida no trabalho refletiam muito mais as causas de infelicidade no trabalho e uma tentativa de amenizá-las, que propriamente um índice de felicidade de qualquer natureza.

Com a entrada da geração Y que possui um nítido foco por viver a vida aqui e agora e só encara resiliência quando o conceito está diretamente relacionado com seus interesses pessoais mais diretos, a questão começa a mudar.

Ironicamente, começa um patrulhamento ideológico da felicidade. Afinal, as gerações anteriores, profundamente incomodadas com o novo perfil mais direto, mais apressado, mais assertivo e pouco convencional, não só evidencia um comodismo velado como gera o conflito do status quo e de crises de vaidade que sob o velho sistema estavam suficientemente bem maquiadas.

Mais uma vez, o ambiente não se torna propício à felicidade, mas como esta tornou-se competência obrigatória, o que era uma maquiagem razoavelmente bem resolvida, torna-se agora uma hipocrisia obrigatória e qualquer pessoa que não se mostre plenamente feliz no ambiente de trabalho parece estar passando um atestado de incapacidade.

O ambiente corporativo parece ignorar que muitos dos maiores gênios da humanidade foram absurdamente criativos, inovadores e produtivos em fases não felizes de suas existências: Beethoven, Van Gogh, Dante Alighieri, Marie Curie, Victor Hugo, Virgínia Woolf, Nietzsche – apenas para citar alguns bem conhecidos.

Vivemos uma era de Gestapo da Felicidade; não ser feliz no ambiente de trabalho pode “inviabilizar” todas as tentativas de melhorar a qualidade de vida no trabalho e impossibilitar que a empresa esteja na lista das melhores para se trabalhar. Assim, se você não é feliz no trabalho, você está com problemas psicológicos e de empregabilidade e precisa procurar ajuda. O fato da fogueira das vaidades, da pressão exagerada em nome da resiliência e de que seus sonhos são considerados apenas nos discursos da diretoria, não tem nada a ver com isso... Criativo, não? 

Para assegurar que não sejamos nitidamente infelizes, estará sempre a postos a mais recente neurose corporativa: a obrigatoriedade da felicidade nas condições definidas pela empresa. Para garantir o bom andamento deste programa a Gestapo da Felicidade está sempre angariando membros entre os que tenham maior vocação para representar com qualidades dignas de receber um prêmio Shell, um papel bem à moda da análise transacional: eu estou ok, você está ok? 
 
“Atenção: o colaborador Y não poderá mais fazer parte do nosso quadro de talentos porque demonstra uma nítida incapacidade para ser feliz no trabalho, faça-se constar isso em sua carta de recomendação!”
 
Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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