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Artigos

O poder, a segurança e a loucura nas organizações

Todo agrupamento humano, quer seja a família, uma associação, uma empresa ou sociedade, torna-se ambiente propício para que as particularidades psicológicas de seus participantes aflorem na luta pela segurança e pelo poder.

Não sejamos ingênuos, em todo agrupamento humano há, ainda que, em alguns casos, inconscientemente, uma luta pelo poder.

Esta luta pelo poder advém da insegurança que a maioria das pessoas sentem em virtude do medo de não permanecerem e/ou não crescerem dentro do sistema.

Quanto maior o número de participantes do agrupamento em questão, tanto maior será a heterogeneidade e a complexidade, o que dificulta muito obter um clima harmonioso durante a maior parte do tempo. Lembremos que sob a aparência de harmonia existem muitos conflitos velados, e é isto que ocorre na maioria das empresas, por exemplo.

As pessoas se comportam política e socialmente como amigas e parceiras, mas alimentam em seu íntimo contrariedades e uma série de sentimentos negativos em relação aos demais membros do grupo. Nem todo conflito se manifesta claramente, mas quase todos aparecem no silêncio dos bastidores!

As dificuldades psicológicas, que todos possuímos, podem, para efeito didático deste artigo, ser divididas em dois grupos:

1) Aquelas que de maneira direta afetam apenas a nós mesmos.

2) Aquelas que de maneira direta afetam também aos outros.

No primeiro grupo vamos encontrar questões como a depressão, a baixa autoestima, o masoquismo, complexo de inferioridade, etc.

Já no segundo encontramos; os narcisismos, as neuroses, o complexo de superioridade, o sadismo, entre muitas outras.

No primeiro caso as pessoas sofrem muito; no segundo, fazem sofrer. Mas quando colocamos todas juntas, as do segundo grupo fazem com que as pessoas do primeiro sofram ainda mais. No convívio de um egoísta com um altruísta ingênuo, o egoísmo do primeiro tende a crescer e se alimentar da personalidade do outro que, por ingenuidade, acaba alimentando ainda mais o processo.

A "política da boa vizinhança" que impera nas empresas perpetua os problemas do clima e da atmosfera empresarial. Ocorre muito mais submissão que educação nas empresas!

Claro que o caminho não é enfrentar duramente e com radicalismo as dificuldades psicológicas dos outros, mas não alimentá-las. Adotar uma conduta transparente, ética e educada já é um bom começo.

Exercer a arte de demonstrar nossa discordância através da proposta de "outras alternativas" ao invés do simples e ineficaz "não concordo", será sempre melhor.

Qualquer forma de agressividade tende sempre a majorar os efeitos das "questões não resolvidas" dos outros. Ghandi compreendeu em profundidade isso e expressou seu exemplo na política da não violência ou resistência pacífica, que é claro, precisaria de certas adaptações para funcionar no ambiente corporativo.

Todos nós precisamos melhorar nossas condições psicológicas, pois delas dependerão a nossa qualidade de vida, produtividade e grau de felicidade presente e futura.

Buscar exercer a empatia e se perguntar por quê faço isso e, também, por quê ele age assim, iniciam um processo mais saudável nas relações humanas intra e extracorporativas.

Conheço profissionais de RH que vem fazendo um excelente trabalho na sensibilização de diretores de outras áreas da empresa para que eles possam exercer a liderança ao invés da chefia e para que os liderados se sintam comprometidos ao invés de compromissados.

Dizem que certa vez um sábio visitou um manicômio e descobriu que nem todos os internos eram loucos, na saída escreveu:

''Nem todos os que estão são e, nem todos os que são estão!''

Penso que esta reflexão seja muito útil para vivermos em um mundo onde a verdadeira normalidade é apenas um conceito-referência.

Não devemos ficar somente presos à proposição de Sartre que ''o inferno são os outros''. 

Cabe a nós o exercício de exorcizar nossos fantasmas para obter a força moral e psicológica necessária para que no contato com os outros utilizemos a força do exemplo como nossa maior aliada na difícil, mas necessária, busca pela harmonização das diferenças.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, e Revolucione Seus Negócios. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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