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Notícias

Entrevista Carlos Hilsdorf - Panorama Mercantil

Por Assessoria de Imprensa em 07-12-2016

Economista, consultor de empresas, pesquisador do Comportamento Humano e escritor, Carlos Hilsdorf é pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e considerado um dos principais palestrantes do país na atualidade. Já foi convidado para apresentações em diversos Congressos e Fóruns, como o Congresso Internacional de Educação, o Fórum Nacional de Recursos Humanos, o Fórum Internacional de Criatividade, além do Congresso Nacional de Qualidade de Vida. No plano internacional, foi um dos representantes do Brasil no Congresso Mundial de Administração, em Nuremberg, na Alemanha e no Congresso Mundial de Administração, em Turim, na Itália. Foi também palestrante do Fórum Internacional de Administração, no México e no Congresso de Administração dos Países Andinos, entre outros. É autor do best seller “Atitudes Vencedoras”. Recebeu o prêmio Mérito Empresarial, concedido pela Academia Brasileira de Artes, Cultura e História, e o prêmio Empresário do Ano, concedido pelo Instituto Latinoamericano de Qualidade. Em seu livro mais recente (Atitudes Empreendedoras, editora Portfolio Penguin), Hilsdorf afirma que ninguém nasce empreendedor, mas que todos podem se tornar um.

Panorama Mercantil: Carlos, você começou a sua carreira como empreendedor, poderia nos contar um pouco mais sobre isso?

 
Carlos Hilsdorf: Empreendedorismo é uma competência eminentemente comportamental, por isso pode ser colocada em prática nas mais diversas idades e variados níveis de conhecimento. Notamos características do comportamento empreendedor mesmo em crianças. Este foi o meu caso, envolvido com arte e ávido por conhecimento, desde muito menino descobri que possuir um CNPJ me permitia ser contratado por empresas de maior porte. Nesta época pedi ajuda a meu pai para abrir uma modalidade de empresa onde eu poderia atuar como sócio, na época eu tinha doze anos de idade. Esta empresa de produções artísticas passou a comercializar meus trabalhos artísticos e, aos poucos, associamos outros serviços que começavam a despontar na época como filmagem e edição em VHS, por exemplo. Dela derivaram muitos caminhos e um deles, oriundo de convites para shows de lançamento de produtos, começou a delinear minha futura participação como consultor, palestrante e autor sobre desenvolvimento humano e profissional em eventos corporativos.
 
 
PM: Seu primeiro contato com educação corporativa se deu na década de 80. Como avalia a educação corporativa nos dias atuais?
 
CH: Evoluímos muito, sem dúvida. O simples fato de que há uma compreensão mais presente, nas mais variadas áreas do negócio, sobre a importância da educação e desenvolvimento humano e empresarial como fatores indissociáveis, representa uma vitória extraordinária. Há não muito tempo atrás, quando os profissionais de RH propunham estas questões, outras áreas mais quantitativas gestão tendiam a olhar a proposta com preconceito e desdém (essa foi a época do não temos verba para isso… desenvolver pessoas era visto como custo e não investimento).
Hoje, os programas de desenvolvimento e educação, as universidades corporativas, a era dos Vice presidentes de Talentos Humanos, tudo isto evidencia um gigantesco avanço, que é mais nítido e eficaz nas organizações de maior maturidade e sensibilidade e se traduz em resultados superiores sob todas as óticas de análise (qualitativas e quantitativas).
Claro que ainda há modismos desprovidos de fundamento conceitual e consistência, e muito desperdício de tempo e recursos alocados por profissionais ainda imaturos diante da dinâmica da “indústria da pseudoeducação” versus “estado da arte da educação corporativa”, mas isto é absolutamente compreensível.
A qualidade das ações não vai muito além da qualidade dos gestores. Para uma excelente educação corporativa devemos contratar profissionais sérios e comprometidos com pessoas, educação e resultados. Na ausência desta tríade o custo será sempre maior que o benefício.
 
 
PM: A sua metodologia altamente eficaz conquistou o mercado e o tornou um palestrante muito requisitado. Quando foi e como foi a primeira vez que usou essa metodologia?
 
CH: Esta é uma constatação do mercado. O que eu constato é que este reconhecimento deriva da seriedade com que desenvolvi e continuo sempre aperfeiçoando a metodologia, associada a um profundo respeito por meus clientes, enquanto instituições e enquanto pessoas que as representam e assumem seus desafios. Este profundo respeito me permitiu ocupar o lugar que hoje ocupo no mercado. Os resultados desta metodologia são avaliados, não por mim, mas pelos clientes.
A metodologia começou a ser desenvolvida na convergência dos meus múltiplos interesses por diferentes áreas do conhecimento e sua interação com a arte e seus efeitos sobre o comportamento das pessoas. Muito cedo me sensibilizou o fato de que trabalhar, simultaneamente, razão e emoção seria o melhor caminho para diminuir a resistência ao novo, promover reflexões mais profundas e gerar momentos propícios ao estabelecimento de novos e melhores comportamentos (escolhas).
Comecei a utilizar a metodologia (em sua fase inicial de formatação conceitual, mas já em utilização empírica) nos anos oitenta.
 
 
PM: Sabemos que utiliza duas paixões para desenvolver o seu trabalho: a arte e o conhecimento sobre comportamento e negócios. Até que ponto um empreendedor deve ser apaixonado pela sua ideia ou negócio como um artista pela sua arte?
 
CH: Em meu novo livro (Atitudes Empreendedoras, ed. Portfolio Penguin), inicio um dos capítulos com a proposta “Comece tendo um caso de amor com seus sonhos!”
Um sonho (neste sentido) é uma expressão artística, arquetípica de nossa essência, verdadeira e profunda. Este estado repleto de energia, vontade de agir e transformar o mundo ao nosso redor, se identifica com os aspectos positivos da paixão (quando a comparamos com a da esfera afetiva) e caracterizam a base da persistência que é condição sine qua non para o exercício do nosso potencial e competência para empreender. Associamos paixão a um estado de comprometimento e emoção intensos; isto é fundamental para levarmos nossos projetos à concretização. O apaixonado foca no objetivo e não nas dificuldades e obstáculos; ele segue vigorosamente à frente, encarando toda e qualquer incredulidade e situações adversas. Pode existir situação emocional mais propícia?
Associada ao exercício da razão e da busca constante por maior e melhor nível de conhecimento a paixão torna-se um poderoso combustível para o motor das realizações. Artistas são caracterizados por esta intensa emoção proativa que os leva a criar pelo valor do ato criativo, independentemente de qualquer outra recompensa, no curto prazo. Realizar é a recompensa! Assim são os empreendedores.
 
 
PM: Tendo palestrado em diversos países, poderia nos dizer se algum lhe impressionou na forma de planejar e operar um negócio?

 
CH: Uma das grandes vantagens da imersão necessária para trabalhar em diversos países consiste que neste contato com diferentes culturas e "estados da arte da gestão e desenvolvimento de pessoas” eliminamos a priorização de uma determinada cultura como sendo “superior” às demais.
Claro que o tempo de existência de um país, de sua independência, particularidades culturais, geo-sociais alteram profundamente seu mercado e todas as atividades a ele associadas. Mas em todos os países encontramos áreas de excelência e zonas de conforto, deficiências e virtudes derivadas do histórico do amadurecimento do mercado e das filosofias de gestão de cada um.
Em geral, quanto mais maduro o mercado, melhor equacionadas estão as questões prioritárias do planejamento e operação dos negócios, forma-se um "caldo de cultura", uma atmosfera propícia à proatividade, assertividade e empreendedorismo.
Um mundo globalizado nos convida a aprender com cada uma destas culturas sobre o que devemos e podemos fazer e evitar.
Assim aproveitaremos a criatividade e flexibilidade dos povos latinos, a determinação disciplina e amor aos detalhes dos orientais, a assertividade dos nórdicos, a capacidade de gerar processos simples e efetivos dos norteamericanos, etc.
 
 
PM: Qual das suas palestras você considera inesquecível e por quê?
 
CH: Considero como inesquecível sempre a última realizada, porque nela, coloquei tudo de mim até aquele momento. Até o próximo momento, ela representa minha dedicação máxima e por esta razão é inesquecível para mim. Trato todas as palestras como se fossem a primeira e a última, porque são únicas para mim e para o público daquele momento.
Depois de ter feito milhares delas, frente a esta pergunta, me lembro de uma que realizei logo após o falecimento de meu pai, homem extraordinário que amo com toda a intensidade da minha alma. Foi desafiante para mim, já havia palestrado diante das mais diversas condições que atingem a vida de todos nós, diferentes condições de saúde, cansaço, pressões, etc. Mas nunca havia enfrentado a necessidade de deixar a dor da separação nos bastidores e vencendo a emoção da saudade e da ruptura tão recente, enxugar a lágrima e fazer a platéia refletir e sorrir. Eu sabia que estava ali por eles e para eles (público) e que precisava controlar esta gigantesca emoção para não mudar a natureza do encontro, cuja proposta não era, meramente, dividir minhas experiências de vida no âmbito das relações, emoções e sentimentos. Foi um momento intenso, após o agradecimento final fui desabar todas as emoções extras em um choro intenso e longo, era para ele, em especial, aquela superação. Tudo o que ele havia me ensinado continuava em prática. Foi emocionante, marcou-me profundamente.
 

PM: Que atitude você considera ser essencial para aquele que quer vencer no mundo dos negócios?
 
CH: Humildade verdadeiramente entendida. Humildade não é acreditarmos que somos menos que alguém, mas saber que nenhuma condição relativa nos torna mais que qualquer outra pessoa. Somos únicos, diferentes e apenas isto, independente do nível de competência que se nos atribui ou de reconhecimento que possamos possuir ou não.
Vivemos em um mundo muito vaidoso e a fogueira das vaidades termina por consumir sua própria fonte. Vencer é mais que ter fama e sucesso, é exercitar o caráter, a ética e os valores mais nobres da existência. Conseguir sucesso e, eventualmente, até fama, sem corromper estes valores, isto é vencer!
Para tanto precisamos vivenciar a humildade e estarmos, verdadeiramente, abertos para aprender com tudo e com todos, compartilhando, humildemente, o que colhermos pelo caminho.
Considero a humildade como a mãe de todas as outras virtudes necessárias para a autorrealização e para a construção de um legado autêntico, que transcenda os estreitos limites do ego.
 
 
PM: Como vê o tratamento dado pelas empresas ao capital humano?
 
CH: Este é um tema onde não existe homogeneidade. Oscila desde as empresas ainda muito alienadas à questão, passa por outras altamente retóricas, com belíssimos discursos, perfeitamente alinhados com o que de melhor tem se produzido em termos de conhecimento na área, mas uma execução deficiente, e chega até empresas onde, verdadeiramente, o respeito pelo capital humano é o grande valor que orienta todas as demais ações, apesar  de todas as pressões oriundas da competitividade.
Estas últimas devem servir de profunda reflexão a todas as outras, pois possuem, histórica e comprovadamente, um nível de resultados extremamente superiores às demais, em todos os seus indicadores (incluindo lucratividade, produtividade, rentabilidade e resultados financeiros positivos para todos os stakeholders). Isto demonstra, de maneira inequívoca, que investir de maneira consciente e consistente, no capital humano é a melhor prática de gestão para o desenvolvimento, crescimento e sustentabilidade de todo e qualquer modelo de negócios!
Podemos e devemos avançar muito nesta área no Brasil, especialmente na flexibilização dos horários de trabalho e ampliação das possibilidades de qualidade de vida no trabalho. Colocar todo o excesso de pressão na conta da resiliência dos colaboradores é uma miopia que prejudica a produtividade, o intraempreendedorismo e potencial inovador de que as empresas tanto necessitam hoje.
 
 
PM: Pela sua experiência, poderia nos dizer se é difícil fazer realização pessoal, reconhecimento público e bom estado financeiro andarem juntos?
 
CH: Esta tríade faz parte daquelas onde as palavras-chave são discernimento e disciplina. Como ambos costumam demandar tempo de vida (vivência) para serem bem desenvolvidos, então, podemos dizer que para a maioria das pessoas é desafiante demais conjugar estes três fatores. Porém, isso se aplica quando pensamos genericamente, na média. Quando olhamos para cada caso, especificamente, sabemos que é perfeitamente possível, viável e que não precisa demandar tanto tempo de vida para associá-las, depende da nossa capacidade de priorização. Se começarmos pelo caminho da autorrealização, conjugando humildade com trabalho persistente, o reconhecimento público e a realização financeira são mais facilmente atingíveis.   Diferentemente de na matemática, na vida, a ordem dos fatores, altera o produto!
 
 
PM: Existe receita para o sucesso?
 
CH: Claro que não. Ao menos uma receita genérica que possa ser colocada em prática por todos, não existe.
A tentativa de modelar o sucesso de outros e imaginar que repetindo seus passos conseguiremos os mesmos resultados é infantil. Nunca podemos separar quem, como e quando. Quem fez, como fez e sob que circunstâncias fez são elementos que não se repetem da mesma forma…
Das biografias de pessoas e empresas de sucesso devemos extrair reflexões sobre seus ingredientes e verificar se e como podemos utilizá-los na criação na nossa própria e intransferível “receita”. Sucesso é autoral!
É como um pão caseiro, artesanal, além dos ingredientes, a maneira do preparo e a mão de quem amassa o pão, fazem toda a diferença. Por isto o pão da neta é diferente do da mãe e do pão da avó… a vida ensina…
 
 
PM: Uma frase sua: "Corajoso não é quem não sente medo, mas sim quem segue em frente apesar do medo". Como domar esse empecilho que é um dos maiores entraves para a realização dos nossos sonhos, sejam esses sonhos de caráter pessoal ou profissional?
 
CH: O medo é uma resposta biológica e psicológica, em parte instintiva em outra aprendida em nossas interações comportamentais, criada e amplificada por nossa imaginação. No cinema a sombra do monstro é sempre maior que o monstro e, se desligarmos o som, não assusta nem ao canário na janela…
Reconhecer, compreender e superar nossos medos particulares constitui a particular "jornada do herói" para cada um de nós. Em meus livros Atitudes Vencedoras e Atitudes Empreendedoras (meu mais recente lançamento) trato destas questões. Se olharmos atentamente, o medo é o maior inimigo das realizações humanas. Basta lembrar da citação “Não sabendo que era impossível, foi até lá e fez…” A chamada sorte de principiante, no boliche, no arco e flecha, apenas para citar dois exemplos, ocorre pelo estado de relaxamento em que se tenta algo sem preocupar-se com o resultado.
Quando começamos a perceber os graus de dificuldade e quando existe algo a ganhar ou perder, começamos a temer. O simples medo de errar nos conduz ao erro, trata-se da Lei do Efeito Reverso que trato em meus livros.
Superar o medo impeditivo, não aquele que nos convida a cautela (que é benéfico), mas aquele que prejudica a nossa vida cotidiana e impede a realização de nossos sonhos, implica em diversas atitudes e caminhos, particulares à história de vida de cada pessoa, mas parte de um ponto comum: a decisão transformada em atitude de mudar o estado atual das coisas, deixar de nos conformar com o fato de que qualquer de nossas características psicológicas continue impedindo um maior nível de autorrealização e felicidade.
Para vencer o medo: Admita-o, reconheça-o, identifique-o e busque os caminhos (e ajuda, se necessário, na maioria das vezes é) para a estratégia de enfrentamento e superação.
Nunca se aconselhe com seus medos, eles sempre te aconselham a desistir.

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