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Notícias

Entrevista Carlos Hilsdorf - Transamérica Expo

Por Assessoria de Imprensa em 06-12-2016


 

O consultor de empresas, escritor e um dos melhores palestrantes do país conta que a humildade é fundamental para o sucesso profissional e aconselha os profissionais para o próximo ano.

Transamérica Expo Blog: Você é economista, pós graduado em Marketing, consultor de empresas, escritor e pesquisador em comportamento humano. O que te levou a essa formação? Como essas áreas influenciaram o seu trabalho como palestrante?
 
Carlos Hilsdorf: De uma certa maneira todo ser humano é uma somatória de todos os seus interesses, conhecimentos, habilidades e atitudes. Nossa história está disponível em todos os segundos de nossas vidas. Algumas pessoas se distraem e esquecem disso...
Tive a felicidade de não me distrair e incorporar, também,  a dimensão artística à qual sempre me dediquei desde os cinco anos de idade. Tudo isto, esta busca integral por expressar a multiplicidade que todos nós somos acabou, naturalmente, me conduzindo a este caminho convergente . Coloco em meu trabalho a integralidade do meu ser, estou visceralmente e espiritualmente comprometido com meu trabalho. Como apaixonado pela vida e pela possibilidade de descobri-la por múltiplos caminhos, continuo interessado pelos mais variados temas, o tempo todo.
 
 
TEB: Quais os temas mais solicitados pelas empresas que contratam suas palestras?
 
CH: Meus clientes dentro e fora do Brasil me contratam para fazer a ponte entre os mais importantes conceitos no estado da arte do universo conceitual de negócios e os desafios comportamentais necessários para coloca-los em prática. Assim, sempre que o tema envolve, simultaneamente, comportamento e negócios, nosso expertise entra em parceria com estas empresas, sejam públicas ou privadas, para colaborar no estabelecimento de reflexões baseadas em conteúdo relevante e na geração de um clima inspirador para que a mudança, a inovação e o estabelecimento de novas e melhores atitudes (excelência e alta performance) possa ocorrer simultaneamente.
 

TEB: Em suas palestras, você utiliza mágicas, humor, música e outras artes para falar sobre comportamento e negócios. Como surgiu a ideia de usar essas ferramentas?
 
CH: Eu me dedico intensamente à minha profissão e, desde o início, busquei encontrar uma metodologia que me permitisse apresentar o melhor conteúdo no melhor formato. Muitas palestras possuem excelente conteúdo, mas pecam na maneira de transmiti-lo ao público; outras são muito prazerosas na forma mas vazias em conteúdo... Nunca estive de acordo com nenhuma destas duas opções por isso desenvolvi, depois de mais de dez anos de estudo diário, uma metodologia que permitisse, entre outras coisas:
 
  1. Diminuir a dissonância cognitiva.
  2. Apresentar conceitos complexos de maneira simples mas não simplista.
  3. Aumentar a receptividade psicológica para o estabelecimento de reflexões profundas e reavaliação de comportamentos.
  4. Aumentar a retenção das mensagens essenciais.
  5. Conseguir resultados mensuráveis e duradouros pós palestra.
Assim, mesclando minhas áreas de pesquisa em comportamento humano e educação, resolvi unir Andragogia com Arte e oferecer ao mercado uma metodologia inovadora que acabou tornando-se referencia. O ilusionismo, o humor, a música e os demais tipos de arte não são utilizados como fins em si mesmos, mas sempre como veículos para a missão da palestra. Além de tornarem a apresentação imensamente prazerosa, cumprem um papel fundamental na apresentação do tema e retenção da mensagem.
 

TEB: Em sua opinião, o humor pode ser uma ferramenta importante para se ter sucesso na carreira profissional? Quais outras atitudes que contribuem para obter êxito no trabalho?
 
CH: Escrevi o livro 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira (que figurou diversas semanas na lista dos mais vendidos do Brasil em negócios) para responder a estas questões, uma vez que são muitas as atitudes e suas  particularidades.
O bom humor (que é bem diferente de sermos engraçados, embora em alguns momentos possamos ser) é uma atitude essencial para neutralizar as tensões em relacionamentos, momentos delicados e para gerar o clima de descontração comprometida que toda boa equipe deve possuir. No âmbito individual, o bom humor é responsável pela estimulação do mecanismo de recompensa do cérebro, o que além de ampliar a nossa sociabilidade, favorecer a aplicação de nossa inteligência emocional, promove significativas condições neurológicas que favorecem a manutenção da motivação, altos índices de energia e maior resiliência. Para termos uma ideia, a ciência comprova que pessoas que frequentemente estão de bom humor possuem um sistema imunológico muito mais eficaz e ficam doentes com menor frequência!
 

TEB: Você é autor do livro “Atitudes Vencedoras”, publicado também em braile, que aborda temas como aprimoramento pessoal e profissional. Qual a importância do profissional dedicar um tempo a essa tarefa?
 
CH: Há uma estorinha clássica em negócios que acabou gerando várias citações que vem sendo reproduzidas em livros desde o século XIX, cuja síntese é: Se eu tiver duas horas para cortar uma árvore, passarei 95% do tempo afiando o machado!
A vitória de um profissional hoje não se deve a “o quê” ele faz, mas a “como” ele faz. Não se trata de trabalhar duro, mas de trabalhar mais inteligentemente; afinal produtividade não se consegue aumentando as horas trabalhadas mas sim o resultado de cada hora trabalhada...
Quando escrevi o Atitudes Vencedoras, o escrevi porque queria compartilhar com o leitor centenas de coisas que eu gostaria que tivessem me explicado ao menos uns dez anos antes. Há uma  série de mecanismos psicológicos evolutivos que nos foram “dados” para nos salvar de eminentes perigos mas que, devido à mudança da cultura, ambiente e hábitos, tornaram-se não apenas desnecessários mas começaram a nos prejudicar no atingimento de metas e realização de sonhos.  Precisamos nos conhecer bem para saber como afiar o machado de nossas competências e diminuir nossos “calcanhares de Aquiles”.
 

TEB: Quais as principais atitudes que ajudam e que atrapalham o sucesso no mundo corporativo?
 
CH: A primeira atitude fundamental para o sucesso é a humildade. E esta é uma atitude que precisa ser compreendida além do senso comum. Sempre que ficamos presos ao óbvio estamos presos à mediocridade. Humildade não é subserviência, não é abster-se do confronto de ideias, ideais, planos e metas. Humildade não é acreditarmos que somos mais que alguém, mas é saber que não somos mais que ninguém. Por humildade devemos entender uma postura aberta para observar  e escutar atentamente todo e qualquer input que nos faça repensar nosso modelo de mundo, crenças e ideias, sem preconceitos e restrições. Humildade é uma abertura para aprender com todos, especialmente com aqueles que, por algum critério incompleto, imaginamos tenham menos a nos ensinar.
A primeira atitude que mais prejudica o sucesso é justamente o oposto da humildade: a arrogância. O fechar-se em um modelo preconcebido de verdade, permitindo que o ego e a vaidade sejam mais importantes que nosso desejo de expansão das possibilidades, conhecimento e busca pela sabedoria.
 

TEB: Como transformar algumas atitudes e buscar o aprimoramento pessoal e profissional?
 
CH: Transformar nossas atitudes é defrontar-se com nossos hábitos, descobrindo suas causas, finalidades e links emocionais de sustentação. Todo hábito resiste bravamente a ser substituído, possui raízes. Para mudar uma atitude é necessário conscientizar-se dela, compreender sua origem e as razões pelas quais a mantivemos por tanto tempo. Uma vez feito isso, teremos que, compreendendo sua natureza e os processos pelos quais a alimentamos , desconstruir este mecanismo e substitui-lo por outro que, gradualmente, permitirá o sucesso da nova atitude que queremos implantar. Muitas pessoas desistem porque este processo gera desconforto...
 

TEB: Como lidar com entraves ao liderar uma equipe de trabalho?
 
CH: Liderar é algo muito diferente do que muitos livros gostam de explorar. Veja que a imensa maioria dos livros sobre liderança tratam da figura do líder e se esquecem que o fundamento da liderança está nos liderados. São os liderados que assumem um líder. Quando dizemos que alguém assumiu a liderança, estamos na verdade dizendo que que alguém foi aceito como líder por pessoas que lhe delegaram poder por admiração e respeito. O grande fenômeno da liderança chama-se ressonância. Assim um líder é aquele que faz com que cada um de o melhor de si em proveito de todos, porque no âmago de todos existe um “sonho coletivo”, um “objetivo comum”. Qualquer situação autocrática onde hierarquicamente alguém é nomeado líder é uma situação de chefia, só será liderança se os liderados assim decidirem.
 
Assim para vencer os entraves na liderança de uma equipe de trabalho comece sempre buscando conhecer em profundidade os membros desta equipe, suas agendas pessoais e profissionais (o que almejam em termos objetivos), estabelecendo com eles qual é o sonho coletivo, o objetivo comum. Reconheça o valor de cada membro da equipe. Trate toda e qualquer vitória como coletiva, todo e qualquer fracasso como sua responsabilidade e, sobretudo, acredite nas pessoas, aposte em sua capacidade e auxilie-as em toda e qualquer situação ética. Represente sua equipe, faça por merecer o respeito e a admiração e ela o ajudará a liderar. Não tome liderança como um papel exercido por você, mas como algo que é exercido em conjunto com sua equipe.
 
 
TEB: Qual a importância das empresas investirem na qualidade de vida pessoal e profissional dos colaboradores?
 
CH: Esta é uma área onde correm muitas lendas urbanas e corporativas que precisam ser compreendidas. Nenhuma empresa é responsável pela qualidade de vida de seus colaboradores. As empresas são responsáveis pela qualidade de vida de seus colaboradores no trabalho (ambiente, tarefas e repercussões).
A qualidade de vida pessoal é uma atribuição individual de responsabilidade intransferível. Assim, uma empresa deve dedicar-se a oferecer as melhores condições de qualidade de vida no trabalho, mas para usufruir destas condições tanto em termos profissionais, como pessoais, faz-se necessário o comprometimento do indivíduo.  Muitas empresas instalaram academias, ginástica laboral, yoga, entre outras práticas, para complementar os aspectos de qualidade de vida no trabalho que pudessem abranger, também, a esfera pessoal e se surpreenderam quando as mesmas pessoas que demandavam por estas condições não frequentavam as aulas e horários disponíveis…
Há uma inter-relação entre qualidade de vida no trabalho e qualidade de vida lato sensu, mas esta intersecção não pode e nem deve ser tomada como uma responsabilidade da empresa. Pessoas são responsáveis por sua qualidade de vida latu sensu, empresas são responsáveis pela qualidade de vida no ambiente e situações de trabalho. Da mesma forma que as famílias, hoje com agenda professional intensa,  tentam transferir a educação aos cuidados da escolar e isto é um equívoco, também é um equívoco transferir a responsabilidade pela qualidade de vida (lato sensu) ao empregador.
 
 
TEB: O ano novo está chegando e será repleto de desafios no universo corporativo. Você pode deixar uma mensagem aos nossos leitores?
 
CH: Vivemos a adolescência do capitalismo brasileiro e a infância da  consciência política e não me refiro a questões eleitorais, mas a maturidade das nossas instituições e seu real comprometimento com as reformas indispensáveis para nos conferir a competitividade e agilidade necessárias no contexto da economia global (basta olhar o processo de desindustrialização brasileiro). O encontro destes dois fenômenos torna os momentos de desaceleração da economia muito mais críticos. A mínima lição de casa foi adiada por tempo demasiado e as consequências estão visíveis. Contudo há um problema maior que deriva dos anteriores: uma crise de segurança e uma epidemia de desânimo – são estas as questões mais perigosas para um efeito multiplicador recessivo na economia.
A questão agora é resgatar a confiança tanto pública quanto privada, com medidas austeras, legítimas e transparentes que devolvam o entusiasmo ao mercado.
Não se entregue ao desânimo é um conselho fundamental para 2015. Seja qual for a performance da economia o fato é que haverá empresas crescendo mais que outras e profissionais triunfando com estratégias, propostas e estilos de liderança inovadoras que, frequentemente, surgem exatamente nestes momentos (como prova a história).
Eliminar as desculpas nobres para atitudes pobres, focando toda a nossa competência e determinação em fazer as coisas certas acontecerem tornará o nosso saldo incrivelmente mais positivo em toda e qualquer situação. É necessário desenvolver Atitudes Vencedoras – aquelas que transformam dificuldades em oportunidades e não em problemas.
Quando o mar está revolto é que se conhece a competência do comandante e seus marinheiros. O momento pede que demonstremos que sabemos navegar ousadamente com vento de proa.

Saiba mais:
Carlos Hilsdorf
Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante dos Congressos Mundiais de Administração (Alemanha e Itália) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor dos best sellers Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira, Revolucione Seus Negócios e do lançamento Atitudes Empreendedoras. Referência nacional em desenvolvimento humano.

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