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Notícias

Educação e Mercado de Trabalho

Por Assessoria de Imprensa em 05-12-2016


 
Entrevista concedida por Carlos Hilsdorf para a Revista da Santa Mônica Centro Educacional.


Santa Mônica Centro Educacional: Você é um profissional jovem e com uma grande vivência no mundo corporativo. Pensando na escola que teve,  o que você acha que de essencial aprendeu?
 
Carlos Hilsdorf: Todo o período de escola é intensamente vivo e presente em minha vida cotidiana, desde a lembrança da relação com os materiais didáticos da época ao convívio com os colaboradores de diferentes áreas das instituições. Claro que os encontros mais intensos e marcantes ocorreram com meus professores. Estes estão tão presentes em minha vida que os sinto comigo em minhas mais significativas realizações. Costumo dizer que quando subo ao palco para realizar minhas palestras, todos os meus professores sobem comigo e, de fato, é assim! Todos os meus livros são revisados pelo meu professor de português do ensino médio, a quem devo muito na minha relação com a palavra e, consequentemente, literatura e oratória. A escola é o mais fantástico portal e a mais mágica de todas as experiências vivenciais.
 
 
SM: As escolas privadas, hoje, estão muito focadas no estudo por resultados, especialmente no ensino médio. O principal objetivo da educação parece ser o ingresso dos alunos na universidade. Mas como esses jovens estão chegando ao mercado de trabalho?
 
 
CH: É evidente que existe uma pressão familiar e social pela chegada à universidade e que esta pressão causa diversas inferências e ingerências na prática da educação. É importante relembrar que a educação é um meio e não um fim. Em geral os jovens chegam muito despreparados ao mercado de trabalho. Isto ocorre por uma série de fatores que vão do contexto familiar, grade curricular, metodologias pedagógicas, nível de comprometimento dos professores e foco da política nacional de educação, entre outros.

 
SM: Qual a relação entre escola, profissionalização e trabalho?
 
CH: Escola, profissionalização e trabalho estão interconectados e se retroalimentam. O que não devemos, em minha reflexão, é restringir o papel da escola a suas “obrigações” para com profissionalização e trabalho, o que equivaleria a torná-la mecanicista e extremamente limitada. Os caminhos promovidos pela escola contêm elementos fundamentais para profissionalização e trabalho, mas se a eles se restringirem estarão empobrecendo o papel formador e transformador da educação.

 
SM: Como as mudanças socioeconômicas das últimas duas décadas influenciam essa relação?
 
CH: Vivemos a adolescência do capitalismo brasileiro que associada às instabilidades políticas e a não resolução de questões institucionais básicas, gera, entre outros, dois fenômenos muito visíveis: uma pressão para a formação de mão de obra técnica elementar e um profundo desejo de empreender motivado pelo sonho de liberdade e prosperidade. Acontece que, tanto a pressão por formação de mão de obra, quanto a tsunami do empreendedorismo ocorrem em cenários equivocados (onde encontramos graves equívocos trabalhistas, tributários, desindustrialização, baixo investimento em pesquisa científica, etc).
 
 
SM: A qualidade da Educação Básica preocupa as empresas? É um tema recorrente entre os executivos?
 
CH: Sem dúvida. Podemos observar que da construção civil às empresas de ponta há uma preocupação intensa na formação e treinamento de seus profissionais, antes para sanar suas deficiências que para desenvolver seu verdadeiro potencial, fato que o RH só pode, de fato, focar, em um segundo momento. É bem verdade, que muitas empresas, valendo-se de particularidades de momentos econômicos com excesso de oferta de profissionais acima da qualificação e falta de profissionais qualificados para a função em si, acaba contratando profissionais overqualified para trabalhar em funções abaixo de sua formação, recebendo salários menores que os merecidos (fenômenos comuns em economias em desenvolvimento que investiram mal em educação). Assim se compreende tantos engenheiros trabalhando como mestres de obra, apenas para citar um exemplo.

 
SM: Qual seria o perfil de jovem profissional que as empresas esperam encontrar? Como se destacar?
 
CH: As empresas já se deram conta, pelo menos as bem assessoradas, que é melhor contratar pelo caráter e treinar pela competência.
 
Assim, na ordem, as empresas valorizam hoje:
 
1)        Caráter e características comportamentais valorizadas tais como: proatividade, assertividade, espírito intraempreendedor, capacidade de trabalhar em equipe, etc.
2)        Histórico profissional, onde e em que o profissional agregou valor?
3)        Formação, currículo e recomendações.
 
O jovem profissional que deseja se destacar deve demonstrar que seu processo formativo não foi uma mera sucessão de etapas, desconexas e aleatórias, mas um processo de contínua evolução onde desenvolveu conhecimentos, habilidades e atitudes altamente desejáveis ao ambiente profissional para o qual se candidata. A capacidade de agregar valor humano e profissional, associando características comportamentais com conhecimentos específicos, torna-o muito competitivo.
 

SM: Que habilidades não cognitivas são importantes na vida profissional hoje? O que a escola pode fazer nesse campo?
 
CH: No fundo de toda atividade dita não cognitiva, está uma atividade cognitiva, como muito bem demonstraram, entre outros, os cientistas Noam Chomsky e Howard Gardner. Esta simples colocação expande muito as possibilidades da escola, não é mesmo?
Toda forma de contemplação da riqueza da experiência vital seja pelo contato com a arte, com o esporte, formas de espiritualização, interação social descompromissada, entretenimento, entre outras, desenvolvem habilidades humanas essenciais para viver a plenitude das experiências que nos aguardam ao longo da vida. Devemos priorizar a multiplicidade da experiência humana lato sensu.
 

SM: Fala-se muito em criatividade e inovação. As escolas têm formado pessoas criativas?
 
CH: Nosso modelo educacional, na imensa maioria das vezes, com honrosas e festejadas exceções é mais reprodutivo que criativo, está muito mais voltado à memorização e condicionamento de tarefas repetitivas que ao desenvolvimento de senso crítico, lógica e criatividade dirigida. Digo criatividade dirigida porque todo ser humano é criativo por natureza, embora muitos não saibam focar e utilizar este potencial de maneira positiva e orientada. A inovação depende da criatividade, assim como esta depende da inteligência (em especial da memória, capacidade de associação e inventividade). Falta espaço para a criatividade em diversas das mais importantes disciplinas na escola. Esta não é uma área de responsabilidade exclusiva dos professores de artes, como algumas escolas parecem acreditar.
 

SM: Como esses jovens podem aprender a tomar decisões, trabalhar em equipe ou exercer liderança, competências cada vez mais exigidas pelo mercado?
 
CH: Aristóteles dizia: “Somos o que repetidamente fazemos”.
Desenvolver competências depende de sermos apresentados a elas, instrumentalizados para elas e do contínuo exercício que leva à sua assimilação como parte de nossa natureza.
Precisamos aproveitar melhor o fabuloso ponto de encontro da escola para gerar situações diversas, lúdicas e conceituais, onde se aprenda, vivenciando, as mais significativas competências humanas. Se perguntados a respeito, estou certo de que todos os grandes pedagogos (as) do mundo concordariam com isto: precisamos aproveitar mais a pedagogia da presença. A qualidade da presença é fundamental!

 
SM: Na tentativa de aproximar os alunos do mercado de trabalho e ajudar a fazer opções melhores, por bastante tempo os testes vocacionais foram aplicados. O que você acha dos testes e de outras iniciativas, como levar palestras de universidades para as escolas?
 
CH: Os testes vocacionais são muito úteis para auxiliar (esta palavra é fundamental), não definir, a escolha profissional. Eles são muito mais precisos na orientação de área, que em suas tentativas de apontar profissões.
Se hoje os grandes profissionais são multiexpertise e o sucesso de uma profissão depende, por exemplo, de associar design/layout a informática e, ainda, psicologia e  marketing, não é difícil imaginar que um teste vocacional teria limitado o campo de visão do aluno apontando uma “lista de profissões afins”.
As grandes profissões do futuro ainda nem sequer constariam da lista, assim como no passado recente não constavam cosmecêutica, nutricêutica, bioética, mecatrônica, etc.
Levar os alunos a terem a maior gama possível de contato com as mais variadas áreas do conhecimento, profissionais e universidades é de vital importância para ajudá-los a escutar a voz interior que costumamos batizar de vocação!
 
 
SM: E para finalizarmos, Como a educação pode transformar a vida das pessoas?
 
CH: A educação para exercer seu papel revolucionário e transformador precisa ser um projeto de vida para todos os seus agentes. Deve ser norteada por um senso de missão e construção de legado que ultrapassem currículos, portarias, métodos e práticas, precisa ser um comprometimento existencial de todos os envolvidos (da família ao professor).
Quando vivida no clima desta essência, a educação demonstra que não é um caminho para formar pessoas para o mundo e transformar suas vidas: é o único caminho!

 
Carlos Hilsdorf
Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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