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Artigos

Em tempos de mensalão e terrorismo

Talvez diante dos últimos acontecimentos, você tenha até pensado: Nada mais me surpreende! Não é mesmo?

Aceite um conselho carinhoso, prepare-se para continuar surpreendendo-se sempre. No mundo encontramos de tudo, imagine, encontramos até mesmo gente boa!

A criatividade e o potencial humano são ilimitados em suas realizações éticas e não éticas.

Esquemas como o do suposto ''mensalão'' e tragédias como as do terrorismo em Londres (mais uma de um ciclo) fazem parte do passivo da nossa contabilidade histórica e estão presentes em formas sutis nas atividades cotidianas, facilmente observadas, por exemplo, pela lente de aumento corporativa.

Além de sabermos que propinas e congêneres, embora ilegais, continuam existindo nas relações entre vários segmentos do business e, de termos certeza, de que muitas questões com a receita e o fisco são ''ajeitadas'' em acordos de ''não-cavalheiros'', podemos enumerar uma grande lista de ações do tipo mensalão que utilizam outros tipos de moedas que não reais e dólares. Por exemplo:

Existe o mensalão das facilidades e benefícios oferecidos aos membros de equipe que em sua neutralidade não comprometem as intenções da chefia intermediária. Já notou que, em determinadas equipes, sempre que surge uma viagem interessante (congresso, visitas técnicas, etc.) independentemente da pertinência do funcionário e da atividade, existe sempre um minúsculo rol de beneficiados a serem ''naturalmente'' escolhidos para ir? Quem são eles? Os recebedores do ''mensalão'' do ''não vi e não sei de nada'', e o do ''chefe sempre tem razão''.

Temos o mensalão da promoção: Se quer ser promovido não conteste, apenas cumpra!

Estes como outros não recebem em espécie, mas que recebem, recebem.

Falando em terrorismo, sua característica básica consiste na utilização desmedida, amoral e antiética do poder de causar danos aos outros.

Por acaso não ocorre um abuso de poder indignante em algumas empresas e departamentos, ainda que de forma velada?

A pressão que se faz com as ameaças de manutenção da empregabilidade, longe de serem agentes motivadores que auxiliem as pessoas a crescer, são muito mais atos terroristas que pela imposição do medo (prática comum a todo tipo de terrorismo) pretende estabelecer o poder e a relação de dependência.

Há o terrorismo das informações privilegiadas que, possuídas por determinados setores e profissionais, criam boicotes internos para que, profissionais, departamentos e áreas promissoras da empresa sejam sabotados em suas possibilidades de transformar a cultura da organização. Afinal, sempre existe um grupo de pessoas dispostas a tudo para manter as coisas como estão (quem sabe até algumas patrocinadas pela concorrência?!).

A empresa como vitrine da vida tem em seu elenco: subornadores e subornáveis, corruptos e corruptores, terroristas e pacifistas, humanistas e fundamentalistas e como em todo o jogo social eles estão em confronto direto e manifesto ou latente e velado. Mas, seja qual for o caso, seus efeitos são sentidos ou como a ação sombria de vilões que conhecemos (ou de quem suspeitamos) ou por meio da ação maquiavélica de uma espécie de sombra que brota do solo em momentos inesperados.

É evidente que dentro deste caldo de relacionamentos e neuroses humanas há espaço também para as pessoas mais equilibradas, para os éticos, determinados, comprometidos, etc. E estes para sobreviver e vencer terão que fazer uso da difícil e perigosa arte da política. Digo política, não politicagem.

Será impossível prosperar honestamente em ambiente corporativo, sem a correta utilização da arte da política. Ser político é ser observador, precavido, estrategista, ter visão de longo prazo e plena consciência das repercussões que ações e opiniões sofrerão uma vez emitidas ou realizadas. É conhecer bem a si mesmo e melhor ainda, se possível fosse, aos oponentes.

A política não é a arte do ideal, mas a arte do possível. Nela os avanços são lentos e graduais. A verdadeira política, ao contrário da politicagem não faz acordos contrários aos seus valores éticos, mas trabalha por provar a superioridade destes últimos.

Presenciei ontem uma funcionária muito capacitada, mas emocionalmente insegura, começar a boicotar o trabalho de uma estagiária temendo uma possível efetivação e quem sabe a demissão dela mesma.

Esta estagiária, além de encontrar-se nesta difícil fase de batismo/provação, ainda será vacinada com a anti-rábica e antiofídica, e tudo ao mesmo tempo.

Neste caso específico, a estagiária em questão não tem o menor interesse em permanecer na empresa. Tem outros objetivos e está apenas cumprindo necessidades curriculares, mas como a efetiva não sabe disso, já partiu para o ataque e boicote.

Será necessária uma ação política consciente e consistente para assegurar o clima necessário para o período de estágio, e veja que este é um caso extremamente simples. Quantos outros ocorrem neste momento em que um gerente (apenas para citar um exemplo) mantém uma funcionária presa a questões absolutamente tarefeiras e irrelevantes, impedindo-a de participar das questões estratégicas e prevendo apresentar sobre ela um relatório onde aparece como alguém que entrega menos que se espera?

Como vemos, vivemos em uma sociedade composta pela diversidade dos níveis evolutivos de personalidades das mais variadas. E como era de esperar, a grande maioria de nós ainda está bastante longe da maturidade. Quanto mais distante a pessoa está da maturidade psicológica/espiritual, maiores serão suas dificuldades em lidar com status, poder e dinheiro. Ocorrendo com enorme frequência o abuso egoísta destas possibilidades em detrimento de outras pessoas.

Assim as chances de nos surpreendermos, frustrarmos e decepcionarmos com as pessoas é sempre numericamente superior ao esperado. Mas lembremo-nos que nossa frustração e decepção é antes de tudo fruto do nosso excesso de expectativas com relação a como as pessoas vão lidar com seus desafios pessoais e o equilíbrio entre seus defeitos e virtudes.

Recomendo na área da política corporativa guardar a advertência de Jesus de nos posicionarmos com ''a simplicidade dos pombos, mas a astúcia das serpentes''.

A política é a arte da vida. A política é a arte do possível. Enfim, tudo é a arte de tornar a vida possível em meio a tanta diversidade e falta de amor!

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, e Revolucione Seus Negócios. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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