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Notícias

Entrevista Carlos Hilsdorf - Inovação, Empreendedorismo e Mudanças

Por Assessoria de Imprensa em 07-12-2016


 
Entrevista concedida por Carlos Hilsdorf à Revista ES Brasil.

ES Brasil: Você possui um reconhecimento enorme no mercado brasileiro, sendo considerado um dos mais requisitados palestrantes do país. Como surgiu o seu interesse pela área de economia e como conseguiu associá-la ao desenvolvimento e ao comportamento humano?
 
Carlos Hilsdorf: Tudo, em nossa sociedade, é fruto da decisão (escolha teórica) seguida de atitude (prática da escolha), assim tudo é comportamento humano. Se olharmos para o marketing, a administração e a economia sob perspectivas realistas observaremos que são expressões dos anseios, ansiedade e utopias e paixões humanas. Acredito que esta abordagem multidisciplinar e interdisciplinar é a única que nos protege dos tecnicismos improdutivos. Sou uma espécie de neorrenascentista, me interesso pela vida com um todo e pelo ser humano, autor das interrelações vitais, em especial.
 
 
ESB: Além do Brasil, você também ministra palestras em outros países da América Latina e da Europa. Como funciona a aceitação e a receptividade de cada público? Elas se diferenciam entre si? 
 
CH: Há semelhanças e diferenças. As semelhanças se originam do gênero humano, sua essência, particularidades evolutivas e antropológicas, e as diferenças se originam do fortíssimo papel da cultura a que cada público está relacionado e na qual está inserido. Os aspectos culturais são essenciais se queremos colaborar com a construção do conhecimento através da proposição de reflexões de valor.
A aceitação da minha metodologia por todos os públicos internacionais aos quais me apresentei foi sempre extraordinária e atribuo este fato ao profundo respeito e comprometimento com que cuido dos mínimos detalhes para oferecer ao público a melhor versão possível e imaginável para aquele encontro.
 

ESB: Você revolucionou o mercado da educação corporativa fazendo uso de uma metodologia pioneira com a utilização de elementos lúdicos. Como funciona esse formato?
 
CH: Esta metodologia associa o lúdico ao conceitual. Ao lúdico cabe o papel de diminuir as dissonâncias cognitivas que constituem grande obstáculo ao aprendizado. Ele prepara as emoções e aumenta a receptividade e posterior retenção da mensagem. Os aspectos conceituais priorizam o conhecimento relevante, pois nem todo conhecimento é útil e pertinente. Minha missão é apresentar o “melhor conteúdo, no melhor formato”, e a isso dedico minha vida. Os elementos lúdicos envolvem humor, contação de histórias, ilusionismo, ventriloquia, personificações, etc.
 

ESB: Quais são os principais resultados alcançados com essa metodologia?
 
CH: O resultado é extraordinário. Todos os nossos clientes são unânimes em afirmar que estas palestras são divisoras de águas em suas organizações, conseguindo vencer o difícil desafio de cativar um público dizendo não o que ele quer ouvir, mas o que precisa ouvir. Trabalhamos pelo aprimoramento humano e organizacional, nosso objetivo é muito maior que meramente agradar...
 

ESB: É comum ver certa resistência às mudanças, principalmente quando elas estão relacionadas ao ambiente de trabalho. Por que isso acontece?
 
CH: Resistir a mudanças é uma característica humana absolutamente natural. Há dezenas de causas para esta resistência que vão desde atavismos evolutivos a questões da neuroquímica cerebral e aspectos emocionais e psicológicos. O medo antecipado do desconhecido causa um estresse fora de hora (ansiedade) que nos convida a voltar ao refúgio do já conhecido (nossa zona de conforto). Nossa memória é construída de forma histórica, assim quando buscamos refúgio, buscamos no já conhecido (nossa maneira habitual de fazer as coisas, nossos hábitos). É interessante observar que o ser humano, paradoxalmente, anseia por mudanças, porque a rotina é desestimulante, mas teme não conseguir se adaptar a elas e, por isso, sofre uma angústia que é um misto de ansiedade e frustração.
  

ESB: Essa resistência também é vista na vida pessoal?
 
CH: Sim, com certeza. Mudanças pequenas, cuja iniciativa parte unicamente de nós, são mais fáceis de implantar, mas mudanças que percebemos necessárias e contrariam nosso interesse imediato de permanecer com nossos hábitos (são mudanças que o contexto, o ambiente e os outros evidenciam necessárias), geram maior resistência.
 

ESB: Por que resolveu usar a mágica em suas palestras? Qual o impacto que ela causa nas pessoas que estão o assistindo?
 
CH: O ilusionismo é uma arte extraordinária e uma ferramenta pedagógica muito especial, pois permite apresentar uma aparente suspensão das impossibilidades momentâneas. A mágica desafia nossa atenção e percepção, demonstrando sua fragilidade, e favorece viagens da imaginação que permitem contemplar novos ângulos da realidade. O impacto desta arte, quando bem utilizada, é maravilhoso. Mas no contexto em que estamos falando não pode haver o show pelo show, não se trata de mero entretenimento, mas uma atividade comprometida com a geração de reflexões e o despertar de consciências.
 

ESB: A discussão de temas voltados para o universo dos negócios é fundamental para que o empresário seja bem sucedido?
 
CH: A discussão sobre todos os aspectos da vida nos permite uma melhor compreensão sobre o porquê e para que fazemos as coisas. Isto aumenta as nossas chances de êxito frente a todos os desafios que assumimos enfrentar. Vivemos uma era de extrema competitividade, onde qualidade de informação, conhecimento relevante e processos decisórios coerentes e ágeis são fundamentais para a permanência no mercado. A questão básica é a qualidade do conhecimento, quanto mais caminhos dispomos para nos abastecermos de conhecimento relevante, melhores serão os resultados. Devemos apenas tomar o cuidado de não chamar de conhecimento apenas o fruto das reflexões acadêmicas sobre determinados temas. Observe quantos empreendedores geniais e de incrível sucesso temos no mundo, nas mais diversas áreas, que não acumulam títulos universitários. Da mesma forma, há muitos Mestres e Doutores que não conseguem levar um pequeno negócio à frente. O que importa é a qualidade do conhecimento e não a via pela qual o conseguimos. O melhor dos mundos? Associar pessoas com conhecimento tácito, experiência de vida, bagagem de mercado, intuição empreendedora a pesquisadores que se dedicam a sistematizar e entender a realidade das tendências e evolução dos mercados.
 

ESB: Falando em sucesso, qual o segredo para que ele seja alcançado?
 
CH: Não existe receita para o sucesso, não há segredos, apenas ingredientes úteis para que cada um de nós encontre sua própria e única receita. Todos os casos de sucesso, biografias, entrevistas, artigos, benchmarkings são úteis para nos fazerem pensar os múltiplos aspectos da realidade. Tentar modelar o sucesso e vencer copiando o modelo dos outros é sempre um voo curto de aterrissagem incerta!
Três ingredientes muito úteis a qualquer receita de sucesso que queiramos desenvolver são:
  • Humildade acima de tudo. Sem humildade não há aprendizagem contínua, não há aceitação de críticas (o que é muito importante) e, nem sequer, relacionamentos de qualidade. Humildade não é subserviência ou aceitação passiva de tudo. Humildade é a inteligência de considerar o valor de todos os que estão à nossa volta e contar com a colaboração deles para entender e vencer os obstáculos do mundo.
  • Atitudes Vencedoras. Enquanto a imensa maioria das pessoas transforma dificuldades em problemas, devemos transformá-las em oportunidades. Onde todos se prendem às impossibilidades, foquemos as possibilidades. E transformemos, imediatamente, as melhores ideias em atitudes. Sonho sem atitude é delírio!
  • Se você quer ser um idealista, escute suas próprias ideias, mas se quer ser empresário, aprenda a escutar o mercado!
 
ESB: Que dicas você pode oferecer para o empreendedor que deseja vender com mais propriedade e qualidade?
 
CH: Bem, estas dicas mudam de segmento para segmento, mas de forma geral eu sugiro:
 
1)    Fuja da mesmice: as pessoas não aguentam mais que todas as lojas, promoções, produtos e serviços, sejam meras cópias uns dos outros. Encontre sua identidade e trabalhe todos os detalhes que a tornam única!
2)    Vivemos uma era chamada de economia da experiência. Muito mais que produtos e serviços, as pessoas estão em busca de viver experiências de valor. Faça com que todo o contato com sua marca, empresa e colaboradores ofereçam uma experiência de valor. Faça valer a pena estar em contato com seu negócio independente dos aspectos comerciais (estes virão por consequência).

 
ESB: Quais seriam os principais erros cometidos pelos empresários em um ambiente de negócios e de que forma eles podem ser superados?
 
CH: Há muitos erros, três deles são:
 
a) Distração. O empresário começa a ficar tão ocupado em apagar incêndios do dia a dia que se esquece de sua principal função: visualizar o futuro do negócio.
b) Falta de delegação. Na tentativa de centralizar demais todas as decisões, o empresário torna a empresa lenta e monotemática (só um tipo de pensamento dominante), desmotiva os colaboradores e não encontra tempo para pensar o futuro, afinal ele está ocupado demais com pequenas coisas.
c) Confundir salário com custo. Manter os melhores colaboradores na sua empresa e não na concorrência é investimento e não custo. Pague muito bem quem mais agrega valor ao seu negócio, em todos os níveis da empresa. Custo é o que você perde e deixa de ganhar por não investir em uma equipe de ponta.

 
ESB: Qual a importância que você vê na inovação para a liderança dos negócios?
 
CH: Inovação e sustentabilidade (tanto planetária como do modelo de negócios) são as duas palavras de ordem nos tempos atuais. Mas cuidado, não confunda inovação apenas com desenvolver novos produtos e serviços. Inovação não é invenção. Inovação é a criatividade que agrega valor aos negócios, é a fonte de lucro dos negócios na atualidade. Inove na gestão, na comunicação, no marketing, no rh, nos canais de venda, no posicionamento nas redes sociais, nas promoções, no atendimento, no pós-venda. Enfim, inove em todas as áreas do seu negócio. Revolucione seus negócios! Este é justamente o tema do meu mais recente livro, que dedica um capítulo à inovação de cada detalhe do seu negócio. Deus vive nos detalhes!
 

ESB: Como você enxerga os novos desafios da gestão empresarial e como o empresário pode estar mais preparado para lidar com essa realidade?
 
CH: Compreender que sucesso  não é algo que possuímos, mas algo que experimentamos e só continuaremos experimentando com superação, inovação e evolução constantes é a chave para encararmos os desafios da adolescência do capitalismo brasileiro. Até 2050 a população do mundo terá dobrado, hoje nascem quatro crianças por segundo no mundo, o Brasil inverte sua pirâmide etária e começa a ser um país sênior, a liderança dos veteranos e geração X passará para a geração Y e Z, nos próximos 15 anos de cada dez empresas existentes apenas uma continuará existindo, nove serão substituídas por empresas entrantes ou incorporadas pelas gigantes multinacionais, as pessoas não estão mais permanecendo em empresas por desejo de carreira, mas migrando por desejo de desafios, a globalização faz de uma crise local uma crise mundial. Só há uma maneira de enfrentar todos estes, e muitos outros desafios: o desenvolvimento de uma gestão flexível, ágil, simplificada (desburocratizada), onde as pessoas estão unidas por compartilharem de um ideal, um sonho comum. O papel de uma liderança que deixa de ser retórica para tornar-se baseada em profundo significado existencial será determinante para o sucesso dos negócios!
 

ESB: Você é autor de best-sellers na área de negócios a exemplo do “51 Atitudes essenciais para vencer na vida e na carreira”, que fala sobre as decisões que tomamos e como elas nos afetam. Quais seriam esses princípios necessários para percorrermos o caminho do autoconhecimento e da autorrealização?
 
CH: Bem, foi preciso escrever vários livros para responder a esta pergunta. Ela estará seguramente melhor respondida neles, porque o assunto é muito amplo.
Por agora, podemos considerar que vivemos uma era de ruptura com modelos generalistas e especialistas que tentavam observar a realidade de uma maneira fragmentada e tratar de suas dificuldades sem considerar todo o conjunto de repercussões envolvidas. Já não é mais possível agir assim, os produtos se tornam multifuncionais, produto e serviço são hoje uma coisa indissociável, os profissionais tornam-se multiexpertise, nas universidades buscamos a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade, as ciências se unem (mecatrônica, nutricêutica, cosmecêutica, bioética) e chegamos a uma “Era sem síntese”, onde a velocidade da mudança e os imperativos da inovação e da sustentabilidade colocam o homem frente a frente com o tamanho  da ignorância que nos cerca sobre as questões fundamentais da vida e dos negócios. Nossas falsas certezas, incoerências e inconsistências já não nos atendem mais. Esta sensação de estar dirigindo, vendado, um carro em alta velocidade começa a assustar ao ser humano (daí as epidemias de distúrbios de ansiedade, depressão e síndromes de pânico). A religião sofreu um fortíssimo processo de comercialização e tornou-se mais um culto à prosperidade que um caminho para a paz e o desenvolvimento das virtudes da fé, a psicanálise está fora de moda, enfim, os mecanismos clássicos de busca pelo conhecimento estão em crise e tentam medicalizar todos os sintomas da alma humana. Esta crise evidencia um retorno imediato à busca por autorrealização que é fruto do autoconhecimento, renascem as perguntas essenciais da humanidade: Quem somos, de onde vivemos, para onde vamos, por quê e para que estamos aqui?  Experimentamos um ressurgimento de uma filosofia que devolva ao Homem o sentido e a consequente  motivação de viver!  Experimentaremos várias crises, mas ressurgiremos muito melhor...

 
ESB: Gostaria de deixar algum recado para os nossos leitores?
 
CH: O cultivo da sabedoria entendida como a busca por compreender como e por que agimos e os caminhos para fazê-lo melhor a cada dia constituirão nossa maior força frente a este mundo de instabilidades político, econômica, ambientais. Uma reaproximação das pessoas com ideais comuns em regime de cooperação, organização da sociedade civil, voluntariado e prática de uma espiritualidade não excludente torna possível uma reedição da sociedade para um modelo mais maduro e sustentável. Somos todos responsáveis por tudo o que fazemos e pelo que deixamos de fazer. Não nos deixemos arrastar pelos acontecimentos, mas tomemos a frente deles, sendo autores da construção da melhor versão do futuro. Estamos juntos!


Carlos Hilsdorf
Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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